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Posts na categoria "Museu"

O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

06 de abril de 2016 0
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Fotos Rosane Tremea

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Você já ouviu falar do Museu do Amanhã, inaugurado em dezembro no Rio?

Eu já tido lido, já tinha visto fotos, vídeos, reportagens…

E, como não resisto nem a um museu nem a uma novidade, na primeira oportunidade fui correndo conhecer, no final de fevereiro.

 

 

Não importa que muitos cariocas chamem o prédio, criação do arquiteto catalão Santiago Calatrava, de “Baratão”.

Nem que uma amiga tenha considerado o museu excessivamente “escolar”.

Eu gostei. Muito. Por que?

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A reinvenção de um lugar

Um dos principais méritos do museu é ter transformado a região portuária, em geral degradada, e levar as pessoas de volta ao Cais Mauá. A destruição do antigo “Minhocão”, demolido, virou uma instalação sensorial no museu (é uma sequência de vídeos em telas gigantes que mostra a explosão do viaduto).

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O espaço

O prédio é amplo, arejado, iluminado. Ainda que a presença de pessoas seja intensa e haja fila para entrar no museu (veja abaixo como evitá-las) e para “Cosmos”, a primeira atração da Exposição Principal (para a projeção de 12 minutos em 360 graus é preciso entrar num domo), não senti apertos ou atropelos, dá para ver tudo com tranquilidade e interagir.

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Interatividade

Fiz a visita com uma criança de dois anos, entre outros adultos, e o fato de o museu ser quase todo interativo tornou a visita muito divertida e interessante.

Adultos, às vezes temos receio da experiência, de tocar, de interagir. Impelidos pela curiosidade infantil, também experimentamos.

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Reflexão

Há, como está na própria descrição do museu, mais perguntas do que respostas sobre o homem e sua relação com a natureza e com o futuro que estamos construindo/queremos construir.

O que ninguém consegue ficar é indiferente sobre como tratamos o planeta, sem pensar nas consequências.

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COMO VISITAR

  • Abre de terça a domingo, das 10h às 18h (a bilheteria encerra a venda às 17h)
  • O ingresso custa R$ 10
  • Faça a compra pelo site e agende a visita para o horário que preferir
  • Isso evitará ter de ficar na fila no sol (insuportável, no dia em que fui) para a compra do ingresso (na foto abaixo)
  • Ainda assim, será preciso entrar numa fila (bem menor, numa porta à direita) para acessar o prédio e fazer a troca do ticket por um cartão interativo

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Um museu (quase) novo em Nova York

15 de outubro de 2015 0
Fotos Ed Lederman, divulgação

Fotos Ed Lederman, divulgação

Daquelas coisas que acabei publicando na edição impressa e deixei para depois no blog…

Desde 1 de maio, há um novo (ou renovado, como quiser) museu a visitar em Nova York: o Whitney Museum of American Art.

Fica no Meatpacking District, uma região que está renascendo na cidade.

O novo prédio foi desenhado pelo arquiteto Renzo Piano, com espaçosas e iluminadas galerias e com terraços com vista panorâmica, e abriga uma coleção de arte americana moderna e contemporânea e apresenta também exposições temporárias, performances e outras atrações para o público.

Desde então, o museu abre seis dias por semana, e não mais cinco, como na antiga sede.

Para arquitetos, as formas da construção também é uma atração a mais, além do acervo. Aqui neste link tem um time-lapse bem bacana mostrando a construção ao longo de quatro anos, entre 2011 e 2015.

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Serviço

  • As entradas custam US$ 22 – entrada para estudante e idosos (acima de 65 anos) custam US$ 18 e entrada gratuita para crianças e adolescentes abaixo de 18 anos.
  • Visitantes podem comprar ingressos antecipados no site Whitney.org até um dia antes da sua visita.
  • Abre domingos, segundas e quartas das 10h30min às 18h, e quintas, sextas e sábados, das 10h30min às 22h.
  • O museu fecha para o público nas terças.
  • O calendário inaugural expande significantemente o acesso do museu, aumentando de 36 horas para 57 horas por semana (58% de aumento de funcionamento).

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Os melhores museus do Brasil

17 de setembro de 2015 0

A lista é do TripAdvisor e sempre dá um parâmetro para o que há de melhor para se conhecer.

Nos eleitos deste ano, os brasileiros que se destacam (de novo, grifei os que eu conheço! por que a lista nunca acaba?!):

1. Instituto Ricardo Brennand, Recife (PE)

2. Inhotim, Brumadinho (MG)

Maria Rita Horn, arquivo pessoal

Maria Rita Horn, arquivo pessoal

3. Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (SP)

4. Museu Oscar Niemeyer, Curitiba (PR)

Divulgação

Divulgação

5. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (SP)

Rosane Tremea

Rosane Tremea

6. Museu do Futebol, São Paulo (SP)

7. Catavento Cultural e Educacional, São Paulo (SP)

8. Museu Imperial, Petrópolis (RJ)

9. Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, Porto Alegre (RS) 

Rosane Tremea

Rosane Tremea

10. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), São Paulo (SP)

Confira aqui os 25 melhores MUSEUS DO MUNDO.

Museu sem paredes nas Ruínas de São Miguel

24 de julho de 2015 2
Fotos divulgação

Fotos divulgação

Sim, eu sei, o projeto já não é novo.

Foi lançado em dezembro do ano passado.

Mas como eu vivo em dívida (comigo mesma) com as Ruínas de São Miguel, só agora baixei no meu smartphone o aplicativo de realidade aumentada desenvolvido pela designer Karolina Ziulkoski, que reconstrói o monumento e proporciona uma imersão pelo sítio arqueológico, um dos poucos tombados como patrimônio da humanidade no Brasil.

O Museu sem Paredes pode ser baixado gratuitamente nas versões para iOS e Android.

O projeto apresenta ao visitante uma reconstrução 3D do local e audioguias em inglês e português com cinco histórias coletadas com personagens da comunidade.

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O ideal, claro, é estar diante das ruínas, apontar o smartphone para  elas e ouvir a descrição, mas dá para se ter uma ideia mesmo assim à distância, só ouvindo as histórias.

O aplicativo nasceu da tese de mestrado de Karolina no Interactive Telecommunications Program da New York University, criado como  um modelo para museus em sítios históricos, “proporcionando experiências imersivas sem nenhuma intervenção física: o conteúdo é totalmente digital e disponível apenas no local”. Ou seja, dispensa placas e outras intervenções (às vezes muito malfeitas, vamos combinar).

Museu Sem Paredes | São Miguel das Missões from Bolota on Vimeo.

Veja abaixo o currículo da Karolina

Karolina Ziulkoski (1985) possui mestrado no Interactive Telecommunications Program da New York University e formação em Arquitetura (UFRGS, láurea acadêmica) e Publicidade (PUCRS). Trabalhou no American Museum of Natural History colaborando com as instalações interativas para as exposições da instituição. Foi residente Labmis do Museu da Imagem e do Som de São Paulo com o projeto “Arquitetura Móvel”. Seu trabalho “Perceptual Epic” faz parte da rotação permanente do vídeo wall da sede do IAC em Nova Iorque, além de ter desenvolvido trabalhos para exposições e espetáculos em diversas mídias. Suas instalações procuram fundir o real e o digital, reduzindo a divisão entre ambos e cruzando as barreiras entre meios. Atualmente é sócia da Bolota, onde desenvolve instalações, aplicativos, exposições e projetos com fins culturais.

 

Uma seleção de museus brasileiros

29 de maio de 2015 0

Gostei da seleção que o site de venda de passagens de ônibus ClickBus fez de museus de vários pontos do país que merecem uma visita, entre os mais de 3 mil existentes no país.

O mote para sugerir conhecer esses lugares foram as férias escolares de julho.

Taí um bom motivo para programar a visita.

Reproduzo abaixo a lista criada pelo site e acrescentei fotos de dois deles.

1. Museu Catavento Cultural e Educacional – São Paulo (SP)
É o museu paulistano mais visitado. Pelos seus 8 mil metros quadrados – divididos nas seções Universo, Vida, Engenho e Sociedade – há mais de 200 instalações sobre ciência e tecnologia.

2. Museu Oscar Niemeyer – Curitiba (PR)
Inaugurado em 2002, o local é um projeto do próprio Oscar Niemeyer, que criou o espaço para a exposição de trabalhos de artes visuais, design, arquitetura e urbanismo. Ao longo do ano o museu, que tem 12 salas expositivas, recebe mais de 300 mil visitantes em cerca de 20 mostras.

3. Museu Imperial – Petrópolis (RJ)
Entre as várias atrações da cidade, a principal é a residência de verão do Imperador D. Pedro II e sua família.

4. Pinacoteca – São Paulo (SP)
Fundada em 1905, a Pinacoteca do Estado tem produções de artes visuais brasileiras do século 19. Por ano cerca de 500 mil turistas visitam as quase 30 exposições do museu.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

5. Inhotim – Brumadinho (MG)
Além de sua coleção botânica, possui um dos mais expressivos acervos de arte contemporânea do mundo.

6. Instituto Ricardo Brennand – Recife (PE)
Tem um vasto acervo com coleções desde a Baixa Idade Média e um dos destaques é sua construção em um complexo no estilo medieval.

7. Museu da Música Brasileira – Salvador (BA)
Localizado no Pelourinho, divulgar as origens e influências da música brasileira em seus diferentes estilos. Durante a visita é possível escutar músicas de diferentes épocas.

8. Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS – Porto Alegre (RS)
Tem uma exposição permanente de aproximadamente 700 experimentos interativos, além de coleções científicas sobre zoologia, botânica, arqueologia e paleontologia.

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Os melhores museus do mundo, segundo os viajantes, e os dois brasileiros da lista

19 de setembro de 2014 0

No início da semana, o site de viagens TripAdvisor divulgou sua enésima lista de melhores…

Desta vez, os melhores museus. Não tenho a minha própria relação, nem assino embaixo desta. Mas como não dá pra resistir a uma lista.

Entre os 25 destacados, na opinião de usuários, há dois brasileiros:

  • Instituto Ricardo Brennand, em Recife (PE)
  • Inhotim, em Brumadinho (MG)

Os 10 top do mundo

1. Instituto de Artes de Chicago, Chicago, Estados Unidos

2. Museu Nacional de Antropologia, Cidade do México, México

3. Museu Hermitage e Palácio de Inverno, São Petersburgo, Rússia

4. Getty Center, Los Angeles, Estados Unidos

5. Galleria dell’Accademia, Florença, Itália

6. Musee d’Orsay, Paris, França

7. Museu Metropolitano de Arte, Nova York, Estados Unidos

8. Museu da Acrópole, Atenas, Grécia

9. Museu do Prado, Madri, Espanha

10. Memorial do Holocausto Yad Vashem, Jerusalém, Israel

Confira a lista dos 10 top do Brasil

1. Instituto Ricardo Brennand, Recife (PE) - Réplica de um castelo medieval europeu que abriga armas e armaduras provenientes da Europa e da Ásia. O ponto alto é a pinacoteca, que exibe o maior acervo do pintor holandês Frans Post.
2. Inhotim, Brumadinho (MG) - Mistura de jardim botânico e galeria de arte. Tem acervo de 700 obras, das quais 170 estão expostas. Entre as mais curiosas estão fuscas coloridos, estátuas de bronze sem cabeças e 500 esferas que flutuam sobre a água.
3. Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (SP) - Pioneiro ao apostar na tecnologia para proporcionar experiências interativas. Mostras temporárias já homenagearam, entre outros, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Fernando Pessoa e Jorge Amado.
4. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (SP) - O prédio projetado no fim do século 19 pelo arquiteto Ramos de Azevedo abriga mais de 9 mil obras, a maioria delas com foco na arte brasileira.
5. Museu do Futebol, São Paulo (SP) - Localizado sob as arquibancadas do tradicional Estádio do Pacaembu, é todo interativo. É possível assistir a jogadas históricas e até ouvir narrações de rádio em cabines de áudio.
6. Museu Imperial, Petrópolis (RJ) - O antigo palácio onde a família real portuguesa passava o verão hoje expõe relíquias do período do Segundo Reinado (1840-1889) como a pena com a qual Princesa Isabel assinou a abolição da escravatura.
7. Catavento Cultural e Educacional, São Paulo (SP) - O Palácio das Indústrias, que chegou a ser sede da prefeitura da cidade, hoje é um espaço que apresenta (de um jeito divertido) conceitos de física, biologia e astronomia por meio de recursos audiovisuais.
8. Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, Porto Alegre (RS) -  Apresenta conceitos de química, física e matemática de uma forma lúdica usando espelhos, sombras e até choque elétrico. O ponto alto da visita é o Giroscópio Humano.
9. Museu da Gente Sergipana, Aracajú (SE) - Apresenta, com muita tecnologia e interatividade, diversos ícones da cultura do Estado como culinária, hábitos, personagens e folclore.
10. Museu da TAM, São Carlos (SP) - O maior museu de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea privada apresenta em um espaço de mais de 20 mil m2 cerca de 70 aeronaves.

 

Nos passos de Chopin em Varsóvia

13 de maio de 2014 0
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Não segui os passos de Frederic Chopin em VARSÓVIA, nem é preciso. Quase se tropeça neles na capital polonesa.

Ele viveu na cidade até os 20 anos, e as referências estão em toda parte:

no museu que leva seu nome (todo reformulado em 2010 para os 200 anos do nascimento do músico e onde está o último piano que tocou),

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no parque Lazienki, onde está uma de suas estátuas mais famosas e onde há, na primavera, concertos à volta dela,

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ou mesmo na igreja da Santa Cruz, onde depositaram o coração do compositor.

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E reuni essas lembranças recentes e as fotos porque no dia 14 ao meio-dia, o StudioClio, em Porto Alegre, promove um almoço de sua série chamado Caminhos de Chopin, com palestra do pianista Tiago Halewicz. Não só esses caminhos em Varsóvia, mas também em Viena e Paris.

A música de Chopin está em toda parte em Varsóvia. Da brincadeira interativa no museu aos bancos espalhados pela cidade onde basta apertar um botão para ouvi-la. Confira nos pequenos vídeos abaixo.


Informações sobre o almoço em   www.studioclio.com.br

P.S.: na versão impressa deste texto, cometi um erro. Disse que Chopin nasceu em Varsóvia, mas ele nasceu na aldeia de Żelazowa Wola. Mario Quintana dizia que “um erro em bronze é um erro eterno”… Pois no papel está lá, também não tem como tirar. Quando me dei conta, já estava impresso. Agora, só me resta pedir perdão. Como se diz desculpe em polonês? Seria “Przepraszam”?! Se não for, desculpe Chopin! Desculpem, leitores.

A sempre boa opção de visitar o Museu de Ciências da PUCRS, em Porto Alegre, e ainda mais nas férias

11 de fevereiro de 2014 0

Eu já tinha ido várias vezes. Logo que inaugurou, fiz reiteradas visitas. Me encantei pelo Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e não sosseguei até levar todas as crianças e adolescentes da família.

Agora, confesso, fazia tempo que não aparecia e fui numa trupe que acompanhou minha afilhadinha de pouco mais de três anos.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Lamentei o pouco tempo em que ficamos porque todos nós, incluindo a pequena, nos divertimos com as experiências, as interatividades, as brincadeiras.

É um museu não só para ver, mas para participar.

Então, se lhe resta tempo de férias com as crianças em PORTO ALEGRE, vá até lá. É diversão garantida.

Com a pulseirinha que lhe dão na hora do pagamento do ingresso, você pode entrar e sair, sair para almoçar, voltar, no mesmo dia. Então, não dá para cansar.

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SERVIÇO

  • Terça a sexta-feira, das 9h às 17h
  • Sábado, domingo e feriado das 10h às 18h
  • Ingresso a  R$17 para o público em geral
  • Promocional R$13,50 (para crianças de 3 a 12 anos, pessoas acima de 60 anos, estudantes, professores e diplomados da PUCRS*)

Um passeio pela Duque de Caxias, em Porto Alegre

06 de dezembro de 2013 2

No meu mapa afetivo de Porto Alegre, o do reconhecimento da cidade na minha adolescência, marco dois pontos: a Zona Sul, de forma bem genérica, e a Rua Duque de Caxias, bem específica.

A Duque foi um dos meus primeiros endereços na Capital. Não, não morei ali. Minha irmã morou, bem ao lado do Colégio Sevigne, e foi onde me instalei para fazer o primeiro vestibular.

Sempre guardei um carinho pelos casarões, pela rua relativamente tranquila, por incrível que isso possa parecer no Centro, pelo jeito de Interior que ela assume aos domingos.

E fico com vontade de brindar a cada casarão restaurado, a cada novidade cultural ou gastronômica instalada.

Nesta semana, como não resisto a uma novidade, na terça-feira fui conferir a Pinacoteca Ruben Berta, inaugurada na segunda.

E resolvi fazer esse recorrido pela Duque, talvez esquecendo alguma coisa, e desejando que outras (re)apareçam.

Fui, nessa ordem, em pouquíssimo tempo, só para fazer o (re)conhecimento, anotando as coisas boas, mas também alguns problemas:

(E começando pelos problemas: pena que a gente tenha medo de tirar o celular da bolsa para fotografar, com medo de assaltos, ainda que o horário seja o do meio-dia).

 

MUSEU JULIO DE CASTILHOS

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Reaberto em agosto após permanecer fechado por 16 anos, o prédio principal do museu foi construído em 1887. Tem elementos neoclássicos, com fachada revestida em pedra grês lavrada. O ex-presidente da província Julio de Castilhos morou nele até 1903, ano de sua morte. No acervo estão o dormitório e o escritório de Julio de Castilhos.

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O prédio virou museu em 1909. No acervo há mais de 11 mil peças divididas em 29 coleções, entre as quais se destacam: iconografia (pinturas, gravuras, fotos), indumentária (roupas, acessórios, modas de épocas), armaria (armas), etnologia (objetos relacionados à cultura indígena), escravista (objetos utilizados no período da escravidão), documentos, máquinas, utensílios domésticos,objetos de uso pessoal…

Ah, nesse momento e até fevereiro está em cartaz uma exposição de fotos bem bacana, de Nadia Raupp Meucci, sobre Rio Pardo.

PORÉM… desde a minha entrada no museu, só havia um atendente mal instalado, que quase não me cumprimentou. Andei por todos os espaços sem que ninguém aparecesse para me ajudar ou interpelar.

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Serviço

Duque de Caxias, 1.205
De terças a sábados, das 10h às 17h
Visitas guiadas para escolas ou grupos: de terças a sextas mediante agendamento.

CATEDRAL METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE

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A construção da catedral iniciou durante o bispado de Dom João Becker, em 1921, com projeto do arquiteto italiano João Batista Giovenale. Passando por sucessivas fases de construção, só foi dada como pronta em 1986, sob o arcebispado de Dom Cláudio Colling (depois ainda seria instalada a atual cúpula).

A cúpula, aliás, talvez seja a parte mais marcante e conhecida do templo. Ela tem 65 metros de altura e um diâmetro interno de quase 18 metros.

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Serviço

Se segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, aos sábados, das 9h às 18h, e aos domingos, das 8h às 18h.

PALÁCIO PIRATINI

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Foi Borges de Medeiros, em 1921, que ocupou o prédio em estilo neoclássico, ainda não bem concluído. Isso só aconteceria, a conclusão da obra, nos anos 70, quando foram dadas como prontas as alas residenciais, os salões nobres e os jardins.

Alguns destaques da construção: as duas esculturas de Paul Landowski, o criador da estátua do Cristo Redentor, na fachada, representando a Agricultura e a Indústria, a escadaria de mármore francês que dá acesso ao gabinete do governador, as réplicas dos lustres do Palácio de Versalhes que se encontram nos salões Negrinho do Pastoreio e Alberto Pasqualini e os murais do pintor italiano Aldo Locatelli.

O Piratini é aberto à visitação pública. As visitas, acompanhadas por guias, precisam ser agendadas. Fones: (51) 3210-4169(51) 3210-4170

PORÉM… Difícil é encontrar as informações para o agendamento no site do Piratini… Penei…

PINACOTECA RUBEN BERTA

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Aberta no dia 3 de dezembro, acolhe o acervo que estava guardado em um espaço da prefeitura velha, com 125 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, na coleção montada pelo empresário Assis Chateaubriand (1892 -1968). Há nomes como Pedro Américo, Di Cavalcanti, Portinari, Allen Jones, Alan Davie e Tomie Ohtake.

O prédio de estilo eclético foi reformado nos últimos seis anos. No lugar há um auditório com capacidade para palestras e recitais e deve ser instalado, até o ano que vem, um café com acesso ao terraço.

O espaço ficou lindo, com salas bem iluminadas e climatizadas, tudo tinindo de novo, e um acervo interessante. Nos fundos, há um pátio com um bom espaço que, tomara, seja aproveitado para eventos, shows, etc…

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PORÉM… assim como no Museu Julio de Castilhos, à entrada estava uma senhora, simpática, mas que não me deu nenhuma informação e nem me perguntou nada… Circulei pelo espaço sem que ninguém aparecesse. Pelo menos o material impresso que havia à disposição é bem completo.

Serviço

Rua Duque de Caxias, 973

Visitas de segunda a sexta, das 9h às 18h

REPARE na diferença do prédio restaurado para essa imagem abaixo que eu captei em 1999.

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O Solar dos Câmara (Duque de Caxias, 968) é a construção residencial mais antiga de Porto Alegre. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1963, foi cenário de reuniões e encontros políticos que marcaram a história do Estado. O prédio foi adquirido pela Assembléia em 1981. Em 18 de janeiro de 1993, o Solar reabriu suas portas como novo espaço cultural da sociedade gaúcha. Hoje a casa abriga o Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais (DRPAC). No local, o público pode ter acesso à Biblioteca Borges de Medeiros, às exposições fotográficas da Sala J.B. Scalco e aos espetáculos musicais gratuitos do projeto Sarau no Solar. 

Para conhecer a exposição permanente do Solar dos Câmara ou fazer uma visita guiada pelo casarão, entre em contato com a Divisão de Recepção e Informações.

 

E para encerrar o passeio, à tardinha…

CHAMPANHARIA OVELHA NEGRA

Instalada por ali desde 2003, é especializada em champagnes e espumantes nacionais e importados

Fone 3061-8021, Rua Duque de Caxias, 690

Horário: das 18h às 23h30min.

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LA TASCA

Fiz um post aqui lá por setembro falando dessa simpática padaria, onde sentei para experimentar um lanche e comprar pães especiais.

Serviço

Duque de Caxias, 678

Aberto de terça a domingo, das 16h às 22h

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E O SEMPRE BEM-VINDO INESPERADO…

Estava encerrando meu passeio, por volta de 13h, quando percebi as nuvens que anunciavam um temporal. Na altura da Praça da Matriz, fui me abrigar na primeira porta aberta que encontrei e tive uma bela surpresa. O Deodoro Bistrô inaugurou há pouco mais de um mês e serve uma comida deliciosa.

Fica na Praça Marechal Deodoro (ou da Matriz!), 174.

Abre das 8h30min às 20h, segunda a sexta.

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Ah, e ainda matei uma vontade que tinha há anos: fotografar essa ‘pensão familiar’, uma casinha minúscula que resiste entre prédios gigantes. Me lembra UP, altas aventuras.

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Um museu exemplar em Jaguarão. Não deixe de ir!

11 de dezembro de 2012 4

Posso dizer que conheço alguns museus por aí…

Não é coisa de pessoa “entrada em anos”… Quando me mudei para PORTO ALEGRE, com 20 anos, vivia rodando pelos museus da cidade… E olhe que as opções eram bem restritas. Meus preferidos eram o MARGS e o Julio de Castilhos. Conhecia o acervo de cor. E aí passei a montar as estratégias para minhas viagens fora da cidade: segunda-feira, quando os museus em geral fecham, é dia de bater perna… nos outros dias, museus… dia de sol, é dia de bater perna… dia de chuva, museus… A alguns, dos quais gosto muito, se volto à cidade, volto também a eles…

Tudo isso pra dizer que não por falta de referências fiquei impressionada com o acervo e o cuidado do MUSEU DR. CARLOS BARBOSA Gonçalves, em Jaguarão, lá onde o Rio Grande do Sul faz a curva e se encontra com o Uruguai.

Começa pelo prédio, lindo, em estilo eclético, do século 19 (1896).


Naquela época, a região vivia seu auge, e as construções refletiam o poder econômico dos produtores de charque.

Foi nesse contexto que foi erguida a construção da Rua XV de Novembro, também conhecida como a “rua das portas”. Ela abrigou o médico e político e sua família.

Um pouco sobre CARLOS BARBOSA:

“Nascido numa tradicional família estancieira republicana de Jaguarão, filho de Antônio Gonçalves da Silva e de Maria da Conceição Rodrigues Barbosa, era sobrinho-neto de Bento Gonçalves. Passou sua infância e a adolescência em Jaguarão, onde a família tinha grandes propriedades. Com 15 anos foi estudar no Colégio Pedro II, no Rio, colégio da elite do Brasil Império, onde concluiu o curso de humanidades. Em 1875 graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, viajando, em seguida, para Paris, onde fez residência e, também, como republicano, buscou os ares de uma democracia. Além de cirurgia geral, fez especializações em oftalmologia, medicina interna e obstetrícia. Em 1879, voltou para Jaguarão, onde exerceu a medicina, envolveu-se na política e casou-se com Carolina Cardoso de Brum, com quem teve oito filhos. Ajudou a fundar o Partido Republicano Rio-grandense em Jaguarão, elegeu-se para a câmara municipal, depois como deputado e chegou a presidir o congresso constituinte. Foi nomeado por Júlio de Castilhos como o primeiro vice-presidente do Estado. O mandato como deputado seria renovado até 1907. Elegeu-se depois governador e dirigiu o Estado até 1913, com obras marcantes em sua gestão: o prédio da Faculdade de Medicina, o cais do porto de Porto Alegre e de Rio Grande, o início da construção do Palácio Piratini e o monumento a Júlio de Castilhos… Ainda elegeu-se senador, mas abandonou a política, aos 78 anos, e voltou a Jaguarão, onde morreu aos 82 anos.”


Da biografia de Carlos Barbosa dá para entender melhor o bom gosto da construção, dos móveis e objetos do casarão da Rua XV de Novembro.

Para preservar sua memória, a última herdeira, Eudóxia Barbosa de Iara Palmeiro, teve a ideia de deixar tudo como está. E, desde 1978, sob o comando de uma fundação, ele abre as portas para visitação.

A minha visita foi muito, muito rápida. Para dizer a verdade, implorei para conhecê-lo quando já não era horário. Não tinha data para voltar à cidade e queria muito conhecer o lugar.

Nesse sobrevoo, muitas coisas me chamaram a atenção: o primeiro telefone residencial do Estado, a banheira de mármore com as alças de um caixão porque o responsável por instalá-la acreditava que banho fazia mal à saúde (e ter banheiro dentro de casa, o que não era nada comum na época), os minúsculos sapatos de uma das filhas, uma das primeiras lâmpadas instaladas em território gaúcho ainda em funcionamento (com 112 anos de vida!) e muito mais…

São 23 cômodos e 600 metros quadrados. Mas o que me impressionou mais foi o cuidado com a casa e com o acervo. E a qualidade das informações da pessoa que me guiou, com conhecimento de causa e gosto.

Inclua o museu na sua visita à cidade. Ainda mais nessa época do ano, quando muita gente viaja pra ali para fazer compras no outro lado, o uruguaio, em Rio Branco.

Ah, não tenho fotos internas porque elas não são permitidas.


SERVIÇO

  • Rua 15 de Novembro, 642
  • Fone: (53) 3261-1746
  • Visitas de terça a sábado, das 9h às 11h e das 14h às 17h
  • Ingresso a R$ 5


O Museu Dalí, na terra natal do pintor

31 de maio de 2012 0

As meninas do blog 2 na Estrada mandam mais uma de suas contribuições.

Desta vez, elas passaram pela ESPANHA e fizeram um relato sobre o MUSEU DALÍ, em Figueres, terra natal do pintor.

Como museus são um dos meus fracos (tenho uma irresistível tentação de entrar em todos eles, seja qual for a temática, assim como em igrejas, seja qual for a religião, e cafés…), reproduzo uma parte do que a Caterine Vila & Solange Campello (clique para ver o post completo) escreveram sobre esse tributo ao genial artista.

Que tal conhecer o maior objeto surrealista do mundo? O Teatro-Museu Dalí, localizado na cidade de Figueres – província de Girona –, é exatamente isso e mais um daqueles passeios imperdíveis da região da Catalunha. O Museu-Teatro é a maior atração de Figueres – terra natal de Salvador Dalí – e foi construído a partir das ruínas do antigo prédio do Teatro Municipal (destruído no fim da guerra civil espanhola) por decisão do próprio artista. Inaugurado em 1974, o museu contém obras de todas as fases de Dalí desde seus trabalhos artísticos iniciais, como desenhos e pinturas, suas criações surrealistas e também obras realizadas especialmente para o museu, como a Sala Mae West e a Sala do Palácio do Vento. Algumas de suas obras mais famosas, como “A cesta de pão”, “Port Alquer”, “Garota de Figueres”, entre inúmeras outras, também podem ser apreciadas no Teatro-Museu. É realmente uma experiência única passar o dia vivenciando a obra deste que é um dos maiores nomes do surrealismo e ícone de 4 gerações de admiradores espalhados pelo mundo.”



O Newseum, para comemorar o Dia Internacional dos Museus

18 de maio de 2010 5

Dezoito de maio é o Dia Internacional dos Museus. Hoje, portanto.

Não sei explicar o motivo, mas adoro museus. Sempre gostei. Quando me mudei para Porto Alegre, 26 anos atrás, não havia muitos, nem o acervo era lá grande coisa, nem as mostras temporárias frequentes. Mas eu ia de um a outro no meu tempo livre de estudante. Era do Margs ao Júlio de Castilhos, do Júlio de Castilhos ao Margs. Para mim, um espaço de aprendizado, uma tentativa de entender a história e o tempo, o de outros e o nosso. 

E, viajando, “perco”, sim, meu tempo em museus. Nem tão pouco que me frustre as expectativas, nem tanto que me impeça de ver o mundo lá fora.

Há pouco tempo, numa entrevista, o vice-diretor para conservação e pesquisa dMuseu do Prado, de Madri, Gabriele Finaldi, disse que 45 minutos são suficientes para conhecer um museu como o que ajuda a dirigir (que é bem grandinho, diga-se). Basta escolher o que de melhor cada um oferece. 

Pode ser. Já fiz isso.

Mas, para conhecer o museu do título, o NEWSEUM, o museu da notícia, gastei uma tarde inteira. Claro que tem tudo a ver com meus interesses e minha atividade. Mas é que esse, especialmente, um dos 71 museus existentes em Washington, é tão interessante, que faltou tempo.

Começa que o dito cujo, inaugurado em 2008, tem seis andares e é totalmente interativo. São 14 galerias e 15 teatros.

Um resumo do que eu vi:

- o sensacional e emocionante vídeo de apresentação (Wath’s news – O que é notícia);
– todas as fotografias vencedoras do prêmio Pulitzer, o principal da imprensa americana;
– “Atletas”, mostra de fotos de esporte do lendário fotógrafo Walter Iooss (incluindo uma de Pelé!);

- um vídeo em 4D com um pouco da história do jornalismo investigativo e das coberturas de guerra capaz de transportar as pessoas para as cenas;
– exposição com dezenas de capas de jornais sobre o 11 de Setembro em todo mundo;


– diariamente, as capas de 80 dos principais jornais do mundo (entre eles, Zero Hora);


– a história de 500 anos de imprensa;

- uma exposição temporária sobre a história de Elvis Presley;


– estúdios de rádio e TV, espaços interativos e muito mais…

Pode parecer que só interessa aos jornalistas, escrevendo assim do jeito que escrevi. Mas não é, acredite. Havia ali dezenas de adolescentes e de pessoas que, à primeira vista, pouco tinham a ver com jornalismo. E pareciam interessadíssimas. Eu me emocionei. Concluí que fui jornalista em outra encarnação!!!

P.S.: a origem da palavra museu está no latim (museum), derivada do grego antigo (mouseion). Originalmente, o museu era o templo das musas, as deusas da memória.