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Posts na categoria "Panamá"

O olhar de um leitor sobre o Panamá (2)

21 de fevereiro de 2014 1

Como diz o título deste post, trata-se da segunda parte de um texto enviado pelo Constantin Sokolski, leitor que mora no Canadá, adora viajar e, sempre que pode, manda sua contribuição para o blog.

Para ler a primeira parte da viagem que ele fez ao PANAMÁ, clique aqui.

A segunda parte está abaixo, nas palavras dele:

“A construção do Canal do Panamá é até hoje considerada como a maior obra de engenharia na história da humanidade. É um dos raros casos em que sua importância supera, e muito, a do próprio país onde se encontra.

Apesar da história do canal remontar ao Séc. XVI, quando Balboa descobriu que o Panamá era apenas uma estreita faixa de terra separando o Caribe do Pacífico, foi somente em 1880, sob o comando de Ferdinand de Lesseps, o arquiteto do Canal de Suez, que os trabalhos foram iniciados.

Esta tentativa, devido a dificuldades enfrentadas com a selva, chuvas torrenciais, pântanos, deslizamentos de terras, enchentes e principalmente com a malária e febre amarela provocadas pelos mosquitos, fizeram os franceses  abandonar a empreitada. Vinte mil pessoas haviam morrido nas obras.

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Fotos Constantin Sokolski, arquivo pessoal

Passados 23 anos depois da tentativa inicial, os Estados Unidos reiniciaram os trabalhos. O mundo havia evoluído, principalmente nos equipamentos.

Onde antes tudo havia sido feito de modo artesanal, agora, os mesmos serviços seriam realizados por máquinas.

Após 10 anos, em 1914, o canal estava concluído. Ficaria sob o controle americano até 31 de dezembro de 1999.

Havia uma zona de exclusão de ambos os lados do canal, de vários quilômetros de largura, a chamada Canal Zone.

Tratava-se de território norte-americano dentro do Panamá. Possuía legislação própria chegando a ter emissão de selos para a correspondência enviada da área.

 O desnível entre o Caribe e o Pacífico, de 26 metros, foi habilmente contornado através de represas e eclusas. São três: Miraflores, Pedro Miguel e Gatun.

Hoje em dia, as duas primeiras são as mais visitadas, sendo que Miraflores tem um Centro para Visitantes, onde o funcionamento do canal é mostrado em filmes, gráficos, fotos, etc…

 

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Assim como o Panamá, a Nicarágua, por diversas vezes, estudou a possibilidade de abrir também uma ligação marítima.

Pensaram inicialmente em utilizar o Rio San Juan e o Lago da Nicarágua ou Cocibolca. A Costa Rica e outros países foram contra a ideia.

Recentemente, em 2013, o governo nicaraguense se ocupava de uma nova tentativa, desta vez, com outro projeto, e amparado pela China.

Foi assunto diário, com  os tradicionais prós e contras, tanto na mídia como no Congresso.

Números, locais, prazos estavam sendo acaloradamente debatidos.  A China, teria o domínio do canal por 50 anos.

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Treze mil navios passam pelo canal anualmente, sendo uma das vias marítimas mais utilizadas na face da terra.

Levam entre 8 e 10 horas para completar o percurso.

Várias semanas seriam necessárias se tivessem de contornar o extremo meridional da América do Sul.

A cobrança é feita de acordo com o tamanho do navio. Em média, um navio comercial paga 30 mil dólares

Foi proibido cruzar o canal a nado. A última pessoa a fazê-lo em 1928 pagou 36 cents.

Ao visitar a eclusa de Miraflores verifica-se enormes movimentos de terra ao largo.

Antevendo navios cada vez mais largos, em algumas partes, estão abrindo canais mais largos, para poder receber os chamado “pos panamax ships”.

Verifique na foto acima, que o navio praticamente encosta na murada.

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Durante a travessia das eclusas, o navio, por mais pesado que seja, é direcionado por locomotivas que, ao custo de 2 milhões de dólares cada, são especialmente construídas para este fim  no Japão.

A devolução do canal ao Panamá, em 1999, também incluiu uma área conhecida como Calzada de Amador (Amador Causeway), que consiste em 3 pequenas ilhas, conectadas por estrada, e que servia para proteger a entrada do canal, que não fica distante da capital.

A área foi transformada radicalmente, com a construção de restaurantes, bares e hotéis nas anteriores ilhas.

Pode-se visitar a área, percorrendo uma trilha pavimentada acompanhando a rua, cercada por vegetação, e tendo como pano de fundo, de um lado a famosa Puente de Las Americas e do outro o monumental skyline dos enormes prédios da capital.

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Um passeio de barco, não muito distante da capital, leva o turista a uma aldeia dos Indios Emberá, originários da Província de Darien, mas que se estabeleceram também às margens do Rio Chagres.

Muitos deles levam o mesmo estilo de vida de seus longínquos antepassados.

Outros se abriram para o turismo, permitindo visitas às suas aldeias, onde  oferecem seu artesanato, seguido de show de dança, que através dos anos deve ter perdido todo o seu ritual, pois é feito para “turista ver”.

A Região de Darién é coberta por florestas impenetráveis e pantanos, sendo habitada somente por indígenas.

Faz fronteira com a Colômbia, e é o único trecho da lendária Rodovia Panamericana que não foi construído.

Todos os que se aventuram a percorrer de carro, jipe, moto, partindo do Alasca rumo à Terra do Fogo, devem encontrar outro meio de transporte, que não o por terra, para alcançar a Colômbia e seguir viagem.

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Além de praias e ilhas (passam de 1,5 mil), o Panamá oferece em seu interior enorme variedade de plantas e animais, distribuídos em diversas reservas naturais.

Inclusive uma floresta tropical situa-se a poucos quilômetros da capital.

O Parque Nacional Soberania é ponto de encontro e repouso de aves migratórias indo e vindo da América do Sul e do Norte.

Centenas de “birdwatchers” de todo o mundo, trazendo seus binóculos, visitam o parque anualmente.

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Danças e os vários trajes típicos podem ser vistos em show, no restaurante da Eclusa de Miraflores, que fica perto do centro da capital.

A “pollera” , vista acima, é um dos tantos trajes utilizados para celebrar ocasiões especiais.

Elaborado de maneira artesanal, recheado de rendas, um vestido destes chega a custar 5 mil dólares.

Foram 12 dias de viagem pelo país.  Sempre ocorrem lacunas na lista de visitas, mas, de modo geral, foi uma época certa, pois o Panamá vive um momento de grande vibração e dinamismo.

Este peregrino, ao deparar com a grandiosidade de toda a obra do Canal do Panamá, não pode se esquivar de comparar com a valorosa Porto Alegre, onde o projeto de revitalização ou aproveitamento do cais do porto já leva mais de 40 anos.

Será que há no mundo estudo mais debatido, esmiuçado até os mais íntimos detalhes do que esta possível transformação de alguns galpões do cais, num  lugar aprazível e útil para a cidade.

Autores de realismo fantástico seriam incapazes de criar algo tão absurdo, como  as teses, arrazoados, hipóteses, elocubrações, maledicências, acusações proferidas por centenas de politícos, jornalistas e outros porto-alegrenses envolvidos no tema nestas décadas.

Bem, talvez um dia…..”

O olhar de um leitor sobre o Panamá (1)

05 de fevereiro de 2014 0

O Constantin, que volta e meia aparece por aqui com alguma contribuição, agora mandou um texto sobre o PANAMÁ.

Antes de escrever sobre o país da América Central, Constantin, que mora no Canadá, fez observações sobre PORTO ALEGRE, após uma visita recente à Capital:

“Anualmente de regresso ao Brasil, costumo passar alguns dias em Porto Alegre, revendo imagens guardadas do passado, perambulando por seus bairros, em caminhadas sentimentais.  Deixando a nostalgia de lado, a cidade iniciou sua decadência, no mínimo, há umas 4 décadas. Não foram somente maus prefeitos, mas sim toda uma conjuntura, formada por vereadores despreparados, obtusos formadores de opinião pública, má vontade política na esfera estadual, federal, etc…

Sei que você seguidamente publica artigos sobre pequenos e aconchegantes enclaves, escondidos na cidade, como diminutos bistrôs, confeitarias, livraria, etc… Neste aspecto, estás de parabéns. É a iniciativa privada, quase familiar, fazendo sua parte. Uma pena que faltem as grandes ações dos órgãos públicos.

Tenha um boa semana,

Constantin”

E, a seguir, escreveu sobre o PANAMÁ.

“P A N A M Á ….  Famoso pelo canal que o atravessa, recentemente um surto de desenvolvimento tomou conta deste país de pouco mais de 3 milhões de habitantes.

Após os sombrios anos do governo de Noriega, que aliás continua preso perto da capital, uma estabilidade política tomou conta, alavancando o progresso da região.

Geralmente a porta de entrada é por sua capital, Panamá City, onde os visitantes são recebidos num grande e moderno aeroporto. O governo local investiu muito neste quesito, inclusive na companhia aérea local, a COPA Airlines , que tem vôos diários para o Brasil, inclusive Porto Alegre.

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Uma das visitas necessárias na capital é percorrer o chamado Casco Viejo ou Casco Antiguo (Old Quarter) e que recentemente foi declarado Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.

Acima vemos a fachada da Catedral Metropolitana que, juntamente com outras construções da virada do século passado, relembram a influência espanhola, italiana e francesa em sua arquitetura.

Localizada numa península, ainda alberga alguns prédios públicos, museus, o teatro nacional, conventos e a Igreja de São José, com seu altar de ouro em estilo barroco.

 Diz a lenda que um padre mandou pintar o altar de preto quando este soube  de que o pirata Henry Morgan havia invadido a cidade.

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Era junho de 2012, e grande parte das estreitas ruelas, bem como das residências, estavam sendo restauradas no Casco Antiguo.

Praticamente não existe tráfego de veículos nesta área, tornando mais agradável ao visitante o perambular suas ruas, o descobrir de novos encantos a cada esquina… Enfim, naquela busca de fragmentos de felicidade, que somente a revelação de novos sítios pode proporcionar.

Por outro lado, testemunho de décadas de abandono, verificamos  a existência de dezenas de construções desocupadas, com fachadas dilapidadas, tetos caídos .

Em alguns lugares a vegetação tomou conta,  misturando-se a colunas e paredes, tal qual uma Angkor Wat, porém colonial.

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A Plaza de Francia, historicamente importante, passa por uma ala conhecida por “bóvedas”, que num passado distante formavam as masmorras da Era Espanhola, depois transformadas em prisão, depósito e atualmente em escritórios.

Bounganvilias ornamentam a praça e ruas adjacentes, criando uma atmosfera atraente para a  exposição de artesanato geralmente confeccionado pelos  Emberá e Kuna Indigenas.

O mais popular trabalho são coloridas tapeçarias denominadas “molas”, envolvendo cenas com animais e plantas.

 Lembramos que o “chapéu do Panamá”, apesar do nome e  aqui também ser oferecido, é produzido no Equador.

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Outra atração é a visita ao local onde em 1519 os espanhóis fundaram a capital mais antiga das Américas, agora chamada de  Panamá Viejo (Old Panama).

São várias ruínas espalhadas por 23 hectares, perto do centro moderno, conectadas por trilhas e cartazes indicando a natureza das edificações.

A mais importante relíquia é a Torre da Catedral, e que depois de 340 anos permite novamente ao visitante, subir ao topo, donde se descortina panorama da outrora urbe, construída para ser o portão de entrada e saída das riquezas do Império Inca.

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Provavelmente, a imagem acima, teria escassa possibilidade de ser relacionada como sendo no Panamá.

Pois o fato é que, devido a certas medidas governamentais, adicionadas à devolução do Canal do Panamá pelos Estados Unidos, catapultaram a economia do país, antes estagnada.

Largas avenidas, recentemente concluídas, como a Avenida Balboa, em homenagem ao vulto mais relevante da história panamenha fazem parte desta nova fase.

 Ao longo fileira enorme de arranha-céus, erguidas com capitais estrangeiros e atraídos pelas facilidades oferecidas aos investidores, como isenção de imposto predial por períodos de 10 a 20 anos, taxas de imposto de renda baixas, etc…

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Bairros como Punta Paitilla (foto acima), Punta Pacífica demonstram a pujança da construção civil na capital.

Mais da metade dos 10 prédios mais altos de toda a América Latina se localizam em Panamá City.

Muitos deles ultrapassando os 70 andares, sendo o mais alto com 104.

O país desenvolveu agressiva campanha para atrair não somente investidores com elevados recursos, mas também interessou-se em conseguir aposentados de outros países. Estes ao provar terem uma renda mensal de 1.000 dólares, mais US$ 200 por pessoa extra da família, obtém visto de residência, na categoria aposentado.

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Outro prédio que chama a atenção, é o apelidado pelos locais de “tornillo” , ou seja “parafuso”. Sem comentários.

O preço médio dos imóveis ainda é barato comparado com outras grandes capitais, apesar de algumas unidades, geralmente enormes, em Punta Paitilla, serem cotadas acima dos 2,5 milhões de dólares.

Consegue-se um excelente apartamento de 250 m2, em bairro nobre, por cerca de 400 mil dólares.

Apesar de todo progresso, verifica-se que ainda há muito para ser melhorado, pois bolsões de miséria são visíveis ao se percorrer a capital e o interior do país.

A moeda atualmente utilizada é o dólar americano em substituição ao antigo “balboa”. Este existe apenas em moedas de 5, 10, 25 e 50 centavos ou cents.

Para quem aprecia uma boa caminhada, recomenda-se, após explorar a Panamá Antiguo, regressar ao centro moderno, via “cinta costanera”, flanqueado pela Av.Balboa e pela Baía do Panamá, cujas águas estão sendo despoluídas.

Ao longo de vários quilômetros de percurso, aproveita-se para descortinar, ao largo, o boom imobiliário.

 

Gatos que vêm do Panamá

01 de maio de 2012 1

Marcela Duarte, colega de ZH que, como eu, gosta de fotografar gatos quando viaja, mandou sua contribuição para a seção GATOS DE VIAGEM.

Ela fotografou esses bichanos quando foi, recentemente, ao PANAMÁ.

Embora adore gatos, nunca tinha me perguntado por que eles gostam tanto de lugares altos, como mostram as fotos da Marcela.

Encontrei duas respostas razoáveis:

1 - Buscam lugares seguros, livres de ataques de quem quer que seja.

2 – Do alto, têm uma visão melhor, podem observar o mundo e monitorar seu território.

São bons motivos, não?


Show de Elton John no Panamá

25 de janeiro de 2012 0

Vá lá que será preciso uma conjunção de astros, mas não custa tentar essa promoção da Copa Airlines.

Quem viajar para a Cidade do Panamá com a companhia aérea no período de 2 a 6 de fevereiro e indicar os códigos promocionais AFELTON, para o show de Elton John, ou AFLAURA, para o de Laura Pausini, poderá assistir gratuitamente a uma das apresentações.

A promoção é válida para todas as bases onde a Copa mantém operações no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Manaus, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Para participar, é necessário comprar passagens aéreas para um período de permanência de dois a 30 dias, pelo site copaair.com e com os códigos promocionais. A entrada é creditada no ato da confirmação do bilhete. É válido somente um ingresso por reserva e enquanto durarem os estoques. O passageiro só pode escolher um dos shows.

Solo Piano, de Elton John, será no dia 4 de fevereiro (sábado), enquanto Laura Pausini se apresenta no dia 6 (segunda-feira). Ambos no Figali Convention Center, na cidade do Panamá.

O Canal do Panamá, segundo um fotógrafo

29 de julho de 2008 4
Nosso fotógrafo em Passo Fundo, o TADEU VILANI, anda rivalizando com o André Mags na produção de posts para este blog. Briguem bastante, que nossos leitores agradecem.
Pouco tempo atrás, Tadeu foi a Cuba e deu uma passadinha também pelo Panamá. Mandou umas fotos muito legais do canal que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico. São 82 quilômetros com eclusas que permitem a travessia de navios.


A primeira tentativa de ligar os dois oceanos é bem antiga. Em 1880 uma empresa francesa tentou fazer a ligação, que não deu certo. Só em 1904 os Estados Unidos conseguiriam a façanha e iniciaram a construção que levou uma década. A exploração do canal pelos EUA durou até 1999.

Agora, o Panamá projeta um terceiro canal, para permitir a passagem de embarcações maiores, o que deve ocorrer até 2015. É isso ou fazer a volta pelo Estreito de Magalhães, no extremo sul da América do Sul.

A travessia dura cerca de nove horas. Dá pra pegar um táxi do centro da cidade até o canal por US$ 8, conta Tadeu. Para visitá-lo paga-se US$ 5, o que inclui também um vídeo sobre a construção do dito cujo.


Se quiser saber mais, tem o site oficial do canal aqui: www.pancanal.com

Fiquei interessada. Veja as fotos do Tadeu:



Postado por Rosane Tremea