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Posts na categoria "Peru"

Trem de luxo de Cusco ao Lago Titicaca/Arequipa

28 de junho de 2016 0
Fotos Belmond, divulgação

Fotos Belmond, divulgação

São paisagens como as deste post que estarão no caminho de um roteiro ferroviário que deve ser lançado em abril de 2017.

É quando a Belmond – proprietária de hotéis de luxo como o Copacabana Palace e roteiros de trens de luxo ao redor do mundo – lançará o primeiro trem de luxo com suítes na América do Sul, o Belmond Andean Explorer.

Ele vai percorrer uma das maiores rotas ferroviárias do planeta, saindo de Cusco rumo ao Lago Titicaca e Arequipa, no Peru, em pacotes de uma ou duas noites.

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Se do lado externo estão essas maravilhosas paisagens naturais, do lado de dentro as instalações são inspiradas em texturas e tecidos peruanos feitos à mão.

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À disposição estarão quatro roteiros, incluindo o “Peruvian Highlands”: viagem de duas noites e três dias partindo de Cusco e tendo por destino Puno, onde os hóspedes podem visitar aldeias remotas e ilhas flutuantes no lago Titicaca, e, em seguida rumando para o centro da cidade de Arequipa, Patrimônio Mundial da Unesco.

O trem acomoda 68 pessoas: há duas suítes, 20 cabines duplas e 12 cabines com suítes para duas pessoas.

O menu do restaurante foi criado pelos chefs do Hotel Monastério, em Cusco, também pertencente à Belmond.

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Há ainda um “vagão de observação”, com um deck ao ar livre, e um Lounge Car.

Os valores começam em US$ 462 por pessoa para o roteiro “Spirit of the Andes”, com todas as refeições inclusas.

O trem é propriedade da Peru Rail, joint venture entre a Belmond e investidores peruanos.

Informações: www.belmond.com/belmond-andean-explorer

Lembrando que, para visitar Machu Picchu a partir de Cusco, há três outras opções de trem: o Hiram Bingham, o Vista Dome e o Expedition.

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Uma boa ideia em uma cidade turística

29 de fevereiro de 2016 0

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Um jeito simples de deixar uma rua mais bonita em uma cidade turística.

O endereço de Gramado ficou mais charmoso com a placa em cerâmica pintada/decorada.

Ele fica em frente a uma atelier de cerâmica e é uma iniciativa isolada, mas não custaria disseminar outros jeitos de identificar endereços, né?

Lembrei das placas no centro histórico de Cuzco, no Peru, que são lindas também.

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Um livro sobre Machu Picchu e sua arquitetura

06 de outubro de 2015 1

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A cidadela inca Machu Picchu, que é roteiro sempre, pode ser encarada de várias maneiras, e o arquiteto e urbanista Manoel Joaquim Tostes encontrou uma das mais intrigantes para tentar entendê-la, a da arquitetura.

Considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno, a cidade perdida dos incas, é o tema de Machu Picchu – A visão arquitetônica decifra o mistério.

O livro, ilustrado com mais de 60 fotos, terá sessão de autógrafos nesta terça, dia 6, a partir das 19h, na Livraria Cameron do Shopping Total, na Capital (com projeto gráfico da Marcavisual, tradução para o espanhol de Maria Soledad Mendez e revisão de Iara Salin Gonçalves, tem 130 páginas e custa R$ 65). Fiz duas perguntas ao Manoel, que respondeu assim:

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No que um turista comum deve prestar mais atenção quando visita Machu Picchu para entender como os incas construíam suas cidades?

Em primeiro lugar é importante o turista se informar sobre a história antes de ir ao Peru e a Machu Picchu. A história dos incas, a história de Machu Picchu, a conquista espanhola…esses elementos compõem uma ideia do todo que será melhor absorvida se estiver preparado. Deixar para saber na hora, no local, vai complicar o entendimento. Serão muitas informações para serem absorvidas. Aconselho estudar para atingir uma noção prévia do que será visto. Na hora será importante ficar alerta em razão dos inúmeros e importantes elementos arquitetônicos que compõem o conjunto de Machu Picchu. Será fácil se confundir.

Chegar muito cedo é importante, pegar o primeiro ônibus que sobe a montanha. Para que isso seja possível, chegar no dia anterior ao vilarejo de Águas Calientes e dormir lá. Em Machu Picchu aconselho contratar um guia local que fale português para receber explicação sobre os ambientes que serão visitados. O conjunto é extenso, a visita deve ser orientada para aproveitar bem o momento. É melhor não ter a barreira da língua para que as perguntas sejam bem entendidas.

Detalhe para prestar atenção: a diferença entre a qualidade de acabamento das alvenarias das construções: quanto mais bem acabado o trabalho na pedra, mais importante era a atividade exercida no prédio.

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Qual é, para ti, o aspecto mais notável na arquitetura inca?

As alvenarias de pedras perfeitamente encaixadas, algumas pedras excepcionalmente grandes. Muitos exemplos sensacionais de construções são encontrados: os caminhos, as pontes, os depósitos e os templos.

 

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Peru Week no Brasil, em outubro

08 de setembro de 2015 0
Ceviche. Fotos Promperú, divulgação

Ceviche.
Fotos Promperú, divulgação

E por falar em gastronomia peruana (se você não leu, veja o post anterior!), a Comissão de Promoção do Peru para a Exportação e o Turismo (Promperú) está divulgando a terceira edição da Peru Week, entre 22 de outubro e 8 de novembro, exatamente para isso: divulgar o turismo e a gastronomia daquele país no Brasil.

Lomo saltado. José Cáceres, Promperú, divulgação

Lomo saltado.
José Cáceres, Promperú, divulgação

Durante a semana, cardápios especiais serão servidos por restaurantes peruanos em várias cidades brasileiras:

  • São Paulo
  • Campinas
  • Rio de Janeiro
  • Brasília
  • Belo Horizonte
  • Curitiba
  • Florianópolis
  • Fortaleza
  • Maceió
  • Porto Alegre
  • Porto Velho
  • Recife
  • Rio Branco
  • Vitória
Pisco Sour Renzo Uccelli, Promperú, divulgação

Pisco Sour
Renzo Uccelli, Promperú, divulgação

Suspiro de limeña. José Cáceres, Promperú, divulgação

Suspiro de limeña.
José Cáceres, Promperú, divulgação


Mais informações: 

www.peru.travel/pt-br/

www.facebook.com/visitperu

twitter.com/peru

www.youtube.com/user/VisitPeru

Gastronomia no Peru (2): o El Tupay, em Cusco

07 de setembro de 2015 0
Fotos Belmond Hotel Monasterio, divulgação

Fotos Belmond Hotel Monasterio, divulgação

Contei a experiência de jantar no La Barra Casa Moreyra, da rede Astrid y Gastón, em Lima, no Peru, alguns posts atrás.

O post de hoje fala de uma outra refeição inesquecível, no restaurante El Tupay, do hotel Monastério, em Cusco, nessa mesma viagem.

Foi tão ou mais especial. São diferentes, na verdade, acho que não dá para comparar.

Em Cusco, assim como em Lima, come-se muito bem. Como estava acompanhada de um adolescente, teve inclusive a noite da pizza. Nossa opção, nesses caso, com dica do Lonely Planet, foi o La Bodega 138. Um ambiente bacana e uma pizza idem.

Mas, voltando ao restaurante do Monastério. Pedi à recepção do nosso hotel que fizesse a reserva. Foi um dia intenso aquele, pois chegamos da visita a Machu Picchu em cima da hora do jantar. Mal deu tempo para um banho e para rumar até lá numa corrida de táxi de 5 soles (todas as corridas de táxi que fizemos em Cusco custavam 5 soles!).

O antigo mosteiro, que já é lindo visto da área externa durante o dia, é encantador à noite. Monumento nacional, ele data de 1592 e fica bem próximo da praça central da cidade.

O pátio interno iluminado deixa qualquer um boquiaberto.

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Há dois restaurantes no hotel: o Illary, o preferido para almoços ao ar livre, e o El Tupay, que tem “culinária peruana com inspiração internacional”.

Quando chegamos, não sabíamos que aquela era uma das noites de ópera, e nossa refeição começou acompanhada com música bem apropriada para aquele ambiente acolhedor e clássico.

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O lugar pode parecer um pouco solene (ou afetado?!) demais, mas nos deixaram tão à vontade que em pouco tempo aquelas paredes de quase 500 anos, emolduradas com obras de arte sacras, os arcos e a sequência de pratos deliciosos podiam até ser confundidas com um pequeno bistrô.

Os pães especiais do couvert foram seguidos por um tradicional/especial ceviche. Como prato principal, escolhi uma espécie de raviólis recheados com quinoa. Pulei a sobremesa e pedi café que veio acompanhado por uma seleção de minibombons espetaculares. (agradeci por ter pulado a sobremesa).

Saímos felizes e ainda fizemos uma parada no The Lobby Bar enquanto esperávamos o táxi.

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Um jantar que não será esquecido tão facilmente.

Um hotel a 400m de altura no Vale Sagrado

25 de agosto de 2015 0
Fotos Natura Vive, divulgação

Fotos Natura Vive, divulgação

Eu esperava pelo trem que me levaria a Machu Picchu, no Peru, na estação de Pachar, próximo de Urubamba (na época em que fui, em abril último, o trem não saía de Cusco).

Fazia frio e eu andava de um lado para outro na estação para me aquecer quando olhei para o paredão de pedra à minha frente, do outro lado do rio, e vi pessoas penduradas por cabos.

Achei que eram trabalhadores fazendo algum tipo de instalação, sei lá do quê. Perguntei a um, a outro, e ninguém soube me dizer o que era. Esqueci.

Semana passada, deparei num site com a resposta para a minha pergunta daquele dia.

O que eu via e fotografei com meu telefone (daí a foto ser pior do que o normal) eram três cápsulas do Skylodge Adventure Suites, onde turistas podem ficar hospedados a 400m de altura.

Rosane Tremea

Rosane Tremea

As fotos da Natura Vive mostram o resto. As cápsulas são transparentes, o que garante essa vista espetacular. Cada módulo tem quatro camas, mesa de jantar e banheiro.

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Foram construídas, segundo o site da Natura Viva, em alumínio aeroespacial e policarbonato de alta resistência. O espaço é exíguo: 7,5m de comprimento por 2,50m de largura e de altura.

Para os claustrofóbicos, um alento: há seis janelas e quatro dutos de ventilação em cada um dos módulos. Com uso de energia solar, há luminárias, inclusive de leitura.

A capacidade máxima é de oito pessoas por noite, já que um dos módulos é de serviço, o que garante jantar e café da manhã.

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Para chegar até lá, tirolesa, escalada, degraus. Que tal?!
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Gastronomia no Peru (1), o Astrid y Gastón, em Lima

13 de agosto de 2015 0
Fachada La Casa Moreyra. Fotos Astrid y Gastón, divulgação

Fachada La Casa Moreyra. Fotos Astrid y Gastón, divulgação

Quando anunciei à minha colega Marta Sfredo que voltaria ao Peru, passados mais de 10 anos, ela foi logo intimando:

- Não podes deixar de ir ao Astrid y Gastón!

Sim, eu já tinha ouvido falar muito do restaurante que está entre os melhores do mundo (em 2015 ficou na posição 14, no ranking da revista britânica Restaurant, o mais reconhecido da gastronomia mundial) e como a gastronomia sempre ganha um espaço fundamental nas minhas andanças, resolvi seguir o conselho/intimação da Marta.

Sabendo que é muito concorrido, reservei com mais de um mês de antecedência. A resposta foi imediata, com o pedido para que confirmasse uma semana antes da data (e eu não li as letras nem tão miúdas, mas no fim deu tudo certo).

Rumo a Machu Picchu, só teríamos uma noite em Lima.

Depois de ter “perneado” o dia inteiro pela cidade que eu conhecia razoavelmente, mas é sempre bom rever, confesso que a vontade era tomar banho e dormir. Mas, ainda que em cima da hora, lá estávamos nós à porta do restaurante depois de vencer o complicado trânsito da cidade (não parece que o mundo inteiro está engarrafado?!).

O casarão fica no bairro San Isidro, não muito longe de Miraflores, onde estava hospedada.

El Patio

El Patio

Ele, o casarão, aliás, é um capítulo à parte. A construção de mais de 300 anos, a Casa Moreyra, é a antiga casa da fazenda San Isidro, imponente numa esquina do bairro.

O casal Gastón Acurio e Astrid Gutsche, que criou o restaurante em 1994, desde setembro de 2014, quando foi transferido para a nova sede, deixou à frente da casa a equipe de Diego Muñoz. O chef Gastón Acurio passou a se dedicar, então, a divulgar e pesquisar a cozinha peruana e latinoamericana.

Mas voltemos ao restaurante de agora. No grande casarão funcionam vários espaços:

  • Astrid&Gastón Restaurante, onde só é servido o menu degustação de cada temporada
  • La Barra Casa Moreyra, um lugar mais informal, com um cardápio que muda a cada estação e sempre dependendo da oferta de produtos locais, pensado em pratos para serem compartilhados
  • El Cielo, com salões privados onde os pratos são personalizados
  • El Edén, a horta que serve à cozinha da casa
  • El Patio, que é usado para promover e ensinar gastronomia
  • El Taller, um centro de pesquisa e laboratório gastronômico
Salão dos espelhos do El Cielo

Salão dos espelhos do El Cielo

Bom, antes mesmo da reserva, em conversa com meu companheiro de viagem adolescente, optei pelo La Barra. O ambiente mais informal e a comida com menos cerimônia seriam mais adequados.

Ao chegarmos à porta, ainda veio a oferta: se quiséssemos, poderíamos mudar de ideia e optar pelo menu degustação com 23 sequências (!). Ele me olhou meio assustado com a possibilidade e mantivemos nossa escolha.

La Barra

La Barra

E ela se revelou perfeita. O ambiente, bem descontraído, é muito agradável (ainda não entendi aquelas plantas de cabeça para baixo pendendo do teto!).

Apesar do nosso portunhol (ou por causa dele), o garçom que nos atendeu percebeu a dificuldade em compreendermos o cardápio e nos explicou com paciência e delicadeza, reduzindo nosso pedido, que seria exagerado para duas pessoas.

No cardápio atual que está disponível online, só está ali a entrada que escolhemos – os mini hambúrgueres de quínua, deliciosos. Como eles mesmos avisam, o cardápio muda constantemente, ao sabor da estação e da oferta de produtos locais.

La Barra

La Barra

La Barra

La Barra

Embora não consiga descrever tudo o que desfrutamos naquela noite, foi muito especial, do início ao fim. Terminamos com uma seleção de doces de chocolate que nos sugeriram e um chá de camomila que veio num charmoso minibule, com florzinhas de camomila frescas, colhidas na horta da casa.

Um jantar para não esquecer.

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Quando a tecnologia joga a favor

23 de junho de 2015 0

Assim como há coisas em que a tecnologia parece afastar as pessoas, há outras em que ela é muito útil, torna a viagem mais interessante ou ajuda no mínimo a divertir.

Nas últimas viagens, coisas legais que eu vi por aí:

  • Em GRACELAND, a eterna casa de Elvis Presley nos arredores de MEMPHIS (EUA), o tablet recebido na entrada acompanha a visita do início ao fim, dando o tempo certo e informações extras (vídeos, fotos, áudios, entrevistas) em cada cômodo da mansão.

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No final, ainda pode-se selecionar fotos ou outros conteúdos para receber por e-mail ou compartilhar direto nas redes sociais. Bacana.

Antes de iniciá-lo, faz-se um registro: uma foto, o código postal e um endereço de email.

E começa a diversão, com perguntas e respostas, gravação de áudios, confecção de capas de CDs, fotos… No final, chega ao email um link, com um site completo sobre a visita interativa. Divertido.

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  • O trajeto até Machu Picchu, no PERU, é feito parte em ônibus, parte em trem, parte em minivans.

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O roteiro de ônibus e trem até Águas Calientes, ao pé da montanha da cidadela inca, é administrado pela PeruRail, com seus atendentes bem vestidos que, para distrair os turistas (e vender algumas peças), fazem até desfile de modas.

E é pisar de volta para que um email com uma pesquisa sobre os serviços pisque na sua caixa. Pode ajudar a melhorar os próximos passeios. Útil.

Viajar é muito bom, mas...

28 de abril de 2015 2
Fotos arquivo pessoal

Fotos arquivo pessoal

Sempre que viajo e vejo multidões cada vez maiores se movendo, conhecendo, experimentando… fico muito feliz e, ao mesmo tempo, preocupada.

Como vamos proteger nossas belezas naturais, nossos patrimônios culturais e arquitetônicos ou nosso bens imateriais de nós mesmos?!

Às vezes, parecemos nuvens de gafanhotos que passam e deixam atrás de si terra arrasada.

Foi assim que me senti quando visitei, de novo, o Peru e suas cidadelas incas como Ollantaytambo e Machu Picchu.

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Vista à distância, a multidão assusta. Mais próximo, fica pior ainda, com gente se acotovelando para poder admirar as maravilhas construídas séculos atrás.

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E olhe que Machu Picchu, por exemplo, restringiu o acesso de visitantes a 2,5 mil POR DIA, distribuídos em três ou quatro horários distintos! E proibiu os sobrevoos de helicóptero… Ainda assim, é muita gente.

Na semana que passou, li que o mercado da Boqueria, em Barcelona, passou a limitar a entrada de turistas, atendendo a um pedido dos próprios comerciantes. Às sextas e sábados, está vetada a circulação de grupos com mais de 15 pessoas, entre 8h e 15h. E a restrição pode ser ampliada.

É uma questão a ser muito discutida.

Recebi um estudo da Amadeus (uma parceira tecnológica do mercado de viagens e turismo) mostrando que, até 2030, 1,8 bilhão de pessoas viajarão, anualmente. A pesquisa é baseada em entrevistas com futurologistas, especialistas da indústria de viagens e viajantes, em parceria com a Future Foundation.

O trabalho, intitulado “Future Traveller Tribes 2030: entendendo o viajante do futuro”, também detalha os diferentes tipos de viajantes, ampliando os aspectos meramente demográficos dos estudos anteriores e entrando um pouco mais no comportamento desses globetrotters.

O que me impressionou mais foi o número de viajantes (que também serão cada vez mais velhos e cada vez mais conectados), mas também é curioso esse perfil das seis tribos traçado pelo levantamento (descritos abaixo tal e qual):

  • Buscadores de Capital Social vão estruturar suas férias quase que exclusivamente com o público online em mente, pois acreditam fortemente nas recomendações dos usuários para validar as suas decisões. Um novo mercado pode se abrir com base no “Klout-boosting breaks” (breaks impulsionados por algoritmos), repleto de momentos conscientemente amigáveis.
  • Puristas Culturais vão olhar para o planejamento de férias como uma oportunidade de mergulhar em uma cultura exótica, mesmo que de maneira desconfortável, onde o prazer das férias depende da autenticidade da experiência.
  • Viajantes Éticos vão fazer os planos de viagens com base em fatores morais, por exemplo, diminuindo sua emissão de carbono ou melhorando a vida dos outros. Eles, muitas vezes, vão improvisar ou adicionar algum elemento de voluntariado, desenvolvimento comunitário ou atividade eco-sustentável em suas férias.
  • Buscadores de Simplicidade preferem ofertas empacotadas, evitando gerenciar muitos detalhes da viagem. As férias para esta tribo representam um raro momento na vida para cuidar de si mesmo com garantia de segurança e diversão.
  • Viajantes por Obrigação são orientados por um propósito específico de viagem, seja a negócios ou lazer e, portanto, têm restrições de tempo e orçamento. Eles buscarão tecnologia baseada em algoritmo inteligente capaz de eliminar qualquer tipo de aborrecimento nas viagens.
  • Caçadores de Recompensa estão apenas interessados em viagens recompensadoras. Muitos querem algo que represente uma extraordinária recompensa ou que ofereça uma experiência premium, um retorno para o alto investimento em tempo e energia em sua vida profissional.

 

A Virgem de Candelaria no Peru, no dia 2, a de Navegantes aqui em Porto Alegre

24 de janeiro de 2014 0
Fotos Promperú, divulgação

Fotos Promperú, divulgação

Dia 2 de fevereiro é dia de comemorar Nossa Senhora dos Navegantes em PORTO ALEGRE e, em Puno, no PERU, o dia é da Virgem da Candelária, chamada Mamita Candelaria, padroeira da cidade de Puno, ao sul do país.

A cidade fica às margens do Lago Titicaca e a festa lembra muito um Carnaval, não lembra?! Cada fantasia pesa cerca de 10 quilos.

Quem divulga o evento é o Promperú, que divulga o turismo do país:

a missa de 2 de fevereiro em homenagem à Santíssima Virgem Maria da Candelária é o ponto de partida para duas semanas de festejos, em que a cidade se enche de música e bailes em grandes apresentações folclóricas.

Durante esse primeiro domingo do mês, a Virgem desfila pela cidade em uma colorida procissão de danças “nativas pré-hispânicas”.

Depois dos participantes percorrerem praças e ruas fazendo orações, se realiza o “Concurso de Danças Nativas” no Estádio Enrique Torres Belón com 80 grupos de toda a região.

Mais em  www.peru.travel/es-pe/donde-ir/puno.aspx

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Viagem pelo mundo com trabalho voluntário

17 de outubro de 2013 2

Conhecer outros lugares e ajudar pessoas. Taí uma boa ideia que a CI Moinhos de Vento vai divulgar num bate-papo no dia 21.

Na conversa será explicado como aliar viagens pelo mundo a trabalho voluntário.

Alguns dos destinos propostos: África do Sul, Namíbia, Índia e Peru.

Para participar dos programas é preciso ter no mínimo 18 anos e falar inglês intermediário, ou espanhol, no caso do Peru.

Os trabalhos têm duração média de duas a 12 semanas, com possibilidade de extensão, e atividades de cinco a sete dias por semana, com carga horária de quatro a oito horas por dia.

Além dos projetos sociais, os voluntários poderão conhecer e visitar locais históricos.

Alguns exemplos com a descrição feita pela CI:

 

ÁFRICA DO SUL - No projeto “Teach Kids on the Beach”, por exemplo, desenvolvido em Jeffreys Bay, berço do surfe mundial, voluntários trabalham em uma escola que não recebe ajuda do governo local e nacional. Espera-se que os voluntários trabalhem de maneira criativa fazendo bom uso dos poucos equipamentos disponíveis para cumprir os objetivos da escola. Os participantes são responsáveis por dar aulas para pequenas turmas de acordo com a idade e necessidades especiais. São 16 opções de cursos na África. Os valores variam de US$ 630 a US$ 2020.

 

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NAMÍBIA - Um dos projetos desenvolve um papel na redução dos conflitos entre humanos e predadores. Os voluntários resgatam os animais que entram nessas fazendas e cuidam deles até estarem aptos a retornarem para a vida selvagem. Destaca-se também diversas atribuições diárias, como cuidar, limpar e alimentar os bebês cheetas e de outros animais selvagens, bem como construir cercas e também receber treinamento para trabalharem como guia nos tours diários que acontecem nos parques. Os valores variam de US$ 1143 a US$ 1668.

PERU - A partir da Intej, uma organização peruana sem fins lucrativos e engajada em projetos socioambientais, tem como objetivo capacitar comunidades do país em diversos aspectos através de um intercâmbio de culturas. Os participantes do programa têm a oportunidade de combinar entretenimento, conhecimento e habilidades ajudando no desenvolvimento e cuidado das pessoas que mais precisam. Os preços envolvendo os destinos Lima, Chiclayo e Trujillo variam de US$ 975 a US$ 2355. Para Cusco, os valores ficam entre US$ 1024 e US$ 1909.

ÍNDIA - Alguns programas como o “Kanjar Development Program” é destinado a conhecer e participar da cultura rural indiana, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades. Os projetos de trabalho voluntário na Índia estão localizados nos estados de Rajasthan, Himachal Pradesh e Goa. Os valores variam de € 581 a € 1624.

 

Para saber mais

 

  • Bate-papo no dia 21 de outubro, às 19h, na CI Moinhos de Vento (Rua Padre Chagas, 80, em PORTO ALEGRE).
  • É aconselhável confirmar presença pelo telefone (51) 3346-4654
  • Com entrada franca

Dica de blog e de um de seus destinos, Cusco

15 de outubro de 2013 0

O Alessandro De Franceschi, gaúcho de Porto Alegre, advogado por profissão, é autor do blog GetOutside, com foco em esportes e atividades de aventura.

Gostei do jeito como apresenta os temas e de como descreve os lugares e suas impressões sobre eles. 

Por sugestão do Alessandro mesmo, destaco um texto sobre CUSCO, no PERU, para ficar a dica de passar pelo blog e dar uma conferida em outros posts:

Alessandro De Franceschi, arquivo pessoal

Alessandro De Franceschi, arquivo pessoal

“Fiquei encantado com a cidade de Cusco. A arquitetura que confunde construções incas e coloniais, muros e casas feitas de barro, as ruas estreitas, casas e prédios preservados e toda a atmosfera backpacker são características especiais, na minha opinião. 

Muitos usam Cusco como uma base para a visita à Machu Picchu, mas a cidade tem tantos encantos que chega a ser um desrespeito não explorá-la. E para isso, nada melhor que caminhar, conhecendo os pontos turísticos mais famosos, mas também explorando alguns cantos não tão conhecidos dos turistas.”

Mais uma vez, o Lago Titicaca

18 de setembro de 2013 0

Alguns posts atrás fiz um registro sobre o Lago Titicaca e cutuquei minhas sobrinhas, que tinham prometido mandar fotos e falar um pouco sobre o que viram por lá uns três meses atrás. Camila atendeu aos apelos e escreveu:

 

“Atendendo ao pedido, vamos deixar aqui impressões de uma pequena aventura que vivemos no mundo repleto de magias do Peru.

Diria até que esta foi um dos passeios mais encantadores que fizemos nessa viagem. A cidade de Puno – a 3.827 metros de altitude – é banhada pelo Lago Titicaca e abriga um conjunto de ilhas conhecido como “Isla de Los Uros”.

Fotos Camila Tremea, arquivo pessoal

Fotos arquivo pessoal

 

Para chegar até lá, um pouco mais de 30 minutos num barco a motor, acompanhados de música típica peruana pelo custo aproximado de 30 soles (R$ 24).

A ilha de Uros é formada por 72 pequenas ilhas construídas pelos próprios habitantes com “totora” – uma espécie de junco que cresce nas águas do Titicaca.

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Em cerca de 500 metros quadrados vivem seis famílias. Antes da visita às casas, recebemos uma breve explicação de um dos habitantes – com tradução simultânea para o espanhol [risos] – sobre como é possível construir e manter flutuando aquelas ilhotas.

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Em seguida, se continua em seis pequenos grupos, cada um deles guiado por uma família, para conhecer sua história e como vivem ali.

Foi a Grasiela que nos recebeu em sua pequena habitação – detalhe, com televisão – e nos contou detalhes do cotidiano da vida dela, do marido e seus três filhos ali na ilha.

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Basicamente, as mulheres cuidam da casa e fazem as peças de artesanato, enquanto os homens caçam e constroem as ilhas e os barcos que usam para ir até a cidade, lá de vez em quando.

Mas o que mais nos chamou a atenção – minha e da exímia arquiteta Morgana – foram as placas de captação de energia solar que cada uma das ilhas tem. São elas que garantem algo em torno de duas horas de eletricidade nas casas. Isso explica a televisão.

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É impressionante saber que na era da tecnologia e conectividade, ainda existem comunidades tradicionais como estas e que se mantêm com a passagem dos anos.”

 

Rotas românticas em território peruano

13 de setembro de 2013 0

Vem do escritório de turismo do PERU a sugestão de roteiros românticos por aquele país. Atrativos que oferecem a casais apaixonados:

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Parque do Amor – No distrito de Miraflores, é um dos lugar para admirar o entardecer, sobre um penhasco com vista para o Oceano Pacífico. O parque está rodeado por um muro repleto de mosaicos, onde tem gravados nomes de casais e frases de famosos poetas e escritores, cujo tema central é o amor. No centro do parque, uma escultura de Victor Delfín chamada El Beso representa um casal em um beijo apaixonado. Todos os anos, no dia 14 de fevereiro, dia de São Valentim (data em que é celebrado o dia dos namorados no Peru), ocorre uma competição para selecionar o casal que der o beijo mais demorado.

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Centro Histórico de Lima - É a principal referência histórica para a “Cidade dos Reis”, que durante muitos anos foi considerada a cidade mais rica da América. Na Praça Maior estão o Palácio do Governo, a Catedral, o Palácio Arcebispal e a prefeitura, além do Convento de São Francisco. Na região do centro também está o Convento de São Domingos, edifício de arquitetura colonial concluído no final do século16 e restaurado recentemente. Desde que foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (1991), o Centro Histórico de Lima passou a ser o novo bairro da moda da capital peruana, com atividades e espetáculos ao ar livre. A região conta com mais de 400 monumentos, entre prédios públicos e complexos religiosos, além de lojas e restaurantes de luxo.

Barranco - Bairro boêmio da capital peruana, é lugar é ponto de encontro de artistas, intelectuais e jovens da cidade –, seja pela quantidade de bares, pubs e danceterias que concentra. Para os mais casais enamorados, a Ponte dos Suspiros dá outro tom romântico ao bairro.

Circuito Mágico das Águas  Conjunto de 13 fontes ornamentais no Parque da Reserva, a atração está no Guinness Book como o maior complexo de fontes do mundo localizado dentro de um parque público. Para sair de Lima com a sensação de comer e beber com uma das vistas mais lindas do Pacífico, reservar uma das concorridas mesas do restaurante Rosa Náutica, para uma noite romântica a dois.

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CUSCO

Jantar romântico em antigo monastério - A cidade é o cenário perfeito para a viagem dos sonhos de qualquer casal, com paisagens que  misturam montanhas, muito verde e céu quase sempre azul. Uma das opções é o bairro de San Blas, reduto dos artistas e boêmios, que durante o dia oferece excelentes opções de compras como as malhas em Alpaca Y Vicuña. Entre as inúmeras opções de jantares românticos, um deles éo  restaurante El Tupay do Hotel Monasterio, localizado em um prédio colonial.

Piquenique no Valle Sagrado – Muitos casais optam por tomar um típico café da manhã da região, composto por frutas regionais, sucos, pães e panquecas feitas com quinua e outras delícias, junto às montanhas nevadas próximas às salinas de Maras.

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Cusco e seus casarões transformados em hotéis

04 de setembro de 2013 1
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Não é o primeiro, nem o segundo… Já são muitos os casarões, mosteiros e etc transformados em hotéis e pousadas em CUSCO, no Peru.

(Parêntese: é  uma cidade que de jeito nenhum pode ser apenas em passagem rumo a Machu Picchu. Fecha parêntese).

Sempre fico em dúvida se devo ficar alegre ao ver essas transformações, porque assim os lugares são poupados do abandono e da deterioração, ou se me entristeço, com a descaracterização e o fim de qualquer coisa que nunca sei direito o que é. Mesmo que eu não conheça o lugar.

Enfim, é num desses que se instalou em Cusco o Palacio del Inka (confira outros neste link), terceiro hotel da rede Luxury Collection no Peru.

O que se diz sobre ele:

O prédio passou por uma renovação que custou nada desprezíveis US$ 15 milhões.

No coração de Cusco, o Palacio del Inka fica bem em frente às ruínas preservadas de Koricancha, ou o Templo do Sol.

Com fachada do período colonial espanhol, ele fazia parte da civilização inca no início do século 15 e depois foi projetado e habitado por conquistadores espanhóis durante o século16.

Para ser transformado em hotel, o projeto de restauração durou dois anos e, dizem, contou com a colaboração de artistas, artesãos locais e da comunidade.

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Como ficou o hotel

  • 203 apartamentos
  • as paredes antigas ainda fazem parte da estrutura, enquanto o design interior, pinturas e mobílias, evocam o passado colonial do Peru
  • as suítes têm pé direito de quase 4 metros de altura
  • os apartamentos têm portas de madeira esculpidas, cômodas e escrivaninhas que complementam pinturas e espelhos clássicos

 

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