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Posts na categoria "Varsóvia"

Das coisas que se vê em hotéis por aí

14 de maio de 2014 0

Quem não é fumante, como eu, dá graças a Deus por esses tempos em que não se pode fumar em voos e hotéis, pelo menos em algumas áreas deles ou de ter quartos reservados para fumantes/não fumantes (hoje a gente até acha que nem houve esse tempo, mas você lembra de atravessar o Atlântico em voos de 10/11/12 horas e compartilhar do ar carregado de fumaça, não? E o quanto beirava o ridículo a separação de fumantes e não fumantes, como se a fumaça não se espalhasse por aquele ambiente fechado a mais de 10 mil metros de altitude… Isso me faz acreditar um pouco na humanidade, porque já fomos bem piores!)

Em um quarto de hotel, o cheiro do cigarro fica impregnado em tapetes, carpetes, cortinas, colchas e é muito desagradável, para quem não é fumante, entrar num apartamento onde é permitido fumar.

Pois num hotel do tipo executivo bacaninha, em Varsóvia, a capital da Polônia, optei por uma área para não fumantes, como sempre faço.

E lá estava bem claro o aviso dizendo que não se podia fumar e que a multa seria de 500 sloty (mais ou menos R$ 120) para quem descumprisse a norma.

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Até aí, tudo bem.

Mas o que eu achei engraçado e curioso são esses detalhes na decoração, na cadeira bem à frente do aviso e numa mesa lateral.

Bonitinho até, mas bem contraditório, não?

Ou eu não entendi o recado?!

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Nos passos de Chopin em Varsóvia

13 de maio de 2014 0
Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Não segui os passos de Frederic Chopin em VARSÓVIA, nem é preciso. Quase se tropeça neles na capital polonesa.

Ele viveu na cidade até os 20 anos, e as referências estão em toda parte:

no museu que leva seu nome (todo reformulado em 2010 para os 200 anos do nascimento do músico e onde está o último piano que tocou),

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no parque Lazienki, onde está uma de suas estátuas mais famosas e onde há, na primavera, concertos à volta dela,

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ou mesmo na igreja da Santa Cruz, onde depositaram o coração do compositor.

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E reuni essas lembranças recentes e as fotos porque no dia 14 ao meio-dia, o StudioClio, em Porto Alegre, promove um almoço de sua série chamado Caminhos de Chopin, com palestra do pianista Tiago Halewicz. Não só esses caminhos em Varsóvia, mas também em Viena e Paris.

A música de Chopin está em toda parte em Varsóvia. Da brincadeira interativa no museu aos bancos espalhados pela cidade onde basta apertar um botão para ouvi-la. Confira nos pequenos vídeos abaixo.


Informações sobre o almoço em   www.studioclio.com.br

P.S.: na versão impressa deste texto, cometi um erro. Disse que Chopin nasceu em Varsóvia, mas ele nasceu na aldeia de Żelazowa Wola. Mario Quintana dizia que “um erro em bronze é um erro eterno”… Pois no papel está lá, também não tem como tirar. Quando me dei conta, já estava impresso. Agora, só me resta pedir perdão. Como se diz desculpe em polonês? Seria “Przepraszam”?! Se não for, desculpe Chopin! Desculpem, leitores.

Os datilógrafos das ruas de Guadalajara e a holografia no aeroporto de Varsóvia

25 de abril de 2014 0

Não lembro direito o contexto, mas a conversa era sobre Garcia Márquez, morto na semana passada no México, e os escrevinhadores de Guadalajara.

Lembrei deles, sentados com suas mesinhas e máquinas de escrever, à sombra de marquises, à espera de gente na porta de cartórios, prontos para redigirem uma procuração, um requerimento, uma carta…

Fotos Rosane Tremea

Fotos Rosane Tremea

Fiquei me perguntando se eles estarão ainda lá, quase 10 anos depois. Tentei encontrá-los na rede, não achei.

Será que ainda existem datilógrafos como aqueles agora, tempo das redes sociais?!

Fiquei me perguntando sobre isso também por que, viajando por aí, fiquei frente a frente com uma holografia que me lembrou os datilógrafos e também Blade Runner, o filme.

No aeroporto de Varsóvia, a capital da Polônia, uma moça virtualmente bem vestida tentava ensinar, em vários idiomas, como fazer meu check-in…

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O desafio era me trazer de volta a Porto Alegre, evitar que eu acabasse em algum país do Oriente Médio, da América Central ou em qualquer outro ponto remoto do planeta.

Prefiro os datilógrafos, que não poderiam me ajudar a marcar meu assento no voo de volta, mas com quem poderia trocar uma palavra qualquer. Que mostrassem que, por trás da máquina, o bom mesmo é saber que há alguém de carne e osso.