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Posts na categoria "Montevidéu"

Em viagem, cenas de solidão

11 de junho de 2012 4

Talvez por ter viajado sozinha nas últimas férias, fiquei mais atenta ao que chamei de "cenas de solidão".

Não necessariamente pessoas sozinhas, mas objetos, lugares, cenários me transmitiam sensações de solidão.

Curioso é que não sinto a palavra apenas com conotação negativa, que é só com o que deparo.

Queria algo que transmitisse essa ideia para para acompanhar minhas fotos, tiradas em Colônia do Sacramento, no Uruguai... Não encontrei.


E de tudo que li, do que eu mais gostei foi um trecho de um poema de CLARICE LISPECTOR, que pede coragem para enfrentar a solidão.

Meu Deus, me dê a coragem

(...)

Faça com que a solidão não me destrua.

Faça com que minha solidão me sirva de companhia.

Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.

Faça com que eu saiba ficar com o nada

E mesmo assim me sentir

Como se estivesse plena de tudo.

(...)


E a Miriam, que deixou um comentário no post, lembrou de uma música que fala de solidão de um jeito muito bonito, como em geral é a obra do uruguaio Jorge Drexler. Seguem letra e música:


Soledad

Jorge Drexler


Soledad,

Aqui están mis credenciales,

Vengo llamando a tu puerta

Desde hace un tiempo,

Creo que pasaremos juntos temporales,

Propongo que tú y yo nos vayamos conociendo.

Aquí estoy,

Te traigo mis cicatrices,

Palabras sobre papel pentagramado,

No te fijes mucho en lo que dicen,

Me encontrarás

En cada cosa que he callado.

Ya pasó,

Ya he dejado que se empañe

La ilusión de que vivir es indoloro.

Que raro que seas tú

Quien me acompañe, soledad,

A mi que nunca supe bien

Cómo estar solo.



E minha colega Cláudia Laitano, depois de ver este post no Facebook, ficou intrigada com uma coincidência: logo após o meu estava lá um outro post, com um poema sobre solidão do uruguaio Mario Benedetti... E me mandou o link. Reproduzo o texto e uma leitura dele, que é linda.


Hablo de tu soledad

Hablo de tu infinita soledad

dijo el fulano

quisiera entrar al saco de tu memoria

apoderarme de ella

desmantelarla desmentirla

despojarla de su último reducto.

Tu soledad me abruma/ me alucina

dijo el fulano con dulzura

quisiera que en las noches me añorara

que me echara de menos

me recibiera a solas.

Pero sucede que/

dijo calmosamente la mengana/

si tu bendita soledad

se funde con la mía

ya no sabré si soy en vos

o vos terminás siéndome.

¿Cuál de los dos será

después de todo

mi soledad legítima?.

Mirándose a los ojos

como si perdonaran

perdonarse

adiós

dijo el fulano;

y la mengana

adiós.


Do Uruguai, mais gatos

05 de abril de 2012 0

A SIMONE PEREIRA, leitora do blog de São Leopoldo, mandou sua contribuição para a seção Gatos de Viagem que, como você pode ver, conquista até quem não é lá muito chegado nos bichanos.

Veja as fotos e o recado da Simone.

"Oi Rosane, em primeiro lugar, quero dizer que adoro o teu blog e o visito sempre.

Já tiramos muitas dicas de viagens dele, mas nunca parei para agradecer as dicas!

Ao momento em que agradeço, mando uma contribuição para a seção "gatos de viagem". Não que nós (eu e meu marido) sejamos fãs de gatos, ao contrário, somos fãs dos cães. Mas esse bichano nos cativou e nos fez companhia num belo pôr do sol em Montevideo.

As fotos foram feitas no lounge do hotel Ibis. Nos sentamos pra tomar um chimarrão e apreciar a bela paisagem do final de tarde, quando o gatinho nos procurou. Sem cerimônias, subiu no meu colo, pediu um carinho e delicadamente deitou aos nossos pés. Assim permaneceu por horas...até adormecer ou até o anoitecer!

Simone e Felipe/ São Leopoldo"



Gato sobre livros em Montevidéu

29 de fevereiro de 2012 0

Pode parecer que larguei, mas não abandonei os GATOS DE VIAGEM, seção criada bem lá no início deste blog e à qual os leitores e eu somos muito fiéis.

Volto a eles agora com uma sequência que eu adorei. Foi trazida de MONTEVIDÉU por um colega, o Marcelo Sarkis, que separou as fotos feitas, segundo ele, especialmente para a seção.

Nas imagens, que falam por si (não gosto de humanizar animais, mas que parece que o gato está lendo, isso parece...), um detalhe me chamou a atenção: o nome da editora do livro sobre o qual o gato está esparramado, na vitrine de uma loja de antiguidades.

"Bruguera" me remeteu imediatamente à infância.

Fui à estante e procurei um bloco amarelado com uma encadernação caprichada que eu mesma intitulei "Primeiras Letras". Eram primeiras mesmo, pois eu nem matriculada em escola estava. Minha mãe, professora licenciada por circunstâncias adversas, e um de meus irmãos mais velhos se dedicavam a me alfabetizar, e eu anotava alucinadamente tudo o que via pela frente.

Nesse bloquinho, datado do final dos anos 60, encontrei a referência que havia na minha memória. Ali está anotado com minha letra claudicante: "Infantis Bruguera".

Minha obsessão pela escrita era tamanha que até o nome da editora eu copiava dos livros, ia da primeira à última página. Fui pesquisar e vi que essa editora, cuja sede era em Buenos Aires, teve uma porção brasileira pelos anos 70, com uma filial no Rio, que se dedicava a produzir clássicos no formato de livros de bolso.

O engraçado é que só lembrei desse nome agora, com a foto trazida pelo Marcelo. E mais engraçado foi que, na mesma página onde anotei isso está outra frase: "O gato está em cima da mesa".

Tá, e o que essa coincidência despropositada tem a ver com viagens, você deve estar se perguntando?

É que para mim as viagens têm o poder de me transportar para qualquer lugar, no mundo ou na memória. O gato de Montevidéu me levou de volta ao meu primeiro caderno e à descoberta mais maravilhosa que eu tive na vida: a da leitura e da escrita, que viriam por ser, afinal, minha profissão e minha vida.

Incursão de leitor por Montevidéu

12 de janeiro de 2012 3

O GABRIEL MATHIAS HAAG, um apaixonado pelo Uruguai, esteve em Montevidéu há pouco e mandou texto e fotos para o blog. Confira o que ele diz e mostra abaixo:


"E eu que achava: Montevideo é bem mais linda no inverno, acabei tendo que dar a mão à palmatória. Depois de algumas idas e vindas, sempre no inverno, fui passar o Réveillon por lá.

A cidade estava, como sempre, simplesmente perfeita e linda, com aquele toque único, capaz de destacar qualquer pessoa no meio da multidão. Aliás, multidão nada!


Nesta época do ano, encontrei uma Montevideo calma, tranquila e muito, mas muito vazia. Claro, época de férias, feriado de Ano-Novo, e o verão são fatores que deixam várias cidades do mundo mais calmas.

A chegada foi como eu bem gosto, pela tardinha, com aquele sol deixando as águas do Plata bem douradas. O verão dá um tom de leveza para a cidade e ao se caminhar pelas ruas não dá vontade de querer ir embora.


A virada do ano é bem especial. As famílias, em geral, ficam em casa. Já para os visitantes, os hotéis, em maioria, procuram oferecer festas e momentos especiais.

N0 dia 31 de dezembro, ao meio-dia, peguei um táxi, que é baratíssimo, e fui almoçar na rambla! É uma maravilha sentar-se com uma vista linda do povo na praia... Depois disso, que tal um mergulho?! Nem precisei pensar duas vezes... Estávamos no dia 31, em férias, 16h, calorão... Tibum! E vão-se as energias negativas com as ondas.


Acabei me dando conta de que Montevideo tem mil atrações, inclusive no verão... Praia, gente bonita, gente simpática, gente hospitaleira, compras, turismo..."

Mais um voo POA-Montevidéu

20 de outubro de 2011 0

Parece que as cinzas do vulcão chileno sobre o Rio Grande do Sul estão se dissipando. Assim espero, e era a previsão quando programei este post.

O nariz-de-cera é uma ressalva e um pedido de licença para falar sobre o lançamento do segundo voo diário da Pluna entre Montevidéu e Porto Alegre (e conexões com Buenos Aires, Córdoba, Assunção e Santiago do Chile).

O avião, que vai pernoitar na capital gaúcha, sai cedinho pela manhã (7h25min). Assim (a duração da viagem é de uma hora), dá para aproveitar o dia inteiro em Montevidéu.

Não por acaso a companhia aérea lançou a novidade: no primeiro semestre deste ano, a rota teve um crescimento de 50%, comparado ao ano anterior.

Os  horários dos voos:

  • Porto Alegre – Montevidéu – Porto Alegre

Porto Alegre: 7h25min > Montevidéu: 8h50 min (nova frequência)

Montevidéu: 23h55min > Porto Alegre: 1h15min (nova frequência)


  • Porto Alegre – Montevidéu – Porto Alegre

Porto Alegre: 14h57min > Montevidéu: 16h22min (frequência atual)

Montevidéu: 13h51min > Porto Alegre: 14h11min (frequência atual)


Outras companhias aéreas mantêm voos diários diretos de Porto Alegre para Montevidéu:  a Gol e a TAM.

Dias do Patrimônio em Montevidéu

07 de outubro de 2010 2

Logo depois de ter voltado das férias em Montevidéu, a colega MARIA RITA HORN enviou essa colaboração para o blog. Outra ideia que merece ser copiada... Leia o que ela conta:


"Sem planejar praticamente nada da minha viagem de férias ao Uruguai, tive mais sorte do que juízo, como diz o ditado. No sábado de 25 de setembro, ao sair do albergue onde estava hospedada na capital, Montevidéu, deparei com uma grande movimentação nas ruas da cidade. Era o evento Días del Patrimonio, quando museus, monumentos e edifícios históricos têm entrada liberada para o público em geral em todo o país e uma gama de atividades culturais é oferecida em diferentes espaços públicos ou privados.

A data foi instituída em 1995, quando o nome era no singular (Día del Patrimonio), pois o evento ocorria em apenas um dia. A partir de 2002, passou a ser nos dois dias do fim de semana. Como disse o ministro da Educação e Cultura do Uruguai, Ricardo Ehrlich, em carta publicada no caderno de programação das atividades deste ano, o patrimônio, material ou imaterial, só adquire valor quando 'se disfruta e se comparte'. E foi isso que uruguaios e turistas fizeram nas ruas de seu país, na 16ª edição da celebração, que teve como tema El Teatro en el Uruguay, homenageando figuras representativas da arte, como o dramaturgo Florencio Sanchez.

A Praça Matriz foi uma das mais visitadas durante o evento

Em Montevidéu, além de passar por representações teatrais nas ruas e por feiras de artesanato, tive pequenas demonstrações do que rola no Carnaval deles, considerado o mais longo do mundo - comemorado de janeiro a março (veja o vídeo abaixo). Também andei de ônibus antigos e vi a multidão receber a primavera e lotar os bares que oferecem menus especiais e shows de tango.

A preços promocionais nos supermercados pelo Días del Patrimonio, compras de bocaditos e alfajores completaram o que chamo de meu Dia de Sorte da viagem."

Andando pelo Mercosul - Uruguai e Chile

08 de julho de 2010 0

O Uruguai caiu com bravura nas semifinais da Copa, mas os encantos do país continuam lá. O Chile, derrotado pelo Brasil, antes sofreu um violento terremoto, mas ressurge com força dos próprios escombros. São dois países que merecem ser incluídos em roteiros de viagem.
Por isso achei apropriado, nesse finalzinho de Copa do Mundo, publicar o texto e as fotos enviados pela Anamara Bolsson, que sempre passa pelo blog, deixando comentários queridos e colaborações.

"Quando o minuano ameaça soprar por aqui, começo a reclamar do frio. Em seguida, surge o desejo de voar aos países do Mercosul, onde é claro, sinto ainda ainda mais frio. Mas nossos vizinhos lindeiros, ou mesmo os mais distantes, nos oferecem espetáculos excêntricos nas ruas, surpresas memoráveis à mesa, ou simplesmente o melhor do seu solo erguido em um imponente projeto arquitetônico.

Aí vão umas dicas, que por sorte ou pelo faro, encontrei e não esqueço.

Banda de homens sós

Não sei se foi sorte ou se eles estão sempre por ali. Junto à Praça de Armas, próximo à monumental Catedral de Santiago do Chile, construída em 1748, encontramos um trio que nos arrebatou. Homens-banda, possivelmente um pai e seus filhos, encontraram um meio de arrecadar trocados, ganhar o dia e mostrar sua arte. Com tambores e pratos, tiras e fios a lhes prender braços e pernas como marionetes, mostram uma habilidade motora e o domínio do ritmo cadenciado e vigoroso que reverbera no peito. Um espetáculo de agilidade, ritmo e um som que se encerra com o entusiasmo do público e o chapéu que passa de mão em mão. Valem fotos, aplausos e a gorjeta aos artistas. Confira:




À mesa com uma centolla

Há alguns anos, um crustáceo imenso, de cor viva, sabor delicado e fresco fazia parte dos meus planos em um cardápio de viagem ao Chile: a centolla.

Capturada nas profundezas do gelado Pacífico, na costa chilena, é iguaria valorizada pela gastronomia. Com carne tenra, sabor levíssimo e ligeiramente adocicado, é semelhante à nobre lagosta. Cozida simplesmente em água e sal ainda viva (e não vi o tamanho da panela, mas certamente é algo descomunal visto o tamanho do bicho) é servida apenas cozida e acompanhada de um molho quente de manteiga e limão. Servi-la exige muita habilidade, além de luvas e uma tesoura apropriada, que o garçom manuseia com destreza. O corte que se inicia pelas longas patas deste imenso caranguejo alaranjado é demorado. Não há porque ter pressa.

No Mercado Público de Santiago, onde a variedade de pescados e crustáceos nos causa uma aguda inveja, a centolla está em quase todos os cardápios, é prato relativamente caro e somente alguns poucos turistas provam. Uma pena. Não sabem o que estão perdendo.Viajante faminta por novidades à mesa, encarei otimista e salivando o minucioso ritual do garçom partindo a deliciosa centolla. Acompanhada de um vinho branco ligeiramente fresco das vindimas da região, prolonga-se o almoço por quase duas horas. Santiago que espere. Eu e a centolla não podíamos mais esperar.

O solo rico uruguaio no belo Palácio Legislativo

Por descaso e desinformação, desconhecia o prédio do Parlamento Uruguaio. Tento me redimir do pecado espraiando a reza. Gabou-se o funcionário que nos recebeu e guiou por todas as dependências do prédio que pisávamos em um dos mais belos edifícios legislativos do mundo. Conheço bem poucos para avaliar, mas não duvido.

A começar pelo Salão dos Passos Perdidos, espaço por onde circulam senadores e deputados entre as sessões legislativas. O piso, as paredes, colunas e bancos do salão são recobertos por 52 cores diferentes de mármores e granitos retirados do solo uruguaio, da região de Treynta Y Três, localidade distante pouco mais de 300 quilômetros do RS. Pois o governo uruguaio, que ergueu o colosso, determinou que fosse do próprio país as pedras para a edificação. E não se fez de rogado. A exploração descobriu o que havia de mais nobre e bonito para ilustrar seu legislativo.

Depois das rochas, sim, vieram os arquitetos e pintores italianos, os bronzes e os vitrais franceses e até a madeira do Paraguai. O prédio sóbrio, quase austero por fora, se revela luxuoso no interior de estilo eclético. E digno como deveriam ser e parecer todos os legislativos e legisladores do mundo. Mas, lá como cá, revelou o guia, eles também são pouco assíduos: apenas 13 sessões ao mês.

Um guia inusitado em Montevidéu

25 de setembro de 2008 4

Jaqueline Morais, minha colega aqui na Zero Hora, esteve há poucas semanas em MONTEVIDÉU e, como conta abaixo, foi guiada de forma inusitada em uma das muitas atrações da cidade. Veja o relato dela:

"Caminhando por las calles de Montevidéu, deparei com o Panteão Nacional, no bairro de Palermo, próximo ao centro da cidade, onde estão os restos mortais de um dos maiores heróis uruguaios, José Gervasio Artigas, que lutou pelo país contra o domínio espanhol e incursões argentinas e luso-brasileiras no século 19.

Mesmo para quem não se interessa muito por arquitetura, a entrada é um convite, com muros altos, decorados e que se abrem para um jardim bem cuidado. É lá que estão enterradas as figuras uruguaias mais ilustres e por onde circulam, além de visitantes, muitos fotógrafos, atraídos pela imagem de esculturas e mausoléus, dos mais modestos aos faraônicos.

No entanto, o túmulo que mais me chamou a atenção foi mostrado por um gato. Muito vivo, ele perambulava pelas lápides como se estivesse em casa. Foi o bichano que me conduziu até Doña Manuela Mussio. Morta em 1863, ela recebeu do marido uma homenagem de derreter os corações mais gelados. A imagem retrata Santiago Mussio, marido de doña Manuela, entristecido frente à morte da amada.

A foto mostra mas ainda assim não expressa toda a dramaticidade da obra, cujo artesão foi sensível aos detalhes — do lenço na mão à lágrima no rosto de Santiago. A impressão é de que Manuela e Santiago foram um daqueles casais que se amaram por toda vida, como sempre esperam que aconteça os casais apaixonados."

Postado por Rosane Tremea

Para alguém que está em Montevidéu

16 de janeiro de 2008 4

Na cave do La Corte, 5 mil garrafas de vinho/Rosane Tremea
Talvez seja tarde demais, mas escrevo especialmente para um amigo com passagem marcada por MONTEVIDÉU por estes dias e que, como eu, gosta de restaurantes e vinhos.

Parada obrigatória: o La Corte, no andar térreo do Club Uruguay, um prédio do final do século 19. Fica na Plaza Matriz (Peatonal Sarandi, 586).

Se tiver alguma restrição ao presidente Bush, basta ignorar o que todos dirão ao se referir ao restaurante aberto em 2003: foi o lugar escolhido para recepção ao presidente americano em março de 2007.

Não se assuste. O preço da conta não será compatível ao posto de um chefe-de-Estado. Por R$ 50 dá para garantir um jantar com entrada, prato principal, sobremesa e um bom vinho tannat, especialidade uruguaia, graças ao câmbio favorável.

Vinhos, aliás, são uma atração à parte: na cave, no subsolo, há 5 mil garrafas de 350 variedades diferentes. Tenho certeza que meu amigo vai adorar!

Postado por Rosane Tremea