Viajante desorganizado às vezes conta com um tantinho de sorte. Eu andava pela Itália com dois primos. Um deles resolveu ficar em Roma, onde estávamos “sediados”. Minha prima e eu fomos conhecer POMPÉIA.
Depois de duas horas e tanto de trem até Nápoles, encaramos mais um trechinho para chegar a Pompéia, a cidade soterrada sob seis metros de lava pelo Vesúvio, no ano 79 d.C. Chegamos num 8 de maio, um dia de semana qualquer.
Quando desembarcamos na pequena e simpática estação de trem, estranhamos o silêncio, a pouca gente, a falta absoluta de movimento. Pegamos o rumo do centro, pela avenida principal. E nada de gente, tudo vazio, até depararmos com a praça central, onde havia uma multidão absurda reunida em frente à catedral.
Oito de maio é, para os moradores de Pompéia, o dia do perdão, o dia em que todos rezam prometendo não repetir a “iniqüidade” que teria sido responsável pela destruição da cidade. É dia de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, a data em que, no ano de 1887, a imagem da santa foi coroada, logo depois de erguido o templo próximo às ruínas.
Para nossa sorte, escolhendo um dia ao acaso, acabamos dando de cara com essa festa cheia de significado.
Pretendo voltar a falar sobre Pompéia. É um dos lugares mais impressionantes que conheci. Preciso pesquisar mais sobre ela.
P.S: menos de uma semana depois de ter escrito este texto sobre Pompéia, leio que autoridades italianas pensam em restringir o acesso ao sítio arqueológico, para evitar seu desgaste.
Sabe quantas pessoas circulam lá por ano? Dois milhões e 600 mil turistas. Para fins de comparação, Porto Alegre tem mais ou menos 1,5 milhão de habitantes. Sou a favor de limitar. Exige um pouco mais de esforço de quem cuida e de quem vai, mas vale a pena, para preservar a história.
Postado por Rosane Tremea





