Quer saber mais sobre a Espanha e ainda dar uma desenferrujada no inglês? Então programe-se para o tradicional encontro do Espaço Cultural STB Brasas, amanhã.
Na conversa em inglês,Flávia Nestrovski conta a sua experiência vivendo um ano na Espanha: da Catalunha à Andaluzia.
Serviço:
Encontro gratuito, na Anita Garibaldi, 1.515.
Terça-feira, às 19h30min.
Confirmar presença pelo fone 4001-3010.
Minha amiga Clarinha está estudando em BARCELONA, na Espanha. Nos seus relatos periódicos, tem enviado fotos de artistas de rua (veja as fotos abaixo), que são muitos pelas ramblas, e tem falado com curiosidade e estranheza sobre os cinemas locais, nos quais os filmes são dublados sempre para o espanhol, sem a opção da legenda. Só cinemas ou sessões especiais oferecem a possibilidade de ver o filme no idioma original.
Não sei como é em outros países da Europa, mas na Itália me chamou mesmo à atenção isso, o fato de os filmes todos serem dublados para o italiano. E mais: de fazerem intervalo, em geral de 10 a 15 minutos, para o público tomar um café, ir ao banheiro... É interessante, e às vezes dá margem para se conhecer gente no cinema, trocar impressões sobre a história etc e tal... Mas é chato também interromper o filme em momentos às vezes dramáticos...
Uma vez, para tentar ver uma produção não dublada, acabei no ODEON, em FLORENÇA, e fiquei encantada. O cinema fica num prédio construído em 1462, o Palazzo Strozzino, um dos mais interessantes exemplares da arquitetura renascentista. Virou cinema em 1922, conservando esculturas, tapeçarias e a cúpula com vitrais.
Por ali passaram músicos - Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, por exemplo -e atrizes como Isabelle Adjani e Anjelica Huston, além dos diretores Bertolucci, Branagh, Salvatores e Benigni, entre muitos outros, por ocasião do Festival Internacional de Cinema de Florença. No caso do ODEON, adorei o intervalo. É que a sessão, no meio da tarde, era lotada de homens e mulheres ingleses que pareciam saídos do elenco de CHÁ COM MUSSOLINI (veja o trailer do filme abaixo).
Perfil
Viajo muito menos do que gostaria. Talvez um pouco mais do que a maior parte das pessoas. Mas sempre que viajo, mesmo em férias, por mania de ofício, ando sempre com caneta e bloquinho, fazendo pequenas reportagens.
Gosto de dividir com os outros o que vejo, embora às vezes sinta um ímpeto egoísta de não revelar para ninguém aquele lugar especial e pouco conhecido, temerosa de que tudo mude quando eu voltar uma segunda vez. Pensamento passageiro. Acabo contando tudo aos quatro ventos.
Resolvi contar aos quatro ventos em um blog: o que vejo na cidade (Porto Alegre, no caso), no Interior (do Rio Grande do Sul) ou incursionando pelo Brasil ou Exterior.
Gosto de me mover, sem objetivo nenhum. Na infância, minha mãe me chamava de "porquinho de Santo Antônio" — quando o santo saía para pregar, dizia-me ela, era sempre seguido por um desses animais que, naquela época, conquistaram o direito de se mover livremente pelas ruas.
Por essa falta de objetivo, ao tomar carro, ônibus, barco, avião, identifico-me com o escritor e viajante Roberto Louis Stevenson, que uma vez escreveu: "Eu não viajo para ir a algum lugar, mas para ir. A grande emoção é se mover".
Sem nenhum outro objetivo que não compartilhar experiências, escrevo aqui dicas e curiosidades de viagens. Não são roteiros de uma especialista. São pequenos relatos de uma viajante comum. Envie os seus!