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Posts com a tag "natal"

Lugares do meu afeto, no final de mais um ano

30 de dezembro de 2009 9

E 2009 caminha vertiginosamente para o seu final. É 30 de dezembro, não tinha nenhuma outra expectativa a não ser trabalhar (sim, há o plantão pela frente, depois da folga natalina), mas eis que recebi um convite de casamento. Pela primeira vez na vida irei a um casamento no dia 30 de dezembro. Minha prima Querli vai se casar no final da tarde de hoje, num dos lugares do meu afeto.

Ela escolheu para a cerimônia o gramado que enfeita a casa construída pelo nosso nonno, uma típica casa de imigrantes italianos. Ou o que sobrou dela, já que anos atrás um tornado levou a parte de cima, mas o porão que o nonno Martin construiu ficou ali, intacto.

Vai ser uma cerimônia simples, só com a presença de pai, irmãos, cunhados, sobrinhos, tios, primos (o que, no caso de nossa família, não quer dizer necessariamente pouca gente!).

É bom ver os lugares do nosso afeto servirem de cenário para momentos como esse. Todos os lugares, aliás, têm o significado que damos a eles. Não importa onde seja. Como brinco sempre, passei o Natal no Exterior. Ninguém nunca ousa contestar: afinal, o Paraguai é outro país. Eu me revigoro com os momentos de paz, de alegria, de confusão, de diversão que passo ali com minha família. E é esse o significado que dou a esse lugar.

Para encerrar o ano, desejo a todos que leem esse blog que encontrem muitos lugares de seus afetos em 2010. Que todas as viagens, das mais simples às impossíveis, se realizem!

Fernando de Noronha, mais do que um destino

22 de dezembro de 2009 6

Ontem, quando começou oficialmente o verão, fiquei pensando no meu destino favorito de sol e mar…
Quem me conhece sabe que prefiro o inverno, mas preciso admitir: só o calor e a natureza proporcionam certos prazeres.

Se me pedissem que sugerisse um só lugar para as férias de verão (nós fizemos essa pergunta, e algumas pessoas responderam no caderno Viagem de Zero Hora desta terça-feira!), eu não hesitaria: junte o que houver de tempo e dinheiro e vá para FERNANDO DE NORONHA.

Não é tão simples, não é tão barato. É preciso ir até Recife ou Natal para dali seguir até a ilha (duas companhias aéreas têm voos regulares saindo de Recife (1h20min de viagem) e Natal (55min), a Trip e a Gol). É preciso pagar uma taxa diária de permanência (R$ 36,69), que vai aumentando à medida em que cresce sua estada. É preciso, se você não tiver um bolso muito recheado, ficar em pousadas não tão confortáveis quanto as que você pode estar acostumado.

Mas a vista dos Dois Irmãos, o balé dos golfinhos rotadores, o snorkel no Atalaia, as caminhadas, as praias, o convívio com turistas do mundo inteiro, a despreocupação com vaidade, tempo, segurança e outras atribulações da vida urbana compensarão cada minuto e cada centavo investidos.

Nado só para não morrer afogada e nunca tinha pensado em mergulhar na vida, mas acabei me rendendo aos apelos do batismo em Fernando de Noronha. Lá fui eu de pé-de-pato, macacão de neoprene, tubo de oxigênio, máscara e todo o resto de equipamento. Foram os 20 minutos mais longos da minha vida e certamente dos mais emocionantes.

Na minha ignorância, a vida submarina era cheia de barulhos. Mas ela me impressionou pelo silêncio: nada além do som das borbulhas. E me impressionou pela beleza: em poucos lugares se vê tamanho colorido e perfeição.

Se você, como eu, tiver receio, supere o medo. Vale a pena. Pelo menos uma vez na vida.