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Cinco tópicos quentes para 2010

17 de dezembro de 2009 1

A época é propícia para fazermos listas de coisas que marcaram 2009. Bom, eu prefiro projetar 2010 – o que necessariamente também passa por esse ano que finda. Abaixo, cinco questões que já são protagonistas este ano – e devem seguir na pauta do próximo:

1. Tempo real

Desde a explosão do Twitter, acelerou-se a tendência da internet em tempo real. A cobertura jornalística foi e é cada vez mais impactada por ferramentas que permitem mais agilidade no ato de contar fatos, reportar mesmo: aí vale não apenas o Twitter, mas também CoveritLive (livebloggin), Qik (transmissão de vídeo), Google Wave.

São todas ferramentas que juntam o tempo real com a interação, a possibilidade da audiência participar e construir junto com o repórter a cobertura.  Ao lado, a foto postada pelo norte-americano Janis Krums, no Twitpic, pouco depois de um pouso de emergência, no Rio Hudson, em Nova York, em janeiro deste ano. Krums estava em um dos barcos que ajudou a resgatar as pessoas. Por isso conseguiu a foto antes que qualquer um da imprensa.

Tenho uma curiosidade especial sobre como será a cobertura da Copa do Mundo. E já vejo uma avalanche de conteúdos em tempo real: repórteres, torcedores, jogadores tuitando, fotos, vídeos, pequenas transmissões ao vivo.

2. Mobilidade

Este ano também foi de grande popularização dos smartphones aqui no Brasil. Eu uso um N95 desde o final do ano passado e, desde o início, achei bem diferente a maneira de navegar na internet mobile, comparando com a “normal”.

Mas agora não acho mais tão discrepante assim. E acredito que a mobilidade já é regra para a internet hoje e daqui para frente. E isso tem muito a ver com o segundo ponto, da internet em tempo real. A norma é estar online, disponível, seja em que aparelho for. Tanto que, além dos smartphones, proliferam por aí os netbooks, tablets e outras telas menores que as do desktop ou mesmo dos notebooks.

3. Realidade Aumentada

Tem ligação forte com a mobilidade. Ainda não esqueci aquela demonstração do TED, que exibia uma engenhoca que permitia à pessoa ler o jornal de papel e projetava um vídeo no lugar da foto.

Essa mescla de conteúdos do mundo “real” com o virtual, deve se acirrar com a popularização de tecnologia. Aí não serão mais apenas brincadeiras e marquetagens: é um potencial sem tamanho para o jornalismo de serviço e também de reportagem mesmo. Programas que rodam em smartphones, como  o Layar e o Wikitude, já permitem essa fusão de realidades e emergência do mundo digital no mundo físico.

4. Um substituto do papel

Os modelos leitores eletrônicos se proliferam. Ainda não se popularizaram por aqui, mas acho que isso deve ocorrer logo. O mais famoso, o Kindle, ganhou versão especial para ser a plataforma dos jornais que migram do impresso para uma distribuição eletrônica. No Brasil, O Globo e a Zero Hora, aqui da RBS já ganharam versões para o Kindle, apostando nesse modelo de negócio. Há um tempo atrás eu tinha dúvidas se essa maneira de distribuir o jornal afetaria mesmo a maneira de produção (haveria duas, três edições ao dia?). Mas, como o modelo ainda é misto e a edição de papel ainda é presente, este papo fica para mais adiante.

5. Monetização (do conteúdo) e a eterna busca do modelo de negócio


Não é de hoje que se tenta fazer dinheiro com a internet. Mas busca pela monetização, o tal modelo de negócio perfeito, se acirrou nesse ano de crise que foi 2009. A recuperação da economia mundial já começou, mas a indústria jornalística (principalmente imprensa dos EUA) segue em crise sem tamanho. Será que a tendência preconizada pelo magnata Rupert Murdoch (fechar conteúdo, micropagamentos, bloquear buscadores) vai vingar?

Vai saber. Vejo uma tendência do cerco da grande indústria se apertando no que toca à gratuidade (incluindo aqui o que é considerado pirataria). Há tentativas de regulação, fechamento de sites de busca de torrents, etc.

Mas, ora, a internet foi criada para ser anti-regulatória por natureza. Tem essa alma anárquica. A indústria da música consegue fazer dinheiro com iTunes, por exemplo. Mas isso não acabou, até agora, com a troca de arquivos pela rede.

É natural que as grandes corporações queiram ter lucro. Mas não vai ser com os sites simplesmente fechando o conteúdo e cobrando mensalidade. Nem acho que pensem em tal coisa. Talvez tenhamos modelos mistos: o lucro viria de micropagamentos por conteúdos de nicho (como economia, por exemplo), também de publicidade e ainda de pequenos pagamentos feitos pela audiência (que funcionaria como um cube, uma comunidade que compartilha dos valores de cada site). Aqui caberia a cada site cativar o seu público, para que houvesse engajamento suficiente para fazer o camarada colocar a mão no bolso, nem que fosse para pagar uns R$ 5 por mês.

Comentários (1)

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