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Open Data: o que faremos com esses números?

19 de agosto de 2010 1

O uso de dados públicos na internet é uma tendência que não é exatamente nova. Mas dá para dizer que há uma evolução forte, principalmente na criação de aplicativos que cruzam dados e dão uma aplicação prática, que afeta a vida das pessoas.

O movimento de “dados abertos” (Open Data) vem chamando a atenção dos governos para a necessidade de transparência em relação a informações que podem ser disponibilizadas para o uso de qualquer um. E, como compartilhamento dessas informações, facilitar a vida do cidadão.

Há países bem avançados em Open Data: Grã-Bretanha, Canadá, Estados Unidos.

Na Espanha, recentemente o governo do País Basco lançou um portal com datos abertos públicos. Não se trata apenas de disponibilizar dados, mas de fazê-lo em formatos que possam ser facilmente utilizados em mashups e aplicativos. Veja, este exemplo, com informações de trânsito no País Basco: é possivel visualizar no mapa pontos de lentidão, de acidentes, onde flui bem, etc.

No Brasil já há um início de movimentos de liberação de dados, como podemos ver neste site. Mas ainda é apenas um início de caminhada. Para um governo ser considerado “Open Data”, há oito princípios que devem ser cumpridos, segundo a entidade Opengovdata.org. São eles:

1 – Dados públicos devem ser completos. Dado público é o que não está sujeito a limitações de privacidade, segurança ou controle de acesso;

2 – Dados públicos devem ser primários: apresentados tais como coletados na fonte;

3 – Devem ser atuais: os dados são disponibilizados tão rapidamente quanto necessário à preservação do seu valor;

4 – Devem ser acessíveis. Disponibilizados para a o maior alcance possível de usuários e para o maior conjunto possível de finalidades;

5 – Compreensíveis por máquinas. Estruturados de modo a possibilitar processamento automatizado;

6 – Não discriminatórios. Sem exigência de requerimento ou cadastro;

7 – Não proprietários. Os dados são disponíveis em formato sobre o qual nenhuma entidade detenha controle exclusivo;

8 – Livres de licenças.  Os dados não estão sujeitos a nenhuma restrição de direito autoral, patente, propriedade intelectual ou segredo industrial. Restrições sensatas relacionadas à privacidade, segurança e privilégios de acesso são permitidas.

Por fim, um vídeo de um encontro TED de fevereiro deste ano, onde o criador da web, Tim Berners-Lee, mostra exemplos de como a liberação de dados, o compartilhamento de informações, pode ajudar a vida das pessoas:

Comentários (1)

  • Rede + Mídia » Arquivo » Dados online e jornalismo em debate na Europa diz: 21 de agosto de 2010

    [...] último post, comentei sobre o forte movimento em curso de abertura de dados na web. Uma parte desse movimento abrange os chamados governos eletrônicos (e-gov), que começam a [...]

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