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Aulas de grandes universidades de graça na web

Sempre acho muito legal as iniciativas de democratizar o conhecimento através da web. O portal Academic Earth reúne aulas em vídeo de grandes universidades do mundo, como Yale, Harvard, MIT. Tudo gratuito e abrangendo as mais diversas áreas: medicina, computação, história, política, filosofia, religião.

Reproduzo nest post uma aula de Tony Blair, na Universidade de Yale, que faz parte de um curso sobre o impacto da fé, da religião, em um mundo globalizado: e a necessidade do diálogo para manter uma coexistência pacífica.

(via @camilacamilaschaedler e @frednavarro)

Watch it on Academic Earth

Times Online fecha a porta para o agregador Newsnow

Rupert Murdoch dá sinais de que era séria a ameaça de bloquear os conteúdos dos jornais do conglomerado da News International para agregadores de notícias e ferramentas de busca. O maior site agregador do Reino Unido, o NewsNow, anunciou hoje que está sendo impedido de lincar conteúdos do Times Online, um dos veículos da NI.

– Nenhum outro grande serviço de pesquisa foi bloqueado pelo NI dessa maneira. NewsNow não é fundamentalmente diferente de serviços como o Google News e Yahoo. Por que bloquearam nós e não eles? - reclamou (com razão a meu ver) o diretor executivo do NewsNow, Struan Bartlett.

O NewsNow está pedindo aos usuários que mostrem apoio a uma campanha chamada “Direito de lincar” (Right2Link).

Será que finalmente Murdoch passará a colocar em prática todas as suas ameaças?

Gráfico monitora estatísticas de mídias sociais, mobile e games

O blogueiro Gary Hayes, do Personalizemedia, elaborou um gráfico que monitora estatísticas em tempo real da web, do universo mobile e dos games. Vale a pena dar uma olhada para ter uma ideia da avalanche de informações que circulam:

A gente em rede: feliz 2010!

O melhor da internet é a sua natureza humana, além do aspecto físico, técnico, como ferramenta: as pessoas que estão interligadas nesta rede. Isso sempre foi claro para mim. Desde o primeiro contato, quando achava fantástico falar com gente de longe, via Aol Instant Messenger, ou ICQ, ou chat mesmo.

Escrevo isso porque muitas vezes esqueço dessa natureza da rede e fico apenas pensando em termos técnicos, como “redes sociais”, “realidade aumentada”. Ou em aplicativos e gadgets complexos, de isso e aquilo.

O que dá sentido a tudo é o resultado: a aproximação de pessoas.

Hoje é virada do ano e posso “participar” de um pouquinho da vida de alguns amigos que estão longe, uns menos longe, outros mais.

Pelo Gtalk, pude dar votos de feliz Ano Novo para meu ex-chefe Sérgio Ludtke (que tá em São Paulo). Pelo Twitter, pude ver que a colega Cíntia Barlem já estava no clima de preparativos para a festa de logo mais à noite. E que outra colega, Cláudia Ioschpe, curte um belo feriado em Punta. Por email, Orkut, Facebook, mando mensagens a muita gente.

Há poucos dias, vi uma entrevista com o pesquisador Jeffrey Cole, e ele disse justamente isso: um dos temores quando a internet se popularizou era de que ela alienaria as pessoas, faria com que se isolassem mais. Mas, em termos gerais, acontece o contrário: ela multiplica as opções de contato, de relacionamento. E facilita a comunicação na hora das pessoas combinarem encontros face a face.

Tudo isso pode ser muito banal, mas achei legal postar neste texto derradeiro de 2009. Para que eu mesmo não me esqueça que a tecnologia só faz sentido quando faz parte da vida real da gente.

Aproveitando o post: um feliz e abençoado 2010 para todos!

Jeffrey Cole: internet não inibe comunicação face a face

A Globonews mostrou nessa segunda uma entrevista com o pesquisador de internet Jeffrey Cole - diretor do Centro do Futuro Digital da Universidade Annenberg. Ele respondeu a algumas questões sobre tendências da internet e mundo digital. Mas ressaltou que, aqueles que fazem previsões para período superior a três anos, só podem ser tolos.

Alguns pontos que destaco das opiniões de Cole:

- Os jornais (em papel) estão desaparecendo aos poucos -  não tão aos poucos nos EUA, onde a crise é mais acirrada;
- O rádio vai se transformar, mas não terminar (se tivesse que ter morrido, já teria acontecido quando a televisão surgiu);
- A televisão terá um crescimento espetacular, se espalhando para diferentes tipos e tamanhos de telas. Será uma “companheira” de todos. A ideia de televisão, com programação fixa, cronológia, não servirá mais. Será melhor ver como conteúdo em áudio e vídeo, acessível na hora e local que o espectador quiser;
- As pessoas seguirão buscando marcas confiáveis na hora de se informarem;
- A explosão de rede sociais e outras possibilidades que a tecnologia possibilita não inibe o contato e comunicação face a face. Pelo contrário: incentiva este hábito tão humano.

Abaixo, veja a entrevista na íntegra.

YouTube: somos todos repórteres e editores

Esta semana o Mashable elegeu o YouTube como “A” mídia social da década. Nada mais justo. E quem sou eu para discordar de Adam Ostrow, editor de um dos blogs mais lidos do mundo? Ele dá argumentos bem plausíveis para o coroamento do site de publicação e compartilhamento de vídeos. Ele permitiu que conteúdos fossem embutidos em blogs e sites, tornando possível o fenômeno do viral, o que chamamos de hits em tempos de mídia social.

Junte a facilidade de publicação e disseminação do YouTube com a explosão e popularização de tecnologia de captação (câmeras baratas, celulares com câmera): bingo, temos o jornalismo cidadão. A multiplicação exponencial da capacidade de cobertura jornalística, a partir do ponto de vista da audiência.

E mais: todos nós nos tornamos não apenas potenciais jornalistas-cidadãos, mas também produtores de conteúdo de entretenimento, de celebridades instantâneas. Aí vale tudo em termos de vídeo que caem no gosto popular da rede: desde “Cada um no seu quadrado” até “Porco-pizza” ou “Surfe no dilúvio“.

Eu acrescentaria um ponto ainda a favor do YouTube (e todos os sites similares que surgiram depois): hoje a avalanche de conteúdo em vídeo (e não só em vídeo), nos permite que sejamos editores de nosso próprio telejornal. Se vemos uma reportagem na TV sobre o incremento de tropas no Afeganistão, por exemplo, podemos catar conteúdos que mostram a dificuldade norte-americana naquele país. Desde vídeos produzidos no viés norte-americano-ocidental, quanto do ponto de vista do próprio povo afegão.

Isso faz muita diferença. É a ampliação da possibilidade de informação e construção de realidade sobre os assuntos em pauta. Claro, depende da capacidade da audiência buscar essa informação. E isso é uma questão de educação dessa audiência. Mas, que é muito mais democrática, sem dúvida que é.

Cinco tópicos quentes para 2010

A época é propícia para fazermos listas de coisas que marcaram 2009. Bom, eu prefiro projetar 2010 - o que necessariamente também passa por esse ano que finda. Abaixo, cinco questões que já são protagonistas este ano - e devem seguir na pauta do próximo:

1. Tempo real

Desde a explosão do Twitter, acelerou-se a tendência da internet em tempo real. A cobertura jornalística foi e é cada vez mais impactada por ferramentas que permitem mais agilidade no ato de contar fatos, reportar mesmo: aí vale não apenas o Twitter, mas também CoveritLive (livebloggin), Qik (transmissão de vídeo), Google Wave.

São todas ferramentas que juntam o tempo real com a interação, a possibilidade da audiência participar e construir junto com o repórter a cobertura.  Ao lado, a foto postada pelo norte-americano Janis Krums, no Twitpic, pouco depois de um pouso de emergência, no Rio Hudson, em Nova York, em janeiro deste ano. Krums estava em um dos barcos que ajudou a resgatar as pessoas. Por isso conseguiu a foto antes que qualquer um da imprensa.

Tenho uma curiosidade especial sobre como será a cobertura da Copa do Mundo. E já vejo uma avalanche de conteúdos em tempo real: repórteres, torcedores, jogadores tuitando, fotos, vídeos, pequenas transmissões ao vivo.

2. Mobilidade

Este ano também foi de grande popularização dos smartphones aqui no Brasil. Eu uso um N95 desde o final do ano passado e, desde o início, achei bem diferente a maneira de navegar na internet mobile, comparando com a “normal”.

Mas agora não acho mais tão discrepante assim. E acredito que a mobilidade já é regra para a internet hoje e daqui para frente. E isso tem muito a ver com o segundo ponto, da internet em tempo real. A norma é estar online, disponível, seja em que aparelho for. Tanto que, além dos smartphones, proliferam por aí os netbooks, tablets e outras telas menores que as do desktop ou mesmo dos notebooks.

3. Realidade Aumentada

Tem ligação forte com a mobilidade. Ainda não esqueci aquela demonstração do TED, que exibia uma engenhoca que permitia à pessoa ler o jornal de papel e projetava um vídeo no lugar da foto.

Essa mescla de conteúdos do mundo “real” com o virtual, deve se acirrar com a popularização de tecnologia. Aí não serão mais apenas brincadeiras e marquetagens: é um potencial sem tamanho para o jornalismo de serviço e também de reportagem mesmo. Programas que rodam em smartphones, como  o Layar e o Wikitude, já permitem essa fusão de realidades e emergência do mundo digital no mundo físico.

4. Um substituto do papel

Os modelos leitores eletrônicos se proliferam. Ainda não se popularizaram por aqui, mas acho que isso deve ocorrer logo. O mais famoso, o Kindle, ganhou versão especial para ser a plataforma dos jornais que migram do impresso para uma distribuição eletrônica. No Brasil, O Globo e a Zero Hora, aqui da RBS já ganharam versões para o Kindle, apostando nesse modelo de negócio. Há um tempo atrás eu tinha dúvidas se essa maneira de distribuir o jornal afetaria mesmo a maneira de produção (haveria duas, três edições ao dia?). Mas, como o modelo ainda é misto e a edição de papel ainda é presente, este papo fica para mais adiante.

5. Monetização (do conteúdo) e a eterna busca do modelo de negócio


Não é de hoje que se tenta fazer dinheiro com a internet. Mas busca pela monetização, o tal modelo de negócio perfeito, se acirrou nesse ano de crise que foi 2009. A recuperação da economia mundial já começou, mas a indústria jornalística (principalmente imprensa dos EUA) segue em crise sem tamanho. Será que a tendência preconizada pelo magnata Rupert Murdoch (fechar conteúdo, micropagamentos, bloquear buscadores) vai vingar?

Vai saber. Vejo uma tendência do cerco da grande indústria se apertando no que toca à gratuidade (incluindo aqui o que é considerado pirataria). Há tentativas de regulação, fechamento de sites de busca de torrents, etc.

Mas, ora, a internet foi criada para ser anti-regulatória por natureza. Tem essa alma anárquica. A indústria da música consegue fazer dinheiro com iTunes, por exemplo. Mas isso não acabou, até agora, com a troca de arquivos pela rede.

É natural que as grandes corporações queiram ter lucro. Mas não vai ser com os sites simplesmente fechando o conteúdo e cobrando mensalidade. Nem acho que pensem em tal coisa. Talvez tenhamos modelos mistos: o lucro viria de micropagamentos por conteúdos de nicho (como economia, por exemplo), também de publicidade e ainda de pequenos pagamentos feitos pela audiência (que funcionaria como um cube, uma comunidade que compartilha dos valores de cada site). Aqui caberia a cada site cativar o seu público, para que houvesse engajamento suficiente para fazer o camarada colocar a mão no bolso, nem que fosse para pagar uns R$ 5 por mês.

Bolsas para jornalistas na Universidade de Oxford

A Universidade de Oxford, na Inglaterra, tem um programa de bolsas para jornalistas chamado Thomson Reuters Foundation Fellowship. Eles exigem que o profissional tenha no mínimo cinco anos de experiência em qualquer área do jornalismo e conhecimento suficiente de inglês. O prazo para se inscrever termina em 27 de janeiro e, para concorrer, é preciso mandar um trabalho em inglês. Para mais informações, clique aqui.

(via IJNet)

Zero Hora lança versão para o Kindle

Zero Hora lançou hoje uma novidade: o jornal passa ser distribuído também em versão para o leitor eletrônico Kindle. A assinatura é feita através do site da Amazon (no Brasil, além de Zero Hora, apenas o jornal O Globo está disponível). Para saber todas as informações sobre como comprar o Kindle e ter acesso ao jornal Zero Hora, clique aqui.

Últimas vagas para o F5 sobre internet e eleições 2010

O último evento F5 da ABRADi-RS tem como tema “A Internet e as eleições de 2010” e está programado para o próximo dia 8, às 20h, no Espaço de eventos Fnac, no BarraShoppingSul, em Porto Alegre. Os convidados são: Bruno Hoffmann (do IPDI – Institute for Politics Democracy e Internet), Gabriel Besnos (responsável pelo novo design do site do PT) e o vereador Newton Braga Rosa (que é professor de informática da UFRGS).

Internet e eleições são dois temas que devem ferver no próximo ano. No evento, não faltarão referências ao “fator Obama” e como ele pode se refletir no Brasil. O evento é gratuito, mas as vagas já estão terminando. Garanta sua inscrição através do email da ABRADi-RS.

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