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Dicionário Oxford no caminho de adotar apenas versão digital

30 de agosto de 2010 0

Um dos mais tradicionais dicionários do mundo, o Oxford English Dictionary, pode deixar de ter uma versão impressa. Foi o que sinalizou no último domingo a editora desta verdadeira instituição, com 126 anos de existência.

- Estamos experimentando uma demanda crescente pelo produto online. No entanto, a versao impressa  certamente será levada em conta se houver suficiente demanda para a publicação – diz o comunicado da editora.

A versão digital do OED custa US$295 por ano. A versão impressa (20 volumes) sai por US$ 995.

(via Whashington Post).

Dados online e jornalismo em debate na Europa

21 de agosto de 2010 0

No último post, comentei sobre o forte movimento em curso de abertura de dados na web. Uma parte desse movimento abrange os chamados governos eletrônicos (e-gov), que começam a disponibilizar dados estatísticos e informações em formatos amigáveis para que qualquer um desenvolva aplicativos e ferramentas para mostrar essas informações de maneira compreensível, útil.

Na próxima semana, o Centro Europeu de Jornalismo promove o encontro “Data driven journalism“. Será na próxima terça, em Amsterdã, na Holanda. Na pauta, assuntos como produção de banco de dados, visualização de dados, novos formatos de apresentação e de uso de dados na reportagem. Entre os participantes, representantes do The New York Times, The Financial Times e IBM. 

Também na Europa, no dia 1º de setembro, está programado o primeiro Data Journalism Meetup Berlin. Esse evento na Alemanha reunirá um pessoal da BBC, The Guardian, the Deutsche Presse Agentur, além de participação da Fundação do Conhecimento Aberto ( Open Knowledge Foundation).

Open Data: o que faremos com esses números?

19 de agosto de 2010 1

O uso de dados públicos na internet é uma tendência que não é exatamente nova. Mas dá para dizer que há uma evolução forte, principalmente na criação de aplicativos que cruzam dados e dão uma aplicação prática, que afeta a vida das pessoas.

O movimento de “dados abertos” (Open Data) vem chamando a atenção dos governos para a necessidade de transparência em relação a informações que podem ser disponibilizadas para o uso de qualquer um. E, como compartilhamento dessas informações, facilitar a vida do cidadão.

Há países bem avançados em Open Data: Grã-Bretanha, Canadá, Estados Unidos.

Na Espanha, recentemente o governo do País Basco lançou um portal com datos abertos públicos. Não se trata apenas de disponibilizar dados, mas de fazê-lo em formatos que possam ser facilmente utilizados em mashups e aplicativos. Veja, este exemplo, com informações de trânsito no País Basco: é possivel visualizar no mapa pontos de lentidão, de acidentes, onde flui bem, etc.

No Brasil já há um início de movimentos de liberação de dados, como podemos ver neste site. Mas ainda é apenas um início de caminhada. Para um governo ser considerado “Open Data”, há oito princípios que devem ser cumpridos, segundo a entidade Opengovdata.org. São eles:

1 – Dados públicos devem ser completos. Dado público é o que não está sujeito a limitações de privacidade, segurança ou controle de acesso;

2 – Dados públicos devem ser primários: apresentados tais como coletados na fonte;

3 – Devem ser atuais: os dados são disponibilizados tão rapidamente quanto necessário à preservação do seu valor;

4 – Devem ser acessíveis. Disponibilizados para a o maior alcance possível de usuários e para o maior conjunto possível de finalidades;

5 – Compreensíveis por máquinas. Estruturados de modo a possibilitar processamento automatizado;

6 – Não discriminatórios. Sem exigência de requerimento ou cadastro;

7 – Não proprietários. Os dados são disponíveis em formato sobre o qual nenhuma entidade detenha controle exclusivo;

8 – Livres de licenças.  Os dados não estão sujeitos a nenhuma restrição de direito autoral, patente, propriedade intelectual ou segredo industrial. Restrições sensatas relacionadas à privacidade, segurança e privilégios de acesso são permitidas.

Por fim, um vídeo de um encontro TED de fevereiro deste ano, onde o criador da web, Tim Berners-Lee, mostra exemplos de como a liberação de dados, o compartilhamento de informações, pode ajudar a vida das pessoas:

Números e mais números sobre uma revolução social

15 de julho de 2010 0

O vídeo deste post se autodenomina um “refresh” do viral Social Media Revolution. É de maio (nem tão novo assim), mas não conhecia ainda.

Ele começa com a pergunta: mídia social é uma moda passageira ou a maior mudança desde a Revolução Industrial? Apresenta uma avalanche de números que realmente nos fazem pensar. Tipo… 50% da população mundial se enquadra na faixa abaixo dos 30 anos, 96% dos nascidos a partir do ano 2000 já aderiram a algum site de rede social. E por aí vai.

Uma parte que acho particularmente interessante (e perfeitamente aceitável) é quando diz que essa revolução faz com que as pessoas não procurem mais as notícias e sim as notícias acabem “encontrando” as pessoas, através das redes sociais.

[DICA] Geolocalização em tempo real via iPoki

13 de julho de 2010 0

O aplicativo iPoki trabalha com geolocalização em tempo real e tem mostrado precisão muito boa nos testes que já participei. Para utilizar, você cria uma conta no site do iPoki. Depois, baixa o aplicativo, gratuitamente, no celular. É preciso ter conexão de dados liberada no aparelho para, então, se “logar” e ser localizado em tempo real. Isso se dá através de um mapa gerado na página do iPoki, que pode ser embedado em blogs, sites, etcs.

O aplicativo está disponível para Windows Mobile, Symbian, Android e Blackberry. No iPhone, pode ser acessado diretamente pela web.

O iPoki tem integração com serviços como Facebook, Twitter, Flickr e Qik. Esse último, que faz transmissões em vídeo, via aparelhos móveis, seria o mais interessante. Mas é preciso ter uma transmissão 3G muito boa para que se possa transmitir o vídeo com qualidade, ao mesmo tempo em que é localizado no mapa.

Os desenvolvedores do iPoki são da Galícia, na Espanha. Abaixo, um programa de TV de lá faz uma apresentação do aplicativo:

YouTube testa canal de notícias de última hora

19 de junho de 2010 0

O YouTube tem um volume de uploads de 24 horas de vídeos a CADA MINUTO. Como filtrar tamanha avalanche, destacando conteúdos de valor jornalístico de última hora? Uma tentativa, anunciada na última segunda é o YouTube News Feed, que reúne vídeos com notícias das últimas horas, conteúdo captado por fontes “não-tradicionais”. Esse projeto, que faz parte do site de jornalismo-cidadão CitizenTube, conta com uma parceria com a faculdade de jornalismo da Universidade de Berkeley. O Citizentube já existe há um bom tempo, mas a diferença agora é esse destaque a vídeos de “breaking news”.

É um movimento interessante do YouTube, já que apresenta jornalismo sem intermédio de meios de comunicação tradicionais – aproveitando conteúdo de seus próprios usuários. Eles incentivam que as pessoas avisem via Twitter (@citizentube) quando publicam ou descobrem algum vídeo potencialmente interessante no YouTube.

No vídeo abaixo um dos vídeos do novo canal, que mostra correria e confusão em Los Angeles, na comemoração do título do LA Lakers na NBA.

(via Knight Center)

Você tem apenas cinco segundos

11 de junho de 2010 1

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Tienes 5 Segundos é um livro digital muito completo destinado a todos que produzem conteúdo para a web. Foi escrito por Juan Carlos Camus, jornalista e professor da PUC do Chile. Na obra, em espanhol e disponível gratuitamente na web, ele aborda temas como características dos conteúdos digitais, arquitetura da informação e usabilidade. Vale o download. E vale a pena também dar uma passada pelo site do Juan.

Ah, o nome do livro vem do fato de que pesquisas apontam que o usuário médio de internet leva apenas cinco segundos para decidir se a página que está acessando serve às suas necessidades. Um tipo de zapping web. Rápido né?

[DICA] Linhas de tempo by Dipity

03 de junho de 2010 0

Fazer linhas de tempo é uma ação frequente no jornalismo, para resgatar histórico de pessoas, organizações, contextualizar alguma situação. O Dipity é um serviço online, gratuito, que pemite a montagem de timelines de modo simples. Neste ano, o Seattle Times ganhou um Prêmio Pulitzer, por utilizar a ferramenta para a cobertura em tempo real – ressalte-se que eles utilizaram também outras ferramentas de redes sociais e internet em tempo real, como Facebook, Twitter e mesmo o Google Wave. O Guardian Online também usa a ferramenta.

O Dipity tem um funcionamento sem muito mistério. Após criar uma conta, você pode ir em “my topics” e depois em “add topic”. Aí há algumas opções, como criar uma linha de tempo automática, baseada em pesquisa na web, ou através de um feed de RSS ou ainda criar uma timeline em branco, em que você vai adicionado cada evento separadamente.

Optei por esse última opção para testar a ferramenta. Recriei a trajetória do ex-técnico do Inter Jorge Fossati, demitido recentemente. Me baseei em informações dos colegas do clicEsportes. A cada evento, é possível adicionar um título, um campo de informações, de foto, de link, geolocalização e também de vídeo.

O Dipity permite que a timeline seja compartilhada via Twitter, Facebook, Digg, MySpace e Stumbleupon.

Veja abaixo como ficou a linha de tempo da Trajetória de Fossati no Inter:

Journalisted informa sobre quem produz informação

10 de maio de 2010 0

Journalisted é um projeto de uma organização sem fins lucrativos da Grã-bretanha chamada Media Standars Trust. O site funciona como um banco de dados que fornece informações sobre o trabalho de jornalistas britânicos. E para que serve? Permite que se pesquise artigos de um mesmo jornalista, ou por assunto. Também que se tenha mais informações sobre o profissional em questão, podendo também comparar o trabalho dele com o de outros.  Por enquanto o foco é no jornalismo britânico mesmo.

Np vídeo abaixo, produzido pelo Nieman Journalism Lab (Harvard), o diretor do MST, Martin Moore, explica como funciona Journalisted. E diz que o projeto tem planos para ter um alcance global.

Journalisted, the UK database of journalists from Nieman Journalism Lab on Vimeo.

Webby Awards: destaques em arte, música e blog pessoal

07 de maio de 2010 0

Sempre é legal dar uma olhada na lista do Webby Awards, o “oscar” da internet, que anunciou seus vencedores na terça passada. Destaco dois premiados e um que ficou entre os finalistas :

NAWLZ – vencedor de netart. Dá pra dizer que é um comic-book online e interativo, que mostra um clima sombrio, tipo Blade Runner. Graficamente interessante e com navegação fácil de entender (e usar). O responsável é o artista australiano Stu Campbell;

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LABUAT – não venceu, mas ficou entre os finalistas na categoria música. Você já pensou em pintar uma música?  Essa é a experiência proposta neste site. Enquanto uma música rola, o internauta pode “se expressar” em um tipo de paint brush…e no final gera um vídeo.

Labuat – Paint a song from HerraizSoto&Co on Vimeo.

INDEXED – eis o vencedor na categoria blog pessoal. E não se trata de um blog com grandes textos, pensamentos profundos ou argumentos proféticos. O blog é da cartunista online Jessica Hagy. Ela usa “index cards”, muito utilizado por médico e dentistas… e cria gráficos e diagramas irônicos, engraçados e inteligentes.

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