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Cacaia Bestetti completa 20 anos de empreendimento que reinventou o bairro Moinhos de Vento

07 de February de 2015 0

Cacaia

“Que saco, se tivesse um café por aqui, eu poderia sentar para passar o tempo”, pensou Ana Cláudia Bestetti enquanto esperava o resultado de um exame de radiografia em um consultório do bairro Moinhos de Vento. O episódio foi há 20 anos, quando a região – hoje, uma das mais populares de Porto Alegre por seus bares, restaurantes e cafés – ainda era basicamente residencial. Cacaia, como a arquiteta de formação é conhecida, viu então uma oportunidade para trazer uma nova bandeira de negócio para a Capital: uma cafeteria como ponto de encontro.

Antes do Café do Porto ser inaugurado na Rua Padre Chagas, em 19 de julho de 1995, a gaúcha criou um método de pesquisa para escolher o ponto em que instalaria a loja. Após definir o quadrilátero de atuação que seguia da Rua 24 de Outubro à Barão de Santo Ângelo e da Fernando Gomes até a Olavo Barreto Viana, colocou o relógio no punho e o nariz para fora do escritório.

Cacaia

– Parei na rua e comecei a cronometrar quantas pessoas e carros passavam. Depois, peguei um guia telefônico e levantei quantas lojas, residências e conjuntos comerciais tinham nessa área e fiz uma amostragem: liguei para cinco de cada e calculei o número de pessoas que poderia atingir – lembra.

O Café do Porto completa duas décadas com status de precursor da Padre Chagas como um point da cidade. Em um tempo em que a rua só tinha uma padaria e dois restaurantes em sistema delivery partiu da empresária a iniciativa de colocar mesas na calçada e lutar junto ao poder público pelo direito de mantê- las. Não foram poucas as multas que teve que pagar até conseguir que, em outubro de 2001, uma lei liberasse os passeios para uso dos cafés.

– Arrecadei assinaturas de formadores de opinião, fotografei bares de outros lugares do mundo que tinham esse conceito e comprovei o quanto aquilo era importante para a região se tornar mais atrativa – lembra Cacaia.

Cacaia

Ao longo desses anos, projetos de música, arte e filosofia – como o tradicional Café Filô, comandado por Marcia Tiburi – foram escrevendo a história do Café do Porto. Cacaia foi acompanhando a chegada de um público cada vez mais amplo à região. E o que não mudou nunca?

– Em todos esses 20 anos, o expresso sempre se manteve à frente das vendas. É o item que mais sai. Isso é fantástico.

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