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Ricardo Amorim: "Eu não sabia que o Brasil seria o único país emergente que pararia de crescer. Preciso agradecer à Dilma"

29 de July de 2015 10

Ricardo Amorim

Ricardo Amorim brinca que ele é o “connection” do Manhattan. Único integrante do programa Manhattan Connection, da GloboNews, que mora no Brasil, o economista conta que resolveu voltar ao país de origem por duas razões essenciais: família e trabalho. O presidente da Ricam Consultoria acreditava que a economia norte-americana e dos países ricos ainda passaria por dificuldades – o que de fato aconteceu – e não geraria mais tantas oportunidades de negócio.

– Achava que os países emergentes cresceriam muito mais. Acertei. Onde errei? Eu não sabia que o Brasil seria o único país emergente que pararia de crescer. Preciso agradecer à Dilma – ironiza.

Presente na lista da Forbes como uma das cem pessoas mais influentes do Brasil, Amorim ministra até 12 palestras por mês e foi justamente após encarar um Teatro do Bourbon Country lotado, em evento da Nex Group, que recebeu a coluna para uma conversa. Com o dom de dar uma linguagem simples a um tema complexo, ele falou sobre a situação econômica e sinalizou que o tempo é favorável para investir em imóveis e bens duráveis de luxo.

– Em um momento de crise de confiança, que é o que vivemos, tem bastante gente que opta por reduzir a quantidade de dinheiro que está nos bancos, nas instituições financeiras, e investe em carros de luxo, barcos e imóveis.

Amorim reforçou que a sociedade precisa estar sempre preparada: a crise é cíclica e alguns grupos sempre se beneficiarão:

– Um deles é o de bens de luxo e o outro é o de consumo direto. Por exemplo, os restaurantes sentiram a crise, pois sair para comer fora está mais caro. A venda de alimentos nos supermercados cresceu, e, em alguns casos, bem. Eu arriscaria dizer que no Sul a venda de carne para churrasco aumentou, porque o cara que saía para a churrascaria convida os amigos para uma visita. Venda de cerveja também subiu por conta disso.

Ricardo Amorim

O economista salienta que o espírito consumista feminino, por exemplo, se voltou para a área de cosméticos a fim de substituir a aquisição de roupas, bolsas e sapatos. O varejo é outro setor por vezes favorecido, pois o cidadão que viajava para comprar no Exterior, acaba deixando a estrada em segundo plano e passa a consumir aqui. E dá a dica:

– Aquela história de ir para Orlando comprar iPhone virou um mito. Com a alta do dólar, que vai subir mais ainda, sai mais barato comprar aqui.

Nem tente buscar uma fórmula pronta para se dar bem com a economia atual. Apesar de muitos procurarem os conselhos do especialista, ele recorre ao eterno clichê “cada caso é um caso, não existe receita genérica”. Mas sinaliza um caminho:

– Primeiro, tem que avaliar as oportunidades que vêm da crise, que é tudo o que fica parado, como o mercado acionário e o imobiliário. Mas sempre com cuidado, é claro. Outro fator que a pessoa precisa observar é o que lhe protege da inflação, que vai continuar alta por algum tempo. A poupança hoje rende menos que a inflação, ou seja, quem coloca dinheiro na poupança acaba pagando para manter a verba lá.

Anotou?

Fotos: Andréa Graiz/Agência RBS

Comentários (10)

  • Vinícius diz: 31 de July de 2015

    “em evento da Nex Group” e “sinalizou que o tempo é favorável para investir em imóveis e bens duráveis de luxo”…

  • Nicole Tingas diz: 31 de July de 2015

    Este indivíduo é motivo de chacota e escárnio na esfera econômica/financeira. Cansas ver ele ser visto como ele o é no senso comum

  • INACIO diz: 31 de July de 2015

    Concordo plenamente com o Amorin. A crise brasileira é muito mais de confiança, do que econômica propriamente dita. Ninguém mais acredita e aguenta a petezona. A saía para o Brasil voltar a crescer é investir mais pesado e principalmente tirar do poder a mulher sapiens, que saúda a mandioca.

  • Rodolfo diz: 31 de July de 2015

    Ele é o consultor que previu o IBOVESPA a 200.00 pontos? O mesmo que prega que não existe bolha imobiliária no Brasil baseado num índice fajuto de cimento criado por ele próprio?
    O cara fala em carros e barcos de luxo como investimento? E o custo de manutenção? E a depreciação? E o custo de oportunidade? Saiam da Matrix pelo amor de deus! Me admira ainda darem espaço pra um cara desses na mídia…

  • Pablo diz: 31 de July de 2015

    Patrocinado por uma construtora só podia falar bem de imóveis.

    “Coma Frango”, escrito em uma placa carregada por uma vaca!

  • Thiago diz: 31 de July de 2015

    É MUITA dica furada para uma só pessoa…

  • Fabrício diz: 31 de July de 2015

    Tive o privilégio de assistir a esta palestra e posso garantir, com toda a certeza, que tudo o que foi abordado nela, é fato. Se você não assistiu, não sabe sobre o que se trata, logo, não critique.
    O fato é que, de um modo geral, a palestra foi elucidativa e contemporizou fatos macro e micro econômicos de uma forma bastante real e, com dados também bem reais.
    As informações de que, investimentos em imóveis são os mais sólidos neste momento de incertezas, não são novidade para ninguém, ou são? A caderneta de poupança vem sofrendo defasagens em sua proposta de remuneração, o que leva as pessoas a investirem em outros meios para rentabilizar o seu patrimônio. O medo do “efeito Collor” paira por sobre o pequeno e médio investidor da Caderneta de Poupança, que teme ver seu capital ser “raptado” pelo Governo, o que, aqui para nós, não irá acontecer.
    O investimento em imóveis pode, a um curto espaço de tempo, rentabilizar em uma velocidade muito maior e com retorno muito acima da curva do capital investido. Procure se informar sobre isso, pois, para investir em imóveis, não se faz necessária grande monta de capital e as parcelas podem ser bastante acessíveis ao bolso do cidadão comum.

  • Cássio diz: 31 de July de 2015

    Matéria deprimente, em termos técnicos e de conteúdo. Se o objetivo é só registrar, registro feito. Questionar, função do jornalista, nada. O cara é ridicularizado pelo histórico de análises descabidas que faz, no entanto a jornalista sequer questiona menções absurdas como o investimento em bens de luxo. Mas não há o que corrigir: segue o padrão do veículo e do que encontramos nas redações do Grupo. Falta experiência e conteúdo.

  • Felipe diz: 31 de July de 2015

    Pois é…..o Amorim é tão amador que esta entre as 100 mais influentes do Brasil e vocês, donos da verdade, estão ao menos entre as 100 do condomínio onde moram???
    Eu adoro o pessimismo enraizado em nosso cerne Gaúcho, ACHAMOS SEMPRE que sabemos de tudo. Prepotência medíocre que nos deixa, ao menos, 30 anos no atraso.

  • Temis diz: 31 de July de 2015

    A opinião desse cara não é exatamente “imparcial”. Quem vê de vez em quando ele falando logo percebe que ele é anti-PT fanático.

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