
Como não deu pra contar tudo no texto da capa do Segundo Caderno desta segunda-feira, guardei aqui para o blog alguns registros dos shows de sábado à noite:
O protagonista
O grande protagonista do festival foi, sem dúvida, a infra-estrutura. Era consenso entre as bandas e entre quem estava no público de que poucas vezes - pra não dizer pela primeira vez - se viu um equipamento de som tão bom à disposição dos grupos. Se o cantor era articulado, dava para entender até as letras - coisa rara na cena alternativa, pelo menos aqui em Porto Alegre. Pedro, vocalista da Pública, era um dos mais entusiasmados com a qualidade. Segundo ele, o equipamento não deixaria a desejar %22nem que fosse um shows dos Strokes%22.
O lounge
A idéia de uma tenda separada, com lounge e pista foi excelente. Tendo onde descansar, dá pra agüentar não 12, mas 24 horas de show, sem problemas.
A chuva
São Pedro não gosta do Gig Rock. É a quarta edição do evento e é a quarta vez que ou chove ou faz muito frio. Não há dúvida de que o público teria sido muito maior se estivesse um puta dia de sol às margens do rio.
Melhor show
Autoramas, sem dúvida. Enquanto esperávamos a fila do banheiro químico, o Iuri Freiberger definiu bem a quantas anda o trio carioca: %22show de nível internacional%22. Guitarreira irreparável, com destaque para a insuperável Você Sabe. Uma certa garota me olhou com ar de desdém quando eu disse que Autoramas é a maior banda brasileira hoje. Ok, eu estava no auge da empolgação, logo após o show. Mas acho que, ao vivo, ninguém bate eles.
Surpresas
Que fique claro que foram surpresas apenas para mim, que não conhecia. Mas RendezVous e Los Porongas (foto abaixo) me surpreenderam. Provavelmente porque as duas bandas têm nomes horrorosos, e isso cria uma péssima primeira impressão. Mas a RendezVous fez um show de rock sofisticado, explorando instrumentos diferentes com ótimas melodias. Já os acreanos do Porongas (Deus, que nome de banda punk do Bom Fim dos anos 90!) também fazem um som elaborado, com destaque para o guitarrista. A voz do cantor tem um jeito meio messiânco-renato-russo, mas não chega a comprometer.

Não entendi
O som dos Blackbirds. Lembro de tê-los visto numa espécie de cover dos Beatles no Dr. Jekyll há alguns meses. O som era bem diferente. Parecem estar numa pegada mais punk agora, mas certamente estão procurando um norte. O show não fez muito sentido.
Não vi
Sei que colocar uma banda como Replicantes é importante para o festival, principalmente para atrair público, afinal, é uma banda clássica, teve a sua importância. Mas, na boa, já vi eles umas 50 mil vezes e, num festival que se propõe a mostrar novidades, não rola. Fui comer um crepe e me jogar no lounge, onde o Gabriel Machuca e seus colegas mandaram muito bem na discotecagem.
Os discos
Saí com três discos na mala. Um deles é essa gracinha que eu reproduzo lá em cima do post, um disco de vinil com quatro músicas chamado VaiThomazNoAcaju. Isso mesmo: uma parceria do Gabriel Thomaz, do Autoramas, com a divertida banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. O disco é da Gravadora Discos, que tinha outros belíssimos vinis à venda na banca do festival. Outro que levei pra casa por R$ 5 é o cd demo da RendezVous. Por último, ganhei uma outra demo da Severo em Marcha - banda que acompanhou os artistas do Circo Girassol numa grande performance (na foto abaixo, a banda tocando ao fundo, e o circo na frente).

Quem quiser ver fotos decentes (não essas tosqueiras que eu fiz aí em cima), pode conferir uma galeria de fotos e também um vídeo do festival, clicando aqui (está lá no pé da matéria).
E isso é o que a minha cabeça mal dormida de um fim de semana corrido conseguiu lembrar. Conforme for lembrando, vou postando aqui. E vocês, o que acharam? Qual foi o melhor e o pior momento do festival? Digam aí nos comentários.
Postado por Gabriel Brust
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