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Posts de fevereiro 2009

Três boas pra essa sexta

27 de fevereiro de 2009 0

1

Rola hoje à noite no Laika (Santana com Jeronimo de Ornellas) o lançamento do site MyCool.com.br, novo portal local sobre moda, cultura e comportamento. A coisa ainda não está no ar, mas, pelo que sei, tem gente muito boa por trás. Saberemos nos próximos dias. Por hora, vale conferir a festinha, a partir das 23h, por R$ 10, com discotecagem de Babi Mattivy e Juli Baldi.

2

No CulturaRockClub (Olavo Bilac, 251) vai rolar o enterro dos ossos do Carnaval, com marchinhas e rock`n`roll. Discotecagem de CHE WODARSKI e TOM GASTON, com participação de BRUNO BAZZO e BRUNA RADAELLI. R$ 10.

3

Quem estiver pela praia, em Imbé rola o Festival Grito Rock, com várias bandas. Entre os destaques estão Fruet & os Cozinheiros, Laranja Freak e Transmission. O som rola no Joe’s Pub Rock (Rua São Borja, 710). Ingresso: R$ 10 masculino e R$ 5 feminino.

Postado por GABRIEL BRUST

Yeah Yeah Yeahs!

26 de fevereiro de 2009 0

 

Prepare-se para uma ótima surpresa ao dar o play no novo disco da banda nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs (foto). A vocalista Karen O e seus companheiros Nick Zinner e Brian Chase estão dando um novo rumo ao seu art punk com It’s Blitz!, seu terceiro álbum, que tem lançamento marcado para 14 de abril.

Claro que o disco todo já vazou na rede, e o primeiro single, Zero, foi liberado na web pela própria banda. Certamente It’s Blitz! não vai agradar aos puristas. A banda deixou as guitarras em segundo plano e pegou pesado com sintetizadores e efeitos eletrônicos – mas nada extremamente dançante. Pelo contrário. Para entender, feche os olhos e ouça a épica Runaway e a atmosférica Skeletons que são, ao mesmo tempo, pop e experimentais. O trabalho conta com produção de Dave Sitek, integrante da grande banda de 2008, TV On The Radio. Para completar, a capa é forte candidata a melhor do ano. Confere aí:


Postado por GABRIEL BRUST

Aquecendo para Radiohead

24 de fevereiro de 2009 1

Para o povo ir entrando no clima dos shows dos próximos dias 20 e 23 22 de março, reproduzo aí embaixo o texto que mandei da França para a Zero Hora, em junho do ano passado, após assistir ao show In Rainbows no norte do país:

 

 

 

O verão do Radiohead

Gabriel Brust/França

 

A pequena cidade de Arras, no norte da França, foi palco, no último final de semana, de dois acontecimentos que, isolados, já se bastariam. A praça central da cidade, construída no século 11, recebeu um dos mais originais festivais de verão da Europa - e, como se não bastasse, se tornou uma das paradas da celebrada turnê do disco In Rainbows, do Radiohead.

O que Thom Yorke viu na noite de domingo foi um cenário de tirar o fôlego. O Main Square Festival, como o nome já diz, é um festival montado na praça principal do município, hermeticamente cercada por prédios geminados de três andares, construídos no século 17. Ao contrário da maioria dos outros de eventos do gênero que ocorrem nesta época na Europa, aqui não se vê hooligans bêbados caindo pelo chão nem lama por todos os lados. O Main Square também contraria a lógica dos festivais ao fazer um evento para poucos. Na praça de 2 hectares, não cabiam mais do que 25 mil pessoas. Na sexta e no sábado, passaram pelo palco nomes como Chemical Brothers e Panic ! At the Disco, mas os trens lotados chegando de Paris somente na tarde de domingo não deixaram dúvida sobre quem era o grande esperado do festival. No mesmo dia, tocariam também Vampire Weekend, Wombats e Sigur Rós.

O Radiohead subiu ao palco às 22h e tocou durante duas horas um repertório formado principalmente por músicas do disco novo e dos experimentais Kid A, Amnesiac e Hail to the Thief. Para os saudosistas, houve ainda pérolas do seminal disco Ok Computer - No Surprises, Climbing up the Walls, Paranoid Android, Exit Music e Airbag. Para os ainda mais saudosistas, apenas uma do disco The Bends, mas não precisava mais: a tristíssima Street Spirit encerrou o show, com a noite já alta e sob uma chuva fina.

A esta altura, os prédios históricos que cercam a praça estavam todos iluminados, disputando em beleza com as cores frenéticas do palco, mas em sintonia perfeita com a voz melancólica de Yorke. Apagadas as luzes, a multidão saiu em caminhada pelas ruas da pequena cidade para esperar pelo próximo trem, que só partiria para Paris às 6h. Boa parte do público, assim como a reportagem de Zero Hora, teve que transformar em cama as calçadas de Arras ao longo da madrugada, já que não havia hotel suficiente na cidade. Mas, mesmo sob a noite fria, todos dormiram com o sorriso de quem sabe que o que se viu na noite de domingo - graças ao cenário deslumbrante de Arras e à criatividade de Thom Yorke - foi muito mais do que um simples show de rock.

A praça principal de Arras, cercada de prédios seculares, foi o palco do festival.

Mais fotos: Flickr

Postado por GABRIEL BRUST

Deixa eu brincar de ser feliz - atualizado

20 de fevereiro de 2009 0

O carnaval tá aí e nem todo mundo tem motivo para pintar o nariz. Talvez você que esteja me lendo também não tenha, mas não desanime. Aí vai uma listinha do que fazer caso você tenha optado por um exílio urbano nos dias de folia.

A grande salvação parece ser o Cabaret do Beco. O pessoal do CulturaRockClub e do Ooh Lah Lah, que poderiam ser boas opções, não mandaram nada de divulgação até agora. Conforme forem informando, vou atualizando essa lista.

 

Quinta-feira (o popular "hoje")

 

>>> Pra suar o terninho: a festa MODern Times convoca os discípulos da Cachorro Grande para dançar até se esbaldar na Santana, 632. Nos disquinhos, o trio de garotas Bande à Part (Analu, Camom e FêCris) convida os fellas Cabelo (Identidade) e B.Rock (former radio star). R$ 7.

 

>>> Um time feminino de peso _ Helga Kern, Julia Barth, Juliane Senna e Mely Paredes _ comanda a Make Up especial ODEIO CARNAVAL, hoje, no Cabaret do Beco. Tem participação também do Guffo, da Fenx. R$ 10.

 

Sexta-feira

 

>>> O INCRÍVEL CARNAVAL ROCK SEM NOME. O Cabaret do Beco começa a maratona de carnaval na sexta, com a incrível festa que o Schutz inventou o nome. R$ 15,00.

 

>>>> MELHORES MARCHINHAS DE CARNAVAL E CLARO O MELHOR DO ROCK N` ROLL no CulturaRockClub. NA DISCOTECAGEM, OS MELHORES CARNAVALESCOS DE POA, CHE WODARSKI, TOM GASTON, ALLYSON ALAPONT E SHEILA COLOMY. R$ 10 na hora e 6 na lista do orkut.

 

Sábado

 

>>> BAILE DE MáSCARAS. Uma festa criada originalmente para os feios, mas que devido ao sucesso do ano passado estará abrindo suas portas aos belos que também queiram participar. No som, os mascarados Rafael Schutz, Gabriel Machuca e convidados estrelinhas. $ 18,00 sem mascara e 10,00 com máscara

 

Segunda-feira

 

>>> OPEN À FANTASIA NO CABARET. Não precisa dizer mais nada, né? $25 com fantasia e $40,00 sem.

 

>>> Também na segunda-feira, o programa Radar (TVE) vai passar o especial com Damn Laser Vampires no show do Santander Cultural. Às 18h.

 

Quarta-feira

 

>> Na quarta-feira de cinzas, a psicodelia da Laranja Freak anima a festa no CulturaRockClub.

Postado por GABRIEL BRUST

Poptogramas

19 de fevereiro de 2009 7

 

Você sabe o que são poptogramas? São pictogramas pop. Que diabos são pictogramas? É o que Daniel Motta, o maluco aí de cima, desenha. São aqueles desenhos universais de bonequinhos que a gente vê em placas de trânsito e em porta de banheiro. Em seu primeiro livro, o cara já tinha transformado o nome de bandas gringas em poptogramas. Agora, no segundo, ele usou bandas brasileiras. Funciona assim: você vê o desenho do bonequinho e tenta adivinhar que banda é.

Como prometido na ZH de hoje, selecionei alguns poptogramas do novo livro dele para o caro leitor tentar adivinhar que banda é. Aí vão eles. São fáceis.

 

1

2

3

4

 

 

Que bandas são essas? Mande o seu chute nos comentários!

O primeiro a acertar os quatro aí nos comentários ganha um exemplar do livro.

Postado por GABRIEL BRUST

O Belle & Sebastian da Capital e o porto

19 de fevereiro de 2009 10

FOTO: Adriana Franciosi/ZH

 

A rapaziada na foto aí em cima é a banda porto-alegrense Hotel Santa Clara, que junta nada menos do que 11 pessoas no palco, numa formação que inclui violino e trompete. Entre os vocalistas estão Raphael Rodrigues, dono do vozeirão que ficou conhecido na Stereoplásticos, e a gracinha Laura Madalosso, responsável pela voz doce da banda. Antes que você me pergunte, a Laura não está aí na foto por um problema técnico. Aliás, o baixista Rafael Achutti também não. Eu sei, imperdoável. Mas enfim...

No último sábado, o Hotel Santa Clara fez um belo show no Cais do Porto, com direito a cover de Like Dylan in the Movies, do Belle & Sebastian – inspiração evidente no som da gurizada. Uma das canções próprias, Hopefully Foolness, virou um meigo clipe que está rolando na web. O show do sábado foi bacana não só pelo som, mas principalmente pelo local: um galpão escondido no cais, com aparência de abandonado, que tem recebido várias festas insanas nos últimos meses. Enquanto os governos se enrolam para transformar as docas desertas em alguma coisa, o povo está se agilizando e dando vida ao porto na base do do it yourself.

Por hora, confere aí o clipe do Hotel Santa Clara: 

 

 

Postado por GABRIEL BRUST

Crônicas de um tabloide íntimo

17 de fevereiro de 2009 0

 

A fogueira das vaidades da música e da mídia atingiu em cheio Lily Allen – para o bem e para o mal. A cantora inglesa que surpreendeu o mundo com um pop diferente em seu disco de estreia surge agora com o aguardado segundo trabalho. It’s Not Me, It’s You é, nas letras, crônica boa deste tempo de celebridades vazias e de dilemas femininos. Nas melodias, soa como um tabloide de ontem jogado em alguma estação do tube londrino.

É preciso reconhecer que as melodias de It’s Not Me It’s You (em português “não sou eu, é você”) trabalham a serviço do clima sombrio das letras, permeadas por drogas, sexo e repulsa ao mundo das fofocas dos tabloides. Não faria sentido, portanto, que as 12 canções fossem pano de fundo ensolarado para versos como “Vou tirar minha roupa sem sentir vergonha / Porque todo mundo sabe que é assim que se fica famoso / Eu olho para o The Sun e olho para o The Mirror / Estou no caminho certo, sim, vou ser uma vencedora”. O problema é que, para sustentar o clima ácido do álbum, Lily perdeu o que havia de melhor em seu primeiro trabalho, Alright, Still, de 2006: as levadas ska-pop, os samples old-school e os ecos de bossa nova e reggae.

As construções melódicas de It’s Not Me It’s You acabaram, então, soando convencionais, se aproximando do apanhado de clichês que permeiam a música da principal rival de Lily neste ano que passou: a norte-americana Kate Perry. As duas protagonizaram um divertido e fútil bate-boca ao longo do ano. Embora com fronteiras menos definidas, os limites dos dois territórios aos quais pertence cada uma delas continuam de pé. Primeiro porque Lily não faz música dance. Segundo, porque o disco tem honrosas exceções que conseguem salvar o conjunto, a começar pela bela The Fear, o primeiro single, que estreou direto em primeiro lugar nas paradas britânicas. “Quero muitas roupas e montanhas de diamantes / Ouvi dizer que as pessoas morrem, enquanto tentam conquistá-los” canta Lily sobre um violão dedilhado e silencioso, que ressalta ainda mais o carisma de sua voz.

Na música seguinte, Not Fair, Lily mostra que continua afiada para destrinchar o universo feminino pós-moderno. Na letra, ela lamenta que o melhor homem que conheceu na vida não consegue fazê-la gritar na cama. Os dilemas femininos seguem em 22, outro bom momento do álbum, quando ela reflete: “Quando ela tinha 22, o futuro parecia brilhante / Mas ela está com quase 30 agora e sai todas as noites (...) / Ela tem um trabalho bom, mas não uma carreira / Não importa o que ela pense, isso a leva às lágrimas / Porque tudo que ela quer é um namorado / Ela tem encontros de uma noite / Ela pensa ‘como eu vim parar aqui?’”. Em Chinese, retrata o que parece ser o oposto de 22: “Te vejo do céu e me pergunto quanto tempo vou levar para chegar em casa / Eu não quero nada mais do que ver o seu rosto quando abrir a porta / Você fará feijão e torradas e uma boa xícara da chá / Vamos pedir comida chinesa e ver TV / Amanhã levaremos o cachorro para passear / Eu choro quando quando estou sozinha e penso quanto tempo vai levar para estar em casa de novo.”

Nas melodias, Lily consegue fugir do óbvio em poucos momentos, como em Never Gonna Happen, que tem levada ao estilo polca, parecida com o que faz o cantor-cigano Gogol Bordello, uma das sensações da música em 2008. Já Back to Start ecoa o tectonic, outra vertente pop em tendência na Europa. O resultado final ficou abaixo do que se esperava de Lily, mas não o suficiente para soterrar qualquer esperança em seu trabalho. O talento da baixinha surge num canto ou outro de It’s Not Me, It’s You e seu carisma segue transbordando no jeito de cantar e nas letras. Parece uma questão de ajuste para um próximo trabalho. Mas, desta vez, Lily, não fui eu. Foi você.

*** Texto publicado na Zero Hora de hoje, 17/02/09

Postado por GABRIEL BRUST

Hermanos hasta el infierno!

12 de fevereiro de 2009 0

 

Você sabe, a invasão argentina que ocorre nesta época do ano está rolando bem longe de você, lá na Praia do Rosa, onde as hermanas e seus belos corpos bebem champanhe e aproveitam a vida sob a brisa do mar. Calma, não fique deprimido. Uma outra invasão hermana, marcada para este fim de semana, promete contemplar você, pobre trabalhador da Porto Alegre 40 graus de fevereiro. Estou falando do ótima banda argentina Jersey Killer, que se apresenta neste sábado, em Estrela, e no domingo, em Porto Alegre. O nome por trás do Jersey Killer é Dieguis Casas, figura reconhecida do underground argentino por sua banda Venice. O Jersey Killer vem ao Brasil divulgar o EP Te Amo Hasta el Inferno!, uma coleção de boas canções inspiradas em Smiths e Sonic Youth e cantadas em inglês. Dieguis, que completou 31 anos no último dia primeiro, "com muito orgulho de dizer que sigo no punk rock" , também promete gravar um EP no Brasil. O show em Estrela rola no Um Lugar do Kara... (Rua Tiradentes 192), com ingressos a R$ 5. Em Porto, a festa é na já tradicional tarde de domingo do CulturaRockClub (Rua Olavo Bilac, 251), a R$ 12.

>> Para conferir o grande som do Jersey Killer, clique aqui.

>> E o flog do Dieguis, aqui.

Postado por GABRIEL BRUST

O clube das antidivas

11 de fevereiro de 2009 1

Foto: Dulce Helfer

 

Em tempos em que cantoras decadentes de música dance dos anos 1980 espalham sua breguice em shows pirotécnicos, sua arrogância em entrevistas vazias e sua decadência em romances com jovens modelos do terceiro mundo - recebendo o título de divas por isso -, Alanis Morissette surge como uma magnífica antidiva

Se alguém pensou em chamá-la de diva após assistir ao show na terça-feira à noite, no Pepsi on Stage, o fez unicamente em função da elegância que permeia os seus 34 anos. Alanis já não é mais a jovem em fúria de 1995, que lançou Jagged Little Pill - um tratado sobre os sentimentos de quem passou pelo inferno da adolescência, conquistou a tão sonhada experiência e descobriu, ao final, que quando vem, a experiência se torna apenas mais um morto para carregarmos. Alanis superou a frustração de se descobrir adulta em seu disco seguinte, Supposed Former Infatuation Junkie, de atmosfera reflexiva e mantras hindus. Passou por tudo isso ilesa para chegar ao palco do escaldante Pepsi on Stage - uma ilha tropical cercada por um mar de flanelinhas -, e mostrar o mesmo entusiasmo e talento do final dos anos 1990, com direito a sua já famosa dança desengonçada.

O show de uma hora e meia teve seu melhor momento logo de cara: Uninvited, a canção do filme Cidade dos Anjos, foi interpretada à perfeição com todo o fôlego e técnica vocal exigidos. O Pepsi on Stage lotado começou ali o transe que só seria quebrado por canções do disco novo, ainda pouco conhecido. Hits antigos - All I Realy Want, Perfect, You Oughta Know, Head over Feet, Hand in My Pocket - foram despejados em conta-gotas, até a injeção final e matadora do bis, com You Learn, Ironic e Thank U. A esta altura, a voz da cantora nas caixas de som já era superada pela do público, essencialmente feminino.

As canções de Alanis, verdadeiros gritos íntimos de libertação, parecem encontrar eco no universo pessoal principalmente das mulheres. De certa forma, Alanis cantava unicamente para elas, numa verdadeira festa de exorcismo do Clube da Luluzinha, de sócias que não têm vergonha de descer do salto e bagunçar o cabelo. O clube da canadense espevitada, de olhar ambíguo, sorriso arrebatador e talento intenso - humana como uma diva não consegue ser.

*** Texto publicado na ZH do dia 12/1.

Postado por GABRIEL BRUST

As boas da noite

11 de fevereiro de 2009 0

Duas dicas de festa. A primeira é jabá puro, mas não repare, a noite de quinta vai ser massa!

 

Postado por GABRIEL BRUST