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Posts de junho 2009

Real Guitar Heroes

26 de junho de 2009 2



It Might Get Loud acabou de sair lá fora. Por aqui, reze de ponta cabeça pra pintar, mas, vocês sabem…

O filme documenta a relação transcedental entre três gerações de guitarristas e seus respectivos instrumentos, muito bem representados por Jimmy Page (The Yardbirds e Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather). Basicamente o Papa, um cardeal e seu coroinha mais aplicado.

Pelo trailer, dá pra sacar que o diretor Davis Guggenheim não inventou muito, apenas juntou os três e deixou rolar.

Aqui o site oficial da parada. Se alguém assistiu, diz aí qualé.

Postado por Gustavo Brigatti

Euforia e degradação

25 de junho de 2009 7

» Clique para ver a galeria de fotos da mostra Kids, de Betina Monteiro

O leitor aí pagaria quanto por uma foto dessas? Enquadramento esquisitão, flash estourado, produção inexistente, gurizada em poses grotescas, tudo feito com câmera descartável — daquelas que vendem até em camelô. Pois ó: cada foto custa R$ 900. E, a partir de sábado, o material estará à mostra e à venda em uma das galerias de arte mais importantes do Rio Grande do Sul.

A mostra Kids, de Betina Monteiro — uma estudante de Cinema da PUCRS de 19 anos —, será a principal atração da Galeria Gestual (Avenida Lucas de Oliveira, 21) até o próximo dia 11. Durante uma viagem ao Rio de Janeiro, onde foi assistir ao TIM Festival, em outubro de 2008, ela clicou amigos em cenas que passeiam entre a euforia e a degradação de uma juventude recém saída da adolescência.

— Não uso câmera digital porque sou chata e tenho preconceito. Acho a foto analógica mais bonita, exige mais sensibilidade do fotógrafo — defende Betina.

Se por um lado os registros da menina parecem toscos, por outro retratam o comportamento de um grupo sem qualquer intenção de maquiar (seja com PhotoShop, luzes ou lentes poderosas) uma realidade que, por si só, já diz bastante. Nessa suposta despretensão, Kids ganha forma de um retrato genuíno de melancolia, entusiasmo, inocência e arrogância — facetas típicas, aliás, da busca por um foco nesse período da vida.

— Muito artista chega aqui (na galeria) com um discurso estético viciado, enrijecido. Me mostram coisas bonitas, mas que já vi. E a Betina me trouxe algo inédito — elogia o proprietário da Gestual, Carlos Gallo.

Tanto é verdade que, ao apresentar essas fotos, a garota foi selecionada para estudar na prestigiada Universidade de Artes de Londres — onde o “vestibular” é uma entrevista na qual os candidatos mostram seus trabalhos.

A mostra de Betina — que será inaugurada às 11h de sábado e ocorre em paralelo com a exposição de desenhos do artista plástico Guilherme Dable — ainda traz um curta-metragem de seis minutos que ela filmou em VHS, no Rio. Betina rejeitou o telão de plasma oferecido por Gallo: o filme será exibido em uma antiga televisão dos anos 1980.

Postado por Paulo Germano

Tem mas acabou

23 de junho de 2009 2

O MySpace acaba de anunciar o fechamento do seu escritório no Brasil. A partir de 1º de julho, os brasileiros não terão mais com quem reclamar pessoalmente. Na prática, não muda nada. O upload de material vai continuar normal, bem como a interface em português.

Mas o que o cerramento das portas de um escritório internacional que operava com lucro _ segundo ele mesmo _ de um dos sites mais importantes para a música independente tem a nos dizer?

Numa palavra: acondicionamento. Ou, cada coisa no seu lugar.

O grande e indiscutível mérito do MySpace, desde sua criação em 2003, foi o de servir de plataforma de lançamento para músicos que não constavam no rol das grandes gravadoras. Através dele, gente do mundo todo se conectou. De suas entranhas virtuais brotaram talentos que rapidamente tomaram a cena real, como os Arctitc Monkeys, o CSS e, até mais recentemente, Mallu Magalhães.

Sem entrar no mérito da importância ou qualidade como músicos, essa galera conseguiu deslanchar suas carreiras graças quase que totalmente ao MySpace. E o mais importante: tudo de graça. Diferente de sites de portais onde é permitido ouvir míseros 30 segundos de cada faixa, o MySpace te dava a barbada de ouvir tudo, permitindo ainda inclusão de vídeos e _ o mais importante _ formar uma rede social através da música.

O que o MySpace fez foi dar continuidade ao que Napster _ lembram? _ começou em 1999. Unir as pessoas através da música. E gente comum, com pouco ou nenhum recurso, mas muita vontade e talento. Democrático, o site deu espaço para as Ivete Sangalos e Metallicas da vida. Mas seu foco sempre foram os pequenos, os independentes.

Só que a grana falou mais alto. E em 2005 o site foi vendido para a News Corp. pela bagatela de US$ 580 milhões. A News Corp., para quem não sabe, é um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, que abarca desde editoras de livro a estúdio de cinema, rádios, revistas, jornais e, claro, sites.

Era apenas questão de tempo até a empresa sacar que o MySpace não era nenhuma fonte de dinheiro. Nem enchendo ele de banner, como fez logo que assumiu sua tutela. Esta semana, exatos quatro anos depois de botar seus dedos sequiosos no site, A News Corp., através de seu CEO Owen Van Natta, soltou um comunicado apontando que “internacionalmente, assim como nos EUA, a equipe havia se tornado muito grande e ineficiente para ser sustentável nas atuais condições de mercado”.

O documento oficial explica que as bases do MySpace na Argentina, Canadá, França, Índia, Itália, México, Rússia, Suécia e Espanha também poderão ter o mesmo destino. No total, 400 pessoas foram demitidas em todo o mundo, um corte de 30% no RH da empresa.

É exatamente esse o ponto. Acondicionamento. O MySpace pode dar lucro. Mas nunca o lucro que um mamute como a News Corp. deseja. Justamente porque a grande moral dele é fomentar a cena independente, que tem o tamanho de um botão. E, acima de tudo e arriscando soar redundante, é pobre. ;)

No Brasil especificamente, o MySpace jamais teve ou terá tantos acessos quanto o Orkut. E simplesmente porque a massa consumidora _ alvo da News Corp. _ não consome Little Boots ou Lautmusik, e sim Ivete Sangalo e Metallica. Artistas estes que não precisam do MySpace, figurando no site apenas por inércia. Logo, seu público também não está lá. Está de ouvido grudado nas FMs, TVs e sites de fofoca.

Assim como o Last.fm (comprado pela CBS e recém-abandonado pelos seus fundadores) foi praticamente deixado a míngua, o mesmo pode acontecer com o MySpace agora, se não conseguir suprir a ganância dos seus donos. E ser colocado em um lugar que não merece.

Postado por Gustavo Brigatti

Isso te interessa, podes crê

22 de junho de 2009 1

Não é preciso ter a pretensão de viver de música para acompanhar de perto o Fórum Música Para Baixar (FMPB), que acontece dentro do Fórum Internacional Software Livre (FISL), a partir desta quarta-feira em Porto Alegre. Basta gostar de ouvir música _ gostar, entende? _ para começar a se preocupar com o futuro da forma como tu vai continuar a fazer isso. E não estamos falando de dispositivos ou mídias, mas sim de… direitos.

Como um sujeito que faz música hoje pode ganhar dinheiro? Tá certo as gravadoras processarem quem baixa música de graça na internet? Quem tem o direito de botar preço no próprio trabalho, o artista ou seu público? Que valores, afinal, precisam ser revistos? Dá pra pelo menos conversar?

Isso tudo e algo mais vai estar sendo discutido entre os dias 24 e 27, no auditório da Famecos, na PUC, e na Casa dos Bancários. No site oficial do FMPB tem a programação completa, bem como os shows E tem muita gente boa. O que significa dizer a total ausência de um mísero representante de uma major qualquer.

Nessas, vale o ditado: quem tem, tem medo. Cada vez mais.

UPDATE: 0h

Na correria da semana, esqueci de sublinhar que um do sujeitos mais importantes dessa discussão toda vai participar do FISL. É o sueco Peter Sunde, um dos fundadores do The Pirate Bay (pra quem não conhece, um dos maiores sites de bitTorrent da web), que virá falar justamente sobre… pirataria. Se puder, não perde. Vai lá no site do Fórum e se programe pra ouvir o que esse viking moderno tem a dizer. E é muita coisa. :D

Postado por Gustavo Brigatti

Meia-noite no jardim do bem e do mal

17 de junho de 2009 1

H.P. Lovecraft saia de uma casa de ópio chinesa quando topou com Jackson Pollock. Resolveram, então, bater um papo com certos inumanos alemães que tiravam sons de máquinas. Minimalista, denso, camada sobre camada, experimentação, osmose, obscuridão, ruídos invulgares eletro-orgânicos OU simplesmente Couleur: Soustractive, o novo e terceiro EP do músico e produtor Tiago Casagrande.

Sim, estamos falando de escuridão. Daquela que vai te envolvendo ao poucos, mansa e ao mesmo tempo inquietante. Não se preocupe se pular alguma faixa ou começar do final. O conceito por trás de Couleur permite retirar o gesso do pop ou os lugares-comuns que juntam pó nas prateleiras.

É a escuridão, permitida e sortida como os tons do díptico Eye Water (overcast) e Eye Water (radiate). Na primeira, enquanto uma agulha conversa com um velho disco de vinil, a guitarra passeia serena e econômica, necessária apenas para evitar uma hipnose quase consentida. Um excerto de diálogo indica pessoas que na segunda caminharão sobre pranchas um pouco mais coloridas, embora à sombra. Sempre à sombra.

No meio, volta o papo da agulha com o vinil, possível tentativa de entender como máquinas conseguem transportar de maneira tão clara o que nem é tão óbvio assim. Pássaros e um piano com rápida percussão que pediriam um naipe de sopros _ mas que o bom gosto de Tiago não permitiram _ fecham (ou abrem) para (sugestão minha) Fantôme Teinte: Soustractive, uma descida num elevador de mina de carvão

… daqueles com um único giroflex amarelo iluminando as paredes gotejantes, oxigênio contado. Feche os olhos e prenda a respiração enquanto ouve com fones de ouvido até 3:30 para sentir o desespero. A partir daqui, a melancolia toma conta, algo psicodélica, lisérgica _ efeito da falta de oxigêncio no cérebro? _ sob as ordens de tons sobrepostos em camadas cobertas pelo chiado do cabos.

Mas talvez a mina de carvão não exista. Mas já com as sinapses adulteradas, Haze Studies: a) add b)sum é toda Sonhos, do Kurosawa. Manja o campo de flores, o céu azulado e o arco-íris? É esta, sob uma espessa camada de bits acompanhados de teclas que vão alternando de ritmo, acelerando e voltando, até formarem uma única melodia onírica, quebrada apenas por um berimbau que brilha num canto úmido, continuado pelo quase interlúdio Protone dh1904 Coated.

Então uma levada industrial _ metalúrgica, eu diria até _ abre uma insuspeitamente maliciosa Reinheitsgebot. Não, não é suspeita, o teclado no fundo da batida seca, que apela ora para distorções graves, ora para um tambor metálico, não deixa dúvida que a escuridão proposta por Tiago é, sim, habitada pelos demônios ancestrais de outras dimensões de Lovecraft, e construída camada por camada como uma pintura de Pollock, e inegavelmente talhada sob a égide dos Kraftwerks.

Mas ela, a escuridão que permeia Couleur: Soustractive, é sedutora, lúbrica, se infiltra líquida pela pele, e acima de tudo, excita. Como é igualmente excitante _ embora um tanto fora da proposta, como identificado _ Blurred/Speed, ecoando rap old school do final de 70 começo de 80, NWA e Public Enemy, basquete de rua, guetos de Nova York e cordas de baixo tão pesadas que daria para escalar o Everest com elas. Tarefa, talvez, para dias mais ensolarados. Ou não.

Couleur: Soustractive
pode ser baixado ou ouvido na íntegra _ assim como seus antecessores _ na página oficial do projeto All Your Garden Needs, no Last.fm ou, ainda, curtir aqui MySpace.

Postado por Gustavo Brigatti

Por um inverno mais alegre...

16 de junho de 2009 10
… mas nem por isso menos cinzento. Seria esta a proposta do Avante Royale? Dá uma ouvida aqui no MySpace do quarteto e veja se essa surf music não fica numa praia gelada e pedregosa da Grã-Bretanha?

Sim, leitor/ouvinte, o AR te chamou pruma farofada no litoral, prometeu lual _ levaram até os violões e alguma percussão, veja bem _, disse que levaria cerveja gelada e até protetor solar. Mas quando você desce do Kombi 77 de Daniel, Sandro, Diego e Renato a primeira sensação é de um vento sul de trincar os dentes apresentado logo na abertura de Ginpelo´s Destiny (última e melhor canção do EP), com um baixo indicando o caminho arenoso, entre barulhinhos eletrônicos de toceiras farfalhando que em seguida se transformam na guitarra dantesca do tipo “deposite aqui suas esperanças antes de entrar”.

Mas então como eles te convenceram a entrar nessa? Volte ao começo, na faixa de apresentação. Ela deixava passar uns raios de sol, não? Em especial por conta da bateria abusando dos pratinhos, ali, inocentemente construindo uma cama macia para a guitarra deslizar. Era bom, não?
E La Prima Noche Vs  Carmão 1 Pulmão? Pura surf music? Só nos primeiros 24 segundos. Depois, os caras trocam as pranchas por tubarões
(comercial da Fanta ou Contos do Cargueiro Negro? Qual a sua idade, rapá?) e saem procurando marolinhas glaciais como um Surfista Prateado. Um pouco de grave e um baixo solto nas pontas coloca Dick Dale em Malibu, enquanto o Avante Royale segue seu instrumental para o extremo norte da Escócia, onde vai curar…
A Ressaca na Pracinha, terceira faixa que te faz acreditar num mundo melhor _ mesmo estando enfiado numa praia nitidamente gélida. Dá até pra dizer que tem riffs maneiros e levada sinistra, a despeito da veia nitidamente aloha. Saca a guitarrinha tentando te convencer a acender a fogueira e assar uns mashmallows embebidos em conhaque? Pois é, te falei que eles eram bons nisso, te falei…
Aí vem Surfing The Samba Fácil. Não tem como não lembrar de Los Hermanos entrando na fase somos-a-banda-mais-cabeça-e-blasé-do-mundo. Mas é por pouco tempo, e o Avante afunda o pedal no rock soltando fiapos laminados para todo lado da metade da faixa em diante. Nisso, se salva de fazer cover da Maria Rita e estragar nossa indiada invernal _ produzida, é bom ressaltar, pelo Pata de Elefante Gabriel Guedes.

UPDATE – 16:35

Está disponível e em perfeito funcionamento o link para baixar o EP do Avante Royale na íntegra e com qualidade. Tickets aqui.

Postado por Gustavo Brigatti

Quem eles pensam que são?

11 de junho de 2009 1

Divulgação

Embora comandado por um jornalista, o Remix sempre achou demais bandas que desmoralizam jornalistas. E o titular desta coluna ficou com cara de bocó quando tentou contato com a Procura-se Quem Fez Isso (foto) — banda que abrirá o show do Império da Lã hoje à noite, no Porão do Beco.

Primeiro, expliquemos do que se trata: a Procura-se é um quarteto que jamais mostra a cara, jamais revela a identidade dos músicos e jamais dá entrevista. Apresentam-se em público com o rosto coberto por meia-calça, e na cabeça usam cartolas com lanternas de minerador. A fanfarronice seria ridícula se a música soasse ruim, mas o troço é sensacional — mais ou menos como se botassem o Frank Zappa a tocar com os Mutantes. Clica ali embaixo para ouvir a impagável Qual É (o Nome do Anão).

Mas, voltando ao princípio, o Remix tentou falar com eles, e quem atendeu o telefone foi uma coisa. Sim, porque a voz era de qualquer coisa, menos de gente — e essa coisa se identificava apenas como Porta-Voz. E que voz. Falava num português sofrível, com o timbre distorcido, e dizia ser um velhote europeu, uma espécie de mecenas que adotou a Procura-se por causa disso aqui:

— Confio no potencial dos rapazes, eles vão ultrapassar todos os limites da humanidade.

Do outro lado da linha, o jornalista silenciou por dois minutos. Depois, teve um ataque de riso e concluiu: “É a melhor coisa que apareceu nos últimos tempos”.

OUÇA AQUI “QUAL É (O NOME DO ANÃO)”, DA PROCURA-SE QUEM FEZ ISSO

Postado por Paulo Germano

Dois anos de culto à patifaria

11 de junho de 2009 0

Christian Jung, Divulgação

“Eu já dei para alguém do Império da Lã”. A tosca inscrição na camiseta que estará à venda esta noite resume o espírito com que a banda porto-alegrense celebra o segundo aniversário.

O Império da Lã (foto) é uma esculhambação completa. Sem integrantes fixos nem repertório definido, a banda conquistou centenas de súditos ao cultuar a patifaria como um estilo de vida. Hoje à noite, com um pelotão de 13 músicos, o Império vai ao Porão do Beco (Avenida Independência, 936) para apresentar mais uma edição da festa Classic Albums — na qual o grupo toca de cabo a rabo um disco consagrado. A bolacha da vez é o espetacular Carlos, Erasmo, que o Tremendão lançou em 1971. O ingresso é R$ 15, ou R$ 10 para quem doar um agasalho.

A Classic Albums sempre rendeu noites memoráveis no Porão — o titular desta coluna quase infartou quando a banda resolveu tocar o OK Computer, do Radiohead. Mas em dois anos de Império também tornaram-se célebres os bailões covers que a banda promove. Dá um tilt na mente ver os caras emendando Nirvana com Frank Sinatra com Black Sabbath com Burt Bacharach com Tim Maia, sempre com naipe de sopros, sempre tocando bem, sempre soltando a franga.

— Agora estamos compondo músicas, são uma doença! Cara, eu amo o rock, mas me divirto até com o Molejão — finaliza Carlinhos Carneiro, vocalista da Bidê ou Balde e imperador da patifaria, que ainda conta com músicos de bandas como Pública e Cartolas.

Postado por Paulo Germano

Liga dos anti-assassinos

08 de junho de 2009 11
Tem dias que as coisas vão dar errado. Elas começam a dar errado antes mesmo de você acordar, predizendo que as próximas 18 horas em que você ficará de olhos abertos serão tão gostosas quanto cerveja quente.

Dias assim já me fizeram maldizer o governo por proibir a venda e porte de armas de fogo. Hoje, eu boto pra rodar o trio Tiago Rubens, Veka Flores e Marcelo Astiazara e vejo dissipar as nuvens carregadas.


Porque é solar o dedilhado dos violões em Verdices, a primeira que escutei e me fez derreter na poltrona. A letra e a levada propositalmente (ou não?) riponga são bonitas sem pieguice e leves sem bunda-molice. Dá uma ouvida e vê se não dá vontade de pedir umas aulas particulares pro Tiago só pra aprender a tocar também?

No canal no YouTube do trio tem mais duas canções que definem bem a proposta. Não tem nada de necessariamente novo. É folk com acento souther rock, principalmente quando botam uma harmônica esperta, como em Mil Estrelas. Mais acelerada, me lembrou Eliott Smith, Nick Drake e outros fantásticos malucos de veia suicída e talento estalando nas cordas de aço.

Sacou o final à lá Dezesseis, da Legião Urbana? Sim, outro suicída. Mas o cancioneiro do trio, fácil perceber, é solar _ embora soturno, pegaram? Eles querem te botar pra cima (mas não saltitante), te ver sorrindo (mas não gargalhando), feliz (mas não alegre), caminhando ( mas não correndo) sem destino. E cantando desafinado, fora do tom, fora da ordem, fora da casinha se for o caso (?!?).


A Canção dos Sonhos é a última mostra do sítio deles:

Me permitem uma sugestão? Tasquem aí um contrabaixo acústico e molhem a garganta em dois dedos de bourbon. E já virei fã.

Postado por Gustavo Brigatti

Modernos antigões

04 de junho de 2009 1

Reprodução

O Remix adianta em primeira mão a capa e a contracapa do terceiro disco da Identidade, Antiguidades X Modernidades (foto), que deve chegar às lojas ainda este mês.

Os caras seguem apaixonados por Rolling Stones, mas a música que liberaram para audição não lembra em nada os veteranos — clica ali embaixo para ouvir Não Para de Dançar. Segundo o guitarrista Lucas Hanke, o novo álbum representa aquele tradicional “divisor de águas” que toda a banda adora dizer que encontrou.

A Identidade toca domingo no palco UnderAge do Coca-Cola PARC Festival, exclusivo para quem tem entre 12 e 18 anos. Na semana passada, após dedicar uma coluna para o UnderAge, o Remix recebeu algumas dúvidas por e-mail. Esclarecendo: é só este evento do Coca-Cola PARC que proíbe a entrada de maiores, ok?

DROPS

Inaugura no sábado o Save Club, que promete chacoalhar o cenário eletrônico do Estado. O expoente DJ canadense Luke Fair comanda a pista. Às 23h, no km 12 da RS-240, em Portão — onde era a Electric Circus. R$ 25 para elas e R$ 45 para eles.

OUÇA A MÚSICA “NÃO PARA DE DANÇAR”, DO NOVO DISCO DA IDENTIDADE

Postado por Paulo Germano