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Posts de outubro 2010

Laerte, hors concours da vida

29 de outubro de 2010 0

Dia desses, eu e os colegas e amigos Luís Bissigo e Carlos André (do Mundo Livro) discutíamos amenidades durante a volta do almoço, entupidos de carne depois de uma pajelança na churrascaria aqui perto do jornal. Aí o assunto foi para quadrinhos e, sabe-se-lá como, lembramos do troféu HQ Mix.

É talvez o único prêmio de quadrinhos do Brasil. Se não for o único, é o mais famoso. Ou o que se dá mais atenção. Sei lá. O fato é que toda edição do HQ Mix o Laerte tá lá. Ele ganha sempre. Toda vez. Lembro de ler, em algum lugar, ele pedindo que o tirassem do concurso. Ou era alguém pedindo que não o considerassem mais? Bom, era algo assim, o que importa é que o sujeito é uma unanimidade.

O Laerte é hors concours. É como naqueles papos calhordas entre homens, quando se discute preferência anatômicas femininas. Uns gostam de mulheres com mais peito. Outros, com mais bunda. Mas todos, sem exceção, gostam de... bem, entenderam. É isso, o Laerte não tem discussão.

E como todo grande artista, ele é o que menos tenta explicar o que faz. Só fala quando perguntam, e mesmo assim, sem nenhuma gota de arrogância ou pretensão. Ler suas entrevistas é quase como enxergá-lo desenhar, é natural, transparente, despido de qualquer rococó, mas ao mesmo tempo de uma riqueza e complexidade de pirar.

Essa semana ele voltou a ser notícia quando revelou-se um entusiasta do crossdressing. Quer dizer, ele gosta de se vestir de mulher _ já falamos disso aqui , lembra? Não igual ao Dustin Hoffman em Tootsie ou o Robin Williams em Uma Babá Quase Perfeita, mas como o Kurt Cobain em shows e entrevistas.

Mas isso é só factóide, é manchete de tablóide (fiz uma rima, SOCORRO!). No final da semana passada uma galera botou um material bem mais legal sobre ele, um mini-documentário onde Allan Sieber, Angeli, André Dahmer, entre outros, falam do mestre:

Quem faz parte da turminha?

28 de outubro de 2010 10

Todo lugar tem as suas turminhas. Em se tratando de circuito cultural, a coisa é ainda mais explícita. Porto Alegre não é exceção, óbvio. Existem os eleitos e os que correm por fora, alheios ao processo. E há quem, como eu, goste apenas observar. Sou um voyer incorrigível, confesso.

Dia desses eu topei, meio sem querer, com um desses ilustres desconhecidos, o moisheleh (www.myspace.com/moisheleh) (assim mesmo, tudo em minúsculas). O moisheleh só veste preto, adora chopp com colarinho e charutinhos Talvis. Ele pertence àquela cepa de artistas que vara madrugadas burilando um trecho de canção para, com o sol raiando, dizer que está tudo uma droga e aí começar de novo.

Ele ficou nessa por uns 10 anos, transformando aos poucos seu apartamento no IAPI num estúdio capaz de transformar suas obsessões na música ideal. Eu acho que ele conseguiu. As duas faixas prontas, disponibilizadas na internet, me derrubaram os butiás do bolso.

Ambas são canções de forte apelo pop, com refrões grudentos, letras inteligentes e instrumental irretocável. Eu Me Demito é um rock com vocais poderosos e guitarras saltadas, enquanto Formigas a Beira do Oceano (minha predileta) é uma declaração irretocável à própria insignificância em relação ao universo banhadas em psicodelia setentista brazuca.

Só falta mostrar para mais gente, ô moisheleh. E pra isso, não precisa ser de turminha nenhuma, não. Construa e eles virão.

Paul e o(s) show(s) da minha vida

26 de outubro de 2010 5

O show do Paul tá quase aí. A maior parte da audiência, acredito, vai pro Beira-Rio atrás da adolescência _ um pouco mais, um pouco menos _ perdida. Dessa galera, o grosso será de gente ansiosa por cantar Yesterday aos soluços. Soluços sinceros, de quem realmente sente saudade do ontem, não importa o quanto o hoje seja melhor. Por isso vai ser_ tenho certeza _ o show da vida (ou de uma parte dela) de milhares.

Mas não o meu, disso eu também tenho certeza.

O show da minha vida foi há duas semanas, no mesmo Beira-Rio, mas na arena do lado. O show da minha vida _ ou de uma das minhas vidas _ foi no Gigantinho, com o Green Day.

Prosaico e comezinho, eu sei, mas eu não tenho nada mais a oferecer, desculpem. Não há iluminação aqui e nunca haverá, desistam. Querem profundidade busquem uma piscina olímpica, ora essa. Eu sou raso, reto, fácil e previsível.

Por isso também que não fui ver o Green Day para recordar a minha adolescência. Fui para me vingar dela, isso sim.

Fui para ser transportado para a casa da Flavinha, para desencostar de uma vez por todas o pé da parede, tirar a Juliana pra dançar, sussurrar meia dúzia de besteiras óbvias e certeiras e ganhar aquele beijo com sabor de chiclete tutti-frutti que nunca existiu. Que eu não tive coragem de arriscar.

Mas também me vi novamente saindo do Santana quatro-portas 2.0 do meu pai, algo aturdido depois de amassar um carro durante um congestionamento dentro do estacionamento de um shopping em Santa Bárbara d'Oeste. Era sábado, era a primeira vez que eu pegava o carro e eu não vi a Belina de um tiozinho enquanto manobrava de ré.

Na época eu desci e ele, o tiozinho, veio me enchendo de desaforo, dedo na cara, a mulher dele gritando que eu nem habilitação tinha, uma carteirinha de policial rodoviário aposentado surgiu na minha cara, minha namoradinha chorando, o lanche do McDonald's esfriando, outros carros buzinando, cadê meu jetpack?

Mas agora eu não gaguejei uma desculpa qualquer novamente, não senhor. Deixei o velho falando sozinho enquanto tranquilamente manobrei o carro para um lugar seguro, estiquei um papel com meu número de telefone e fui embora daquela pocilga. Ele talvez continuou a brandir sua carteirinha de policial rodoviário aposentado até ter um ataque cardíaco, mas isso não foi problema meu.

Eu manejei aquela barca azul-marinho pela cidade como o pequeno ponto de constelação perdido num universo de insignificância que ela, a cidade, sempre foi e sempre será. E no dia seguinte, quando minha mãe veio, aos berros, me perguntar o que eu fiz com o carro, eu disse que foi simplesmente aquilo que ela já sabia e que, por isso, não precisava me perguntar nada, só me desse uma Neosaldina e um copo d'água, obrigado.

Aliás, ela não precisou me perguntar mais nada nunca mais. Eu estava de saída para nunca mais voltar _ no máximo, visitas esporádicas para uma cerveja rápida.

Também aproveitei para brigar. Dei uns belos duns sopapos no moleque que roubou meu boné só de sacanagem, numa noite de sexta-feira qualquer. Acho que lhe quebrei um osso _ nada muito grave, escolhi um que pode ser consertado sem prejuízo, tipo o fêmur.

E aprendi de uma vez por todas como calcular um número atômico. E a tirar um sangrador quebrado de um cilindro de roda. E a acertar a quantidade de graxa na corrente da bicicleta. Me aperfeiçoei em massagens de pés. E saquei, de uma vez por todas, que o fato de uma garota ser legal não quer dizer que ela está dando mole.

E aprendi a não me importar com nada disso. Que o que está feito, está feito. Que o que passou, passou. Que o máximo que dá para fazer é continuar a tocar, capturando esses fantasmas e armazenando todos num grande container como o dos Caça-Fantasmas (aproveitei para rever meus desenhos favoritos, obrigado Billie).

Ao final, depois de todo esse acerto de contas, saí com aquela sensação de deixar como está. Let it be, como diria vocês-sabem-quem e...

... bem, talvez eu não tenha tanta certeza que o show do Paul não possa ser o show da minha vida. De uma delas, pelo menos. Talvez uma próxima que eu ainda não saquei muito bem.

Descobrirei no dia 7.

Sem tempo para o mimimi indie

22 de outubro de 2010 13

Coisa de uma mês atrás, um guri, ex-líder de extinta banda indie brasileira, desses superestimados pela intelligentsia no começo dos 2000, proclamou-se exilado. Numa longa e chatíssima entrevista, alegou, do alto da sua sapiência pós-adolescente, estar cansado do sucesso, da fama, do dinheiro, de fazer shows em casa cheia, maratona de entrevistas e festas, groupies disputando um pedaço do seu afeto, essas coisas todas que ninguém pensa quando monta uma banda.

Estava interessado agora em outras coisas. Se quisesse _ mas só se quisesse _ poderia tranquilamente continuar na estrada do êxito, mas preferia se dedicar a algo mais complexo, com mais "alma", "coração", "verdade", enfim. Palavras que bundinhas como ele usam quando fracassam.

Lembrei dele, dessa sumidade pseudo-intelectual, lendo um "Keith Richards Facts" que o Guardian fez com base na autobiografia que o guitarrista dos Rolling Stones está para lançar, Life. Ao mesmo tempo, chega a notícia de que o documentário sobre Lemmy Kilmister está finalmente pronto para chegar aos cinemas.

Ambos são mitos esculpidos em calcário. Nunca pararam para se desculpar das besteiras que fizeram, chorar as derrotas ou se vangloriar das vitórias. Apenas seguiram fazendo o que sempre fizeram, sem dar muita explicação ou pedir permissão. E cada um que ache o que quiser deles, desde que não toquem nos seus cigarros e no botão de volume.

Quer verdade, alma e coração? Então comece revendo a sua discoteca. Se não tiver um Motörhead ou um Rolling Stones, mas constar uma certa bandinha indie-folk-descolada, alguma coisa está errada.

Aquela agendinha esperta

21 de outubro de 2010 0

> Se eu não estivesse em trânsito pelo interior durante o final de semana eu certamente estaria no Entre Bar (José do Patrocínio, 340). Sábado a caixa de concreto mais porrada de Porto Alegre recebe os malucos _ mas bota malucos nisso _ do El Efecto (foto). São cariocas e fundem uma cacetada de coisas para azucrinar ouvidos, olfato e paladares sensíveis. Se o teu negócio é outro, passa longe. Porque além deles tocam os excelente Campbell Trio (que eu vou perder com o peito rasgando), além da Liliths, Dancing Demons (afro-metal, vai vendo) e Cala Boca, Zébedeu. Fino.

> Tome nota você que tem banda e não tem medo de encarar um palco de verdade: vão até o dia 29 de outubro as inscrições para o festival Pampastock, que rola nos dias 18 e 19 de novembro em São Borja. A iniciativa é da Universidade Federal do Pampa e abrange bandas de todos o Rio Grande do Sul. Entra no www.unipampa.net/pampastock, confere o regulamento e segue adiante. O grupo vencedor conquista uma vaga no Festival Ibero-americano El Mapa de Todos, marcado para janeiro próximo em Porto Alegre.

> Festa para amanhecer roxo de tanto dançar, a Horrorshow comemora a safra de bons shows que invadiram o país este ano com mais uma edição doida de boa nesta sexta-feira (22), no Laika (Venâncio Aires, 59). Por meros R$ 15 (R$ 10 com nome na lista) e a partir das 23h30min.

> A sempre divertida festa Ed Sullivan Show traz as bandas Locomotores e Severo em Marcha para a Verde Club. Ambas apresentarão coisinhas novas para o público, que entra no número 200 da Goethe por R$ 20 (na hora) ou R$ 15 (com nome na lista).

> Vocês conhecem o Andrio Maquenzi. Baita guitarrista e compositor da Superguidis e tal. Mas o que vocês não sabiam é que o Andrio também salta. Sim, ele salta. Registros dele dando seu famoso pulo estão sendo reunidos no www.jumpingandrio.wordpress.com. Confere lá.

> Hoje rola a Combat Rock no Beco (Independência, 936). Quer uma boa razão pra ir pagar R$ 15? Canastra Suja. Bluseiros de corações enfarpados de Pelotas. Mas também rola os catarinenses Variantes. E a gatinha do Lollypops lançando single novo. Fora a turminha da Rádio Putzgrila mandando ver no som mecânico.

Banksy ou me engana que eu gosto

15 de outubro de 2010 0

Você não sabe quem (ou o que) é Banksy. Mas se estava conectado no início da semana, provavelmente sabe o que ele faz. Ou o que o projetou para o público consumidor de cultura pop. Banksy está sendo creditado como o responsável pela abertura dos Simpsons transmitida no último domingo nos EUA e que caiu na rede no dia seguinte.

Nela, é mostrado aquele famoso estereótipo ocidental de uma linha de produção oriental: gente trabalhando exaustivamente em regime semi escravo, num ambiente insalubre e vigiado, para produzir quinquilharias. Quinquilharias, no caso, dos Simpsons.

Na vinheta, ainda aparecem crianças mexendo com produtos tóxicos, bichos fofinhos triturados para estufar bonecos de Bart, um panda sendo chicoteado para puxar carroça e até um unicórnio usado como perfurador de DVDs.

O negócio pegou fogo, e a Fox, emissora dos Simpsons, mandou o YouTube retirar o vídeo. Os produtores da série, que vivem às turras com o canal, devem estar felizes das vidas.

O humor politicamente incorreto e apontado para o próprio peito não é novidade para quem acompanha o seriado. A surpresa foi a suposta aliança com o artista mais controverso do momento e as circunstâncias desse acordo. Ao The New York Times, Al Jean, produtor dos Simpsons, diz que chegou até Banksy depois de assistir ao filme Exit Through the Gift Shop. Aí dá para entender que eles sabiam no que estavam se metendo quando chamaram o sujeito.

Banksy, responsável pela renovação da arte urbana a partir do início dos anos 2000, é uma incógnita. Não dá entrevistas, não se deixa fotografar e ninguém sabe onde vive, embora suas obras _ originais ou intervenções, sobretudo com grafite e estêncil _ sejam vendidas por milhares de dólares. Mesmo expostas nas ruas.

Ainda inédito no Brasil, Exit... mostra o excêntrico francês Thierry Guetta, dono de um brechó em Los Angeles, que de repente se vê envolvido com a cena de artistas urbanos na Europa e EUA. Sempre com uma câmera na mão, ele acompanha grafiteiros e interventores por toda parte até topar, também "ao acaso", com Banksy _ que continua sem mostrar o rosto.

No filme, Banksy sugere a Thierry que esqueça a filmadora e se concentre em fazer "um pouco de arte". Ele obedece, cria um pseudônimo (Mr.BrainWash), copia descaradamente obras de Andy Warhol e do próprio Banksy e arma uma vernissage gigantesca em Los Angeles.

Tudo leva a crer que a oportunista e picareta empreitada de Thierry vai fracassar. Mas a exposição, graças a uma ajudinha esperta dos amigos famosos, não apenas triunfa como alça Mr.BrainWash ao estrelato. Suas "obras" são vendidas a preços exorbitantes, e até para criar a capa da última coletânea de Madonna ele é chamado. O problema é que até o lançamento do filme nos cinemas, em março, ninguém sabia de nada disso.

Mas Exit..., dirigido por Banksy (a-há!), é mais do que a revelação de uma pegadinha. Ele documenta como o hype em torno de alguma manifestação artística (artes plásticas, mas pode ser música, cinema...) é criado, vendido e consumido como se fosse legítimo.

E propõe pelo menos três discussões: 1) Delatada a farsa, as peças de Thierry perdem seu valor? O que ele fez deixa de ser arte? 2) Depois do mictório de Duchamp, quem pode dizer o que é arte ou dizer quem pode ou não fazer arte? As mesmas pessoas que estava extasiadas na vernissage de Mr.BrainWash, talvez? 3) Alguém, hoje, ainda se preocupa com autoria e originalidade?

A resposta para esta última, a julgar pelas reações a abertura dos Simpsons: sim. Ponto para Bansky. Seja ele quem for.

Química em versão indie

14 de outubro de 2010 0

Não lembro se fui bem na parte de Química do vestibular. Só lembro que nas aulas do colégio eu era uma negação. Mas se na época eu tivesse visto esse vídeo, certamente teria sacado melhor como as coisas funcionam.

Ou, pelo menos, me divertido.

Aquela agendinha esperta

14 de outubro de 2010 2

A Festa no Motel, cujo sobrenome não pode ser escrito nessa familiar coluna, chega a sua 5ª e mais tinhosa edição neste sábado (16). Tudo está programado para ocorrer na suíte Diamond do Motel Porto dos Casais (Servero Dullius, 1245), a partir das 22h, com Tais Scherer, MiltinhoTalaveira, Zé Starosta e Eduardo Assunción no comando das picapes. Os convites, limitados, custam R$ 30 e podem ser adquiridos pelo (51) 99927530 ou botapraphude@gmail.com.

O DJ sueco Steve Angello é a atração deste sábado (16) de semana no Save Club (RS 240, 6.104 do Km 12) durante o Festival Burn Play Louder. O primeiro lote de ingressos para a balada está R$ 35 (masculino) e R$ 25 (feminino).

Os baianos arretados do Vivendo do Ócio se apresentam hoje (14) na Verde Club (Goethe, 200). Em sua primeira passagem por Porto Alegre, a banda mostra as canções que lhes renderam uns bons prêmios por aí. A partir das 23h, com ingressos a R$ 15 _ ou R$ 12 com nome na lista.

O Cabaret (Independência, 590) bota a caveira de Alexander McQueen e Alexandre Herchcovitch para chacoalhar na edição deste sábado (16) da Party Up. Synth, maximal e electropop pra, hã, chacoalhar o esqueleto com ingressos a R$ 18 na hora e R$ 12 com nome na lista. E quem seguir a festa pelo Twitter (@PartyUP) ainda concorrer a roupas e acessórios.

Em São Leopoldo a Hey, Jack! se junta aos Sandinistas na 17ª edição da Freestyle. A quebradeira será no Armazém San Lou (Lindolfo Collor, 325), nesta sexta-feira (15), a partir das 23h com ingressos a R$ 10 (feminino) e R$ 12 (masculino).

O Live Sport Pub (Dr. Barcelos Esq. Wenceslau Escobar) estreia hoje (14) o projeto Ska Selectors, que vai desafiar, todo mês, uma banda ou um DJ a adaptar seu repertório para o ska. Quem começa a brincadeira é o pessoal do Second Hand. A função começa às 22h, mas até as 23h paga R$ 12. Depois sai por R$ 15.

Tá meio longe, mas é bom se programar: na próxima quarta-feira, dia 20, a excelente Transmission lança seu novo EP, Endless, na companhia dos bissextos do Viana Moog. O lance rola no Dr. Jekyll (Travessa do Carmo, 76), a partir das 23h.

Vai ter gente chorando aos cântaros hoje (14) no Beco (Independência, 936). A Império da Lã apresenta, na íntegra, o disco da banda mais querida/defendida pela galera de terninho de Porto Alegre: (What's The Story) Morning Glory, do Oasis. Por R$ 18 você pode voltar no tempo e cantar que precisa de um pouquinho mais de tempo para acordar.

Dia verde

11 de outubro de 2010 0

Depois do Metallica, outro ícone da minha _ da nossa, alô você semi-trintão _ adolescência chega para fazer show em Porto Alegre. O Green Day, agora não mais um trio de moleques com hormônios saindo pelas orelhas, se apresenta nessa quarta-feira no Gigantinho _ com ingressos ainda à venda.

Pelo set list que os caras apresentaram neste domingo (10), na Colômbia, dá pra ver que tentou-se um equilíbrio entre as duas fases do grupo, mas prevaleceu (de leve, mas prevaleceu) o díptico da virada American Idiot/21st Century Breakdown.

Bica:

Green Day Setlist Club de Polo, Cajicá, Colombia 2010, 21st Century Breakdown World Tour

Como qualquer banda com forte ligação com a juventude de parte de seu público, é evidente que alguma coisa vai ficar de fora. Eu, por exemplo, gostaria de ouvir Nice Guys Finish Last e _ me odeiem se quiserem _ a engraçadinha Maria, da coletânea International Superhits! Mas a trica Longview, Basket Case e She já me deixa satisfeito.

O set todo, de maneira geral, está bem sortido. Talvez agrade mais a nova geração de fãs, mas não decepcionará os antigos seguidores. Pô, 32 músicas, dá quase três horas de show.

Só achei estranho duas baladas para terminar o show. Tremendo tiro no pé, heinhô Billie Joe? Que tal mudar essa parada aqui?

Ah, lembrando que a Superguidis vai abrir os trabalhos. Mais uma boa razão para chegar cedo.

Agendinha esperta

07 de outubro de 2010 0

8-) A sempre divertida Apanhador Só faz festa sexta-feira (8) na Casa de Teatro (Garibaldi, 853), a partir das 21h. A apresentação vai ser acústica, mas além do banquinho e violão, vai rolar percussão de... sucata. Por R$ 10 você descobre se isso vai dar certo ou não.

:mrgreen: O coletivo Metrô Rock começa mostrar a que veio juntando uma turma pesada amanhã (8), em São Leopoldo, na Embaixada do Rock (Presidente Roosevelt, 806). Maçã de Pedra, Sleeping Bags, Pólvora e Infactu tocam a partir das 23h. Ingressos antecipados a R$ 8 e R$ 10 na hora.

:-) Alguma vez na sua vida você desejou, mesmo secretamente, ter um sabre de luz? Se arrepia toda com a voz do Darth Vader? Traje de praia pra você é um biquíni de metal? Então toca pro Laika (Venâncio Aires, 59), que hospeda, nesse sábado (9), o Laika Wars. Parece que até decoração temática vai rolar. Por via das dúvidas, prepare seu manto Sith. Ingressos por R$ 16 na hora e $12 com nome na lista.

:-P Amanhã (8) é dia de balada da Looks Like Porto Alegre, no Cabaret (Independência, 590). Mas não é qualquer balada. É a edição Quatro Olhos, que vai dar desconto no ingresso para quem usando seu par de lentes de vidro _ verdadeiro ou não. Os dois looks mais legais ganham camisetas do site. Ingressos a R$ 12 para quem estiver de óculos e R$ 18 para os demais.

:twisted: "Seja criativo, não toque Last Night ou Toxic" é o alerta para quem vai participar da Batalha de IPods, que rola neste sábado (9) no Beco (Independência, 936). Serão oito bondes disputando nada menos que R$ 500 em consumação na casa. Fazendo a retaguarda, Rafael Schutz, Gabriel Machuca e Daniel Lacet. Ingressos a R$ 20 na hora e R$ 15 com nome na lista.