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Posts de novembro 2010

Descubra o clipe – Promo 6 - ENCERRADA

29 de novembro de 2010 0

Regulamento aqui.

Segue:

O negócio é que eu queria fazer um clipe onde eu dava com um taco de baseball na cabeça de um monte de jornalistas e executivos de gravadora. Mas a galera da gravadora não curtiu e decidimos bater só nos jornalistas. A ideia inicial seria a banda toda com porretes sentando o dedo nessa turminha com máquinas fotográficas, câmeras e bloquinhos, mas acharam exagerado e optamos por fazer só uma cena.

E quando gravamos essa cena, fiquei meio sem saber o que incluir depois, porque a música dura uns 4 minutos e a cena da porradaria tem só alguns segundos. Bom, aí botamos a gente pra tocar num programa de auditório, detonando uma Ferrari e, no final, curtindo com a nossa galera, a galera do gueto, a galera que é nossa família, mesmo. E não esse bando de sanguessuga aí que só quer saber de classificar a música que eu faço, de falar das minhas letras e de entrar de graça nos meus shows e não quer saber do que eu sinto de verdade, do que eu tenho pro dentro, porque eu sou um cara que já sofreu muito quando moleque e agora eu criei um estilo novo e tá todo mundo tentando copiar e piorar e ganhar dinheiro e eu vou botar pra quebrar até não poder mais.

Ou até gravar um acústico com a minha banda vestindo cabeças de coelho e porco. E dane-se o novo século.

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O vencedor escolhe entre os CDs The BBC Sessions, do Belle and Sebastian, Phrazes for the Young, do Julian Casablancas, o solo do Slash, Greatest Hits, do Foo Fighters e Sea of Cowards, do The Dead Weather.

KoRn - Got The Life from KornBrasil on Vimeo.

Inglaterra, um bando de coxinhas...

26 de novembro de 2010 0

Uma votação popular na Inglaterra elegeu Smack My Bitch Up, do Prodigy, a música mais polêmica de todos os tempos. Veja bem, é apenas a música, nem é o vídeo, dirigido pelo grande Jonas Åkerlund (do filme Spun - Sem Limites e dos clipes Whiskey in the Jar, do Metallica, e Beautiful Day, do U2, entre outros)  que foi banido de todas as TVs e só é encontrado, na íntegra, no Vímeo:

The Prodigy - Smack My Bitch Up from Daan on Vimeo.

Quer dizer, a música tem apenas UM verso ("Change my pitch up / Smack my bitch up") e foi considerada pelos súditos da rainha o inimigo público número 1 do tecido social. Aí você lembra que dançou muito essa música em alguma festinha mutcho lôca em 1997/98 e pensa como ela ainda AINDA continua a incomodar.

Nada é mais agressivo para os ingleses que uma música eletrônica de UM VERSO? Bica no resto da lista, por ondem de ofensa:

2. God Save The Queen (The Sex Pistols, 1977)
3. Relax (Frankie Goes To Hollywood, 1983)
4. Kim (Eminem, 2000)
5. Killing In The Name (Rage Against The Machine, 1992)
6. Ebeneezer Goode (The Shamen, 1992)
7. Suicide Solution (Ozzy Osbourne, 1980)
8. Get You Gunn (Marilyn Manson, 1994)
9. Angel Of Death (Slayer, 1986)
10. Dear God (XTC, 1986)

Sim, a coisa mais chocante dos últimos 12 anos é o Eminem dizendo que quer matar a mulher. Nem vou comentar o fato de vocês ainda prenderem a respiração quando ouvem o Johnny Rotten gritar que a rainha não é um ser humano. Cáspeta, britânia, não é à toa que virou essa fábrica de bandinhas bundinhas...

O que Ozzy nos reserva

25 de novembro de 2010 0

De chorar lágrimas negras:

Ozzy Osbourne Setlist Centre Bell, Montreal, QC, Canada, Scream Tour 2010
Repertório na medida para agradar desde os fãs mais xiitas do Sabbath até a gurizada que começou a curtir o Príncipe das Trevas jogando Brütal Legend.

Pata de búfalo

25 de novembro de 2010 0

Projetos paralelos de músicos consagrados me intrigam. Qual a razão de um sujeito, consolidado dentro de um grupo ou gênero, arriscar a sorte _ e talvez a reputação _ em outros pagos? É preciso coragem, confiança no taco e um tanto de amor pela arte. É o que concluo ouvindo Do Seu Amor, Primeiro é Você Quem Precisa, trabalho solo do Gustavo Telles, baterista da Pata de Elefante.

O Telles _ ou Prego para os afins _ juntou uma galera de chegados para formar Os Escolhidos e aí compor e gravar um disco de folk e country rock pegado. Como o tema é o amor, corria-se o risco de cair no sertanejo safra 89, mas o bom gosto e finesse prevaleceram e resultado pode ser conferido a partir de amanhã no site do Álbum Virtual da Trama (albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos).

Do Seu Amor tem cheiro de mato e cerrado, diferente da musa de concreto, aço e fumaça que inspira o Prego na Pata. É cheio de ambientes criados por teclados moog, guitarras bem afinadas e vocais ora contidos, ora bluseiros e rasgados, que remontam a bares enfumaçados de road movie norte-americano, o extinto Mundo de Marlboro e contam histórias sobre você, sobre eu, sobre nós, sobre todos.

Grande viagem, essa do Prego.

Macacos me mordam

25 de novembro de 2010 2

Essa semana cometi, novamente, a imprudência de ir a um show no horário indicado no cartaz. Eu nunca aprendo, insisto nessa mania besta de acreditar no ser humano, e dessa vez, pra piorar, arrastei minha namorada junto, aquela santa.

Às 22h em ponto do cartaz nós, literalmente, abrimos a bilheteria e inauguramos o bar do lugar. O show pra valer começou quase à 1h, mas e daí? O público mesmo só começou a chegar por volta das 23h30min, e ainda que bocejando, não parecia incomodado.

Lembrei na hora daquele conhecido texto sobre cientistas que colocam um grupo de macacos numa jaula junto de um cacho de bananas. Quando um dos macacos tenta pegar as frutas, todos levam um banho de água gelada. Alguns banhos depois, percebem que não é uma boa ideia tentar comer as bananas.

Aos poucos, os cientistas substituem os macacos originais por novos. Estes, sem saber do jato d'água, correm para as bananas, mas levam uma camaçada de pau dos mais antigos, que não querem molhar os pelos. Com o tempo, restam apenas macacos novos na jaula, que não arriscam pegar as bananas _ apesar de nunca terem tomado o tal banho gelado. Estavam tão acomodados que nem questionavam, por mais absurdo que pudesse parecer.

Apenas aceitam, macacos que são.

Caminhando e cantando

24 de novembro de 2010 1

Trabalhando com música, digo para vocês que existem discos feitos para serem resenhados e esquecidos. E existem discos que simplesmente não dá para resenhar e partem logo para o esquecimento. E outros, poucos, que a resenha franqueia a abertura de um arquivo de memória afetiva. Caminando y Cantando, do Wander Wildner, entra numa categoria especialíssima: dos que eu não tenho vontade de resenhar, apenas ouvir e ouvir e ouvir.

Explicando: resenhar é trabalho. E eu não quero trabalhar com esse disco, não quero estudá-lo, não quero ouvi-lo com ouvidos de jornalista, atento a timbres, refrões, andamentos e o escambau. Quero (e vou) ouvi-lo como um ouvinte ordinário de música, que ouve pelo simples prazer de ouvir. Porque Caminando é um disco que dá muito prazer de ouvir.

Há quanto tempo você não ouve música apenas por prazer? Essa pergunta é mais para mim do que para vocês, na verdade, e eu respondo que há muito tempo não ouço música no trabalho apenas por prazer. Por isso preciso repartir essa sensação única com vocês.

Caminando y Cantando é um disco em tudo simples. Wander e parceiros tocando violões, um arranjo de cordas discreto aqui, uma gaita suave acolá, algo de percussão no fundo, e por aí, nada de mais ou de menos. Despretensioso e delicioso de ouvir. Se me pegou tão bem numa redação gelada, o que dirá pegando estrada, no caldo primordial de betume e fumaça onde ele foi gerido?

Nos comentários da reportagem sobre o disco, publicada no site do Segundo Caderno, o Jonathan Rocha citou os beats. Não poderia ter sido mais acertado. Caminando tem a alma beatnik e libertária que Wander expõe desde Baladas Sangrentas. Não quer servir de exemplo para ninguém, não exige amor incondicional, rasga tentativas de rótulos e desafia o mainstream com sinceridade e doçura triste.

Onde faz sentido alinhar A Palo Seco, de Belchior, com Viajei de Trem, de Sergio Sampaio e Amor e Morte, de Julio Reny e Jaqueline Valandro. Apontando, como única solução, a estrada. A linha do horizonte. O caminho. A canção. O canto.

Um disco para a vida adulta. Para a minha, pelo menos.

O nosso Paul vem aí

22 de novembro de 2010 7

Certo, você _ sim, você _, assim como eu, se emocionou no show do Paul no Beira-Rio. Dançou abobado na hora de Ob-la-di, Ob-la-da, assoviou descompassado em Blackbird, se impressionou com a pirotecnia poderosa de Live and Let Die (e secretamente admitiu que é bem melhor que a versão do Guns N' Roses) e chorou feito criança em Let it Be e Hey Jude. Mas...

eu disse MAS!

... aposto que ficou feliz mesmo MESMO quando o sujeito mandou Helter Skelter. Sim, Helter Skelter. A canção mais heavy metal dos Beatles. Aquela que a sua namoradinha pulava sempre que vocês ouviam o disco branco juntos, a faixa mais não-Beatles, 4:30 de um baixo poderosíssimo, estalando e marcando o ritmo, gargantas rasgadas, solos econômicos e pontuais e uma psicodelia nada moderada.

Se você _ sim, você _ se emocionou foi mesmo nessa parte, também deve estar contando os dias até março, quando Ozzy Osbourne deverá pisar em Porto Alegre para se apresentar pela primeira vez em solo gaúcho.

Ozzy é o nosso Paul, você sabe. O cara que transformou a música em algo verdadeiramente perigoso de ouvir, e não apenas conversa fiada para assustar adolescente. Que pegou o demônio que rondava as letras dos velhos bluseiros norte-americanos e o introjetou no imaginário popular branquelo ocidental com força e sem lubrificante. Que determinou que a era hippie havia chegado ao fim e fracassado vergonhosamente e que dali por diante a coisa ficaria ainda mais pesada, agressiva, rápida e sombria e azar de quem ficasse na frente ou não acompanhasse o pegada.

Sim, Ozzy foi o responsável por criar uma via possível ao bom-mocismo que sempre reinou na cultura pop de massa, apontando um caminho que seria seguido depois por qualquer pessoa interessada em fazer música pesada ou simplesmente resistir a demanda de mercado, a não fazer concessões de qualquer tipo e arcar com as consequências disso. O líder da banda que criou e deu excelência ao que mais tarde seria convencionado como heavy metal e além.

Também o maluco com mais histórias e lendas que qualquer outra rockstar. Que produziu alguns dos melhores e piores trabalhos que um astro em carreira solo ousaria fazer. Que meteu constrangedoramente a cara na TV e acabou conquistando toda uma nova geração de fãs. Que aos 62 anos do mais puro e nocivo abuso químico continua fazendo turnês e _ dizem _ mandando tão bem quanto antes.

Ozzy, o nosso Paul.

Descubra o clipe – Promo 5 - ENCERRADA

19 de novembro de 2010 0

O regulamento tá aqui.

Boa sorte.


- Eu estava aqui pensando e...

- Taverneiro, traga mais cerveja!

- ... e eu acho que a gente podia fazer um clipe.

- Que?

- Videoclipe? Puxa...

- Mais cerveja, taverneiro! Grrrrrrr!

- É. Um filminho da gente. Eu tava pensando e, bom, acho que não seria assim tão ruim, a gente não tem nenhum e...

- E desde quando você toma alguma decisão nessa banda? Quem te nomeou líder? Tá me dizendo o que fazer com a minha banda, é isso? É isso? Hein? Tá querendo o que?

- Hum, não sei, não, isso me soa tão glam e...

- Yeah! Cerveja! Yeah! Yeah!

- Não, cara, a banda é sua, inclusive minha ideia era de botar você mais alto e a gente ao seu redor. Todo mundo tocando, na boa, não precisa ser nada...

- Na boa? Na boa? A gente não faz nada na boa, cumpadi, aqui a bicho pega full time. Mas gostei da ideia da galera me cercando. Vou usar minha camiseta branca. E vocês, camisetas pretas. É, é isso.

- E a música pode ser...

- Pode ser qualquer uma, pega uma das que não viraram single ainda e mete bala!

- Taverneiro, minha caneca está vazia, taverneiro! Mais cerveja! Mais cerveja!

- Certo. Então todo mundo tocando, ali, na boa - digo, numa pior - num palco e aí...

- Palco? Palco não, bicho, palco não. No palco eu não fico maior do que vocês. Me coloca numa montanha.

- Mas aí eu acho que não daria para...

- Tô te zuando, xará, topo ficar uns 30 cms acima do chão.

- Puxa, podia ser preto e branco, né? Pega aquela música com a aquela letra de guerra, o que acham?

- Isso, e aí botamos uns trechos do filme que...

- Cerveja! Mais cerveja! Sim! Cerveja!

- Calem a boca, eu decido isso. Vamos fazer o clipe da música que tem a letra - minha letra - sobre guerra. E botar trechos do filme que eu me inspirei. Um clássico, vai ficar um clássico. Eu sou um gênio, mesmo

- ...

- Boa, gostei, é por aí. Isso, cara, isso. Simples e direto. Legal!

- Gaaaaaarrrgg! Minha cerveja esquentou, taverneiro! Traga gelo. Gelo de cerveja! Garrr!

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O vencedor pode escolher entre os DVDs Iggy & The Stooges - Live in Detroit, AC/DC - Video Clip Collection e os CDs Vivo na Cena, do Nasi, End Game, do Megadeth, e Nightmare, do Avenged Sevenfold.

Ah! Eu sou baiano!

18 de novembro de 2010 3

Não, na verdade eu sou paulista fazendo cursinho para ser gaúcho. Mas poderia bem ser baiano. Ou cearense. Talvez sergipano. Potiguar, que seja. Porque é da metade norte do país que vem três das bandas que eu mais tenho ouvido ultimamente. E duas delas (por pouco as três!) estarão em Porto Alegre na próxima semana. É de chorar azeite de dendê, minha gente.

A primeira é a inclassificável Cidadão Instigado, que do Ceará se apresenta segunda-feira (22) no Opinião (José do Patrocínio, 834). A banda funde teclados, programação, guitarras, arranjos de sopros e uma cozinha psicodélica para criar ambientes delirantes onde a inspirada poesia de Fernando Catatau acontece. Sim, acontece, como num descarrilamento de neurônios, te pegando de surpresa, derrubando qualquer chance de enquadramento, fluindo poros adentro.

Na quinta-feira (25) a fusão atinge seu ponto máximo de fervura com os Retrofoguetes, direto da Bahia. O trio escarlate toca seu terror de rock, mambo, surf music, tango, metal e o escambau no Verde Club (Goethe, 200) com participação luxuosa da Pata de Elefante. Quer dizer, como dar errado? Duas das maiores e melhores trincas instrumentais do país num mesmo palco.

E você – ah, sim, você – achando que pra cima do Mampituba era tudo Cumpadre Washington...


A orquestra ideal

A Camarones Orquestra Guitarrística tem esse nome pomposo, mas faz mesmo é um baita de um rock instrumental, pegado em punk, hardcore e surf music. No meio de riffs, solos e bordoadas em geral, Ana Morena (baixo), Anderson Foca (teclado e efeitos), Xandi Rocha (bateria), Karina Monteiro (guitarra) e Leo Martinez (guitarra) encaixam uns barulhinhos que dão certo ar de experimentação ao projeto.

O disco de estreia deles, lançado este ano, está inteiro e obrigatório para download no MySpace.

Os potiguares, para minha imensa frustração, tiveram sua turnê pelo Rio Grande do Sul cancelada de última hora. Disseram que vão remarcar. Eu vou cobrar.  E se me trouxerem um naco de carne de sol, levo eles para tomarem chimarrão no Gasômetro.

Descubra o clipe - Promo 4 - ENCERRADA

11 de novembro de 2010 2

Regulamento aqui.

Segue.


O negócio é um vídeo da Alice

Tipo no País das Maravilhas

Tem que ter pelo menos um patife

Além de umas boas armadilhas


Não esquece da Rainha de Copas

Ela paga de malandrona, mas mora numas palhoças

Que tal umas meninas bonitas, topas?

De repente, algumas delas de saltos e botas!


Um coelho é sempre legal, aquele, o apressado

De preferência, isso sim, todo bem estilizado

Uma bela festa do chá, com mesa e tudo

E todo mundo cantando, ninguém mudo


Mas nada de centrar num único mundo

O lance é fazer pelo menos dois cenários

Um na fantasia, o sonho/pesadelo mais profundo

O outro, na realidade, onde trinaremos como canários


Pode chamar mais gente, tem lugar de sobra

Um cenário verde, alguém falou num labirinto no centro?

Roupas moderninhas, uma casa onde eu não caiba dentro

Porque se eu conseguisse escapar, nunca faria uma obra

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O vencedor pode escolher entre os DVDs Something To Be Tour, de Rob Thomas, In New York, do Linkin Park, a trilha sonora do filme Aconteceu em Woodstock, trilha sonora do filme Runaways, En Concert, do Jack Johnson, e  Praise Me, do Tom Jones.