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Posts de março 2012

Férias

26 de março de 2012 0

Entro em férias de hoje até o dia 10 de abril. Postagens a cargo do sr. Fernando Corrêa e arredores.

Abraço!

Cante (com) Porto Alegre

26 de março de 2012 0

Hoje Porto Alegre comemora 240 anos. Eu sei que você, nativo, tem miliuma críticas sobre a cidade _ e a maior parte delas deve ter lá seu fundamento. Mas eu, que vim de vocês sabem de onde, ainda me encanto com a capital de vocês, viu? Tenho é até certa inveja de vocês poderem ter essa ligação singular e sincera de amor/ódio com seu berço. Isso é raro. Uma cidade com identidade. Uma cidade que permite criar vínculos.

Essa semana, fiz um levantamento com algumas músicas que carregam Porto Alegre no seu DNA. Me concentrei em memórias afetivas e nas dicas dos amigos de trabalho _ e tive que deixar de fora algumas que não tinham como colocar o áudio aqui. Dêem uma ouvida. A cidade é de vocês. E espero que um dia, seja minha também.

RAMILONGA (Vitor Ramil)

Sobrevôo os telhados da Bela Vista
Na Chácara das Pedras vou me perder
Noites no Rio Branco, tardes no Bom Fim
Nunca mais, nunca mais

DEU PRA TI (Kleiton & Kledir)

Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau

ANOITECEU EM PORTO ALEGRE (Engenheiros do Hawaii)

Recomeça tudo lá fora, neguinho da Zero Hora
Vende manchetes, quinze pras sete da manhã
Nada diferente, chegamos finalmente
Ao dia de amanhã em Porto Alegre

AMIGO PUNK (Graforréia Xilarmônica)

Pega a chinoca, monta no cavalo
E desbrava esta coxilha
Atravessa a Osvaldo Aranha
E entra no Parque Farroupilha

BERLIM, BOM FIM (Nei Lisboa)

Já vejo casas ocupadas
As portas desenhadas
No vergonhoso muro da Mauá
Os velhos nos cafés
O Bar João em plena Kriegstrasse
A saga violenta desse parque

JESUS VOLTARÁ (Wander Wildner)

Jesus Cristo vai voltar, Aleluia!
Em Porto Alegre ele vai morar, Aleluia!
As pessoas vão gostar, Aleluia!
Nossa vida vai melhorar, Aleluia!

PORTO ALEGRE (Fresno)

Faz frio em Porto Alegre toda noite
E de longe eu não posso te ver
Então me perco em pensamentos de um passado
Que há muito tempo eu quero esquecer

POA (Da Guedes)

Mais uma noite em Porto Alegre e tá tudo bem
O relógio tic-tac, a hora eu não sei
O cigarro na bagana, nem um marreco tem
Mas a cabeça na boa e o Hip Hop in the brain

PEGADAS (Bebeto Alves)

Nas pegadas das minhas botas
Trago as ruas de Porto Alegre
E na cidade dos meus versos
O sonho dos meus amigos

Cantando (e ouvindo) com o estômago

22 de março de 2012 0


Entre os muitos problemas que tenho, um deles é com cantoras. Falou em cantora eu já ouço a Marisa Monte ou a Mariah Carey trinando do meu lado. Sei e reconheço que são grandes intérpretes e donas de técnicas estupendas, mas vai fazer malabarismo vocal e pagar de diva na casa do carvalho, ok? Por isso ouço com satisfação cantoras despretensiosas e que cantam com o estômago ao invés da garganta. Que dão banana pra afinação e se preocupam mais com o drama. Mais blues, mais jazz e menos dessa MPB lacônica e reciclada que andou tomando conta do cenário.

Por isso não tenho problemas e fico muito feliz (e espantado) quando recebo da Sony Music o estupendo Big Brother and The Holding Company – Live at Carousel Ballroom 1968, lançado agora em CD. Para quem não está ligando uma coisa a outra, a Big Brother foi a banda que lançou Janis Joplin e ela simplesmente destrói (como de costume) nessa apresentação. Ao vivo. Sem cortes. Sem pós-produção. Retirado diretamente da mesa de som pilotada por Owsley “Bear” Stanley, figura chave da contra-cultura na São Francisco dos anos 1960.

Bear, para se ter uma ideia,  se tornou um dos mais conhecidos (e confiáveis) “cozinheiros” de LSD da época. Óbvio que acabou se juntando ao escritor Ken Kesey (Um Estranho no Ninho) e seus Merry Pranksters durante a turnê que levou música e doideira pelos EUA – leia mais sobre no excelente O Teste do Ácido do Refresco Elétrico, de Tom Wolfe. E no meio disso tudo ele foi engenheiro de som do Greaful Dead porque, bom, os shows dos Deads não eram só espetáculos de música. Eram celebrações de alta voltagem lisérgica e a música tinha papel fundamental na parada.

Daí que ele configurava os equipamentos de maneira a criar uma atmosfera única, que ajudava no “cozimento” das sensações do público _ já devidamente entupido de dietilamida do ácido lisérgico. O lance deu tão certo que ele começou a trabalhar nos shows de quase toda a cena hippie da região, incluíndo, claro, a Big Brother. No magnífico encarte deste Live at Carousel Ballroom 1968, além de fotos e textos sobre o show e o próprio Bear, tem até uma manual de como ouvir o disco da maneira como Stanley gostaria que fosse ouvido. O lançamento, aliás, é uma homenagem ao aniversário de um ano da morte dele, completada em 12 de março.

E o disco todo é classudíssimo. Janis está botando com as vísceras pra fora como de costume e a BB prova que é mais do que uma banda de apoio, principalmente quando recria clássicos como Summertime e Piece of My Heart e viaja grandiosa em Coo Coo, do baixista Peter Albin.

Fora a banda avisando os Hells Angels para tirarem suas motos da frente do teatro porque a polícia estava multando todo mundo. Coisas de disco ao vivo de verdade.

Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense abre para Roger Waters

16 de março de 2012 3


O Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense será a banda de abertura do show que Roger Waters fará na Capital no próximo dia 25. A banda tocará no imenso palco montado para a super produção The Wall, que o ex-Pink Floyd trará ao Brasil pela primeira vez.

O contraponto será no mínimo interessante: de um lado, o CBPA, que tem em sua gênese a simplicidade e do bluegrass, só usam instrumentos acústicos e fazem apresentações em qualquer lugar. Do outro, Waters e sua magnânima produção capaz de extinguir uma pequena civilização com sua eletricidade.

Escolha acertada.

Coisas que Porto Alegre fala

15 de março de 2012 5

Como estrangeiro, eu atesto: É TUDO VERDADE

Tentando entender a "cena" independente OU um papo com Knela

15 de março de 2012 4


Knela é o coração e cérebro (e pernas e braços) por trás do Locals Only. A iniciativa, claro, não carrega nenhuma novidade. É a mesma velha e insistente ideia de juntar bandas legais para tocar em algum lugar (qualquer lugar) em Porto Alegre e, com isso, fomentar algum tipo de cena. O que mudou foi o contexto. E o próprio Knela atesta: se entre o final dos anos 1990 e início dos 2000 botava-se fácil 300 entusiastas de música independente dentro do Garagem Hermética, hoje quem consegue juntar 100 cabeças está no lucro _ e não estamos falando de dinheiro, óbvio. O lucro, para qualquer um que trabalhe no subterrâneo, está mais ligado ao prazer de ver a coisa acontecer do que em recuperar o investimento. E é aí que entra o Locals Only.

Antes: Knela tem 33 anos e começou nessa aos 16 anos, descobriu o skate e, inevitavelmente, a música que emanava dos palcos que faziam a trilha sonora pros campeonatos que rolavam na Grande Porto Alegre. Montou uma banda e outra até se “fixar” na Wall Ride, que entre idas e vindas já soma 15 anos de atividade. Agora está montando outra, focada na mistura punk + hc + rock + metal.

Em 1999 decidiu que poderia contribuir ao invés de assistir (o que viraria seu lema, mas não agora) e trouxe o Negative Control, banda de hardcore de São Bernardo do Campo (SP). Tomou gosto pela coisa e decidiu montar um selo/produtora, o Overall. Através dele,  trouxe uma cacetada de bandas gringas a Porto Alegre, como Conquest for Death, Sin Orden e Cinder. Também lançou discos de outras tantas, um total de 13 bolachas de grupos brasileiros, argentinos, uruguaios, da Bélgica e até Japão.

E continuou a armar shows internacionais para meia dúzia até tomar um tufo que o fez (pensar em) desistir. Mas voltou atrás. Enxugou o máximo que pôde do que se pode ser enxugado e montou o Locals Only, uma noite no Entre Bar apenas com grupos de Porto Alegre (ou algo assim), tocando num horário decente e preços acessíveis. Todo o lucro _ este sim, financeiro _ seria investido no próximo evento. O primeiro deu certo e juntou quase 100 doidos e rendeu o suficiente para melhorar os equipamentos da casa. A expectativa é que o segundo round consiga pelo menos se manter.

Sim, Knela é um realista. Sabe que as coisas no underground porto-alegrense não vão melhorar da época em que ele era um guri fanático por Pantera e olhava com desconfiança para os pais e avós colecionadores de discos de samba. Hoje ele ouve samba (e muito) sem a menor ideia do que fazer para tirar a molecada de casa e arrastá-los para assistir a uma trinca de boas bandas independentes. Sim, público. Público é o que falta. Não há casa de show com palco alto, equipamento de ponta e cerveja gelada e barata que faça uma cena acontecer se não houver gente interessada.

O que mudou de 15, 20 anos pra cá que fez a audiência desse meio desabar foi o mesmo que ajudou ele a ganhar mais público: a internet. Uma cruel relação. Ao mesmo tempo que mais gente tem acesso a bandas independentes, menos gente comparece aos shows para vê-las ao vivo. Para Knela, a facilidade em se assistir a uma apresentação em um celular matou a necessidade de se deslocar até um inferninho. Sem necessidade, é preciso vontade para tirar o vivente do aconchego do lar. Daí que o povo que frenquentava os círculos indies (quando indie não era uma palavra tão ofensiva ou sequer existia) há 15, 20 anos hoje está na faixa dos 30 e poucos e prefere ficar em casa tentando encontrar a partícula de deus do que sair para ver e ouvir música. E a gurizada nova já viu o show pelo YouTube, baixou, ouviu e deletou o disco, ou seja, interesse zero.

É evidente que o público envelhece deixa de ir há shows desde que existem shows, mas para Knela, o que se observa é que a renovação hoje é menor. Bandas independentes continuam a interessar a gurizada, mas não a ponto de fomentar uma cena forte como a de antes. Por isso, espera que o Locals Only fidelize seu público pelo que tem de melhor: as bandas boas, o clima de festa de rock, a troca de informações e ideias e aquele merchandising básico das banquinhas. Dos músicos ele espera que não só toquem, mas também se engajem para a manutenção e, talvez, crescimento da audiência e aí, quem sabem, uma nova cena independente possa surgir em Porto Alegre.

A intenção existe. O trabalho também. Tá a fim?

Agendinha

15 de março de 2012 0

Fora da competição pelo grande público _ como há de convir para o cenário independente _, a iniciativa Locals Only faz neste domingo sua segunda edição. Como o próprio nome deixa claro, o evento é composto exclusivamente por bandas locais e com conhecimento de causa do cenário underground porto-alegrense. Dito isto, o Entre Bar, a simpática e aconchegante caixa de concreto encravada no número 340 da José do Patrocínio, receberá Walverdes, Badhoneys, Imorale e Lebra e a Euforia, para shows que rolam a partir das 18h. O ingresso custa R$ 10. Por isso chegue cedo e leve dinheiro trocado.

Rock esfogueteado, ressaquento, suado e com cheiro de cerveja é o que prometem os Galgos, que fazem show hoje no Eclipse Studio Bar (José do Patrocínio, 1.240) com os Hangovers. A festa, que ainda terá lançamento do clipe de Walking Miles, dos Galgos, está marcada para começar às 22h. Os ingressos custam R$ 10 até meia-noite e R$ 15 depois.
Confere a belezinha abaixo:

Domingo estreia a temporada 2012 da Noite Senhor F com a mesma pegada e proposta: três bandas de rock com sólido trabalho autoral, tocando dentro de um horário decente e com estrutura de primeira. Então neste domingo teremos Vera Loca, Sociedade Bico de Luz e Yanto Laitano fazendo o que sabem fazer de melhor, às 21h, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Os ingressos antecipados custam R$ 15. Na hora, saem por R$ 20.

Os Cartolas estão para lançar disco novo. E prometem entregar alguma coisa hoje, no Beco (Independência, 936), tocando junto com os amigos do Crocodilla, quem vieram de Curitiba para fritar os miolos em Porto Alegre. Antes e depois dos shows, discotecagens com os Wannabe Jalva. Ingressos a R$ 20 na hora.

Não vou explicar porque a festa deste sábado no Beco se chama McLovin. Vou só dizer que entre as atrações extra música estão Jagger-pong (?), pole dance, castelo pula-pula, piscina de bolinhas, Guitar Hero e Jelly Shots (??). Os ingressos custam R$ 25 na hora.

Respeitem meus cabelos brancos cherokees OU Mark Farner no Opinião

12 de março de 2012 0

Acho que foi no documentário Roger and Me que o Michael Moore diz que, do Estado do Michigan, só uma coisa havia feito sucesso fora de suas fronteiras: o Grand Funk Railroad. Ele, Michael Moore, deve ter sido a segunda coisa. Ou não. Não importa. O que importa é que o Grand Funk Railroad foi uma banda espetacular que nos anos 1970 cruzou, de maneira incisiva e aberta, o funk, o soul, o suíngue, com o rock ‘n’roll. Não existiria o Living Colour, o Faith No More, o Red Hot Chili Peppers ou o Infectious Grooves sem o Grand Funk Railroad. E hoje (ainda é domingo quando começo a escrever esse texto) seu vocalista, Mark Farner, se apresentou em Porto Alegre.

Em algum momento da minha vida eu topei com o Grand Funk Railroad. É o que costuma acontecer com quem começa a garimpar as grandes bandas de rock. Inevitavelmente você irá chegar ao GFR. Na casa da minha mãe, lá em Americana, ainda jazem os CDs do GFR que eu comprei em 2001 num sebo que provavelmente não existe mais. Cidade horrível, enfim. Mas o GFR era demais. É demais. E o Mark Farner de agora há pouco foi espetacular.

A música mais popular deles é We’re an American Band, que Farner manda logo de início. Ele não é um saudosista. Ele está no palco pra curtir. E o maior hit de sua banda é só um entre tantos que podem fazer sua fiel audiência feliz. E a audiência é do tipo que me deixa em casa. Porque eles são adultos. E tem barrigas de cerveja. Eles tem pêlos. São cabeludos. Ou barbudos. Ou os dois. Ou carecas e escanhoados por falta de opção (sacaram a falta de meio termo? é o que vai tornar minha analista milionária). De qualquer forma, ninguém ali é do tipo que perde tempo esculpindo o rosto. E há jeans. E camisetas surradas. E punhos crispados no ar. E alguma lágrimas sinceras.

Eu não sei o set list, mas sei, de memória afetiva, que ele não deixou nada de fora. Teve We’re An American Band, teve Some Kind Wonderful, teve The Loco-Motion (que eu particularmente acho palha) e, behemoth-me-acode, HEARTBREAKER. É provavelmente a balada que eu mais ouvi na minha horrenda e esquecível adolescência. Saquem a letra e tentem não me imaginar cantando ela, em pleno Opinião, com os olhos marejados e agarrado a um pilar:

Once I had a little girl, sometimes I think about her,
But, buddy, you know she’s not really there.
When memories do call, I just, I just can’t live without her
But tryin’ all the time is so hard to bear.

Heartbreaker, can’t take her,
Heartbreaker, bringing me down.
Heartbreaker, can’t take her,
Heartbreaker, bringing me down.

I don’t cry no more, I live while I’m flying,
But I’ll think back, and you can hear me say:

Heartbreaker, can’t take her,
Heartbreaker, bringing me down.
Heartbreaker, can’t take her,
Heartbreaker, bringing me down.

Pois é. E teve ainda Rock’n’Roll Soul, Bad Time e fechou com, acredito, I’m Your Captain. Farner conversou pouco e suficiente com o público. Tranquilo. Sua voz continua a mesma e sua postura no palco idem. É um guri, tanto faz se está abrindo para o Led Zeppelin ou tocando para tiozões em Porto Alegre. Ele realmente parece curtir cada momento. Especialmente quando vai para os teclados, tocar Mean Mistreater. Tá louco, é de destruir o vivente.

Só no power trio. Vez em quando entra um tiozão _ OUTRO! _ pra tocar teclado e cantar. Puro cabelo branco. E eu me lembro que já tenho longos fios brancos na minha barba vermelha. E na sobrancelha. Que coisa.

Os novos de Charlotte Gainsbourg e Goldfrapp

08 de março de 2012 0

Para Goldfrapp, a vida é um cupcake cremoso, fotografado com Instagram durante uma manhã ensolarada de primavera após uma chuvinha leve de madrugada e postado direto no Pinterest. Para Charlotte Gainsbourg, a vida apenas flutua no éter, sem composição sólida, apenas uma ideia a ser desenvolvida. Musas tarja-preta por excelência, as duas acabam de lançar discos que tem nos teclados oitentistas seu ponto de convergência, mas vão além _ e por isso merecem ser ouvidas (nem que seja uma única vez…).


A inglesa Goldfrapp está nessa há mais tempo. Desde 2000 ela dá voz aos delírios sintéticos de Will Gregory, estabelecendo-se como referência no synthpop _ Little Boots, La Roux e Ladyhawke não existiriam sem ela. Ou seja, se os anos 1980 insistem em não acabar, taí alguém que você pode culpar. E para celebrar 12 anos de estrada, ela lança agora sua primeira coletânea de singles, contendo ainda as inéditas Yellow Halo e Melancholy Sky. Com mais sombras que o habitual, acabam deslocadas dentro do repertório solar do disco, composto de delícias de pista bem conhecidas como Train, Oh La La e Rocket.


Charlotte Gainsbourg entrou em estúdio pra valer em 2006 com 5:55. Agora lança Stage Whisper, álbum dividido em duas partes: na primeira parte, foram organizadas faixas que não entraram em IRM (2009), discaço produzido por Beck e que cruza baixo com bateria eletrônica como se tivessem nascidos um para o outro. Destaque para Paradisco e Anna.

A segunda parte é toda ao vivo, registrada durante a turnê europeia de Charlotte em 2010 onde o som orgânico predominou sobre o eletrônico. São 10 números com canções escritas pelo parceiro Jarvis Cocker para 5:55 (especial atenção para The Operation e AF607105), algumas de Beck (a emblemática Heaven Can Wait e Trick Pony, incluída na trilha do game Fifa 2011) e uma versão doida de bonita de Just Like a Woman, de Bob Dylan.

Focus em Porto Alegre. Você quer? Então mete a mão no bolso!

07 de março de 2012 0

Banda conhecida dentro do círculo do rock progressivo, a holandesa Focus começa turnê pelo Brasil no dia 9 de março. O grupo vem trazer o show que comemora os 40 anos do disco Moving Waves _ álbum que contém a faixa mais conhecida do trupe, a animada Hocus Pocus.

Vou confessar que ouvia muito essa música quando era um rapaz atlético, que acordava à 7h para buscar pão e, para aliviar o impacto, deixava o celular na saudosa (mas enjoativa, porque nada nesse mundo é perfeito) Kiss FM. Eles tocavam Hocus Pocus dia sim, dia não, e era sempre bom.

Agora, os fãs poderão ver os tiozinhos tocando ao vivo o Moving Waves na íntegra em Porto Alegre. Mas antes será preciso um pouco de esforço coletivo, já que os holandeses só virão se a cota no site de crowdfunding Ativa Aí fora atingida. É isso mesmo, bora tirar o escorpião do bolso.

O prazo é até o dia 12 de março, mais conhecido como segunda-feira que vem.