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Posts de abril 2012

Indie rock colaborativo

30 de abril de 2012 0

Evento de proporções indiescutíveis em Porto Alegre no último sábado: a revelação do indierock de pista Wannabe Jalva e os antigos animadores de inferninhos Stratopumas se apresentaram em sequência no espaço de trabalho colaborativo Nós Coworking.

A Wannabe Jalva levou sintetizadores e groove com justeza e pressão de quem tem tocado direto e espalhado seu som aos quatro ventos. A Stratopumas levou sua apropriação porto-alegrense do rock alternativo noventista, com a energia guardada desde a pausa iniciada em 2008. Cada uma emocionou seus respectivos apreciadores, e rolou "contágio colaborativo", conversa fiada e brodagem, facilitadas pelo ambiente acolhedor, a técnica de som bem feita e a cerveja boa. Todo mundo fez sua parte, todo mundo saiu feliz da vida.

Os shows no Nós têm mais a ver com um cenário idealizado de shows no Exterior do que com os inferninhos em que a Stratopumas se acostumou a executar sets de crueza compulsória. Tudo muito clean, iluminado, com internet liberada pra que ninguém perca um clique no Instagram. Justo: se vivemos o presente, que o vivamos em sua plenitude.

Assistir aos covers de Hendrix – da Jalva – e Buzzcocks – da Pumas – em um local tão limpinho e colaborativo nos diz algo sobre a maneira como hoje em dia consumimos mesmo o rock mais visceral. Mas, estando lá, melhor é ouvir o som.

Noite Senhor F em três motivos

26 de abril de 2012 2

Vitrine consolidada da produção pop do Rio Grande do Sul, a Noite Senhor F faz, neste domingo, uma de suas edições mais interessantes. No palco do Opinião (José do Patrocínio, 834), vão se apresentar três boas cabeças que pensam, cada um a sua maneira, novos caminhos para a música feita nos pampas _ e com passagens compradas para sair deles.

A caçula desse trio é a cantora Vaness, de Canoas. Nem bem entrou nos 20 e poucos anos e já compõe suas próprias canções _ todas em inglês _ e teve uma delas, I Don't Belong Here, selecionada para o filme Insônia, do diretor Beto Souza. A inspiração é no pop rock britânico dos anos 1990, de KT Tunstall a Coldplay _ mas o que sai do violão e boca de Vaness é a promessa de quem só precisa de um pouco mais de estrada para ir muito além. Seu primeiro disco está prometido para este ano ainda, mas uma amostra pode ser ouvida aqui.

Gabi Lima, a Gru, é promessa que virou realidade há muito tempo. Se ao invés de Pelotas ela tivesse nascido no Minnesota, estaria fácil agora em alguma trilha sonora de seriado indie e seria agora completamente inacessível. Mas ela calhou de vir parar em Porto Alegre, ouviu Buffalo Tom e Neko Case até cansar e agora se apresentará ao lado do guitarrista e parceiro John Ulhoa, do Pato Fu, com quem trabalha no seu segundo disco. Algumas podem ser ouvidas aqui.

Lucas Silveira, que fecha o programa, dispensa apresentações. É o cérebro e coração por trás da Fresno, mas vem para a Noite Senhor F com um dos seus vários projetos paralelos, o Visconde. Nele, Lucas assume um lado ainda mais melancólico e sombrio de sua persona, incorporando elementos eletrônicos para compor pequenas e doloridas histórias de amor. Ouça algumas aqui.

O novo do Emicida

25 de abril de 2012 0

Saiu hoje o clipe de uma música nova do Emicida. A música se chama Zica, Vai Lá... e tem o Neymar no clipe como um mestre de artes marciais. Também faz referência a uma cena clássica do não menos clássico O Grande Dragão Branco (Bloodsport, 1988, Jean-Claude Van Damme galeto e tal). Segue abaixo a obra:

O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi a letra. Eu nunca tinha notado tantas referência de cultura pop contemporâneas como aqui.

Acompanhem:

1) Citação de blockbuster baseado numa linha de brinquedos dos anos 1980.

Contar glória sem par, tá ligado?
Vermes, lembram transformers, a vingança dos derrotados

2) Citação de fetiche tecnológico

Eles tocam nos ipods? Eu toco nos corações
Maloqueiro perdido no lodo

3) Rima de um filme ruim de 2011 protagonizado por um antigo astro com um instrumento de medição dentro de uma rede social

Meu ritual, sem anthony hopkins
Sou da norte, mas é mais fácil me ver nos trending topics

4) Citação de quinquilharia tecnológica

Tô tão bem nas esquina que a Intel patrocina
E nem sei o que tem haver processador e rima

5) Citação de ídolo nacional de um novo esporte que querem de todo jeito popularizar no Brasil

Tipo as Br, solo nacional
Anderson Silva, eles mosca, chego e plau!

6) Citação de ídolo do futebol

Ousar, Neymar, vou pra reinar

É como se Emicida soubesse exatamente o seu perfil de público e, principal, seus hábitos de consumo. Pra mim, que cresci ouvindo o discurso áspero e virulento dos Racionais MC's, é uma mudança significativa dentro do rap. Pode ser uma maneira de se infiltrar, mas desconfio do preço que será preciso pagar.


Feistodon OU me dá um trocado, tio?

20 de abril de 2012 0

Juro que não estou sendo mal humorado ou chato. Na verdade, esse Feistodon é só o próximo passo em direção ao grande tudo ou nada que está virando a música. Vai ser bom? Vai ser ruim? Alguém realmente se importa?

Feist é uma cantora indie com zero de importância e carisma, uma sub-PJ Harvey com potencial para lançar 32 discos diferentes por ano e todos eles ganharem as mesmas resenhas soporíferas _ tal qual a sua música. O Mastodon galgou do underground ao mainstream do metal como um Kratos furioso subindo do Tártaro em direção a Zeus. Sua música mudou pouco nesse ínterim, mas há muito sabemos que não existe almoço grátis. Para "chegar lá", é preciso fazer concessões.

E não estamos falando de tomar banho e cortar o cabelo. Estamos falando de ir tocar num programa de TV popular onde desfila o top 10 das paradas de sucesso do hemisfério norte, o Later With Jools Holland. E lá foi o Mastodon. E lá estava Feist. E lá pintou, "depois de conversas de bastidores", a ideia de um gravar uma canção do outro.

O resultado é 1) a capa de disco mais feia do ano:

2) duas releituras dispensáveis:

Feist, em sua insignificância, conseguiu o que queria, que é mais uns minutinhos de publicidade gratuita por conta da "excentricidade" de ter uma canção sua gravada por uma banda de heavy metal. E o Mastodon, em sua gana por alcançar uma audiência maior, pode ser afagado por mais mãozinhas, já que topou ter uma canção sua gravada por uma cantora indie.

Quer dizer, todo mundo ganha. Só que ao contrário.

Parem de lançar CDs!

19 de abril de 2012 0


Banda grava três músicas e faz um vídeo para uma delas. O clipe viraliza, e a banda começa a ser comentada nas redes sociais. Banda cai nas graças de algum jornalista figurão, que garante ser ela a salvadora do rock (ou os novos Strokes, dá no mesmo atualmente). Banda nem bem lança um disco e vai parar na capa de revistas especializadas, ganha cotação máxima em blogs badalados, é indicada aos prêmios mais importantes e forma o line-up de festivais monstruosos. Um ano depois, quando outro grupo já tomou seu lugar na esteira do hype, o CD da banda é lançado no Brasil. Pergunta: por quê?

No caso dos Vaccines, cuja história é bem próxima da descrita acima, a resposta é que eles estão em turnê no país. Depois de abandonarem o line-up do Planeta Terra no ano passado, vêm para shows esta semana no Rio e São Paulo. Por isso, a gravadora decidiu aproveitar a efeméride para tentar faturar um troco botando no mercado o debut da banda, What Did You Expect From the Vaccines?.

Eu nunca tinha ouvido o disco todo deles antes e, ouvindo agora, concluo que não perdi nada. É música recauchutada, sem personalidade alguma, feita para comercial de celular. Se fizerem um show hoje em Porto Alegre não juntam 200 cabeças _ contando com os barmen, bilheteiro, seguranças e pessoal da limpeza.

Mas há outros exemplos que nem a desculpa de uma excursão serve para a prensagem de um milheiro de disquinhos. Beirut e Broken Social Scene podem ser incluídos nessa leva de faísca atrasada, o que me leva a ponderar sobre a razão do lançamento de mídia física para determinadas bandas.

Eu não sei quanto custa para uma grande gravadora lançar um disco, mas não é de graça. E no caso de grupos indies, que formam seu público predominantemente pela internet, o retorno do lançamento de um disco físico não deve ser dos maiores. Com sorte, paga o frete. Então, qual a razão de botar nas lojas um produto com prazo de validade vencido, ultrapassado, em franca e notória decadência?

Eu não sei. O que sei é que, na alvorada da indústria musical, ter um LP era a prova da existência de uma banda. Era o que chancelava sua importância _ mesmo que não tivesse uma. Agora, é puro desperdício de dinheiro. Além de tomar espaço na minha mesa.

Iggy Azalea e um guilty pleasure

17 de abril de 2012 0

Um dos maiores guilty pleasures que tenho são mulheres rappers. Mas dessas que se esforçam pacas para serem exatamente iguais aos caras do meio. Cantam as mesmas coisas, mesmas gírias, mesmos gestos, mesmo repertório de impropérios, mesma verve machista e sexista, mesmos excessos travestidos de atitude, enfim. Deve ser pela total inadequação ao meio que o lance todo significa que eu não consigo passar batido por uma delas quando vejo um vídeo. Assisto mais de uma vez, até.

É um guilty pleasure tipo acidente de trânsito na rodovia: você sabe que a coisa é feia, sabe que não deve perder seu tempo com aquilo, mas mesmo assim diminui a velocidade para dar uma espiada. Incontrolável, por assim dizer.

E o exemplar dessa semana é novinho. Iggy Azalea. Uma louraça australiana que, de boca fechada, poderia fazer picadinho em qualquer passarela de fashion week, mas decidiu ser rapper. E rapper mesmo, do tipo gangsta, com toda marra, badulaques e boca suja que o gênero exige _ embora tenha mantido a pinta e pompa de modelete.


No final do ano passado ela lançou dois singles com seus respectivos vídeos. Um deles é esse aí abaixo, My World:

O outro é Pu$$y, que você pode ter o deleite de assistir a seguir. Pussy, aliás, é uma obsessão de Iggy Azelea, como dá para perceber neste outro vídeo aqui que não postarei porque este é um blog que minha mãe costuma visitar e não quero problemas no meu testamento.

O disco inteiro ela promete para ainda este semestre e deverá se chamar The New Classic. Mas até lá, a fila já deverá ter andado.

Badhoneys com Motherf*****

13 de abril de 2012 2

Saiu o novo clipe dos queridinhos do mal.

Saquem:

Bala.

Black Black Black

13 de abril de 2012 0

"I say never be complete, I say stop being perfect, I say let... lets evolve, let the chips fall where they may"
Tyler Durden

Me deparei esta semana com o Black Black Black. Banda tão nova que nem o Google quase sabe da existência dela (joga o nome deles e tente se livrar das referências a Amy Winehouse pra começar...). Vou quebrar o galho e passar o Bandcamp, que libera o disco recém-lançado completo para audição. Eu estou ouvindo sem para há uns três dias e sempre tenho uma opinião diferente _ nunca, no entanto, negativa. É que o BBB é matreiro. E vou tentar explicar a razão.

A banda é um quarteto de Ohio exilado em Nova York que paga tributo a outro quarteto de exilados, o Black Sabbath. Começa pelo roubo óbvio do primeiro nome multiplicado por três e a fonte tungada do Master of Reality, mas segue diluído pela atmosfera soturna, o instrumental pesado puxando pro doom (o baixo marchando à frente, quase sempre) e as letras esotéricas/diabólicas/psicóticas. O BBB celebra o lado escuro da vida bebendo inicialmente dos caras que deram o formato final a isso tudo, mas seu diferencial é não parar por aí. Os Blacks vão cruzando subgêneros e influências que tornam seu disco coerente sem parecer que estão fazendo a mesma música dividida em 12 faixas.

Começa com Pentagram On, faixa que abre o disco depois da vinheta. É puro Queens of the Stone Age com espaço para o baixo comer solito. A seguir, Wisdom, Knowledge & Fucked coloca todo mundo num nave pós-punk direto para a dimensão de Cthulhu. É outra pilha, viagem de 6 minutos, mas ainda estamos dentro da mesma atmosfera, musical e estética. O instrumental vai se dissolvendo até sobrar só a batera.

Light Light Light engana tranquila nos primeiros segundo para rugir em seguida em levada e distorções industriais, interrompidas apenas para os lamentos rápidos do vocalista Jason Alexander Byers _ que canta/declama muito parecido com Jonathan Davis, do Korn. Mishandled Cult Funds segue nessa mesma pegada, alternando espaço entre uma cacetada e outra.

Aí vem Redeath e joga tudo pro hardcore. 1:23 de baixo e guitarras apostando corrida contra a luz _ e ganhando. Acaba e Fever Is Law surge como a visão de uma nuvem de gafanhotos se aproximando, escura e com o único propósito de devorar tudo que encontrar no seu caminho e... erram. Parecem que ficam com medo de avançar no ataque e se atêm ao que já fizeram no bloco anterior. É bom, mas poderia ser melhor. Doom universitário, véi?

Punk noise em Soar Like A Spider para dar uma animada. Imagino que ao vivo, mais acelerada, deve soar tipo um hino para levantar os copos de cerva, beber numa golada e partir pro pogo tipo 1, 2, 3 e VAI! Uma das melhores do disco. Curta e grossa e em três andamentos. Diferente de Lexipro Devil, com guitarronas duelando com pandeiros meia-lua e clima oriental. Mesmo com toda muralha de distorções, dá para distinguir claramente cada instrumento _ mas 5 minutos e meio de arrastar de correntes é muito, BBB...

O fecho é com um solo de bateria _ ok, ok... _ e uma música de amor invertida, Son Of Bad, que consegue inserir melodia quase pop, meio doce até, no meio da motosserra que eles chamam de guitarra e da bateria que mais parece uma prensa hidráulica. Stonerzão pra fechar a conta e botar entre os meus preferidos da estação.

Ruído e melodia em 13 lições

13 de abril de 2012 0


Thurston Moore no Opinião em 11 de abril de 2012. Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS



Thurston Moore explorou o barulho como poucos. Ao longo de três décadas, o Sonic Youth desconstruiu e construiu novamente a música pop – renomeada "rock alternativo" –, experimentou com pedais de efeitos e com afinações inusitadas, em uma espécie de artesania do ruído. Agora, quando nenhuma música pop "sai de fábrica" sem uma boa dose de pasteurização digital, Moore se entrega ao violão como possibilidade quase primal de expressar suas ideias. Pelo menos era o que eu pensava ao ouvir o álbum acústico Demolished Thoughts, seu último rebento e razão de sua vinda ao Brasil.

O que se viu no Opinião na noite de quarta-feira foi o ex-guitarrista e vocalista do Sonic Youth entre um flerte fatal com o violão e recaídas intensas com a guitarra. Desde o ano passado separado de Kim Gordon, com quem dividiu palco e cama por 27 anos, Moore parece ter preenchido todas as estruturas solidificadas do amor pela ex-mulher com mais música e ruído.

A irreverência quase petulante com que regeu seus seguidores — não mais de 300 deles — no Opinião é como a contrapartida necessária à entrega indefesa com que ele mesmo esteve presente, a tocar seus instrumentos — fosse a inseparável Fender Jazzmaster, fosse o violão de doze cordas com o qual gravou boa parte de Demolished Thoughts.

Canções como "Blood Never Lies" e "In Silver Rain With a Paper Key" são puro folk, "Circulation" até parece Sonic Youth levezinho. Nada sugeriria que o show de Moore seria tão barulhento e avassalador. Ao longo de 13 músicas em quase duas horas, o guitarrista e sua banda — a violinista Samara Lubelski, o guitarrista Keith Wood e o baterista John Moloney — fizeram música sexual. Como na variação carnal da prática, oscilaram entre melodia e ruído, que eclodia em jams embasbacantes ao fim de uma ou outra canção, como orgasmos incontroláveis.

A velhice sinfônica de Thurston Moore é como sua juventude sônica. Ao acumular 53 anos de experiência, parece que ele resolveu voltar aos 18. Usa a guitarra e o violão com os mesmos propósitos, as mesmas afinações não convencionais. O violino de Samara faz as vezes de uma terceira guitarra que, dada a herança experimental do SY, pode assumir o papel de violino, de guitarra ou de grunhido.

Mas toda polivalência parece perder a importância quando Thurston canta sobre amor e sangue, dedilha a uma melodia compreensível que sugere, "ok, estamos em terreno seguro". Até que ele mergulha no caos purgatório de mais uma jam ensandecida, e a plateia vai junto, voltando à superfície só para respirar.

Rock castelhano no Opinião

12 de abril de 2012 0


Os uruguaios do No Te Va Gustar voltam ao palco do Opinião nesta quinta-feira, às 23h, para o primeiro show na Capital desde 2009. Desta vez, apresentam o disco Por Lo Menos Hoy (2010), que chega ao Brasil pela Ímã Records, com distribuição da Acit.

_ Mas vamos tocar um pouco de cada disco, o que as pessoas quiserem escutar, as canções mais representativas de nossa carreira _ garante o vocalista Emiliano Brancciari.

Publico, dobradinha de CD e DVD lançada neste ano, que registra o show de Por Lo Menos Hoy em Montevidéu e em quatro apresentações lotadas no Luna Park, em Buenos Aires, traduz a importância do NTVG para o rock latino. É uma das raras bandas uruguaias a romper a barreira invisível que nos separa de nossos vizinhos platinos. Antes disso, cruzou o também difícil de transpor Rio da Prata e se tornou um expoente do rock na Argentina. Pode-se dizer que Jorge Drexler ou Los Shakers fizeram o mesmo no século passado _ o que apenas reforça a constatação: trata-se de uma tarefa para poucos.

Ao longo de seis álbuns, o NTVG foi dando o ponto à sua mistura. O que inicialmente era rock de influência britânica incorporou ska e reggae, ganhou a adição de ritmos folclóricos como o candombe e a murga uruguaia e se foi embrenhando, disco a disco, ora pela via roqueira, ora pelo folk latino. Por Lo Menos Hoy concentra um pouco de tudo: faixas leves e ensolaradas como o hit Chau _ que concorreu ao Grammy Latino em 2011 _ ao lado de rocks enérgicos como Con Lo Vento, em que o naipe de sopros lembra o ska de pegada punk feito na Califórnia.

_ Somos nove músicos com motivações distintas, e a banda não se fecha a praticamente nada _ afirma Emiliano.

A labuta pela manutenção do sucesso não apenas artístico, mas comercial, impacta de forma perceptível o som da superbanda. À medida que a NTVG se consolida como "grande nome do pop rock latino", mais a promessa de rock urgente tem de conviver com a produção pop _ o que desagrada a alguns fãs das antigas, mas atrai outros tantos.

A abertura do show de hoje ficará por conta do também uruguaio Federico Lima que, sob a alcunha Socio, apresenta composições que têm um tanto em comum com o No Te Va Gustar, com um pé no hip hop.