
Coisa boa um synthpop de vez em quando né? Eu uso bastante como música ambiente (não confundir com ambient, por favor), pra desbaratinar ou baixar a adrenalina depois de um fechamento de caderno complicado. Essa semana tá rolando direto a Marina and the Diamonds, vocês conhecem?
Ela acabou de lançar Electra Heart, disco com 12 faixas que mais parecem uma só. É sério. Hoje mesmo estava ouvindo a segunda faixa, a deliciosa Primadonna, quando resolvi ir no bar da redação buscar um café. Quando voltei a colocar os fones no ouvido, achei que o CD tinha enroscado, mas na verdade estava na igualmente deliciosa Living Dead, que é a oitava faixa.
Não que isso seja ruim, porque a Marina canta pacas. É uma mistura de Gwen Stefani com Florence Welch numa base da Little Boots, saca? Baita vozeirão, embora não seja fácil discernir o quanto é ela e o quanto é pro tools na maçaroca de sintetizador das faixas. Se bem que dá pra tirar uma provinha botando com esse dois vídeos de Primadonna.
Primadonna em versão elétrica:
Primadonna em versão acústica:
É, rola um pouco de contorcionismo vocal que às vezes irrita, mas no geral é divertido. E tem punch, tem pegada, zero de mela cueca. Fora que ela também escreve uma letras bem decentezinhas, tipo Teen Idle. Diz a Marina:
I wanna be a virgin pure
A 21st century whore
I want back my virginity, so I can feel infinity
Nessa linha. Se interessar, dá pra acessar o completíssimo canal do YouTube dela ou o site oficial. É isso.




Comentários