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Posts na categoria "bobagem"

25 anos do clássico "O Predador"

10 de dezembro de 2012 1


Sim, você não fazia ideia, mas este ano O Predador completou 25 anos. Ou seja, há 25 anos que o segundo monstro matador de humanos mais cheio de chinfra do cinema _ mas o primeiro no quesito PENTEADO _ ganhava as telas do mundo e o coração de quem é chegado num filme de ação típico dos anos 1980, ou seja, cheio de frases de efeito, interpretações canastronas, porrada comendo solta e o mocinho vencendo no final.

Mas o que faz de O Predador um filme tão especial para merecer alguma deferência em suas bodas de prata? Segundo meus colegas amantes de filmes iranianos da editoria _ e que podem ser lidos no excelente blog Cineclube _ ele não merece NADA além de um post no Remix. Pois bem, então aqui estamos nós para fazer a nossa parte antes que o ano acabe e o monstrengo volte ao seu injusto ostracismo.

E injusto por que? Porque O Predador _ e estamos falando aqui somento do filme original, de 1987, protagonizado por Arnold Schwarzenegger, e talvez, no máximo, do segundo, de 1990, com Danny Glover e o insuperável Gary Busey _ é uma parada cheia de highlights interessantíssimos! Alguns vão muito além dos clichês de filmes de ação oitentistas _ embora, em suma, se trate tão somente disso...

(Ah, sim, não vamos contar a história do filme. Esse post se destina a quem já conhece a bagaça. Se você não sabe do que se trata, dê seus pulos, porque eu não tenho filho desse tamanho)

Um das melhores histórias de bastidores d'O Predador inclui a participação do então desconhecido Jean-Claude Van Damme. Um ano antes de dar seu primeiro grande passo como astro do cinema de ação em O Grande Dragão Branco, o ator belga foi escalado para ser o próprio predador. Chegou, inclusive, a fazer testes vestindo a primeira versão da carcaça do monstrengo alienígena e, depois, usando uma versão para aplicação de efeitos especiais do traje final.

Nesse trecho do documentário If It Bleeds, We Can Kill It _ que narra os bastidores da filmagem e tem como título uma das melhores frases do longa _ a história é toda explicada:

Mas tem mais.

- O Predador é o único filme de onde saíram DOIS governadores de Estado norte-americanos. O primeiro, óbvio, é Schwarzenegger, que ficou à frente do governo da California em 2003. O outro é Jesse Ventura, que além de ser ex-participante de luta livre, assumiu como governador de Minnesota em 1998.

- Mas houve quem se deu bem dentro da área de cinema. Shane Black, que faz um papel praticamente de figuração como soldado Hawkins, escreveu os quatro filmes da série Máquina Mortífera (e prepara agora o quinto!) e agora vai dirigir nada menos que Homem de Ferro 3, uma das grandes apostas de faturamento de 2013.

- A trilha sonora poderia ficar só na única música presente no filme, que é Long Tall Sally, cantada por Little Richard enquanto os caras se preparam para saltar rumo à morte certa. Mas tem ainda a trilha composta pelo mestre Alan Silvestri, cheia de tambores macabros e cornetas angustiantes. Bica:

- No mais, O Predador ainda tem o diálogo que, na minha opinião, resume o bom cinema hollywoodiano de ação oitentista. Em determinada cena, a garota miliciana capturada pelos soldados é interrogada depois que mais um deles é morto pelo alienígena, enquanto ela tentava fugir. Em choque, ela diz:

_  Ele muda de cor, como um camaleão.

No que é questionada pelo soldado vivido por  Carl Weathers, o eterno Apollo Doutrinador de Rocky:

_ Você está me dizendo que Blain e Hawkins foram mortos por um maldito lagarto?

P-E-R-F-E-I-T-O! Nada _ repito, nada _ mais Hollywood dos anos Reagan do que isso. Enquanto alguém tenta achar alguma explicação para o que não se sabe, um outro chega e dá nos dedos da maneira mais estúpida possível, encerrando a discussão. Dá quase pra ouvir o roteirista relinchando, de tão brilhante que é a passagem.

E pensar que ainda ficaram cenas de fora, como esse close na bunda do Schwarzenegger se arrastando no meio da mata (deixado de fora a pedido do próprio ator, o que é compreensível):



Quando rockers precisam pagar as contas OU pela criação do bolsa dignidade

22 de novembro de 2012 0

Todo mundo tem conta pra pagar, seja você jornalista brasileiro, seja você um astro do rock. O que varia, além da quantidade de dígitos, é de quanta dignidade você disposto a abrir mão para não incluírem seu nome no SPC. No meu caso, o máximo que me permito é pedir uns pila emprestados pro meu irmão mais novo.

Mas há quem tenha contas maiores que as minhas, tipo o:

JIMMY PAGE

Não bastou topar participar da trilha sonora do horrendo Godzilla (1998). Precisava chamar o rapper então conhecido como Puff Daddy para trucidar o clássico Kashmir, com direito a orquestra e tudo.

PETER CRISS

Você é o baterista qualquer nota de uma banda de brinquedo. Daí te expulsam porque você é muito doidão e tal. Você amarga um tempo na miséria, falando e escutando todo tipo de besteira dos antigos companheiros, mas quando te chamam pra fazer uma ponta num projeto acústico, você não só topa, como fica abanando o rabo pros caras que, visivelmente, não estão te dando a mínima. Pior do que isso, só aceitar voltar pra banda para, logo em seguida, tomar outro pé na bunda.

BRIAN MAY e ROGER TAYLOR

Se liberar um clássico para ser usado em propaganda de mau gosto já é ruim, o que dirá participar da indiada? Pois Brian May e Roger Taylor, respectivamente guitarrista e baterista do Queen, não só permitiram que Beyoncé, Pink e Britney Spears "cantassem" We Will Rock You num comercial da Pepsi como também vestiram togas para fazer figuração na bagaça (é rápido, mas tá lá no 1:45).

OZZY OSBOURNE

Se tem uma coisa que ninguém pode negar a respeito de Ozzy é seu esforço para ser um bom pai. Pegar uma balada do quilate de Changes e triturar sua letra apenas para agradar a filha está além da minha compreensão. Por isso, mesmo que não tenha sido por grana, merece estar aqui.

Quando o cérebro boceja

17 de outubro de 2012 0

Certa vez, há muito tempo, li um sujeito reclamando que as críticas negativas que o seu disco havia recebido eram derivadas da má audição feita pelos jornalistas. Segundo ele, os críticos não souberam ouvir sua música de maneira adequada, foram relapsos e cheio de má vontade.

Bom, artista reclamão é mato. E eu, durante muito tempo, adotei o teste da esteira para saber o quanto de um determinado disco eu deveria ouvir. Funcionava assim: passava três ou quatro músicas de um álbum pro meu celular e ia para a academia, montava na esteira e apertava o play. Se eu continuasse a prestar atenção no conteúdo depois que o esforço físico começasse a cobrar seu preço, as chances de ir adiante eram grandes.

Porque, pra mim, a música precisa funcionar na adversidade. Precisa resistir às intempéries, tem que se manter presente, exigir seu espaço, continuar a me dizer alguma coisa mesmo que o meu corpo seja contra. Música feita para ser ouvida no conforto do lar, de banho tomado, pantufas e cálice de xerez preso entre o polegar e o indicador não me serve. Sei que serve pra muita gente, mas pra mim, não.

Embora, no começo, tenha me preocupado, achando até que sofria de um misto de TDAH (Transtorno de Déficite de Atenção e Hiperatividade) com dislexia, que me impediam de continuar focado em determinados discos, livros e filmes. Mas, com o tempo, percebi que era só o meu cérebro bocejando, entediado por continuar a praticar suas sinapses por algo tão chato e irrelevante. Aprendi a respeitar a vontade da minha massa cinzenta e, bom, tenho mais qualidade de vida.

Mas tive que parar com o teste da esteira depois de um acidente sério. Imprudente, levei um disco do Killers para fazer o teste. Resultado: dormi em plena esteira e dei com o nariz no painel do aparelho. Bem feito.

Ah, o K-pop...

01 de agosto de 2012 1


Manjo lhufas de k-pop. Na real, o pouco que entendo de cultura pop oriental me diz que, para os caras que fazem e consomem localmente, não há nada de anormal ou inquietante. É só o oriente que, de tempos em tempos, descobre que o outro lado do mapa mundi também existe e aí fica soltando fogos de artifício. "Uau, olha que doideira", "nossa, que bandelôco", "ah, esse pessoal de olho puxado é completamente surtado". É assim com o cinema, com a literatura, com a moda, então não seria diferente com a música.

Porque olha só esse sujeito, o PSY. Ele é uma estrela da música pop na Coreia do Sul, está lançando agora seu sexto disco e fez inclusive a trilha sonora do vídeo para promover o país dele nas Olimpíadas. Na lista de mais bem sucedidos de K-pop da Billboard ele tá no topo com a faixa Gangnam Style.

Apreciem, vale a pena:

E agora me digam: qual a diferença do PSY para qualquer LMFAO ou 3OH!3 norte-americano? Tirando a descendência e uma certa ambiguidade sexual que os norte-americanos se pelam só em pensar a respeito, tá lá a música ruim, o mau gosto por roupas, um monte de gostosas rebolando, carrões, ostentação, letra sexista (confira em inglês aqui) e, claro, muita marra artificial.

Quer dizer, tá tudo certo _ ou errado _ com o K-pop. E o mundo continua a girar...

Os nazistas lunáticos de "Iron Sky"

17 de julho de 2012 0


Se os nazistas não tivessem realmente existido, alguém os teria inventado. E, por favor, não interpretem errado essa frase. Estou falando no estrito sentido figurado da coisa. No sentido de serem os personagens perfeitos para qualquer situação, as mais absurdas. E no caso de Iron Sky... bom, me acompanhem.

No final da Segunda Guerra Mundial, com Hitler morto e a Alemanha prestes a tomar um tufo dos aliados, um grupo de nazistas decide se refugiar na Lua. Mais precisamente no Lado Escuro da Lua. Daí eles ficam lá até que, em 2018, uma missão da Terra pousa no satélite e dá a eles a oportunidade que tanto esperavam: invadir e conquistar a Terra!

Me diz: tem como um roteiro maravilhoso desses dar errado? Entenda, não existe nada impossível depois que você coloca uma base nazista na Lua construída com aquela visual dieselpunk maneiro, repleta de nazistóides caricatos planejando meter bala no Planeta Água com a Götterdämmerung, uma espaçonave do tamanho do Texas movida a iPhone e amparada por uma esquadra de zepelins que arremessam rochas lunares nos inimigos.

Tem, claro que tem.

Tem quando o diretor Timo Vuorensola (ninguém, não precisa procurar), que estava há SEIS ANOS tentando terminar essa pérola (a.k.a passando o chapéu), decide que pode dar um verniz ainda mais fanfarrão a sua obra apelando para aquele humor escrachado _ mas cheio de "verdades politicamente incorretas"_ que a gente gostava de ver em Corra Que a Polícia Vem Aí e Duro de Espiar.

Só que Vuorensola não tem um Leslie Nielsen na manga e tampouco noção de timing. Ele bota a Sarah Palin como presidente dos EUA se aliando aos nazis invasores para ajudá-la em sua campanha de reeleição _ que estava fracassando porque seu antigo slogan "Um negro na Lua? Yes, We Can" não surtira o efeito desejado, já que o astronauta negro enviado à rocha nunca retornou. Ele, na verdade, é feito prisioneiro e tornado branco por um cientista nazista lunático *risos*.

Mas daí que o jogo vira e os nazistas começam a invasão, destruindo Nova York (zzzzZZZZzzz). Sarah Palin vai até a ONU e bota sua marqueteira _ que já tivera seu momento no filme ao emular a cena do bunker de A Queda! (zzzzZZZzzzx2) _ num destroier espacial chamado George W. Bush (zzzZZZZzzzzzx89).

Enquanto o pau tora no espaço, na ONU os representantes dos outros países ficam prostitutos da cara porque os EUA mentiram sobre o que foram fazer na Lua: eles queriam um tal de Helium 3, um minério capaz de manter o país independente de energia por milanos. Daí começam a trocar sopapos e, bom, daí termina.

Em resumo, piadas velhas _ velhas do tipo comparar depilação íntima feminina com o bigode de Hitler, hihihi _ e saídas fáceis e bobalhonas para onde sequer deveria ter sido aberta uma entrada. Atuações inexistente. Falta de rumo. Falta de grana. Falta de alguém que obrigasse os caras a pararem no excelente teaser:

No fim das contas, pelo menos uma coisa se salva: Julia Dietze (ninguém, mas QUEM AQUI, A ESSA ALTURA, TÁ LIGANDO PRA CREDENCIAL, MEU AMIGO?)

Um pouco de música erudita, meu povo!

22 de junho de 2012 0

Sexta-feira, pessoal, SEXTA-FEIRA! Bora ouvir coisa boa? Música de qualidade, com a chancela dos grandes mestres da música clássica, que tal?

Elenquei abaixo trabalhos bem contemporâneos de três gigantes da música erudita mundial. Imortais que se notabilizaram por fazer obras gigantescas para orquestras, mas que tinham também um lado mais, digamos, pop.

Começamos com Wolfgang Amadeus Mozart:

Aposto que vocês não conheciam essa, hein? Agora, Chopin:

Coisa boa, né? Quem sabe um pouco de Johann Sebastian Bach, para dar um colorido especial:

É isso. Bom final de semana pra vocês.


Trilha sonora para o Dia dos Namorados

12 de junho de 2012 1

Oi. Você está namorando. Não importa se começou ontem ou em 1996. O negócio é que você está namorando. E hoje, meu amigo, minha amiga, hoje é Dia dos Namorados. Sim, essa data inventada pelo comércio pra arrancar o seu suado dinheirinho. Então, você pode escolher ignorar ela e trollar esse post OU fazer como 90% das pessoas e curtir esse dia, que é também o propósito deste post.

Começando de novo: o Remix preparou uma seleção de músicas para você, meu amigo, minha amiga, não fazer feio neste Dia dos Namorados. São trilhas sonoras para situações que podem ou não acontecer, mas VAI QUE ACONTEÇAM e aí você terá a música certa pra hora certa. Ou, pelo menos, algo muito próximo disso.

Vamos nessa?

ALMOÇO NA FIRMA
Vocês trabalham juntos. E o almoço vai ser no refeitório da empresa. Quer dizer, não dá para preparar nada, então o negócio é tornar a ocasião especial da maneira que der. E uma musiquinha é o que há, diz aí? Então, carregue In a Sentimental Mood, de Duke Ellington, no seu celular e deguste sua massa carbonara com suco de caju no copinho plástico com classe, estilo e romantismo.

ALMOÇO NO SHOPPING
Conseguiu dar uma escapa pra encontrar o cacho na praça de alimentação do shopping? Coisa boa! Só que tá rolando uma excursão de estudantes de Rolante. Seja gentil e compartilhe o fone de ouvido do seu tocador de mp3 preferido, dê play e voilá: veja o amor da sua vida derreter-se em sorrisos com I Wanna Be Your Boyfriend, dos Ramones. Não tem sanduíche ou PF que desça ruim com essa trilha delicinha.

ENCONTRO AO ACASO
"Sem querer" vocês se encontraram na portaria do prédio dele/dela. Daí que ainda há uns minutinhos antes da aula de inglês ou do ônibus que vai te levar de volta pro quartel chegar, então que tal falar sobre qualquer coisa ouvindo Friday, I'm in Love, do Cure? Óbvio que hoje não é sexta-feira, mas você está apaixonado, pombas! Aproveita e mostra pra pessoa ao seu lado que você é uma pessoa que ama independentemente do dia da semana. E tem um ótimo senso de humor também.

PAPO VAI, PAPO VEM...
Supondo que você seja maior de idade. E seja esperto/esperta e saiba o que quer, tenha tempo, confiança e esteja confortável suficientemente para propôr um joguinho para essa pessoal tão especial que você escolheu para repartir o dia de hoje. Peça para ele/ela dizer uma música de que goste muito. Não importa a resposta, porque a sua escolha vai ser I Like You So Much Better When You're Naked, da Aida Maria. Traduza se ele/ela não for um anglófono e aumente o volume _ ou vá para um lugar onde dê para aumentar o volume. Depois conta pra gente o que rolou (brincadeirinha, brincadeirinha...)

FIM DE TARDE NO POSSANTE
Estão lá vocês no carro, indo para algum lugar qualquer, apreciando aquele lusco-fusco bonitão. Bate aquela melancolia gostosa, aquela vontade de dizer o que não deve, um comichão de acreditar que aquele é o último momento de vocês juntos, drama queen total e ai... ai... ai tu bota Without You I'm Nothing, do Placebo. Ouve essas guitarras chorando pelos cantos, o Brian Molko só declamando e é preciso parar o carro na hora, se abraçar, olhar no fundo dos olhos um do outro e seja o que deus quiser. São 4:12, então aproveita!

JANTARZINHO ESPERTO
Vai cozinhar? Então não descuida da trilha sonora. Se for preparar algo mais elaborado que um cachorro-quente, deixa rolando Quelqu'un m'a dit, da Carla Bruni. Sim, você não manja nada de francês, mas dá uma olhada na quantidade de pontos que você vai marcar com essa faixa. A ex-primeira-dama da França bate um bolão, companheiro/companheira, não ignora ela, não.

A SOBREMESA É O QUE INTERESSA
Ok, ok, o negócio já tá acertado e a ceia vai ser só desculpa pra abrir os presentes. Então engole logo esse xis e deixe que Dave Coverdale, o rei dos canastras, inventor do rock para corações desesperados, dê o recado com Is This Love. Brega? Só se você usar terno com ombreira ou fazer um permanente como o dele!

FOGO!
Daí que a coisa já esquentou, mas o negócio é prorrogar o jogo. Beleza, todos ganham! Solta um Soul Stripper, do AC/DC, na vitrola e não tenha pressa. Acompanhe o cowbell e não use as mãos que não tem erro. Felicidade garantida ou sua noite enfadonha tentando zerar Mass Effect 3 de volta.


O que você pode aprender com Morrissey

22 de maio de 2012 2


Hoje é aniversário de Steven Patrick Morrissey. O frontman dos Smiths e maior inglês vivo completa 53 anos com poucas máculas em seu currículo e uma batelada de bons conselhos distribuídos em sua centena de letras. Para ajudar você que anda perdido por aí, o Remix reuniu algumas dicas do Morrissey lifestyle.

Leia e aprenda:

1) Sempre dá para piorar

I was driving my car
I crashed and broke my spine
So yes, there are things worse in life than
Never being someone's sweetie
(That's How People Grow Up)

2) Evite interpretar seus sonhos

There's a naked man standing, laughing in your dreams
You know who it is
But you don't like what it means
(All You Need is Me)

3) Se estiver numa pior... esteja numa pior!

So
The choice I have made
May seem strange to you
But who asked you, anyway?
It's my life
To wreck
My own way
(Alma Matters)

4) Saiba quem são seus amigos

There is a place
Reserved
For me and my friends
And when we go
We all will go
So you see
I'm never alone
(There's A Place In Hell For Me And My Friends)

5) Dar o braço a torcer é para os fracos

It's all a game
Existence is only a game
And I'm not sorry for
For the things I've done
And I'm not looking for just anyone
(I'm Not Sorry)

6) Tenha alguma noção de culinária alternativa

In America
It brought you the hamburger
Well America
You know where
You can shove your hamburger
(America Is Not The World)

7) Conserve seus aparelhos eletrônicos longe de altas temperaturas

And now I know how Joan of Arc felt
Now I know how Joan of Arc felt
As the flames rose to her roman nose
And her walkman started to melt
(Bigmouth Strikes Again)

8) Tome cuidado no trânsito

And if a double decker bus
Crashes into us
To died by your side
It's such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To died by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine
(There Is A Light That Never Goes Out)

Vá a shows (mas vá sabendo que)

15 de maio de 2012 12

Como eu me sinto quando vejo alguém filmando um show...

Eu e a intercambiando Bruna Amaral publicamos nesta terça-feira, na Zero Hora, o panorama do horror que é assistir a um show de grande porte em Porto Alegre. Parte da matéria está disponível aqui, no site do Segundo Caderno.

Mas ela só aborda questões estruturais, problemas que são de competência ou dos organizadores ou do poder público _ coisas que de fato incomodam todo mundo e têm alguma solução. Mas enquanto trabalhava no meu texto, lembrei de um texto que a amiga e colega Susi Borges publicou e pensei no que me incomodava pessoalmente. O que me faz pensar mais do que duas vezes antes de sair do conforto da minha casa para, além de penar no óbvio, me irritar com outras pequenas situações.

Daí que:

1) "As imagens foram feitas por um cinegrafista amador...": antes eram as câmeras fotográficas. Depois, os celulares. Agora tem gente levando tablet pra show. T-A-B-L-E-T! Chego a ter pena do sujeito no palco, que está tocando para uma plateia que não está sequer assistindo ao show. Esse povo não gosta de show. Esse povo não gosta de música. Esse povo precisa conhecer o Urso Judeu urgentemente.

2) Você é baixinha, mas e o quico?: o pessoal do Judão publicou o texto definitivo sobre garotas que sobem nos ombros dos outros e atrapalham todo mundo. O negócio é tão ridículo que já vi gente fazendo isso no Opinião, tenham dó. Será que esse povo faz isso no teatro também? "Droga, não tô vendo a Fernanda Montenegro direito aqui da última fileira, peraí que vou me empoleirar no meu namorado". Ou na ceia de Natal? "Papai Noel, fica aí que vou te dizer umas verdades bem de pertinho, deixa só eu achar meu marido".

3) Silvio Santos vem aí, laiá, laiá, laiá: frontman metido a animador de auditório, até quando? "Eu quero essa metade da plateia fazendo 'tum' e essa outra fazendo 'pá', vamulá, 'tum' aqui, 'pá' ali, vai, vamu, 'tum', 'pá', 'tum', 'pá', bonito!". Minhas pílulas e um litro de água de bateria, por favor!

4) Bêbado de ocasião: um clássico. Se não aguenta, por que veio? Se veio, aguenta. Mas não me abraça, não me pede cigarro, não fila minha cerveja e, principalmente, não vomita perto de mim. Ou em mim.

5) Dizem que ela existe pra ajudar: não estou dizendo que um evento não deva contar com uma equipe de segurança, mas um terno mal cortado ou um colete escrito "APOIO" nas costas não torna ninguém apto a lidar com o público. Na maioria das vezes, confere autoridade para abuso e violência gratuita. E eu cansei de ver gente sendo arrastada pra fora ou levando pau por nada. Não tenho mais estômago pra isso.

6) #mimimi: "ai, choveu e eu sujei meu Converse com barro", "ai, tinha roda de pogo no show do Metallica", "ai, esse cheiro de fumaça estranha no meu cabelo", "ai, ele não tocou nada do primeiro disco", "ai, me empurraram e pisaram no meu pé". ORLY?

Iggy Azalea e um guilty pleasure

17 de abril de 2012 0

Um dos maiores guilty pleasures que tenho são mulheres rappers. Mas dessas que se esforçam pacas para serem exatamente iguais aos caras do meio. Cantam as mesmas coisas, mesmas gírias, mesmos gestos, mesmo repertório de impropérios, mesma verve machista e sexista, mesmos excessos travestidos de atitude, enfim. Deve ser pela total inadequação ao meio que o lance todo significa que eu não consigo passar batido por uma delas quando vejo um vídeo. Assisto mais de uma vez, até.

É um guilty pleasure tipo acidente de trânsito na rodovia: você sabe que a coisa é feia, sabe que não deve perder seu tempo com aquilo, mas mesmo assim diminui a velocidade para dar uma espiada. Incontrolável, por assim dizer.

E o exemplar dessa semana é novinho. Iggy Azalea. Uma louraça australiana que, de boca fechada, poderia fazer picadinho em qualquer passarela de fashion week, mas decidiu ser rapper. E rapper mesmo, do tipo gangsta, com toda marra, badulaques e boca suja que o gênero exige _ embora tenha mantido a pinta e pompa de modelete.


No final do ano passado ela lançou dois singles com seus respectivos vídeos. Um deles é esse aí abaixo, My World:

O outro é Pu$$y, que você pode ter o deleite de assistir a seguir. Pussy, aliás, é uma obsessão de Iggy Azelea, como dá para perceber neste outro vídeo aqui que não postarei porque este é um blog que minha mãe costuma visitar e não quero problemas no meu testamento.

O disco inteiro ela promete para ainda este semestre e deverá se chamar The New Classic. Mas até lá, a fila já deverá ter andado.