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	<title>Remix</title>
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	<description>Informações sobre música e cultura alternativa, dicas de festas, cinema, quadrinhos, comportamento e principalmente rock</description>
	<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 14:44:28 +0000</pubDate>
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		<title>Enquanto isso, na província&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 13:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Germano</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[
É triste concluir que a cena roqueira de Porto Alegre segue uma porcaria. Não que as bandas sejam ruins, pelo contrário, o problema é que boa parte delas continua estimulando uma competição idiota e sem sentido. Desunidas desse jeito — como o Remix já escreveu em outra ocasião — não vão chegar a lugar algum. O que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/03/conflitos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-723" title="conflitos" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/03/conflitos.jpg" alt="" width="500" height="320" /></a></p>
<p>É triste concluir que a cena roqueira de Porto Alegre segue uma porcaria. Não que as bandas sejam ruins, pelo contrário, o problema é que boa parte delas continua estimulando uma <strong><span style="color: #ff6600; font-size: medium;">competição idiota</span></strong> e sem sentido. Desunidas desse jeito — como o Remix já escreveu em outra ocasião — não vão chegar a lugar algum. O que é uma pena: são artistas promissores boicotando o próprio talento.</p>
<p>Semanas atrás, uma pilha de bandas furibundas entupiu a caixa de e-mails da coluna. Contestavam a seleção dos <strong><a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2805591.xml&amp;template=3916.dwt&amp;edition=14087&amp;section=999" target="_blank">cinco grupos que o Remix indicou</a></strong> para abrir o <strong><span style="color: #ff6600; font-size: medium;">show do Franz Ferdinand</span></strong> em Porto Alegre. Não há nenhum problema em xingar a coluna, estamos mais do que acostumados com isso, mas será que ninguém entende o quanto a divulgação de cinco bandas, em uma página inteira com cinco fotos, é relevante <strong><span style="color: #ff6600; font-size: medium;">PARA A CENA</span></strong>? Meu Deus!</p>
<p>Não entendem o quanto isso é interessante inclusive para as bandas que não figuraram na lista? Não entendem que se trata da <span style="color: #ff6600; font-size: medium;"><strong>valorização de um movimento</strong></span> que, mais cedo ou mais tarde, pode catapultar outras bandas, desde que todas trabalhem juntas? Acordem! Saco.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fremix%2F2010%2F03%2F04%2Fenquanto-isso-na-provincia%2F&amp;linkname=Enquanto%20isso%2C%20na%20prov%C3%ADncia%26%238230%3B"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_120_16.png" width="120" height="16" alt="Share/Save/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		<title>Tendência que presta</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 13:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Germano</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse negócio de “tendências” sempre foi de uma xaropice gigante.
— Ai, tu sabes qual é a última tendência?
Bah, não amola! Quando alguém vem com esse papo, sério, dá vontade de ouvir Roupa Nova.
Mas, como toda regra tem uma exceção, o Remix vem se abrindo cada vez mais para uma turma especializada em festas, digamos, “inovadoras” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse negócio de “tendências” sempre foi de uma <span style="color: #800000; font-size: medium;"><strong>xaropice gigante</strong></span>.</p>
<p>— Ai, tu sabes qual é a última tendência?</p>
<p>Bah, não amola! Quando alguém vem com esse papo, sério, dá vontade de ouvir <strong><span style="color: #800000; font-size: medium;">Roupa Nova</span></strong>.</p>
<p>Mas, como toda regra tem uma exceção, o Remix vem se abrindo cada vez mais para uma turma especializada em festas, digamos, “inovadoras” aqui em Porto Alegre. Trata-se do <strong><span style="color: #800000; font-size: medium;">mycool</span></strong> (<a href="http://www.mycool.com.br" target="_blank"><strong>www.mycool.com.br</strong></a>), um grupo genial de moderninhos enjoados da mesmice no circuito alternativo.</p>
<p>E olha que baita ideia eles tiveram para rolar no próximo sábado, no Beco DiskoClub (Rua Félix da Cunha, 977). O negócio se chama <span style="color: #800000; font-size: medium;"><strong>Shh! Club Silêncio</strong></span>, e funciona assim: o camarada entra na festa e depara com uma gurizada dançando, cantando, esperneando, se agarrando às ganhas numa pista&#8230; em silêncio! Ué.</p>
<p>É que, na real, todo mundo tem um <strong><span style="color: #800000; font-size: medium;">fone sem fio</span></strong> no ouvido. E, em cada fone desses, tem três canais com um DJ discotecando em cada canal. Sacou? Cada DJ, obviamente, bota um estilo diferente de som — um toca pop, o outro toca indie, o terceiro manda electro. Sério, o Remix achou emocionante esse troço. O ingresso é R$ 18.</p>
<p>Na verdade essa festa começou no <strong><span style="color: #800000; font-size: medium;">Festival de Glastonbury</span></strong>, na Inglaterra, mas só o mycool vem se empenhando para trazer essas novidades malucas para cá. É nessas horas que eu digo: adoooro tendências! Ui.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fremix%2F2010%2F03%2F04%2Ftendencia-que-presta%2F&amp;linkname=Tend%C3%AAncia%20que%20presta"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_120_16.png" width="120" height="16" alt="Share/Save/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		<title>Pública em despedida</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/03/04/publica-em-despedida/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 13:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Germano</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Fabian Gloeden, Divulgação
Depois de anos cavoucando bandas novas, já tava na hora de o Remix dar um tempo para estampar por aqui uma foto da Pública — que, não dá para negar, é uma das bandas mais criativas que o Rio Grande do Sul já produziu.
Na estrada há nove anos, o quinteto agora vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_top_ne size-full wp-image-726" style="float: left; width:500px;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/03/publica_menor.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-726" title="publica_menor" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/03/publica_menor.jpg" alt="Foto: Fabian Gloeden, Divulgação" width="500" height="333" /></a><div style="float:left; width: 500px; padding-left:10px; ">Foto: Fabian Gloeden, Divulgação</div></div></p>
<p>Depois de anos cavoucando bandas novas, já tava na hora de o Remix dar um tempo para estampar por aqui uma foto da <strong><span style="color: #ff6600; font-size: medium;">Pública</span></strong> — que, não dá para negar, é uma das bandas mais criativas que o Rio Grande do Sul já produziu.</p>
<p>Na estrada há nove anos, o quinteto agora vai morar em São Paulo. Mas antes, numa despedida comovente da terra natal, Pedro Metz e sua gangue tocam <strong><span style="color: #ff6600; font-size: medium;">hoje no Live Sport Pub</span></strong> (Doutor Barcelos, 435). Show imperdível — porque tanto a Pública como esse bar, o Live, estão entre as melhores coisas que a cidade ainda oferece. Antes das 23h, custa R$ 12. Depois é R$ 15.</p>
<p>A Pública, que agora se atira <span style="color: #ff6600; font-size: medium;"><strong>em busca do mundo</strong></span>, chegará a São Paulo com três Açorianos e um VMB na bagagem — isso para falar só nos prêmios de 2009.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fremix%2F2010%2F03%2F04%2Fpublica-em-despedida%2F&amp;linkname=P%C3%BAblica%20em%20despedida"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_120_16.png" width="120" height="16" alt="Share/Save/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		<title>De ditadores ao hard blues da Paraíba</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/18/de-ditadores-ao-hard-blues-da-paraiba/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 10:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gustavo_brigatti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) a música começou a ser tutelada em termos do que vestir e não vestir em cima do palco, um absurdo. Qualquer adolescente urbano mediamente esclarecido, hoje em dia, se coloca a quilômetros de distância disso&#8221;. 
 O comentário acima foi feito pelo músico Nei Lisboa, no Segundo Caderno do dia 25 de janeiro, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;(&#8230;) a música começou a ser tutelada em termos do que vestir e não vestir em cima do palco, um absurdo. Qualquer adolescente urbano mediamente esclarecido, hoje em dia, se coloca a quilômetros de distância disso&#8221;. </em></p>
<p> O comentário acima foi feito pelo músico Nei Lisboa, no Segundo Caderno do dia 25 de janeiro, e gerou alguma polêmica por, de alguma forma, criticar o tradicionalismo gaúcho. Não vou entrar nesse mérito _ além de conhecer pouco sobre o assunto, sou paulista e, portanto, livre de qualquer amarra ideológica _ mas <strong>não tenho como discordar de Nei. </strong></p>
<p>Até porque, sua posição vai além. <strong>Essa ditadura não é privilégio da música com viés regional.</strong> Na verdade, basta que existam &#8220;luminares&#8221; dentro de um gênero para que este comece a fazer reféns. O rock produzido no Rio Grande do Sul é um bom exemplo.</p>
<p>Nas últimas décadas do século XX, era quase uma obrigação, da parte de quem estava começando, pedir a benção de duas ou três bandas (sim, vocês sabem quem são) que tinham conseguido relativo sucesso fora do Estado. <strong>Nada era feito sem a aquiescência delas</strong> e até um termo foi cunhado: rock gaúcho.</p>
<p>Sintomático notar que alguns destes sujeitos estão aí até hoje, <strong>reivindicando crédito sempre que uma nova banda aparece</strong>, prontos a sacar sua velha cartilha de regras. E quem vai de encontro, navega solitário pelo subterrâneo _ por sinal, cada vez mais agitado e rico musicalmente.</p>
<p><strong>Não que isso esteja restrito ao extremo sul do país.</strong> Quer mais que o Blue Sheep, trio de garotas que fazem um hard blues da maior qualidade na Paraíba? Confere o som delas no MySpace <a href="http://www.myspace.com/bandabluesheep">(www.myspace.com/bandabluesheep)</a>, inspire-se e pense que poderia ser pior: ao invés de reféns do eterno acento sessentista, a parada dominante seria o forró plastificado.</p>
<p>Quem garante é a própria Eveline, guitarrista da Blue Sheep:</p>
<p>_ A ditadura de ritmos nordestinos de que falo é: para ganhar alguma grana como músico, você tem que fazer forró de plástico ou algo assim. E o que mais tem é banda desse estilo por aqui. Até mesmo  o forró pé de serra, típico daqui, só um trio com zabumba, triângulo e pifano, é  pouco valorizado. A forma de pensar culturalmente falando daqui é bem pequena. Mas nem falo apenas do nordeste, é o Brasil em si.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fremix%2F2010%2F02%2F18%2Fde-ditadores-ao-hard-blues-da-paraiba%2F&amp;linkname=De%20ditadores%20ao%20hard%20blues%20da%20Para%C3%ADba"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_120_16.png" width="120" height="16" alt="Share/Save/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>De regionalismos e outras questões</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/15/de-regionalismos-e-outras-questoes/</link>
		<comments>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/15/de-regionalismos-e-outras-questoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 23:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gustavo_brigatti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas coisas que vocês não podem perder _ e que se relacionam.
A primeira, o curto _ porém grandioso e esclarecedor _ texto de Nei Lisboa na central do Segundo Caderno desta terça-feira, dia 16/02, repercutindo uma nova rusga com os tradicionalistas. De arrasar.
Segue ele aqui abaixo:
Não aos “patrões da cultura”



Não estou subestimando a inteligência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas coisas que vocês não podem perder _ e que se relacionam.</p>
<p>A primeira, o curto _ porém grandioso e esclarecedor _ <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2810507.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14121&amp;section=999">texto de Nei Lisboa</a> na central do Segundo Caderno desta terça-feira, dia 16/02, repercutindo uma nova rusga com os tradicionalistas. De arrasar.</p>
<p>Segue ele aqui abaixo:</p>
<h1>Não aos “patrões da cultura”</h1>
<div class="publicidade anexo">
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<a href="http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/zh/impressa/materia/999/1564752130/Middle/default/empty.gif/63383630363363323439616265373430" target="_top"><img style="border: 0px none;" src="http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/Creatives/default/empty.gif" border="0" alt="" width="2" height="2" /></a></div>
<p><em>Não estou subestimando a inteligência de ninguém ao dizer que a música gaúcha torna-se intragável para um adolescente esclarecido. Estou é afirmando que as gerações do século 21 não irão compactuar com os preconceitos, os estereótipos e o regramento artístico do movimento tradicionalista. Alguém (mais esclarecido) dirá que essa é uma generalização equivocada, já que nem toda a música regional se submete ao perfil do MTG, e que ela abriga outros movimentos como o nativismo, a tchê music, a projeção folclórica etc.</p>
<p> Está certo. Mas, cá entre nós, essas diferenças não são sempre cristalinas para o público. E se há de fato aqueles que refugam o modelo oficialista e conservador, pouco se escuta sua voz. Onde está essa contestação? No espaço mais visível da mídia, o que predomina é uma nebulosa monotemática, sempre pilchada a rigor e exaltando aquele Rio Grande que, sabe-se bem, nunca existiu. Sejam obras-primas e virtuoses, ou melodias e intérpretes canhestros, pouco importa: ficam todos cooptados por essa mitificação e perdem igualmente substância ao se enquadrar em tal moldura.</p>
<p> Usei a exata expressão “a música gaúcha torna-se” (e nunca “a música gaúcha é”) ao comentar meu desagrado por isso tudo que a envolve. Há uma sutileza gigante entre as duas formas, dentro da qual tentei ser gentil com colegas músicos, e muito duro com pretensos patrões da cultura.</p>
<p> Por óbvio, o gosto de cada um deve imperar na avaliação do que escuta, e isto aqui nem vem ao caso. Não estou recomendando que o gaúcho aprimore a sua técnica musical. Estou sugerindo que atualize a percepção de si mesmo. Que refine com verdade, razão e autonomia a sua trajetória. Aqueles poucos que, adulterando a frase, se apressaram em amesquinhar o tema são os interessados de sempre em insuflar a defesa da “valorosa honra do Rio Grande”, e dela extrair audiência e patrocínio. Talvez esteja aí o melhor exemplo do que é realmente difícil de engolir.</em></p>
<p>Vale a pena uma visita ao <a href="http://www.neilisboa.com.br/">blog do Nei</a>, onde a caixa de comentário mostra em que nível está esse debate.</p>
<p>A segunda vem acompanhada de um dúvida: o que causa mais estranheza nessa combinação: power trio de garotas tocando hard blues, cantando em inglês e francês, direto de João Pessoa, capital da Paraíba.</p>
<p><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_ne size-full wp-image-719" style="float: left; width:500px;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/blue-sheep-por-rafael-passos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-719" title="blue-sheep-por-rafael-passos" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/blue-sheep-por-rafael-passos.jpg" alt="Foto: Rafael Passos" width="500" height="333" /></a><div style="float:left; width: 500px; padding-left:10px; ">Foto: Rafael Passos</div></div></p>
<p>Acertou quem precisou recolher o queixo depois de ler a localização delas. Tal como o Rio Grande do Sul, a patrulha deve ser forte lá por aquelas bandas. O que significa dizer que o Blue Sheep voltará em breve a ser assunto aqui no Remix. Enquanto isso, sente a pegada no <a href="http://www.myspace.com/bandabluesheep">MySpace</a> delas.</p>
<p>Aqui, Eveline (Guitarra), Gabi (Bateria) e Béa (Baixo e Vocal) manda um som ao vivo:</p>
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6HEMJL4d0dI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/6HEMJL4d0dI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fremix%2F2010%2F02%2F15%2Fde-regionalismos-e-outras-questoes%2F&amp;linkname=De%20regionalismos%20e%20outras%20quest%C3%B5es"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_120_16.png" width="120" height="16" alt="Share/Save/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A mais pedida</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/11/a-mais-pedida/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 20:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gustavo_brigatti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[peso]]></category>

		<category><![CDATA[Raimundos]]></category>

		<category><![CDATA[rock´n´roll]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalhei na cobertura desse último Planeta Atlântida. E um dos palcos que mais frequentei foi o Voador, que propunha trazer bandas novas. Mas o que vi e ouvi mesmo foi a exaltação de uma banda antiga, que atualmente anda meio perdida por aí, mas cujos dias de glória dão saudade até naqueles que nem eram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhei na cobertura desse último Planeta Atlântida. E um dos palcos que mais frequentei foi o Voador, que propunha trazer bandas novas. Mas o que vi e ouvi mesmo foi a exaltação de uma banda antiga, que atualmente anda meio perdida por aí, mas cujos dias de glória dão saudade até naqueles que nem eram nascidos. Quando o DJ atacava nos intervalos entre as bandas, flagrei gente mais feliz cantando alguma faixa dos <strong>Raimundos</strong> que com a atração que tinha acabado de tocar.</p>
<p><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_ne size-full wp-image-710" style="float: left; width:500px;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/raimundos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-710" title="Crédito: Divulgação" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/raimundos.jpg" alt="Raimundos em sua formação original" width="500" height="329" /></a><div style="float:left; width: 500px; padding-left:10px; ">Raimundos em sua formação original</div></div></p>
<p>Foi quando entrei numa espécie de transe e me coloquei a pensar. Os Raimundos _ me corrijam se eu estiver errado _ foram os últimos sujeitos a vender discos fazendo rock de verdade no Brasil. E rock, rock mesmo, vocês sabem, é coisa de moleque. <strong>Desbocado, descabido, tocado o mais rápido e alto possível, proibido de ser ouvido no carro quando a vó estiver junto, essas coisas.</strong> E Rodolfo, Canisso, Fred e Digão eram/faziam tudo isso _ e ainda tinham a manha de aparecer no rádio, vejam só vocês.</p>
<p>E não estou falando da última fase, com aquele medonho <em>Só no Forévis</em>, tão inofensivo e abobado quanto um&#8230; sei lá&#8230; Mamonas Assassinas. Porque uma coisa é ser engraçadinho, pagar de palhaço e ser motivo de chacota. Outra é ser debochado, saber trabalhar humor e malandragem e incutir nisso peso e pegada. E naquela sofrível primeira metade dos anos 90, quando os cacarecos da década anterior reclamavam o status de deuses, fazendo rock &#8220;sério, adulto, evoluído&#8221;, chega um bando de maluco cantado que <strong>&#8220;Eu queria ser o banquinho da bicicleta, pra ficar bem no meio das pernas e sentir o seu ânus suar&#8221;.</strong></p>
<p>Ninguém nunca havia ouvido nada igual. O primeiro disco do quarteto, lançado em 1994 _ produzido inclusive pelo gaúcho Carlos Eduardo &#8220;Pedro de Lara&#8221; Miranda _ caiu feito uma bomba nos pátios dos colégios, onde era cantado do começo ao fim (entendam &#8220;fim&#8221; como quando o diretor chegava e confiscava a fita K7 da galera). <strong>Eu mesmo tive várias fitas destruídas pelos meus pais, horrorizados com aquilo tudo.</strong></p>
<p style="color: #ba5545;"><strong>ADENDO IMPORTANTE ==&gt; </strong><em><strong>Pais emputecidos + filhos enlouquecidos = rock´n´roll. É assim desde o começo. Se não for, peça seu tédio de volta. </strong></em></p>
<p>Entretanto, os caras ainda estavam restritos àqueles que tinham acesso ao underground _ numa época em que a inexistência de internet e TV a cabo justificavam o termo. <strong>Nenhum jornal ou revista tinha dado muita bola pra eles, eram só uns guris boca suja</strong>. Até o lançamento do segundo trabalho, <em>Lavô Tá Novo</em>, em 1995. Rapaz, era mais fácil encontrar um moleque que não tivesse espinhas do que um que não tivesse esse CD.</p>
<p>Nós não sabíamos, mas <em>Lavô Tá Novo</em> era tudo o que a gente queria e esperava. Doze faixas que viraram hinos e, junto com <em>Usuário</em>, do Planet Hemp, e <em>Da Lama ao Caos</em>, do CSNZ, <strong>salvaram toda uma geração do bom-mocismo</strong> dos Skank e Jota Quest que começavam a despontar.</p>
<p><strong>De repente, o rock voltava a ser perigoso, indecente, proibido e atraente como há muito não era</strong>. Até <em>Pitando no Kombão</em>, eu nunca tinha ouvido a palavra &#8220;buceta&#8221; numa música, pra vocês terem uma ideia. O máximo era um &#8220;puta que pariu&#8221; que o Evandro Mesquita soltava no final de <em>Chacal Blues</em> e olha lá.</p>
<p>Os Raimundos ainda quebraram tabus. Era com <em>Tora! Tora!</em> que as primeiras rodas de pogo começavam a abrir nas festinhas, substituindo _ heresia das heresias _ a versão ramônica de <em>Surfin Bird</em>. Aos poucos, os brasilienses entravam em coletâneas que antes eram dominadas apenas por Rancid, NOFX, Iron Maiden, Guns n´Roses e Metallica. <strong>E até as garotas mais púdicas, que no início repudiavam a baixaria, começaram a gostar</strong> e pediam por <em>I Saw You Saying (That You Say Thay You Saw)</em> e <em>O Pão da Minha Prima.</em></p>
<p>Perdeu? Então ouve inteiro ele aí embaixo:</p>
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/p/C188CB8776F123C7&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/p/C188CB8776F123C7&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p>A festa durou até o <em>Lapadas do Povo</em> (1997). Assim como eu, pouca gente entendeu o disco, muito mais pesado e sombrio, ranzinza diriam alguns. Sem sua marca registrada, o bom humor, os Raimundos estavam a um passo do ostracismo quando decidiram que era hora de voltar ao topo. Problema é que fizeram isso da pior forma possível, com o inominável <em>Só no Forévis</em>. <strong>Lembram da diferença entre fazer graça e ser engraçadinho? Pois é, eles optaram pela segunda opção.</strong></p>
<p>Ok, o disco tem faixas boas _ não me lembro quais agora e não vou perder tempo procurando _ e deu oportunidade para que mais gente conhecesse os caras e seu passado. Mas mais importante, me deu a chance ver os caras ao vivo. <strong>Na noite fria do dia 10 de junho de 2001, um domingo, eu entrava na malcheirosa arena da Festa do Peão Boiadeiro de Americana para meu primeiro _ e também último _ show deles.</strong></p>
<p>Tá, eu já havia visto o quarteto em 1996 no jurássico <em>Programa Livre</em>, comandado pelo Serginho &#8220;Fala Garoto&#8221; Groismann, no SBT, mas era outra pilha. Em 2001 eu vestia coturnos (ai&#8230;), calça jeans rasgada (ai, ai&#8230;), camiseta do Kiss (ai, ai, ai&#8230;) e tinha os cabelos pintados com papel crepom azul (PÓF!). <strong>Lindo de matar minha mãe do coração, </strong>eu me enfie numa van com mais outros tantos iguais e rumei praquele mar de chapéus, fivelas do tamanho de frigideiras, bêbados e cheiro de estrume no ar.</p>
<p>Da apresentação me lembro de areia voando pra todo lado durante as rodas, a galera virando de costas e cruzando os braços durante a execução de <em>Mulher de Fases</em> e de que apenas Digão conversava com o público. Ninguém percebeu, mas <strong>era claro que Rodolfo já não curtia mais a parada.</strong> Tanto que exatamente um mês depois, o vocalista anunciava sua saída e, a banda, uma dissolução que se mostrou temporária.</p>
<p>Meu transe terminou quando outra banda subiu ao palco e <strong>o vocalista pediu para que o público acendesse isqueiros e celulares, pois era &#8220;o momento intimista do show&#8221;. </strong>Atrás dele, bíceps e peitoral trabalhados, braços fechados de tatuagens, cabelos muderninhos, piercings e alargadores a granel, roupinhas justas e descoladas, letras oscilando entre &#8220;sou fodão e passo o rodo&#8221; e &#8220;vou morrer, ela me deixou&#8221;.</p>
<p>Não que eu estivesse procurando, mas a resposta para que, dez anos depois do seu fim, <strong>os Raimundos ainda despertem simpatia, admiração e até saudade numa turma que nasceu junto com a banda,</strong> havia acabado de se materializar na minha frente. Coisa triste.</p>
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		<title>Saudade da podreira</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/04/saudade-da-podreira/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 15:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Germano</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Gabriela Dias, Divulgação
Que a foto acima é de uma tosquice sem tamanho, disso não resta dúvida, mas o leitor desconhece a genialidade entressachada nessa bizarrice. Portanto, expliquemos.
Há anos o rock brasileiro é dominado pelo extremo oposto dos cabeludos que, na foto acima, exultam metendo os dentes em costelas de porco, todos com os umbigos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_top_ne size-full wp-image-708" style="float: left; width:500px;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/cartel1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-708" title="cartel1" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/cartel1.jpg" alt="Foto: Gabriela Dias, Divulgação" width="500" height="357" /></a><div style="float:left; width: 500px; padding-left:10px; ">Foto: Gabriela Dias, Divulgação</div></div></p>
<p>Que a foto acima é de uma <strong><span style="font-size: medium; color: #ff6600;">tosquice sem tamanho</span></strong>, disso não resta dúvida, mas o leitor desconhece a genialidade entressachada nessa bizarrice. Portanto, expliquemos.</p>
<p>Há anos o rock brasileiro é dominado pelo extremo oposto dos cabeludos que, na foto acima, exultam metendo os dentes em costelas de porco, todos com os <strong><span style="font-size: medium; color: #ff6600;">umbigos à mostra numa espelunca</span></strong> onde um pano úmido — encardido e rodeado por uma dúzia de moscas — pinga do varal sobre a mesa da carne. Uma beleza. Uma celebração do “dane-se”. Uma celebração do “prefiro meus amigos”. Uma celebração do “não vou ficar chorando pelos cantos feito um borra-botas”.</p>
<p>Percebem que, às vezes, é isso que faz falta?</p>
<p>O quarteto de Porto Alegre chama-se <strong><span style="font-size: medium; color: #ff6600;">Cartel da Cevada</span></strong> <em>(</em><a href="http://www.myspace.com/carteldacevada" target="_blank"><em>www.myspace.com/carteldacevada</em></a><em>)</em>. E, falando sério, que banda! Não apenas por ser boa. Especialmente porque representa uma reação legítima — mesmo que involuntária — ao amontoado de grupelhos que, desde o início dos anos 2000, repete o mesmo discurso sofredor e coitadinho. Ok, talvez existam bandas legais no meio disso tudo, mas, por favor, onde está a saudável fúria roqueira?</p>
<p>Com tanta melação, quando o extremo oposto aparece — e aí vem o <strong><span style="font-size: medium; color: #ff6600;">peso metaleiro</span></strong> do Cartel da Cevada que, numa mistura de Pantera com AC/DC, canta refrões tão bagaceiras quanto inteligentes, como em <em>A Puta Mais Feia</em> —, quando surge esse contraponto absurdo, a vontade é aplaudir de pé.</p>
<p>Não que a podreira seja a salvação do rock, nada disso. O lance é que uma noite em frente ao Orkut ainda vale bem menos que <strong><span style="font-size: medium; color: #ff6600;">uma noite em frente à churrasqueira</span></strong>.</p>
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		<title>Da série &#8220;Se eu fosse&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/03/da-serie-se-eu-fosse/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 21:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gustavo_brigatti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Se eu fosse um colunista descolado, coolzão mesmo, e hypado por &#8220;antecipar tendências&#8221;, eu diria que esse tal de Hadouken! faz nu-indie. Saca essa Turn the Lights Out, do recém-lançado disco do grupo, For the Masses.



Pô, nu-indie é um rótulo que poderia pegar, diz aí? Mistura do punk eletrônico do Prodigy com Franz Ferdinand com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se eu fosse um colunista descolado, coolzão mesmo, e hypado por &#8220;antecipar tendências&#8221;, eu diria que esse tal de Hadouken! faz nu-indie. Saca essa <em>Turn the Lights Out</em>, do recém-lançado disco do grupo, <em><span class="description">For the Masses.</span></em></p>
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JfNaayYfBgQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/JfNaayYfBgQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p>Pô, nu-indie é um rótulo que poderia pegar, diz aí? Mistura do punk eletrônico do Prodigy com Franz Ferdinand com uma pitada de Fred Durst, o que me dizem? Posso imaginar a <strong>galere</strong> super animada, de mãozinhas pra cima e chacoalhando a cabeça baixa de um lado por outro, só levantando o coco pra gritar &#8220;Go!Go!Go!&#8221;.</p>
<p>Pra quem se interessou, o MySpace da banda é <a href="http://www.myspace.com/hadouken">esse</a> e o canal no YouTube, <a href="http://www.youtube.com/user/Hadoukentheband">aqui</a>.</p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fremix%2F2010%2F02%2F03%2Fda-serie-se-eu-fosse%2F&amp;linkname=Da%20s%C3%A9rie%20%26%238220%3BSe%20eu%20fosse%26%238230%3B%26%238221%3B"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_120_16.png" width="120" height="16" alt="Share/Save/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		<title>Onde dói, meu filho?</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/03/onde-doi-meu-filho/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 18:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gustavo_brigatti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[metal]]></category>

		<category><![CDATA[rock´n´roll]]></category>

		<category><![CDATA[testosterona]]></category>

		<category><![CDATA[underground]]></category>

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		<description><![CDATA[Manja os Los Hermanos? Lembra do primeiro disco? Puta pegada. Marcelo Camelo chorava as pitangas fazendo hardocore e não soava emo. Era bom pra caramba, divertido, maroto, descompromissado. Aí, do nada, de repente, sem mais nem menos, vira o maior bunda mole do pop rock nacional. Troca a guitarra pelo violão de nylon, cruza as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manja os Los Hermanos? Lembra do primeiro disco? Puta pegada. Marcelo Camelo chorava as pitangas fazendo hardocore e não soava emo. Era bom pra caramba, divertido, maroto, descompromissado. Aí, do nada, de repente, sem mais nem menos, vira <strong>o maior bunda mole do pop rock nacional</strong>. Troca a guitarra pelo violão de nylon, cruza as pernas num banquinho e inventa de fazer bossa nova.</p>
<p>A minha vontade é de pegar o sujeito pelo colarinho, dar dois tabefes com as costas da mão e perguntar:</p>
<p><strong>- Onde tá doendo, meu filho? Fala pra mim, por que tu tá chorando desse jeito? Fala, ô m****!</strong></p>
<p>Tá reclamando de mulher? Que tomou um pé, não é &#8220;compreendido&#8221;, é sensível e tímido demais, não sabe como chegar nelas, é esnobado e coisa e tal? Então ouve o que Jay-Z tem a lhe dizer e some da minha frente:</p>
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="353" height="132" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="353" height="132"></embed></object>
</p>
<p>Nem vou citar toda essa geração de guris que mais parecem gurias, vestindo calças coloridas justas e cabelos cheios de pomada, que tocam seus instrumentos como se comessem manga com garfo e faca. E ainda se intitulam &#8220;banda de rock&#8221;, &#8220;músicos&#8221;, o tipo de coisa que <strong>o Código Penal qualifica como estelionato. </strong></p>
<p>Então não sei se é pelo fato de eu estar a uma semana jogando<em> Brütal Legend</em> sem parar _ aliás, vocês conhecem <em>Brütal Legend</em>? É o <em>Rock´n´Roll Racing</em> do novo milênio, se é que vocês me entendem _ ou ter sido obrigado a ouvir justamente essa galera supracitada para uma matéria, mas <strong>meu nível de tolerância com o politicamente correto na música é cada vez menor.</strong></p>
<p>O que nos leva ao <a href="http://www.myspace.com/carteldacevada"><strong>Cartel da Cevada</strong></a>. Sim, banda de nome algo engraçadinho, foi o que eu pensei quando li a respeito. Por isso mesmo não fui atrás antes, eu <strong>tenho meus preconceitos e não abro mão deles assim de primeira</strong> _ até porque, são eles que me protegem&#8230;</p>
<p>Mas então bati bom um papo com Igor Assunção, vocalista e guitarrista da gangue, composta também por Nando Rosa (guitarras), Richard Zimmer (baixo) e Samuel Sbaraini  (bateria). E me interessei em ouvir, e ouvi e TOF! que alívio. Riffs de verdade, grave comandando do começo ao fim, clima de confraternização ginasial, letras incorretas (<strong>palavrões, meu deus, a quanto tempo eu não ouvia um palavrão saindo dos meus falantes!</strong>) e cheias de histórias que eu e você, movidos a testosterona, já vivemos algum dia.</p>
<p><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_ne size-full wp-image-705" style="float: left; width:500px;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/cartel.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-705" title="cartel" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/cartel.jpg" alt="Uns mininu bunitu, viu..." width="500" height="375" /></a><div style="float:left; width: 500px; padding-left:10px; ">Uns mininu bunitu, viu...</div></div></p>
<p>Quer um exemplo? Olha o que diz a letra de <em>A Puta Mais Feia</em> (construída, a propósito, sobre uma estupenda base hardrock setentista. Alguém aí falou em <strong>Motörhead?</strong>):</p>
<p><em>E quando a vi esperando em seu ponto</em></p>
<p><em>E no meu bolso eu só tinha 15 conto</em></p>
<p><em>Mesmo sabendo o perigo, eu arrisquei</em></p>
<p><em>Mesmo sendo tudo aquilo, eu paguei</em></p>
<p>&#8220;Ai, quanta besteira, credo, ui, nossa, que grosseria, nada a ver, mãe vem me limpar&#8221;, dirá o mancebo de madeixas descoloridas e munhequeira de veludo. É, é baixo, violento, vulgar, direto, o tipo de música que nunca vai tocar no rádio. A trinca <strong>mulher-trago-rock´n´roll </strong>permeia todas as outras faixas disponíveis no MySpace _ que apesar de serem demos, impressionam pela boa qualidade.</p>
<p>Você também pode linkar com as Velhas Virgens, mas diferente dos paulistas, que viajam pela bluseira eletrificada, os gaúchos do Cartel se puxam no metal. A minha preferida é <em>Caminhoneira</em>, número perfeito para um bom bate-cabeça OU pegar a estrada com os amigos rumo a <strong>qualquer lugar onde tenha, ãh, mulher-trago-rock´n´roll.</strong></p>
<p>Segundo Igor, o grupo deve preparar um EP melhor gravado ainda neste início de ano. <strong>Se mantiver a pegada, vai servir de guia espiritual pra essa molecada entender o que é rock de verdade. </strong></p>
<p>Ou não. <strong>Mas aí já não é problema meu.</strong></p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fremix%2F2010%2F02%2F03%2Fonde-doi-meu-filho%2F&amp;linkname=Onde%20d%C3%B3i%2C%20meu%20filho%3F"><img src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_120_16.png" width="120" height="16" alt="Share/Save/Bookmark"/></a>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Feios, sujos, malvados e divertidos pacas</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/remix/2010/02/01/feios-sujos-malvados-e-divertidos-pacas/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 17:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gustavo_brigatti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Infinitas parecem ser as camadas do underground. E insondáveis suas razões de existir. O que leva, por exemplo, um bando de magrões pegar em instrumentos e misturar o mais profundo country-bluegrass hillbilly redneck norte-americano com rock pesado? E ainda fazer dar certo, o que é mais impressionante.
Sem muitas explicações, o saloon Dr. Jekyll abrigará duas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Infinitas parecem ser as camadas do underground. E insondáveis suas razões de existir. O que leva, por exemplo, um bando de magrões pegar em instrumentos e misturar o mais profundo country-bluegrass hillbilly redneck norte-americano com rock pesado? E ainda fazer dar certo, o que é mais impressionante.</p>
<p>Sem muitas explicações, o saloon Dr. Jekyll abrigará duas boas representantes dessa turba para uma noite, digamos, temática. Nesta quinta, a partir das 23h, sobem no elevado os <a href="http://www.myspace.com/hellbelicos1950">Hellbelicos</a> e a <a href="http://www.myspace.com/diablofuckshow">Diablo Fuck Show</a>, contando histórias de bebedeiras homéricas, encontros insólitos com o coisa-ruim, acerto de contas sangrentos, mais bebedeiras, fêmeas fatais e por aí. Clima do conhecido Titty Twister, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9G2_xqYHIT8&amp;feature=related">se é que estamos sintonizados.</a></p>
<p>Os Diablos apostam num som limpo e econômico, deixando evidente uma forte raiz punk e oi!. As três faixas disponíveis no MySpace da banda, por exemplo, parecem na medida para serem curtidas numa boa roda de pogo. É simples e eficaz, direto mesmo.</p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/diablo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-702" title="diablo" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/diablo-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Já os Hellbelicos trabalham um pouco mais seus instrumentos e influências, construindo com muita propriedade o cenário de suas crônica. Dá para sentir o gosto do pó quente que impregnava todos e tudo naquelas cidadezinhas do velho oeste americano. Ou as praias terríveis da Escandinávia, porque eles também incorporam elementos de metal nórdico _ é sério!</p>
<p><div class="imagecaptioneasy imagecaptioneasy_ne size-medium wp-image-703" style="float: left; width:208px;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/hellbelicos-by-kasha.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-703" title="Hellbelicos" src="http://wp.clicrbs.com.br/remix/files/2010/02/hellbelicos-by-kasha-208x300.jpg" alt="Foto: Kasha" width="208" height="300" /></a><div style="float:left; width: 208px; padding-left:10px; ">Foto: Kasha</div></div></p>
<p>Só um alerta: se for levar mulher, ouça as letras dos caras antes. Depois, eu não vou colaborar com vaquinha para o dinheiro do resgate&#8230;</p>
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