Nesta última quinta-feira, por volta de 19 horas, sai da redação para duas pautas em quatro lugares diferentes. Mas a história que vou contar aqui é sobre a primeira: promover o encontro e fotografar Werlem, de 15 anos, que se afogou na tarde de quarta (17/10) em um rio do bairro Morro do Amaral, e de Jacson, 17 anos, que o salvou. Só tinha um problema: Jacson era muito tímido e não queria ser fotografado.
Como não custa tentar, fomos primeiro até casa de Jacson. Ao chegar lá, o pai muito simpático, nos informa que seu filho ainda não havia chegado. A repórter Schirlei Alves, que estava comigo, então pede o celular do jovem. Ao atender Jacson fala que não iria para casa tão cedo. Desanimador, mas compreendemos.
Então fomos garantir a foto de Werlem, que já estava em casa com a família. Chegando lá todos estavam alegres e brincalhões, muito receptivos com a reportagem. Foi tranquilo fazer a foto da família abraçando o jovem que poderia não estar mais entre eles.
Para não me alongar muito na história, quando estávamos praticamente saindo da casa, chega um rapaz estranho para a família. Alguém comenta: "Foi ele que salvou meu irmão". Na empolgação da conversa ninguém percebeu, pois a casa estava cheia.
Algum tempo depois, mais um comentário que escuto: "Sim, fui eu que salvei ele". Agora sim todos na casa ouviram. Pergunto a repórter se foi pra ele que ela havia ligado antes de chegarmos ali, ela na dúvida pergunta o mesmo para o rapaz. A resposta foi positiva. Antes que Jacson pensasse em dizer que não queria tirar fotos, já estava cumprimentado Werlem na frente de todos. E eu garantindo a foto de capa de hoje (18/10).

Jacson contou que havia passado ali para não nos encontrar na casa dele. Ele estava constrangido com o sucesso repentino. Mas para a nossa sorte foi assim.
Como a repórter Schirlei escreveu em seu facebook: "Como é bom contar uma história com final feliz".