
Ontem eu e a colega jornalista Roberta Benzati vimos o fogo e quase voltamos para a redação sem pauta. Se você é estudante de jornalismo sabe o que eu quero dizer.
É referente a uma historinha clássica das cadeiras de comunicação onde uma equipe é deslocada para fotografar uma grande festa da cidade. Quando chegam ao local, o guarda não deixa eles passarem porque o ginásio onde iria acontecer a festa está em chamas. Decepcionados, a equipe volta para o jornal sem a pauta que foram fazer.
Foi bem isso que quase aconteceu. Estávamos na Feira da Sapatilha, evento atrelado ao famoso Festival de Dança de Joinville, com uma enquete para os bailarinos. A pergunta era "Qual pessoa, famosa ou não, você gostaria de poder dançar junto?!".


A primeira dupla que pegamos para enquete prontamente nos respondeu e enquanto eu fotografava um deles, o outro conversava com a repórter sobre o infortúnio que havia acontecido com eles. Uma mala tinha sido extraviada do voo. Justamente a mala onde estava todo o figurino da apresentação. Depois de escutar a história, seguimos.
Fizemos a enquete com o restante das pessoas que precisávamos e resolvemos voltar para o jornal. Enquanto esperávamos o motorista veio o estralo. "Quantos bailarinos possam pela mesma situação? Como que eles lidam com esses contratempos? O que devem fazer?"
Voltamos correndo para a feira torcendo para encontrar a dupla.

Encontrados.
Conversamos um pouco mais e fizemos as fotos. O que aí foi fácil fácil. "Vocês não podem fazer fotos felizes. Tem que demonstrar a tristeza que estão sentindo com essa história da mala perdida". Não precisei falar de novo, foram ótimos nas expressões.

A pauta rendeu a contracapa do Anexo, caderno de cultura do A Notícia.
