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Posts de novembro 2009

As noivas do Café Aquários

30 de novembro de 2009 3

Quem andou pelas ruas de Pelotas no dia de hoje deve ter cruzado com “gente estranha com um jeito esquisito” pelas ruas. Eram pessoas pelo Calçadão da “Andrades”, gritando outros entrando nos restaurantes se arrastando e até rolando entre as mesas. Um casal de amigos de Santa Cruz do Sul que me visitava disse que se fosse lá, certamente estas pessoas sairiam presas na hora.

Mas em Pelotas vale tudo pela arte!

Agora a noite, eu estava tomando um Café no Aquários, quando o ambiente foi invadido por duas noivas. Fiz algumas fotos, e só depois descobri, conversando com elas, que se tratava de uma performance dos estudantes da faculdade de teatro da UFPel. Entendi o bando de gente alheio ao mundo, que cruzei pelas ruas durante o dia.

Tudo em nome da arte!
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Fotos Nauro Júnior
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Postado por Nauro Júnior/Pelotas

Mais uma etapa ao lado de uma amigo

28 de novembro de 2009 2

 

Foto Marcel Avila… 

Quarta-feira dia 2 de dezembro eu e o Cecconi teremos a honra de poder estar autografando nosso livro A Noite que não Acabou ao lado de nosso querido amigo e conselheiro, Aldyr Garcia Schlee. Será na 1a Feira Bi-Nacional de Jaguarão. O Schlee vai lançar o livro Os Limites do Impossível – Contos Gardelianos.

Estaremos lado a lado, para a nossa honra e alegria. Depois atravessaremos a ponte e vamos para as bandas do Uruguai tomar umas Patrícias no Batuva.

Postado por Nauro Júnior/Pelotas

A vida aos 40

27 de novembro de 2009 2

Gabi e Sofia na praia do Laranjal em Pelotas/Nauro Júnior

Hoje vou publicar um texto escrito pela mulher da minha vida, a Gabi.

Quando ela completou quatro décadas de vida, a consequência foi a tal crise dos 40. Sabe como ela exorcisou a crise? Fazendo o que ela sabe fazer de melhor: escrevendo.

Esta e outras crônicas do cotidiano no blog dela. http://adoromelancia.blogspot.com/

Aí vai…….

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Quando completei 30 anos escrevi uma crônica falando sobre aquela idade, tão mágica. Ao mesmo tempo em que temia chegar às três décadas, tinha um certo fascínio por aquele número que nos abria as portas para vários mundos. O tempo continua me ensinando. Hoje, depois de completar 40, resolvi pensar melhor sobre aquela crônica de anos atrás e escrever sobre essa tão esperada esquina da vida!

A vida aos 40

por Gabriela Mazza

Acho que se Balzac vivesse nos dias de hoje, certamente iria transferir sua versão ideal de mulher para as quarentonas. Se aos vinte anos não sabíamos nada da vida e nos achávamos um misto de mulher-maravilha e Joana D´arc, aos trinta pensamos que sabemos tudo, e almejamos no mínimo alcançar o topo do Aconcaguá. Mera ilusão!

A vida aos trinta é como olharmos um raio-X. Nossa tolerância diminui e só queremos reciclar o que não nos satisfaz. É a hora da virada, de trocar seis por duas dúzias, e querer mais, muito mais da vida. Na verdade, aos trinta nos deparamos com um grande e enorme espelho. Ai resolvemos mudar! Renovamos, melhoramos, trocamos o corte de cabelo, o perfume e às vezes até o marido. Olhamos para trás e pensamos em tudo e todos. Choramos, nos despedaçamos e por fim, chegamos à conclusão de que ainda é muito cedo.

Começamos então a preparação para o verdadeiro ápice da vida. Reconstruímos nossos desejos. Reavaliamos nossos sonhos e revitalizamos nossa vontade de alcançá-los, com métodos práticos e viáveis. Enquanto isso uma briga diária com aquela parte do corpo que acusa. Que nos aponta. Que nos impede de colocar as blusinhas de mil anos atrás. Nossa barriguinha jamais será a mesma. As famosas “bordas de catupiry” chegaram para ficar e não tem “choquinho” ou drenagem linfática que resolva. É fato, e daí?!

Ao mesmo tempo o rosto transparece aquele ar de mulher. Um misto de suavidade e astúcia. Começa também uma intensiva de cremes noturnos, sempre com a ilusão de que as marcas do tempo vão ser “atenuadas”. Na maioria das vezes o ritual dura uma semana e os cremes mofam na prateleira do banheiro. Mas tudo bem, mesmo assim o placar é largamente favorável e temos como vantagem o gosto apurado por um programinha mais cult. Seja um DVD caseiro ou uma aventura em Três Coroas. Nosso espírito continua aventureiro e agora temos a vantagem de ter como bancá-lo.

Finalmente a data se aproxima e nossa vontade é de fazer um festão para esperar o mito. O implacável e tão esperado aniversário de 40 anos é como um marco na vida de uma mulher do século XXI. Temos experiência e autonomia suficientes para transformar nossos sonhos em realidade. Temos sensibilidade para entender o valor de nossos pais e paciência para compreender a intolerância de nossos filhos. Temos um parceiro escolhido a dedo para saborear nossas conquistas e dividir a melhor fatia do bolo. Ou, a autonomia para não querer esse parceiro.

Então é isso, chegamos finalmente ao topo do Aconcágua! Agora temos condições de ver a amplitude do caminho percorrido. Olhamos para trás com satisfação e para frente com tranqüilidade. Sabemos o quanto é importante celebrar cada momento da vida. Chegou a hora da festa e a melhor coisa a fazer é pegar aquela taça linda de cristal, tirar o sapatos e saborear cada bolhinha de champanhe, ouvindo uma música suave e olhando para o céu estrelado de primavera.

Enfim, saborear a vida!

(Nada disso sem antes tomar o velho e bom Engov, porque a ressaca é coisa para quem ainda não sabe as “manhas” da vida!)

 

Postado por Nauro Júnior

Diario de Bordo com um comandante turco

26 de novembro de 2009 3

Nauro Júnior

O texto abaixo foi escrito pelo meu amigo e repórter em Rio Grande Guilherme Mazui.

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Compras com o capitão Deper

 

- Who is the captain? – pergunto, com uma folha em mãos trazendo 20 nomes turcos e dois do Azerbaijão. É terça-feira, tarde ensolarada em Rio Grande.

 

- I’m the captain – responde o baixinho, cheio da marra, quase um Romário dos mares.

 

Apresenta-se sobre meus olhos e os do fotógrafo Nauro Júnior um tipo no mínimo extravagante. Feições turcas, com cabelo crespo e negro raspado a zero, porém com um adorno: um tufo de cabelo na nuca. Um Cascão ao contrário. Além disso, traz um cavanhaque bem fininho. De parceria, tem duas tiras finas de barba nas bochechas. Na orelha esquerda vem um brinco de escorpião e no anelar direito um anel de cobra.

 

- Da onde saiu esse cara? – pergunta o Nauro, com a câmera já pronta, focando a lata do sujeito.

 

Trata-se do capitão Gürhan Deper, 34 anos. Um Jack Sparrow careca e sem barba. Mas tomado de trejeitos. Assim mesmo, como o personagem de Johnny Deep na trilogia Piratas do Caribe. Um homem do mar de olhar negro, profundo, lunático. Cheio de manias, estilo, apreciador de run, baccardi, whisky, tequila. E de mulheres brasileiras, segundo ele.

 

Nauro e eu estamos dentro de uma loja. Os 22 sobreviventes do incêndio no navio mercante Düden, a 260 quilômetros de Tramandaí, fazem compras. Claro, perderam tudo com o fogo. O Capitão Deper é o último a chegar. É jovem pelo posto que ocupa. E altamente marrento. Tem as respostas prontas e não gosta de receber ordens.

 

- Como foi o incêndio? Onde começou? – questiono, de olho na notícia do dia seguinte.

 

- Amigo, não quero falar. Não posso falar – responde.

 

- Mas tu não és o capitão? – insisto, observado pelo Nauro, que já dispara a câmera.

 

- Sou, mas não quero falar. Estou cansado. Muda de assunto. Preciso comprar roupas. Perdi tudo no incêndio do navio – despista Deper.

 

Ofereço ajuda. O Nauro vem junto, de máquina em punho. O capitão quer um tênis. Uma calça larga, uma bermuda, camisetas, cintos. Tudo do melhor. A camisa tem que ser justinha. A calça xadrez.

 

- Quero o melhor tênis. Qual a melhor marca do Brasil? – pergunta.

 

- Pega esse tênis Nike aqui – sugiro, para emendar. – E tu não te machucou no incêndio?

 

- Olhe meus braços (cheio de cortes). Quando o fogo começou eu pulei da cabine. Dava uns 4 metros de altura (…) Tá, mas muda de assunto. Esse tênis aqui é grande. Pede um menor. E pede para ele (Nauro) parar de tirar foto. Não quero. Sou feio. Não vai ficar bom.

 

O Nauro oferece outra coisa, tenta ser diplomático com o turco marrento.  

 

- Capitão, precisa de camisa?

 

- Preciso. Mas não fala mais do incêndio. Vamos tomar uma cerveja de noite? A gente bebe e conversa sobre o incêndio.

 

O convite nos assustou. Casado, pai de família, o Nauro logo arrepiou. A Gabi mataria o fotógrafo caso ele chegasse carregado em casa após uma cervejada com um marujo turco que há mais de 15 dias não bebe e não vê mulher. Ficamos quietos, rindo. Seguimos ajudando o Jack Sparrow dos pobres. Camisa pra lá, tênis, bermuda. E uma pergunta nos corrói. Por que diabos alguém usa um cabelo daqueles? Pergunto.

 

- E esse cabelo?

 

- É uma questão privada, ok? – rebate Deper. O Nauro ficou rindo da minha cara, com aquele jeito bonachão, de dono de bolicho que ele tem.

 

A peregrinarão segue. Tudo por uma entrevista. O relógio corre. Das 14 chega até as 17h. E o Jack Sparrow só enrola. Chega no caixa, paga e só enrola.Na saída, a última tentativa do repórter e fotógrafo.

 

- E a cerveja?

 

- Liga pro hotel que a gente toma a cerveja e fala sobre o navio – promete o capitão.

 

Mais experiente, forjado na boa mesa, Nauro alerta:

 

- Cara, se tu for beber com ele tu morre! Esse cara fica são e tu morre – avisa, já exausto, sentado nos degraus próximo ao caixa.  Entendo o recado. Fico de ligar, mas não ligo. Minha saúde agradece.

Postado por Nauro Junior/Pelotas

Apenas uma imagem do Bairro Areal

25 de novembro de 2009 1

Nauro Júnior
Todos os dia passo em frente à este bar. Acho o lugar atípico. Sempre penso em parar ali para tirar uma foto, mas nunca faço. Porém, na manhã de hoje, a luz de um dia nublado, a solidão da bicicleta estacionada em frente ao bar e as flores de ipê roxo caídas no chão criaram uma pilicromia que me chamou a atenção. Parei e cliquei. É apenas uma imagem de um boteco no Bairro Areal em Pelotas, no caminho do meu trabalho.

Postado por Nauro Júnior/Pelotas

Julieta Amaral, the best

24 de novembro de 2009 0

Cleidomar Antunes

Se você morou em Rio Grande, ou é jornalista, ou, ainda, assistiu algum programa de  TV nos últimos vinte anos e não ouviu falar em Julieta Amaral, acho melhor rever seus conceitos. Julieta é daquelas jornalista inquietas, competentes e onde está não tem espaço para a tristeza. E não tente sacanear, que ela sempre tem uma boa resposta na ponta da lingua.

Hoje pela manhã no porto de Rio Grande enquanto esperávamos os sobreviventes do navio Düden, que pegou fogo em alto mar, chegar, Julieta pousou para a lente do meu amigo Cleidomar Antunes, bem acomodada no colo dos fotógrafos que estavam por lá também.

Ela é experiente e sabe como sair bem na foto.

Postado por Nauro Júnior/Rio Grande

Pelotas, do luxo ao lixo

24 de novembro de 2009 1

Nauro Júnior

O SANEP, órgão responsável pela coleta e destinação do lixo em Pelotas, rescindiu o contrato com a empresa que recolhia os detritos na cidade. Sábado(21) uma nova empresa iniciou o recolhimento através de um contrato emergencial. Mas parece que não está dando conta do recado, pois o lixo se acumula em várias ruas. Na esquina da rua General Argolo com a Santa Cruz, bem no centro, os moradores pedem socorro. Ligaram para redação pedindo ajuda.

O que eu posso fazer é tirar uma foto e mostrar do que eles estão falando. Na cidade de Rio Grande, o canalete na rua Major Carlos Pinto foi humanizada e virou área de lazer e turismo. Em Pelotas, o canalete da Rua Argolo está servindo de lixeira.

Em frente ao Café Aquários, coração da cidade e um dos pontos mais tradicionais, o lixo virou presença constante.  Não vamos longe se seguirmos até o calçadão da rua Andrade Neves, esquina com a General Netto onde diariamente montanhas de lixo são jogados e onde matilhas de cachorros de rua ficam procurando o que comer em uma cena deplorável e nada cheirosa.

Postado por Nauro Júnior/Pelotas

Em meio as chuvas, flores

23 de novembro de 2009 5

Nauro Júnior
A primavera tenta mostrar a cara em Pelotas, mas os temporais e as chuvas na região sul do Estado não permitem. Hoje quando o mau tempo deu uma leve trégua, as flores da primavera formaram um tapete amarelo na Avenida Ferreira Viana. Logo depois, a cinzenta e chuvosa estação das flores reiterou seu ar ranzinza.

Postado por Nauro Júnior/Pelotas

Fotografei um raio depois de 10 anos

17 de novembro de 2009 12

Nauro Júnior

Havia pelo menos dez anos que eu tinha fotografado aquele raio caindo entre as torres da Catedral São Francisco de Paula, em Pelotas (foto abaixo). Nunca mais me arrisquei a capturar raios novamente. Queria que aquele ficasse na memória, e eu acreditava que nunca mais faria nada melhor.


Agora a noite, cheguei em casa e os raios começaram a me provocar. Durante quase uma hora eles iluminaram os céus de Pelotas. Não resisti. Peguei minha máquina, coloquei em cima de um banquinho, e comecei a fotografá-los. Não foi fácil, estou destreinado. Mas consegui pelo menos um humilde raio, digno de dividir com todos.

Naquela época da tal foto, andava a esmo pela noite da cidade. Talvez por isso, as torres da catedral tenham sido o alvo. Agora penso, o cenário de hoje talvez não seja tão atrativo, mas é a paisagem do lugar que escolhi para viver e ser feliz.


Neste instante, os raios dividem espaço com a ventania e uma chuva de assustar. Mas estou feliz. Voltei a fazer fotos de uma das coisas que mais me fascina e me amedronta desde minha infância: temporal de raios.

Postado por Nauro Júnior

Terceira Equipe de Pelotas

11 de novembro de 2009 1

Estes dias mostrei aqui a primeira equipe da Casa Zero Hora em Pelotas.

Hoje mostro este grupo que foi a terceira equipe da sucursal por aqui. Não me lembro bem, mas deve ter sido aí pelo ano de 1998 do século passado. Era eu, o Klécio e a Neila.
Hoje o Klécio com bem menos cabelo, ta grandão, é executivo da RBS em Brasília. A Neila mora em São Paulo e parece que investiu na carreira de “bailariina” e largou o jornalismo. E eu vocês já sabem, continuo aqui ancorado, mas com a bússola virada para o mundo. Depois desta foto que o meu querido amigo (e na época em início de carreira), Moizes Vasconcellos fez, nunca mais nos reunimos, e talvez estas quatro pessoas que um dia estiveram tão próximos, nunca mais serão vistas juntos. A vida se encarregou de separa-los e cada um seguiu o seu caminho.
Foi um bom tempo.

Postado por Nauro Júnior/Pelotas