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Muita gente estranhou as pequenas mudanças no escudo do G.E. Brasil que foram anunciadas pela diretoria e por Jéfferson D’oliveira, Diretor de Criação da agência Me Gusta, na tarde de ontem. Porém penso que elas foram pertinentes e adequadas.
Se houvesse mudanças radicais, criaria animosidade dos xavantes mais conservadores, porém o velho escudo xavante tinha que ser modernizado.
Os grandes clubes brasileiros tiveram que se modernizar se tornarem competitivos.
Internacional, São Paulo, Atlético Paranaense e até o emergente Grêmio Barueri, modernizaram seus estádios, seus fardamentos, suas contas, e penso que o Brasil de Pelotas está no caminho.
Depois de o clube sobreviver a uma das maiores tragédias do futebol brasileiro há onze meses, hoje o clube está com as contas em dia, tem chegado perto das finais nos campeonatos que disputa e tem um grupo de torcedores que vivem para ajudar o clube (Cresce Xavante).
Agora o distintivo é o reflexo de uma mudança que deve ser em longo prazo.
O Brasil espanou os velhos vícios de administrações passadas, onde os presidentes não se preocupavam com o futuro do clube. Montavam times a qualquer preço e endividando e comprometendo o patrimônio do clube por muitas gerações.
Vi oficiais de justiça recolhendo todo o borderô no final das partidas para saldar dívidas, e mesmo assim o clube sobreviveu às velhas tiranias.
A galera do Cresce Xavante já conseguiu trocar todo o alambrado, está sendo responsável pela drenagem do gramado do Bento Freitas, o presidente Helder Lopes saiu das arquibancadas xavantes e agora começaram mudanças concretas no que o time tem de mais valoroso, sua marca.
A mudança tem que ser sutil. A intenção de mudança no distintivo é para que ele tenha mais simetria e harmonia, que é o que precisa acontecer entre diretoria, torcedores, jogadores e patrocinadores xavantes. Mas tem que haver mudanças. Senão o Brasil vai continuar sendo o clube folclórico, irreverente que tem uma torcida fanática, mas que ninguém respeita.
Postado por Nauro Júnior/Pelotas
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