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Posts de janeiro 2010

Dez motivos para escolher o Cassino

30 de janeiro de 2010 17

Alexandre e João, um Bra-Pel cassineiro. Crédito: Nauro Júnior

Ninguém entende quando eu falo que o Cassino é diferente de todas as outras praias do Rio Grande do Sul. Quem mora na Grande Porto Alegre não aceita este bairrismo que existe aqui no sul do Estado. Para nós, de Pelotas e Rio Grande, só existem três praias: o Laranjal, Cassino e Punta del Leste. Já que estou no Cassino, de folga, vou falar de algumas diferenças que fazem esta praia única.

1- Ela é a maior do mundo

2- Ela tem os molhes da Barra com seus tetrápodes

3- O cassineiro pode andar de carro na beira da praia. E o melhor, estacionar o carro e fazer um churrasco enquanto a mulher toma banho de sol

4- A Iemanjá no Cassino é a mais bonita que existe, feita pelo Érico Gobbi

5- Na praia do Cassino tem o Altair, o navio encalhado que todo mundo quer tirar uma foto

6- A praia do Cassino tem o Hotel Atlântico e os casarões centenários na Avenida Rio Grande

7- É o único lugar onde se toma um mate na beira-mar observando o movimento de entrada e saída de navios do porto

8 – No Cassino se anda de vagoneta

9- Quem está cansado da muvuca pega o carro e vai até o Farol do Sarita, parte deserta da praia

10- E o que realmente faz o Cassino ser diferente, é que aqui não se anda com a camisa do Grêmio e do Inter. O bairrismo nos faz usar os mantos de Brasil, Pelotas, Farroupilha, São Paulo, Rio Grande e Riograndense. Como os cunhados da foto. Encontrei na praia os pelotenses Alexandre Stallbaun e João Felipe Lubke. Cada um trajado conforme sua paixão. Felipe de vermelho e preto. João de azul e ouro.

Folguinha para por a casa em ordem

25 de janeiro de 2010 1

Galera, estou tirando uma folga de cinco dias para resolver problemas particulares. Não se preocupem que não é nada grave, mas como me dedico full time a Zero Hora, acabo deixando nuitas coisas para trás, e a patroa começa a chiar. Como, ao contrário do que a Carol (minha chefa em POA), pensa, quem manda em mim é a patroa. Estou fora esta semana para por a casa em ordem.

 

O meu amigo Vinícius Costa estará e disposição para resolver quaquer assunto aqui na nossa região.

 

A nossa querida Bianca (leia-se, Pelotasmais) também pode quebrar algum galho se nescessário. E o pobre do Guilherme Mazuí, reporter de Rio Grande fica com a minha região na mão.

 

Se acontecer alguma coisa, estarei na cidade, é só ligar para o meu celular, que aliás devo aproveitar a folga para trocar o aparelho que já está sete anos comigo(pois é eu sou apegado). O meu é daqueles tijoróla.

 

O e-mail do Vinícius é:

contato@viniciuscostafotografia.com

 

Pretendo tirar um tempo ainda para levar a Sofia para conhecer o Cassino..

Mas vou continuar conversando com todos aqui pelo blog.

 

Como dizia o poeta: “No mais, estou indo embora”

Cavalgada Cultural da Costa Doce chega a sua última etapa

23 de janeiro de 2010 3

Os cerca de 150 cavaleiros de diversos grupos do Estado e também do Paraná que participaram da 11ª Cavalgada Cultural da Costa Doce partiram na manhã de hoje de São Lourenço do Sul em direção à praia do Laranjal, em Pelotas, no sul do Estado. Essa foi a última etapa da jornada que iniciou no último dia 14 em Guaíba e termina amanhã, com a chegada no balneário.

Com um percurso de 300 quilômetros pela Lagoa dos Patos, a cavalgada revive a história do Estado por caminhos e trilhas percorridos por índios, escravos e tropeiros no passado. A cavalgada tem como objetivo valorizar as tradições e o patrimônio natural da região sul, além de fomentar o turismo.

— Com o lema “Na Costa Doce revivendo nossa história cavalgamos pela tradição” seguimos mais uma vez valorizando a arte e a cultura por meio do resgate de nossa identidade cultural — diz Carlos Gonçalves, presidente da Associação dos Cavaleiros da Costa Doce.

O ponto da Luz

22 de janeiro de 2010 0

Pontos de Luz

Esses dias fiz essa foto e lembrei da subjetividade implícita nela. Acho que é uma boa imagem para começar o final de semana. Tempo em que recarregamos as energias e pensamos na vida. Estamos sempre correndo atrás de nossos objetivos, procurando acertar, marcar um ponto. Que esta foto nos leve a algumas metáforas, mas que a luz do sol encha nossa vida de luz, sempre!

Bom final de semana!

Um século de paixão Aureo Cerúlea

21 de janeiro de 2010 9

Seu Palombo, 102 anos de paixão pelo Pelotas.

Quando nasceu, no dia 15 de agosto de 1908, a única certeza que o pequeno Renalto Palombo tinha é que no futuro seguiria a profissão do pai e dos irmãos. Seria alfaiate. E foi isto que fez por mais de meio século.

Mas ele tinha apenas 56 dias de vida quando nasceu uma paixão que contagiou sua família e convive paralelamente a sua vida por mais de um século. 

O E. C. Pelotas.

Seu Palombo, como é conhecido por todos na cidade,  guarda viva na memória lembranças remotas. Como por exemplo a invasão de Pelotas por Zeca Neto na Revolução Federalista de 1923, e lembra de ver Getúlio Vargas e Franklin Roosvelt passarem em carro aberto na sua frente em plena década de 30, no Rio de Janeiro.

Palombo sempre gostou de corrida de cavalos e mulheres. Mas se tem uma coisa que faz os olhos azuis do seu velho centenário brilhar é quando ele fala do seu querido E.C. Pelotas. Rapidamente lhe vem escalações e jogos de 70, 80, e até 90 anos atrás. Ele assistiu o Áureo-Cerúleo vencer o campeonato gaúcho em 1930 contra o Grêmio de Porto Alegre. Também lembra que o troféu só foi entregue vinte anos depois e foi uma festa na cidade. Seu Palombo viveu o auge do Lobão na década de 70 e viu o seu time do coração cair para a segunda divisão na década de 90 sem nunca duvidar do seu amor pelo clube que acompanha há mais de cem anos.

Esta semana falei com o seu Palombo no Café Aquários, local que ele frequanta diariamente desde o dia da fundação em 1942. Ele está confiante este ano com seu querido Pelotas.

_Perder para o Grêmio é normal hoje em dia. Não é igual naquela época(1930) em que ficamos campeões em cima deles. Hoje eles tem muito dinheiro. Mas nos próximos jogos a gente se recupera.

Seu Palombo, mesmo no auge de seus 102 anos ainda tem ânimo para tocar uma flauta nos seus amigos xavantes que frenquentam o Café Áquários.

_Eu e o meu querido Pelotas somos de primeira.

Este é um símbolo para a torcida do E.C. Pelotas. Os clubes oferecem tantas honrarias e as vezes não lembram de uma figura emblemática como o seu Palombo para fazer uma homenagem. Jogadores, torcida e diretoria devem se espelhar na persistência, lucidez e experiência do velho que viveu mais que o próprio clube. É um segredo de sucesso – e longevidade.

Nascimento das tigres dágua

21 de janeiro de 2010 0

 A natureza em mutação

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Nascimento das tigres dágua

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Ontem nasceram mais de 500 tartaruguinhas tigre dágua em um viveiro clandestino em Rio Grande. A Patram esta monitorando há meses os espertos que querem ganhar dinheiro destruindo a natureza. Pessoas foram presas, e agora as bichinhas estão no Núcleo de Reabilitação da Fauna e da Flora que pertence a UFPel.São pessoas maravilhosas que se dedicam a resgatar a dignidade do nosso planeta. Tive o privilegio de assitir o nascimento de um animalzinho tão fragil, porém tão exuberante. Os cativeiros continuam sendo monitorados e várias tartaruguinhas devem vir ao mundo nos próximos dias. Parabéns ao trabalho de todos que se dedicam a transformar nosso planeta em um lugar mais agradável de viver.

Como diz a minha pequena Sofia todos os dias lá em casa.

_TEMOS QUE CUIDAR DA NATUREEEEEEZAAA.”

Wesley Santos

20 de janeiro de 2010 0

Wesley Santos no Café Aquários

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Ontem eu estava tomando um mate na sucursal, quando a recepcionista me ligou dizendo que tinha um cara estranho, a bordo de um caminhonetão, querendo falar comigo lá na portaria. Fui ver do que se tratava. Era meu amigão Wesley Santos, que voltava de Buenos Aires, onde fotografou o Raly Dakar. Tinha acompanhado a aventura desde o Chile.

O Wesley é um velho amigo, dos tempos que, era fotógrafo freela, em Santa Vitória do Palmar. Ele foi embora da região, mas deixou por aqui um bom motivo para sempre voltar: bons amigos e duas filhas lindas, que moram aqui em Pelotas.

Antes de ir embora, passamos no Café Aquários para brindar o sucesso que foi a sua cobertora do maior raly do mundo. Depois, ele pegou sua nave, e daquele jeitão “estranho”, se mandou.

Afinal de conta, ele é fotógrafo free lancer, e não tem tempo a perder.

Saúde amigo, porque a sorte acompanha os bons fotógrafos!

O encantador de cavalos está triste

19 de janeiro de 2010 4

Sempre falo que a melhor coisa da minha profissão é conhecer as histórias gigantes que existem nas pessoas mais simples. No ano passado, tive o privilégio de conhecer o jóquei Vilmar Nunes. Até aí tudo bem, o que tem de gigante em o cara ser um jóquei? Mas o “seu” Vilmar é um jóquei que está em atividade e completou 70 anos de idade em junho do ano passado. Aí vem a pergunta: O que este velho está fazendo que não vai pra casa cuidar dos netos e para de correr risco de vida?

A mesma pergunta já foi feita pelos filhos, netos, amigos e até pelo médico do Seu Vilmar, que cuidou dele esses tempos quando caiu de um cavalo e amassou três vértebras.

Sabe o que ele respondeu?
- Se eu parar de montar eu vou morrer, doutor. Quando corro e o vento bate no meu rosto, eu me sinto vivo.
- Mas se tu cair do cavalo, tu morre Vilmar! – falou o médico.
- Eu morro é se eu não montar mais doutor, eu já to no lucro….

Então, todos passaram a admirar e respeitar o Vilmar. E sabe como ele agradecia? Ganhando corridas. E vinha ganhado um monte. E os outros jóqueis todos têm 20, no máximo 30 anos. Poderiam ser filhos ou netos dele. E o seu Vilmar era o mestre de todos eles.
Durante a semana, antes das corridas, o velho jóquei ficava tomando mate e conversando com os seus cavalos… Isso mesmo, ele conversa com os cavalos.

O Black Tie, que é o preferido do Seu Vilmar, leva ao pé da letra esse negócio de tomar chimarrão com o jóquei. Enquanto o veterano corredor sorve um amargo na porta da cocheira, o gigante cavalo preto fica lambendo a cuia e comendo erva. E quando e Seu Vilmar se afasta um pouco, Black Tie fica espichando o pescoço para alcançar a cuia.

Ano passado passei uma tarde ouvindo histórias que o Seu Vilmar contava, cheio de orgulho de sua cumplicidade conquistada com os cavalos nestes 54 anos de prados e carreiras.

Só que desde ontem, o seu Vilmar está calado. Porque uma portaria do Ministério da Agricultura, acabou com as corridas de cavalo aos domingos no Hipódromo da Tablada, em Pelotas.

Alguns vivaldinos vinham há muito saqueando e usando em benefício próprio, um patrimônio que apesar de ser privado é de todos os pelotenses. A antiga diretoria locou todas as dependência do Jockey Club de Pelotas, incluindo vila hípica, salão social e exploração de corridas, tudo (pasmem!), tudo mesmo, por R$ 350,00. E para um cara que atende pelo apelido no mínimo estranho de “Paulinho Fio Dental”.

O atual administrador, além de explorar jogos de azar dentro das dependência do Jockey (o que é ilegal), não cumpriu com o básico, que seria manter em dia a Carta Patente no Ministério da Agricultura. Existe um contrato de cinco anos, assinado pela antiga diretoria, que apesar de ser legal é imoral, e levou ao fim as atividades em um dos mais bonitos hipódromos do país.

A atual diretoria, que ganhou a eleição no voto, tenta desde o dia que assumiu colocar a casa em ordem. Mas o contrato feito pela antiga gestão é tão estapafúrdio, que os próprios diretores não podem ter acesso aos documentos do clube.

Foi pedida a reintegração de posse de todas as dependências do hipódromo, mas a justiça achou que não deveria dar. Tinha um prazo dado pelo Ministério da Agricultura para atualizar a documentação, mas o tal administrador não cumpriu.

Agora o seu Vilmar não vai mais poder correr nos páreos de domingo como vem fazendo nos últimos 55 anos. Agora seu Vilmar e toda a sua família que vive do Jockey Clube a várias gerações, não terão mais o que fazer. Agora, a família do seu Vilmar e mais mil famílias, que direta ou indiretamente viviam do Jockey Club de Pelotas, ficarão sem renda.

Penso que em Pelotas todos tem uma capacidade infinita de sobreviver às crises. Mas não podemos subestimar a paixão pela vida e pelos cavalos de um velho jóquei de 70 anos, que um dia disse para o seu médico.

- Se eu parar de montar eu vou morrer doutor. Quando corro e o vento bate no meu rosto, eu me sinto vivo!

A quadrilha que tomou o Jockey Club de Pelotas há um tempo acabou com o sonho do mestre Vilmar, de montar uma escolinha de jóqueis e passar sua experiência para crianças carentes da região.

Durante os próximos dias, quando o seu Vilmar for tomar mate em frente à cocheira do seu amigo Black Tie, penso que o silêncio deva imperar. Quando for tomar chimarrão, o velho jóquei deverá olhar para o companheiro e confidenciar, que alguns espertos que encheram os bolsos de dinheiro enquanto os dois corriam, acabaram com os sonhos de muita gente. Enquanto o veterano corredor sorver um amargo na porta da cocheira, o gigante cavalo preto ficará lambendo a cuia e comendo erva sem entender porque os dois não saem mais para treinar nos finais de tarde.

Hoje, foi o primeiro dia que o Jockey Club de Pelotas esteve fechado. O que se via, eram velhos treinadores, jóqueis e cavalos, todos de cabeça baixa, em uma vila hípica triste e nostálgica, que depois de 80 anos de corridas não vai assistir páreos no próximo domingo.

O que se via, era o velho encantador de cavalos Vilmar pensando que um dia declarou para o seu médico:

- Se eu parar de correr eu morro doutor.

Espetáculo de cores na Boca do Lobo em Pelotas

17 de janeiro de 2010 1

Neste domingo fui escalado para cobrir a estreia do EC Pelotas no Gauchão 2010. Foi ótimo ver a Boca do Lobo lotada e o Lobão disputando um grande jogo na elite do futebol gaúcho novamente. O maior público da história do estádio assistiu e deu espetáculo. Sempre faço muitas fotos e nem sempre tenho com publicar todas. Mas hoje pelo menos um parte delas divido com todos aqui no blog.

Desgarrados de Satolep

17 de janeiro de 2010 0

Todos os anos, no mês de janeiro, tenho a felicidade de receber amigos de todos os cantos em minha casa. Este ano, a chuva nos fez companhia durante todo o dia. No final da tarde, o grupo, em sua maioria fotógrafos, ficou inebriado com as cores do quadro que se pintou no céu. Reunimos o grupo e começamos a brincar com a luz. Confiram algumas imagens que fiz, das brincadeiras dos Desgarrados de Satolp.