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Posts de abril 2010

Um concerto legislativo

29 de abril de 2010 25

Tenho notado há bastante tempo que nas cerimônias, sessões da Câmara e até mesmo em eventos públicos, pouca gente canta o Hino de Pelotas. Tenho observado também, que quando os vereadores de Pelotas se fazem presentes nestes eventos, a maioria só mexe a boca ou então se dão ao direito de ficar de boca fechada.  Como não tenho como entrevistar toda a população para ver quem sabe cantar o hino, decidi fazer uma enquete com os nossos nobres vereadores de Pelotas. Eles representam a totalidade da população, e foram eleitos pelo voto de todos os habitantes de Pelotas.

Para representar o povo de Pelotas, 14 dos vereadores recebem por mês R$ 6.938,86.  O presidente da Câmara recebe R$ 10.408,29. Sei que a função de um vereador não é cantar o hino, mas penso que deveriam saber pelo menos uma boa parte, pelo que simboliza.  Um vereador me disse que a  minha matéria era uma pegadinha. Mas pedir para um representante cantar o hino de sua própria cidade não me parece pegadinha.  O Jacques Douglas e eu editamos o material captado com os 15 vereadores. Tentamos dar um tom um pouco descontraído ao vídeo. Se eu colocasse na íntegra o que muitos dos nossos legisladores disseram seria trágico, e não cômico.

O presidente do legislativo pelotense, Milton Martins, me disse que a matéria servirá para incentivar os vereadores a decorar a letra do hino.  E pode ter certeza, Miltinho, que minha intenção nunca foi ridicularizar ou constranger nenhum dos vereadores. Só não imaginava  que a grande maioria não sabia cantar nem a primeira estrofe do hino.  O critério foi o mesmo com todos. Liguei o a câmera, e perguntei:

- Vereador, sabe cantar o hino de Pelotas? Pode cantar o trecho que sabe para nós?

Ouvi as desculpas mais esfarrapadas de quem não sabia a letra, O vídeo ficou um pouco extenso, 11 minutos, mas vale a pena. Quando coloco algumas telas pretas, são frases que foram ditas durante a entrevista por mim, pelos vereadores ou até mesmo por pessoas que assistiam as gravações.

O Hino de Pelotas é lindo, e fala das coisas da nossa terra.  Então vamos lá. Cantem juntos com nossos representantes legais no Legislativo Pelotense.

"Salve, salve Pelotas querida..."

Confira abaixo a letra do Hino de Pelotas, que tem letra de Hipólito Lucena e música de Romeu Tagnin:

Salve, salve, ó Pelotas querida
Formosíssima terra do Sul
Tens coberta de glória a vida
Como é lindo o teu céu tão azul.

Não há terra no mundo grandiosa
Que te iguale no esplêndido brilho
De Pelotas a terra formosa
Tenho orgulho também de ser filho.

No teu seio aparece, fulgura
Alegria,instrução e valor
São Gonçalo baixinho murmura
A canção da saudade e do amor.

Salve, salve, ó Pelotas querida…

Hei de sempre Pelotas te amar
E trazer-te na minha memória
Aprendi no teu seio a chorar
E a sorrir nos momentos de glória.

Meus avós te souberam amar
Com orgulho, carinho e respeito
E ao morrer me fizeram herdar
Esse amor que conservo no peito

Salve, salve, ó Pelotas querida
Formisíssima terra do Sul
Tens coberta de glória a vida
Como é lindo o teu céu tão azul

Orgulho de pai

29 de abril de 2010 0

O Vitor me convidou para assistir a estréia do Ian Ramil no mundo da música. Estou publicando aqui o convite, pois o Vitor está todo orgulhoso do filhão. Infelizmente eu não vou poder assistir porque é em Porto Alegre e não tenho como me afastar de Satolep nos próximos dias. Mas me disseram que o guri "saiu igualzito ao pai" e isto torna o show imperdível. Ainda mais que ele não vai estar sozinho, Ian é um das figuras que forma o Descoletivo. Tem tudo para ser uma confusão, mas daquelas que não tem como dar errado, porque talento vem de berço.

Parabéns Vitor, Ana e boa sorte Ian

Vai atrasar

29 de abril de 2010 1

Estou anunciando no twitter desde ontem que a matéria na Câmara de Vereadores de Pelotas entraria no ar aqui no Retratos da Vida até hoje ao meio-dia. Mas como tenho que aproveitar as horas de folga do Jacques Douglas que é um artista e está editando para mim, não conseguimos terminar. Fomos até à uma da manhã ontem, e hoje pela manhã a ilha está sendo usada para fechar o JA. No meio da tarde vai estar aqui.

Já vou dar um prévia.

Fiz um teste com os 15 vereadores para ver quem sabia cantar o Hino de Pelotas.

O resultado mais tarde aqui no blog. Não perca.

Cozinha encantada

28 de abril de 2010 2

Os meus amigos tem a mania de ir lá em casa e fotografar a Sofia, a Gabi, a minha casa para depois me mandarem as fotos para dizer que são melhores dos que as que faço. Mas o Vinícius Costa se superou. fotografou a cozinha lá de casa. E não é que a foto ficou linda?

Mas hoje minha cozinha colorida  está triste e sem cores, as comidas sem temperos, a água para o mate está fria, e minha pia está cheia de louça.

Mas amanhã espero que tudo volte ao normal. Porque assim meu mate fica lavado e minhas cobertas não vão me esquentar.

Encontro na manhã gelada

28 de abril de 2010 30

Sempre que acordo para fazer fotos de frio sinto uma angústia, por medo de me tornar repetitivo. Na realidade são anos e anos, sendo pautado para a mesma foto. Tento sempre encontrar um fato novo, mesmo duvidando que as manhãs vão me revelar algo novo. Levanto da cama de madrugada, quando a Gabi e a Sofia ainda dormem. Visto bastante roupa e saio para a minha caçada matinal. Minha arma é a máquina fotográfica e as presas são as imagens raras que por ventura eu ainda não tenha feito. Geralmente, quando volto, a Gabi já está com o mate pronto me esperando com os olhos ansiosos para ver o que eu trouxe.

Há dias em que ela já sente no meu rosto, que não consegui nada diferente. Mas hoje, meu amor sentiu que alguma coisa nova tinha acontecido.

Eu trouxe uma lua cheia, garbosa, em pleno amanhecer, de presente para as minhas meninas. Tenho feito fotos de frio há muitos anos, e nunca tinha vito uma lua como a que vi hoje de manhã.

Talvez a foto nem passe toda a beleza que pensei ter visto. Talvez nem seja uma grande imagem eu pensei que fosse. Mas fotografei para dividir um pouco do que senti, quando meus olhos viram o raro encontro do sol com a lua nesta manhã gelada.

Lembrei na hora do filme Feitiço de Áquila. Que conta a história de dois amores separados pelos turnos da lua e do sol. Admirei e capturei aquele momento, a imagem da lua que se despedia por trás da névoa do campo, enquanto do outro lado o sol espiava um casal que um remava um barquinho pelo Arroio Pelotas.

Tholl de contrato novo

28 de abril de 2010 0

Há menos de um ano o Grupo Tholl quase foi embora de Pelotas por falta de um local para treinar. Depois que um empresário da cidade sensibilizado com a situação do grupo declarou: "enquanto eu for vivo o Tholl não fica sem casa", a UCPel (universidade Católica de Pelotas) renovou o contrato de patrocínio por mais um ano. Em uma cerimônia simples o reitor da UCPel e o diretor do Grupo Tholl João Bachilli assinaram o contrato de renovação. O reitor declarou que, quando a universidade começou a ajudar o Tholl há oito anos, era apenas uma aposta em um grupo da cidade que prometia, mas hoje é a UCPel que colhe os louros de ser patrocinador do grupo que agora é conhecido nacionalmente. 

João Bachilli reafirmou o que disse quando o grupo estava para ir embora da cidade.

-O Tholl é de Pelotas e tem o maior orgulho de levar o nome de nossa cidade para todo o país, e as grandes riquezas de nossa cidade são a educação e a cultura e o Tholl e a UCPel juntos simboliza isto.

Depois da assinatura foi descerrada uma placa em homenagem a reitor e a universidade. Logo após a  cerimônia de renovação do apoio, houve a tarde de recreação especial, dirigida às crianças da Escola Estadual de Ensino Médio Coronel Pedro Osório, que interagiram com integrantes do Grupo Tholl.

Abaixo algumas imagens da tarde no novo Centro de Treinamento do Tholl.

 

Com doce ou sem doce?

27 de abril de 2010 9

Uma medida tomada pela organizazação da 18ª Fenadoce de Pelotas tem dividido opiniões dos "formadores de opinião" da cidade.

O docinho, que tradicionalmente acompanha o ingresso comprado para entrar no Centro de Eventos Fenadoce, não será mais oferecido.

Ainda não se sabe que efeito isto terá sobre o evento. Até porque a população pelotense e os fiéis visitantes da festa mais doce do Brasil ainda não se manifestaram. Pelos cálculos, o público é estimado em pelo menos 300 mil pessoas durente a feira. A discussão ainda paira entre aqueles que acham que tem influência sobre a opinião da população. Acho que a aprovação da medida , só será sentida de fato na bilheteria da festa, que começa dia 26 de maio.

O fato é que já era tradição: bastava comprar um ingresso para a feira, para ganhar um doce. Mas a partir de agora, quem quiser provar, vai ter que pagar. A decisão é polêmica, mas segundo a organização foi tomada para manter o mesmo valor do ingresso do ano passado.

O presidente da Centro de Diretores Lojistas (CDL), Ênio Lopes, responsável pela organização da feira, disse que a partir de agora receberão doces sem pagar, os alunos da rede pública de ensino. É que os pequenos receberão doces que serão ofertados por empresas que estão aderindo ao projeto da  CDL, que pretende disponibilizar doces a todos os alunos da rede pública de ensino que já visitam a Feira gratuitamente. O presidente também afirma que se o doce continuasse incluído no ingresso, o valor teria que aumentar de R$ 5 para R$ 7.

Ainda conforme a organização, a lei da meia entrada será cumprida rigorosamente este ano: idosos com mais de 60 anos e estudantes que apresentarem documentação vão pagar somente a metade do ingresso.

Sei que aumentou o preço dos ovos, açúcar, farinha, gás e até mesmo transportes, que são a matéria prima do doce. Mas a população nem sempre entende e, será na bilheteria da 18ª Fenadoce que vamos ver se o público vai aprovar ou não a medida.

Uma coisa todos podem ter certeza. Se gostaram dos desfiles temáticos no ano passado, este ano Zeca Zener está de volta e o espetáculo vai ser muito maior. Eu pagaria o ingresso só pra ver o desfile. Mas, como estou de regime este ano, não ganhando o doce junto com o ingresso, sentirei um pouco menos de culpa.

                                                                                       Colaborou, www.pelotasmais.com.br

Como vocês não estão de regime, o que acham da medida? Comente esta matéria!

Um colega meu

26 de abril de 2010 1

Este é o Pedro, o colega no caso. Foto Nauro Júnior

Este texto foi escrito pela Gabi, mãe da Sofia, no blog adoromelancia.blogspot.com e divido com vocês aqui. A foto foi tirada por mim, pai da Sofia, no caso...eu!!!!

Segue o relato:

Quando éramos pequenas a Kiki (minha irmã) chegava em casa do colégio sempre contando um apanhado de novidades. Eram estórias mirabolantes, que aquela cabecinha infantil imaginava e descrevia com uma riqueza de detalhes singular. Mas nós, de casa, desconfiávamos que o personagem traquinas das estórias, era ela mesma. Só que quando resolvíamos perguntar quem tinha feito tamanha arte, ela arregalava aqueles olhos da cor do mar, e respondia séria:

- Foi um colega meu, ora!

A frase ficou célebre na infância e cruzou a adolescência como uma velha sátira. Muitas risadas foram dadas ao lembrarmos dessa tirada. Imaginem, ao melhor estilo "saindo pela tangente", e criada em plena década de 70.

Mas não é que o mundo gira, e quando menos esperamos “o colega meu” bate novamente à nossa porta?

Semana passada estávamos levando a Sofia no colégio, quando encontramos a mãe de um colega da Sofia. Era sexta-feira e ela perguntou o que achávamos de na saída da aula, Sofia ir direto para casa do Pedro, para brincarem juntos. Dessa vez fui eu quem arregalou os olhos e perguntei:

- Lorena, é a primeira vez que a Sofia vai brincar na casa de alguém, como funciona? Eu não sei nada do assunto ainda!!! A que horas eu busco, o que eu faço?!

Cena ridícula, eu sei. Mas era exatamente assim que eu me sentia: perdida. Trocamos celulares e combinamos que eu ligava mais tarde para buscá-la. Chegou perto da hora de terminar a aula, o meu piloto automático fez com que eu pegasse a chave do carro e me dirigisse à garagem. Foi aí que me liguei que não era para buscá-la, que ela estava na casa de “um colega meu”.

Naquele par de horas fiquei pensando tanta coisa. Imaginando que dali em diante as novidades iam ser cada vez mais intensas. Prazeres como esse, de estar na da casa dos amigos, cheios de autonomia, só iam somar à lista de programas da Sofia . Para mim, que sou uma manteiga derretida, tudo é motivo para crise, e naquelas duas horas de espera tive uma em versão fast food. Viajei tão longe, que cheguei a enxergar a Sofia e o Pedro colocando as mochilas no carro, e indo acampar no Uruguai. Nesse ponto não me contive, e liguei para Kiki me lamentando, em mais um momento pós-cordão umbilical. Ela riu de mim, e aproveitou para lembrar que de agora em diante a coisa só piora.

Legal Kiki, valeu!

Mal bateram às 20h e eu já estava à caminho, pegando o Nauro no jornal para irmos buscar a nossa Cinderela. Chegando na casa do Pedro, encontrei a Lorena e a Geórgia aos risos com as tiradas da duplinha. Eles se divertiram muito e obviamente a Sofia já queria combinar um novo encontro. Na saída, para amenizar a saudades do amigo, ela levou um brinquedo dele emprestado, para passar o final de semana com ela.

Adivinhem o que?

Nada mais simbólico do que o colorido castelo do Pedro. Tudo bem, eu me recupero. Mas o principal dessa história, é que a princesa volta para casa com o castelo do príncipe debaixo do braço, ao melhor estilo das fábulas modernas. E termina o dia são e salva, tomando uma mamadeira de leite com Nescau, no colo da sua mamãe!

Ufaaaaaa!!!!

Cidades Gaúchas Paisagens Urbanas

26 de abril de 2010 0

Estes dias eu estava no Café Aquários quando encontrei os fotógrafos Eurico Salis e Edy Kolts sorvendo o melhor café do estado. Sentamos para bater um papo e o Eurico me contou que preparava um material para o seu próximo livro, chamado "Cidades Gaúchas, Paisagens Urbanas". Tomamos um café eu, o Eurico e o alemão, batemos um bom papo e depois cada um seguiu seu caminho. Para minha surpresa o livro já ficou pronto. É sempre assim, a gente se envolve na nossa própria vida e não se da conta que os outros estão correndo atrás de seus sonhos. Pelo que vi o livro ficou um show,  e não poderia ser diferente, pois o Eurico não precisa provar mais nada para ningém. Ele é um dos melhores fotógrafos documentaristas do Brasil.

Mas o melhor de tudo foi saber que a capa do Livro é uma paisagem urbana de Pelotas. A prefeitura e o Biblioteca Pública Pelotense estão na primeira página do "Cidades Gaúchas".

Obrigado, Eurico por me ajudar a mostrar o que tento a muito temopo provar. Pelotas é um dos lugares mais bonitos deste país. Obrigado, por me ajudar a defender através de imagens o valor do Patrimônio Histórico deste berço cultural do Brasil. Tenho tentado com as minhas fotos fazer isto, mas parece que santo de casa não faz milagre.

Parabéns Eurico Sales, por realizar mais um sonho!

Abaixo o texto que o Eurico me mandou sobre o lançamento do Livro:

 

O fotógrafo Eurico Salis lança no dia 22 de abril, no Fórum Fnac, BarraShoppingSul (Av. Diário de Notícias,300), o livro Cidades Gaúchas – Paisagens Urbanas com sessão de autógrafos as 19h30min.

 

O livro reúne 155 fotos,  tendo como tema o patrimônio arquitetônico histórico preservado em 28 cidades do interior do Estado. Com textos de Moacyr Scliar, Luis Augusto Fischer, Carlos Urbim, Luiz Americano e  Humberto Gessinger -Engenheiros do Hawaii e Pouca Vogal, a edição é um documento inédito por retratar  o conjunto de prédios restaurados. Em comum, as fotografias têm a fina luz característica do entardecer, escolhida com esmero pelo autor, com o objetivo de ressaltar a preciosidade de sombras, texturas, e nuances em fachadas de igrejas, casarões, ruas, portas e janelas.

 

 

O design gráfico foi desenvolvido por Manuel Petry/Capella Design, 168 páginas,  capa dura, 30cm x 28cm.  As imagens revelam um  olhar diferente daquele do espectador comum, já que o autor teve o cuidado de selecionar detalhes e contornos nem sempre percebidos, dando-lhes destaque. Para Eurico, a realização de Cidades Gaúchas – Paisagens Urbanas significa a conclusão de um ciclo, compondo com Porto Alegre – Cenas Urbanas, Paisagens Rurais a visão da vida urbana gaúcha.

 

 

Eurico Salis faz questão de ressaltar que Cidades Gaúchas – Paisagens Urbanas,  é, antes de tudo, um registro autoral e poético sobre o tema proposto. “Não se trata de um documentário acadêmico e muito menos de um guia turístico, mas, sim, de uma composição na qual a técnica esteve a serviço da emoção”. No livro, há fotos captadas em Alegrete, Antonio Prado, Bagé, Bento Gonçalves, Canela, Caçapava do Sul, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito. Dois Irmãos, Farroupilha, Garibaldi, Jaguarão, Novo Hamburgo, Pelotas, Passo Fundo, Rio Grande, Rio Pardo, Piratini, Santa Maria, Santo Angelo, São Miguel, São Gabriel, São Leopoldo, Santo Amaro, Triunfo, Uruguaiana e Venâncio Aires.

 

O livro poderá ser adquirido nas livrarias Saraiva, Cultura, Fnac.

Preço sugerido: R$ 120,00

Patrocínio: Banrisul, Corsan, Sulgás, BRDE, Planalto Turismo, NHT Linhas Aéreas, Assembléia Legislativa do RS, e Unifétril. Apoio Lei Federal de Incentivo a Cultura. 

Chá das cinco com a Baronesa

25 de abril de 2010 3

Esta semana marceneiros, restauradores e os responsáveis pel limpeza davam os últimos retoques no Museu da Baronesa, em Pelotas. A casa e todo o acervo passaram por uma repaginação, que faz parte de um projeto de restauração que todo o Parque da Baronesa irá passar em breve, em virtude do PAC das Cidades Históricas.

O museu se enfeitou. Paredes foram pintadas, retoques dados nos forros e pisos renovados. Além disso as peças do acervo passaram por uma limpeza geral. Tudo isso para o dia de hoje, data em que o Museu da Baronesa completa 28 anos. E para celebrar o aniversário, abre suas em portas a partir das 14h, depois de trinta dias de preparação.

A entrada é franca e para quem nunca visitou a casa, poderá, através do acervo, conhecer melhor objetos e símbolos do período aristocrático. Além de conhecer melhor a cultura de nossa cidade, a visita possibilita estabelecer um elo entre o passado e os dias de hoje. Estou postando algumas fotos que fiz ontem, durante os últimos preparativos. Para quem estava indeciso com o melhor programa para essa ensolarada tarde de domingo, aí está a minha dica.

Abaixo, um pouco da história do Museu da Baronesa.

* O casarão foi adquirido pelo Coronel Aníbal Antunes Maciel em 10 de junho de 1863, que o doou a seu filho Aníbal Antunes Maciel, por ocasião de seu casamento, em agosto de 1864, com a jovem Amélia Hartley de Brito, carioca de nascimento e de descendência inglesa.

O CASAL tornou-se conhecido pela generosidade e grande espírito humanitário com que tratava as pessoas carentes e necessitadas, contemplando-as com gêneros alimentícios e donativos.

A presença humana e respeitável da família Antunes Maciel ganhou notoriedade pela alforria concedida a seus escravos em 1884, muito antes da Lei Áurea, fato que o fez ser agraciado com o título de BARÃO DE TRÊS SERROS, por decreto do Imperador Dom Pedro II.

Com a morte do Barão em 1887, e a posterior transferência da Baronesa para o Rio de Janeiro em 1889, o solar continou a ser habitado por uma de suas filhas, Dona Amélia Anibal Hartley Antunes Maciel, chamada carinhosamente de "Sinhá Amelinha", que tornou-se conhecida da comunidade pelotense por sua grande bondade e espírito filantrópico.

A incrível personalidade desta grande dama tornou conhecida a chácara dos barões como "o Solar da Baronesa", tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural, em 04 de junho de 1985.

                                                                          * Fonte. Página do Gaúcho.

 Serviço:

Oque?

Aniversário do Museu da Baronesa.

Quando?

Domingo (25)  das 14h às 18h

Como?

Visitação com entrada franca

Onde?

Av. Domingos de Almeida, 1146

Pelotas/RS