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Posts de maio 2010

Tchê, que baita frio

31 de maio de 2010 1

Hoje nem acordei tão cedo assim. Como cheguei em casa tarde, estava na Fenadoce para fotografar o desfile que não saiu por causa da chuva, resolvi tomar o mate mais tarde. Quando abri os olhos já ouvi o minuano "véio" assoviando no canto da casa. Vesti o poncho e sai para a rua com a máquina em punho para fazer uns retratos deste frio de renguear cusco que chegou hoje. Se parar o vento, os campos vão ficar branquinhos de geada. Aí vai umas fotos das pobres das crianças que não podem sair pra rua pra brincar por causa do frio. Mas é lindo este Rio Grande véio gelado.

Fui. To indo para Jaguarão que a Câmara de Vereadores fará uma homenagem hoje para a Mariana Muller, o Carlos Etchichury e eu por causa da Expedição Lagoa Mirim que fizemos juntos no ano passado. Depois conto mais sobre isto.

O espetáculo foi da Chuva

31 de maio de 2010 4

O relógio marcava 19h e nas arquibancadas as pessoas já se aglomeravam para assistir ao segundo desfile temático da 18ª Fenadoce. O vento sul que soprava trazia consigo uma chuva fina, típica do inverno pelotense. Mesmo com o frio o público aguardava ansioso pelo espetáculo do mago Zeca Zenner. A imagem vista pelos espectadores era a do Castelo da Corte multicolorido refletido na passarela molhada e pessoas que corriam tentando escapar da chuva, formando um balé silhuetado. A espera foi rompida pela notícia que ecoava dos auto-falantes da feira. O desfile estava cancelado em função do mau tempo. A tristeza por não assistir o desfile durou pouco, os personagens do "Meu Reino por um Doce" invadiram os pavilhões e alegraram o público que caminhava pelos corredores. 

Desde quinta-feira 63 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos. No estacionamento eram vistos carros de todas as partes do Estado, e mesmo com o frio os pavilhões estiveram lotados durante todo o domingo. 

Meu reino por um doce

29 de maio de 2010 2

Acabei de chegar super cansado da fenadoce. Fui de manhã para acompanhar o Schlee no J A ao vivo que foi feito direto de lá. Depois voltei e acabei saindo de lá agora pouco, depois de acompanhar a governadora, fotografar os doces que estão sendo lançados para a Copa do Mundo, ver a apresentação do Tholl e acompanhar a cerimonia oficial de abertura da 18ª Fenadoce.

Mas o principal estava por vir.  O desfile temático meu reino por um doce.

 Amanhã vou contar mais sobre o sonho que foi o desfile. Teve sorriso de felicidade no rosto das crianças e lágrimas de emoção no rosto do adultos. Fica aqui as imagens, amanhã escrevo.  

Enfim, a governadora na Fenadoce

28 de maio de 2010 10
Já era o segundo ano que a Governadora Yeda Crusius não comparecia na abertura da Fenadoce em Pelotas. Há dois anos, na hora em que ela saía da capital para Pelotas, o vice-governador Paulo Feijó trouxe a público uma gravação do ex-secretário César Busato. Lembram?
No ano passado, Yeda chegou a pousar o avião no Aeroporto de Pelotas, mas uma manifestação que se formou nas arquibancadas da Fenadoce fez a governadora retornar para Porto Alegre sem nem chegar na festa. Este ano a governadora veio a Pelotas e foi recebida pelo presidente da Fenadoce, Ênio Lopes. Várias autoridades e candidatos aproveitaram os holofotes para aparecer ao lado dela. Ela comeu vários doces e chegou a remexer em um tacho de goiabada cascão na indústria de doces Dona Zilda, que funciona dentro do Centro de Eventos Fenadoce. Quando perguntei se ela sabia fazer doce ela me respondeu:
-Sei, e faço em casa sempre que posso. Mas todas as tardes peço para algum assessor me buscar goiabada cascão, para comer com queijo do Rondon.
Yeda não se arriscou a ficar para a solenidade de abertura e retirou-se minutos antes, não sem levar várias sacolas de doce.

A doçura de fazer um doce

28 de maio de 2010 0

Nas últimas semanas estamos, eu e o Sancler, mergulhados na doçura de viver entre as doceiras. Já visitamos fábricas dos quitutes, presenciamos a confecção de vários doces finos pelotenses e comemos muito mais doces do que deveríamos. Entre as sessões de fotos com estas pessoas que criam a magia do doce, fiz alguns vídeos.

A Fenadoce inicia oficialmente hoje à noite e se estende até o dia 13 de junho. Ainda dá tempo de você pegar um avião, uma carro, um ônibus, uma bicicleta, uma charrete. Enfim, venha do jeito que puder, mas não perca esta festa onde a gula é uma doçura.

Galpão Crioulo da Fenadoce

28 de maio de 2010 0

Ontem foi gravado o Galpão Crioulo de dentro do Centro de Eventos da Fenadoce. Foi o show de imagens e música do mais puro folclore gaúcho.

O programa só vai ao ar pela RBS no dia 6 de junho, mas fiz algumas fotos para todos já irem conferindo um pouco do que aconteceu por lá. 

Shicó do mamulengo na 18ª Fenadoce

27 de maio de 2010 1

Há dois anos a Fenadoce mudou completamente, e para melhor. O responsável por isso se chama Zeca Zenner. Zeca, que é potiguar, é um cara genial, já foi o braço direito de Joãozinho Trinta. Foi ele e Joãozinho que mudaram  a cara do Natal Luz em Gramado. No ano passado Zeca foi convidado para montar o primeiro desfile temático da Fenadoce. Para fazer este trabalho ele trouxe a tiracolo uma verdadeira torre de babel. Trabalha com ele gente do Brasil todo. Quando foi embora levou mais um monte de gaúchos para a sua equipe.

Este ano Zeca voltou e trouxe sua trupe para trabalhar. É uma galera que trabalha se divertindo para construir sonhos. Vou tentar mostrar alguns personagens que trabalham com Zeca durante a 18ª Fenadoce.

Vou começar com Shicó do Mamolengo, um pernambucano arretado que encontrei nos bastidores a 18ª Fenadoce. Mestre nas artes plásticas e na arte do improviso, ele trabalha na equipe de criação dos bonecos gigantes que prometem encantar os visitantes da Fenadoce, e nas horas vagas diverte a equipe com seu sotaque e muito bom humor. Filmei Schicó com meu celular.

Então "VAMU LÁÁ. QUEM É TU SHICÓÓÓÓ???"

Que venham os doces

26 de maio de 2010 1

O primeiro dia da 18ª Fenadoce foi das crianças. Enquanto os operários davam os últimos retoques nos estandes, alguns alunos de escolas locais invadiam os pavilhões da feira mais doce do país. Integrantes do Grupo Tholl eram parte das atrações do primeiro dia.  Os estudantes Tamires Lopes de Souza e Taison da Rocha Souza, ambos com 8 anos e alunos da da 3ª série Escola Dr. Francisco Simões, pediram para tirar fotos com a trupe. 

O vídeo que reproduzo abaixo foi criado pelo publicitário Daniel Moreira, meu amigo Cuca, da agência Incomum. A produção ficou por conta da V3 Vídeo Produtora, de outro querido e competente profissional da área, o Juruá. Essa é a prova de que temos gente talentosa em nossa terra.

Parabéns à todos, e que venham os doces!

Monquelat, a paixão pelos livros

25 de maio de 2010 2

Sábado publiquei um post sobre o Adão Monquelat e o Klécio. Sobre o Klécio ninguém me perguntou nada, mas sobre o Adão, várias pessoas me mandaram email perguntando mais sobre ele. Como minha semana está atribulada com a  abertura da 18ª Fenadoce  e com a vinda de Nilson Mariano que esteve aqui comigo produzindo matérias para a série "52 histórias...", vou colocar uma entrevista que a fotógrafa Daniela Xú fez com o nosso querido livreiro. O texto e a foto são da Xú.

Conheço Adão Fernando Moquelat há tempos. Gosto dele desde então, assim gratuitamente, até porque ele é fácil de ser gostado.

Dono da livraria Monquelat situada ali na Telles, 558, entre Gonçalves Chaves e Santa Cruz ou mais precisamente entre a Odonto e a Católica. Quer referência melhor?!

Monquelat trabalha com livros usados há 29 anos. Os lançamentos são reservados para autores nossos e das cidades circunvizinhas. De tanto andar pelos sebos do País o acervo é considerável.

Todo sábado pela manhã acontece um ritual encontro de professores, historiadores, advogados e amigos que tem a literatura como ponto convergente de longos e frutíferos papos. O horário que funciona este local de puro deleite? Das 9h às 11h45 e das 14h às 19h. Monquelat chega antes e já prepara o tradicional chimarrão de pura folha da erva Baldo. Também aos sábados a tarde os amigos de todos os quadrantes e de gostos diversificados vem se aprochegando atraídos pela amizade que ali reina. Ao sair, deixam um pouco de si e levam a vontade de voltar em breve para, entre uma conversa e outra, se reabastecerem de afeto. Este é o Monquelat, um fazedor de amigos e de livros. Falando com ele indaguei tudinho e passo pra vocês o que considerei de melhor, como se fosse possível.

 

 

Monquelat, quando começou essa paixão pelos livros?

- Com os gibis. Iniciei uma coleção na década de 40 e 50. Tinha como heróis o superhomem, Durango Kid, Zorro, Kid Limonada e Kid Colt. Guardava-os em caixas de Madeira que antes armazenavam champagnes Georges Aubert e Michelon. Eram todos cadastrados e valeriam uma fortuna hj.

O que aconteceu com os gibis?

- Minha mãe colocou fogo na coleção quando tomei bomba em uma prova de Latim. Meus heróis viraram cinzas. A partir daí começou meu interesse pela literatura.

Quais foram os primeiros livros adquiridos?

- Eu tinha 13 anos e havia nos gibis propagandas de novas publicações proibida para menores de 14 anos. Meu pai comprou pra mim dois exemplares que me chamaram a atenção, Sapho, de Afonso Daudet e o livro Mesalina, a Imperatriz do vício e do pecado. Foi meu primeiro contato com a literatura sem figurinhas.

Porque abriste um sebo?

Por necessidade própria. Na época, Pelotas tinha apenas um sebo mas, sem catalogação, sem organização, era muito difícil a procura por um exemplar específico. Também por que sou fascinado por sebos, tenho um gosto pessoal de frequentá-los. É algo que sempre me fascina.

A Livraria Monquelat sempre teve esse nome?

- Não. O primeiro nome era Lobo da Costa mas, como ficava na rua Dom Pedro II sempre me perguntavam porque o nome da livraria não tinha o mesmo nome da rua. Cansado de explicar que era por causa de uma predileção pelo poeta pelotense troquei o nome para Monquelat. Também foi na mesma época do lançamento de A Divina Pastora. Dois fatores que me fizeram optar pela troca do nome.

Com as novas tecnologias tu acreditas que o livro impresso terá um fim?

- Os hábitos de frequentar livrarias estão mudando. Falta contato físico entre o livreiro e o consumidor. Muito por causa da internet. A magia dos sebos está se perdendo mas, acredito que o livro não vai desaparecer. A gente não leva o computador pro banheiro, né? Também acho desconfortável levar o notebook pra cama. É desagradável.

Acredito que os manuscritos também estão perdendo valor, quem perde é o mercado com a falta das críticas literárias. Antigamente os manuscritos eram valiosíssimos.

Além de livreiro tens fama de escritor, e dos bons. Quais são tuas obras publicadas?

- Novos textos Simonianos; Maiêutica; Fóquiu & Company; Antologia Poética e Alguma prosa, sobre Lobo da Costa; Coletâneas e Notas Bibliográficas de Poetas Pelotenses, de 1804 a 1864; Notas à Margem da história da Escravidão.; O Desbravamento do Sul e a Ocupação Castelhana. E a mais recente publicação é pela Editora e Gráfica da UFPEL em 2010 chamado Senhores da Carne. Charqueadas, Saladeristas y Esclavistas.

Estás preparando um novo livro?

- Não. Quer dizer, não sei, pode surgir.

 

Já te sentiste um Desgarrado de Satolep?

- Não, nunca! Me considero um cidadão do mundo. Quem está no mato não consegue ver as árvores.. É preciso sair da cidade para conseguir ver as árvores. Na rotina tu te perdes. Morei em Curitiba, em São Paulo e Porto Alegre. Se hoje tivesse que fazer a opção de sair eu iria para Montevidéu, no Uruguai. Visito a cidade há 41 anos. Me sinto em casa lá, já poderia ser jubilado.

 

 

Quer saber mais sobre Monquelat ? Passe na livraria. Você vai se surpreender.

O endereço é:

Rua Gen. Telles 558  fone 32251514

www.livrariamonquelat.com.br

Luzes na Costa do Abolengo

24 de maio de 2010 9

A única coisa que rompe o silêncio aqui em casa normalmete é o latido dos cachorros. A escuridão por aqui às vezes é amenizada pela lua cheia. Mas a calmaria impera.

Só que ontem à noite, ouvi um barulho trazido pelo vento sul. Sai na porta lateral e meus olhos ficaram inebriados com a imagem que me deparei. Uma sequência de luzes, de todas as cores. O predomínio do verde ressaltava os elementos da natureza escondidos na escuridão.

Lembrei que meu vizinho, proprietário da Costa do Abolengo, vinha há algum tempo reformando o lugar para transformá-lo em em espaço de eventos. Ele aproveitou as características históricas de um velho estábulo e o transformou em um dos salões de eventos mais charmosos de Pelotas.  O lugar guarda caracteristicas rurais, aristocráticas e modernas, além de ficar às margens do Arroio Pelotas. O curso d´água tombado como patrimônio cultural do Estado, que deu nome à cidade.

A exuberãncia deste lugar durante o dia, já merece ser chamado de paraiso. Mas ao vê-lo iluminado, parecia cena de cinema. Não resisti, peguei a máquina fotográfica e bati uma foto, já do alpendre de casa (a primeira foto do post). Depois entrei no carro e fui até lá para ver de perto como tinha ficado a reforma. Era a primeira festa que acontecia no lugar, um aniversário para 400 pessoas. Por sorte, cheguei cedo e consegui fazer várias fotos com o local quase vazio. Depois começaram a chegar os convidados, e não tive como fazer muita coisa.

O aniversariante me convidou para ficar, mas depois de dar uma circulada, e descobrir o número de garrafas de whisky, champagne, cervejas e vinho, achei mais prudente ir para casa. Afinal, hoje eu teria que trabalhar, e minhas fotos precisam ter foco.

Prefiri ficar com os olhos inebriados pela intensidade das luzes que criavam as imagem de beleza do Abolengo, ao perigo de me deixar sorver pela quantidade etílica. 

A imagem acima, foi a que me levou até as outras. É a visão que tive do alpendre de casa.

As duas fotos acima mostram o caminho iluminado por tochas e luzes, até o novo local de eventos.

Nas fotos acima, a Costa do Abolengo, da recepção até as margens do Arroio Pelotas.

Acima meu amigo Diego, todo feliz. Ele transformou a casa onde nasceu e cresceu, em um belo empreendimento.

Agora a figueira iluminada, com toda sua magnitude, mas desta vez vista de perto.