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Posts de junho 2010

Dia de ornitólogo

30 de junho de 2010 3

Hoje pela manhã estava lá na Embrapa fazendo uma matéria com um francês que faz um estudo por estas bandas.
Foi quando a fotografa Ana Luiza, a Aninha, me chamou para ver uma coruja que há dias descansa em um depósito onde é guardado adubo, uréia e outras 'cositas más'.
A Aninha estava preocupada com a velha guardiã das noites, pois suspeitava que ela estivesse machucada. Quando a gente ia bater fotos, ela não queria fazer poses e ainda ficava com cara de sono. Eu fui até lá junto com o cinegrafista da RBS TV Pelotas, Luciano Charnaud, e vimos que ela parecia muito bem, obrigada. A cara de sono é porque nossa amiga é boêmia e de dia tem que recuperar as energias, e a escolha da nova morada devia ser porque em um depósito têm vários pequenos ratinhos. Ela chegou para acabar com as orgias noturnas dos pequenos roedores que deviam andar fazendo festas dentro dos sacos que estão depositados por lá.


Por descargo de consciência passei para a Aninha o telefone no Professor Minello, diretor do Nurfs (Núcleo de reabilitação da Fauna e da Flora Silvestre da UFPel).
Chegando à redação me aparece o Zé Mello. O veterano cinegrafista escondia nas mãos um frágil beija-flor, disse ele que o bichinho tinha tentado entrar pela janela produção e não notou que o vidro estava fechado. Bateu e caiu desmaiado. O Zé foi lá e resgatou o delicado passarinho e me perguntou o que fazia com ele. Eu disse que, antes de qualquer coisa, ia bater uma foto. Depois passar uma aguinha na cabeça dele e logo após soltar.


Cumprimos o cronograma. O beija-flor ficou um tempo descansando em um galho de uma goiabeira e depois seguiu seu destino, nem precisou ligar para o Minello.
Vida de fotógrafo é assim. Tem dia de céu azul na primavera que não aparece um passarinho pela frente pra gente fotografar. Mas, em pleno o inverno, em uma quarta-feira cinza e fria, a gente pode viver um dia de ornitólogo.

Olhares de saudade

29 de junho de 2010 3

Minha amiga Sandra, uma pelotense desgarrada, esteve visitando a terrinha e fez alguns cliques saudosos da nossa querida Satolep. Como ela já é freguesa do Retratos da Vida, me enviou as fotos e falou que se eu gostasse do material podia publicar. Tanto gostei que escolhi algumas e pucblico aqui junto com o e-mail da Sandra..

Obs: Sandra, uma foto eu cortei porque tu fotografou minha casa e pareceria marketing pessoal. 

Olá, Nauro...

Gostaria de participar novamente do teu blog, o "Retratos da Vida", por isso te envio algumas fotos feitas por mim, da visita que fiz à minha querida Satolep na semana passada.

Parabéns pelo teu trabalho. Tuas fotos são lindas e mais do que isto, transmitem sentimento.

Espero que você também goste também das minhas fotos.
 
Atenciosamente,
 
Sandra de Souza
Bento Gonçalves, RS
Sandra de Souza

Cadê o quinto elemento?

29 de junho de 2010 1

Recebi esta foto do jornalista Rogério Brodbeck. Ele sugeriu que o fotógrafo receba o Prêmio Esso por esta imagem. Mas o problema é que ele não mandou o crédito do fotógrafo a ser premiado.

Eu e o Vinícius Costa analisamos esta foto, e não nos pareceu ter sofrido manipulações.

Então está aí. Se alguém souber o nome do fotógrafo, terei o maior prazer em publicar. Mas não poderia deixar de mostrar está foto. Ela é a prova de que o fotógrafo tem que ser humilde, pois sua obra quando é bem feita, é maior que seu próprio nome. 

Valeu Brodbeck!

Anoitecer em Pelotas

28 de junho de 2010 4

Hoje quando voltava de uma pauta vi um céu pintado de vermelho pelo pôr-do-sol que se escondia atrás de nuvens, que mantiveram o dia cinza em Pelotas. Levantei a máquina e fiz uma foto com o carro andando mesmo.
Fui até o jornal, resolvi algumas coisas e fui para casa com a noite já mostrando a cara. Notei que a lua cheia começava a se descortinar no lado leste do horizonte. Já me aproximando de casa vi que ela emoldurava esta figueirinha, parei o carro e fiz um malabarismo para conseguir bater estas fotos. Eu não tenho tripé e estava dando -5 de velocidade. Tive que escorar a máquina em cima da bolsa e segurar a respiração para disparar o obturador, sob pena de tremer.
Acho que valeu a pena.

14 anos por aqui

28 de junho de 2010 6

Hoje faz 14 anos que cheguei em Pelotas. Lembro que o dia 28 de junho de 1996 era muito parecido com o de hoje: frio, cinza e úmido. Fui apresentado para a cidade como ela realmente é, no seu estado literal. Não fui enganado por um dia de verão no Laranjal, me apaixonei por Pelotas exatamente como ela é.

A despedida de Novo Hamburgo foi um pouco traumática. Minha mãe não queria me dar tchau. Ficou chorando no banheiro e quando consegui abraçá-la, falei que estava indo só por um tempo. Eu dizia que logo, logo, estaria trabalhando na redação da ZH, em Porto Alegre. "Novamente estariamos pertinho", argumentei. Mas ela sentenciou: 

- Dessa vez tu estás indo pra não voltar mais. Só vai vir em casa à passeio.

Não entendi direito aquela frase. Chorei um pouco também, mas como os filhos fazem em algum momento da vida, parti.

Meu irmão Dagoberto, me levou até a rodoviária da Capital para pegar um ônibus para um dos únicos cantos do RS que eu ainda não conhecia. Nem imaginava como era Pelotas. Peguei o ônibus às 13h30 e iniciei minha primeira viagem para o Sul do mundo.

Eu andava tão cansado com os preparativos para a viagem, que quando entrei no ônibus praticamente desmaiei. Dormi boa parte do trajeto. Quando acordei estávamos passando por Turuçú.

Na época o curtume Lange funcionava.

E pouco tempo cheguei na rodoviária de Pelotas. Fui recebido com a música da Shakira "Por milênios e milênios". Mal sabia eu que aquilo era uma profecia. Uma senhora me pediu algumas moedas para ajudá-la a completar o valor da passagem para ela ir até Canguçú. Eu completei. Depois descobri, nas várias vezes que a vi na rodoviária, que tinha me enganado.

A única referência que eu tinha era que a Casa ZH ficava ao lado do restaurante Cruz de Malta, na rua XV de Novembro. Passei esta informação para o taxista e ele me largou lá. Eu carregava uma bolsa com todo meu equipamento fotográfico, uma mala de roupas, uma saco plástico grande - com um cobertor e meu travesseiro. Assim cheguei por aqui.

Com um cabelo que ia até o meio das costas, preso por um rabo de cavalo, vestia um casacão preto até os joelhos, calça jeas e umas botas suspeitas que eu achava parecida com a do Antônio Bandeiras em "Balada do Pistoleiro". Logo o Klécio me convenceu que estava mais para cantor de música sertaneja.

Assim me apresentei. Assim conheci Klécio, Théo, Henrique Pires, Lima, Pelegrino, seu Alcir e família. Depois fui apresentado ao Café Aquários, primeiro lugar em que entrei em Pelotas depois da ZH. Lá o Henrique me presentou para o Adalim Medeiros, e assim fui conhecendo pessoas, lugares, histórias e fui me introduzindo no dia a dia desta cidade. Cheguei em plena Fenadoce. Acabei voltando à Novo Hamburgo um mês depois. Aluguei uma casa na rua Três de Maio perto da Católica,. Trouxe minha mudança de NH e comecei a viver realmente Pelotas.

Hoje acordei e nem me dei conta que data era. Quando cheguei no jornal tinha esta mensagem na tela do meu computador. Deu vontade de escrever mais um monte de coisas. Mas não tenho como resumir 14 anos de muita vida em um post. Só sei que me transformei em um correspondente  Depois abri minha caixa,  tinha um e-mail da Gabi também falando da data. Na realidade, a Gabi fazia parte dos planos que o destino arquitetou para mim, o dia em que me mandou para esta cidade no sul do mundo.

Ser pai da pequena e linda pelotense Sofia.

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Hoje não é um dia qualquer.

 

 

Há 14 anos alguém chegava em Pelotas

 

 

para mudar definitivamente a sua vida.

 

 

Estou feliz por poder estar aqui

 

 

presenciando esse dia!

 

 

Felicidades!

 

Sancler.

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Nauro,
 
Como nas datas comemorativas dos países, hoje pode-se dizer que é o dia do "Descobrimento de Satolep".
Foi o dia em que descobrisses essa terra que tanto amamos.
Parabéns por essa data especial!
Coisa boa que o destino te trouxe!!
 
Te amo

Amostra gratis

27 de junho de 2010 0

Meu pai sempre disse:

- Quem manda melhor faz.

Fiquei um pouco constrangido ao passar uma pauta para o grupo de alunos de jornalismom da UCPel. O Recuero me colocou nesta fria e eu não pude escapar. Tentei ser o mais gentil possível e não ferrar ninguém.

Imagina a galera questionando.

- Quem este cara pensa que é para fazer a gente ir para o centro fotografar?

Ou então...

- Não tem nada no calçadão que valha a pena fotografar.

Mas para provar que não coloquei ninguém em uma missão impossível, sábado pela manhã fui até o calçadão e vi várias pautas rolando por lá. Tinha a campanha contra o Crack, doação de medula óssea, chuva, frio, correria, uma manifestação do PPV, gurizada trocando figurinhas da copa, venda de vuvuzelas, enfim, notícia é o que não faltava.

Vou publicar algumas como sugestão. Em vários ângulos e aberturas, para os alunos de fotografia da UCPel se inspirarem na produção do material.

É como quando a gente vai ao médico e além da receita sai com a amostra grátis na mão. Boa sorte!

Doulas, guardiãs da gestação

26 de junho de 2010 6

Foi pubicado neste sábado, na capa do Caderno Vida - que é editado pela minha querida amiga Larissa Roso, uma matéria escrita pelo Sancler Ebert sobre as doulas.

Mas o que são Doulas?

Nunca tinha ouvido falar esta esta palavra até a semana passada.

São pessoas que acompanham aconselham e tranquilizam grávidas e familiares durante a gestação. Antigamente tinha uma tia, avó, mão ou irmã mas velha que já tinha tido vários filho. Mas com os tempos modernos ninguém tem tempo para mais nada. Então surgiram as Doulas. Eu fiz estas fotos para a matéria e fiquei sensibilizado com o trabalho destas moças.

A Isane, que já conheço seu trabalho, pousou para mim com a futura mamãe Caroline Wierner, de 29 anos. Ela está gravida de 34 semanas e fez as fotos para matéria. Obrigado as duas, pelo carinho e paciência. Como saiu só uma foto na ZH compartinho mais algumas aqui com vocês.

Quer saber mais sobre Doulas?

Leia a capa do Caderno Vida de Zero Hora deste sábado.

Ela me olhou, eu olhei para ela

26 de junho de 2010 1

Eu voltava de uma pauta quando ali perto do Big eu senti que alguém me olhava de um jeito diferente. Virei para o lado e vi que esta prestimosa equina me observava. Nossos olhares se cruzaram. Gritei para o Antunes.

-Para o carro.

Foto Nauro Júnior

Desci com a máquina na mão e iniciei um book da menina. Ela fazia poses para mim até o momento que se aproximou e deu um beijo na lente, depois colocou o focinho dentro da minha bolsa para ver o que tinha ali.

Fiz estas fotos, nos despedimos e eu parti. Achei que ela ficaria bem mais bonita no outdoor do que aquele rapaz que se esforça para vender alguma marca de telefone na foto de cima.

Pauta fotográfica para alunos da UCPel

25 de junho de 2010 10

Este post é específico para os alunos da UCPel (Universidade Católica de Pelotas), que me deram o privilégio de trocar experiências sobre fotojornalismo na noite de quinta-feira. No final da conversa, o professor Carlos Recuero me colocou em uma fria. A prova prática dos alunos seria um pauta que eu passaria a todos. Na hora me vieram várias ideias, mas em todas eu ferraria com a galera, porque fotojornalismo não é a barbada que se pensa.

A primeira coisa que me veio à cabeça seria pedir uma foto jornalística do prefeito Fetter Júnior. Seria divertido. Imagine 30 alunos acampanhando o prefeito durante uma semana. Seriam flagrantes, retratos posados, ele saindo de alguma solenidade, chegando na prefeitura, fumando. Todos iriam enlouquecer o prefeito durante cinco dias. Mas relaxem, o nosso querido prefeito partiu para a Europa e ficará por lá por duas semanas. Acho que ele descobriu meu plano maquiavélico.

Então tinha que pensar em outra coisa. Tinha que ser fotojornalismo na veia, mas não poderia ter um grau de dificuldade muito grande, sob pena de vocês não quererem nunca mais ver minha cara, ou pior, eu sofrer um atentado em alguma esquina da cidade. Quando saí de lá da palestra fui tomar uma cerveja "original" com meu amigo Paulo Rossi no Cruz de Malta e logo depois fomos para o bar do Alex nos juntar com Moizes Vasconcellos. O Paulinho levantou um ideia que penso será tranquilo para todos. Eu peguei a ideia do Rossi, elaborei a pauta e agora passo a vocês.

Uma vez conversando com o meu mestre Kadão ele me disse:

-Nauro, os fotógrafos sonham em um dia trabalhar na redação de um grande jornal em Nova York, e quando chegam lá querem viajar para uma cidadezinha do interior para fazer uma grande foto.

Pensei muito sobre esta frase e me dei conta que as notícias estão na nossa frente e a gente não vê.

Então vamos lá.

Eu delimitei uma espaço no centro de Pelotas que compreende entre os dois calçadões do centro e mais o centro histórico da cidade.

O primeiro é o Calçadão da Andrade Neves, que inicia no cruzamento com Voluntários da Pátria (podem usar a faixa de segurança se quiserem) e vai até o Mercado Público Pelotense.

O segundo é o Calçadão da Rua XV de Novembro, que começa no Café Aquários e vai até a Prefeitura, podendo ser usada toda a praça Coronel Pedro Osório e seu entorno.

Bem, delimitado a área, a pauta é a seguinte:

Quero que cada um faça, uma ou cinco fotos (isto mesmo, 1 ou 5) que conte uma história jornalística. Falamos na palestra o tempo todo em construir notícia com imagens, e é exatamente isto que acredito que cada um deve fazer.

Uma foto de uma vitrine não é notícia, mas uma foto de uma vitrine que está anunciando 50% de desconto é uma pauta de economia.

Uma ladrilho do calçadão que está solto pode causar um acidente, isto é uma pauta.

Os cães errantes que vagam pelo calçadão é uma problema social, os mendigos também. O frio é pauta, o calor também. Podem fotografar de dia ou de noite, mas não façam fotos estereotipadas, sejam criativos e diferentes. Lembrem do que eu falei:

- A profissão de fotógrafo não vai acabar nunca, mas a de picareta, preguiçoso, incopetente, relaxado, disperso, etc. etc. etc, estas estão em extinção. 

Enfim, vocês terão que apresentar uma foto que tenha notícia, informação, jornalismo, mas que tenha beleza estética. Se um texto jornalístico tem que ter informação, mas também tem que ter poesia, o mesmo vale para as fotos. 

Por que cinco fotos? Porque tem histórias que devem ser contadas em série. E daí voces terão a possibilidade de fazer uma série de fotos onde uma complementa a outra. Se as fotos forem de assuntos diferentes, não vale. Tem que ser uma sequência lógica. UMA SÉRIE.

Bom, vocês terão seis dias para resolver esse problema e criar imagens jornalísticas que acontecem aos montes no calçadão de Pelotas todos os dias. Depois, se me autorizarem, publicarei as fotos com os devidos créditos aqui no blog.

Boa sorte a todos. E qualquer dúvida estou aqui neste guichê para ajudá-los.

Ah, amanhã de manhã acontece uma série de eventos no calçadão. Vai render ótimas fotos jornalísticas. Não percam.

Durante este post eu publiquei três fotos que fiz esta semana de um funcionário do Sanep lavando a Fonte das Nereidas. Uma foto do Chafariz pode até ilustrar uma matéria, pode ser uma lembrança para um turista levar de lembrança da cidade. Mas uma foto de alguém lavando o um chafariz histórico com uma vassoura velha, isto é noticia. Não me copiem, sejam melhores que eu.

Podem ter certeza, não é muito difícil.

Abraços em Todos, Nauro Júnior.

Identidade pelotense

25 de junho de 2010 2

A minha amiga Bianca Zanella publicou no site clicRBS Pelotas esse texto que eu gostaria de ter feito. Bairrista, bem do meu jeito! Mas como foi ela que fez, tô publicando na íntegra...

Leia abaixo.

por Bianca Zanella

Ontem estive em Camaquã junto com a equipe da RBS TV para conferir a Festa de São João. Depois de alguns meses de uma convivência distante, mas acompanhando as coisas do município através das notícias que chegavam para o blog clicRBS Camaquã, estava curiosa para ver como seria a festa do padroeiro e a famosa fogueira dentro da água, uma das primeiras coisas que me falaram sobre a cidade.

Por lá encontrei o pelotenssíssimo palhaço Poeirinha, sorriso conhecido do Calçadão da Andrade Neves. Ele, cheio de graça, e as "bolinhas iô-iô".

Na saída, paramos em uma petiscaria e encontramos no cardápio, adivinhem o quê? Xis Bebum!!! Por bairrismo, nosso orgulho não nos permitiu provar o tocaio do nosso lanche mais famoso, especialidade gastronômica do Circulu´s. O Daniel Trzeciak e o Leonardo Silva preferiram o super cachorro-quente, realmente super. Eu pedi um "imparcial" xis salada.

Mas tem uma coisa que só Camaquã tem, além do croquete no espeto que vimos em uma das quase cem barracas de comilança montadas para a festa do padroeiro, evento que mobiliza toda a cidade. A fogueira de São João, com 30 metros de altura, que qualquer camaquense garante que é a maior dentro d'água do Estado, quiçá do Brasil. Eu, pelo menos pessoalmente, nunca vi outra maior para contradizer.

O espetáculo de luzes coloridas e música encheu centenas de olhos por mais de dez minutos. Lindo de ver os fogos de artifício e as chamas lá do alto refletidas na água da lagoa da Prainha.