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Posts de julho 2010

Citydown tem premiére

29 de julho de 2010 0

Publiquei há algum tempo aqui no blog um texto chamado "Um mundo especial"  que falava sobre as gravações do filme Citydown. Neste sábado(31) acontece a premiére do filme, um longa metragem produzido em Pelotas, e que tem seu elenco formado em 99% por portadores da síndrome de Down. O projeto único é dos diretores José Mattos e PC Nogueira.

Recebi o convite para assistir esse belo trabalho em primeira mão e divido com vocês. Será feita uma Premiére em dia único, neste sábado, 31/07/2010, em três sessões, com horários marcados para às 16h, 18h e 20h, no Teatro do Círculo Operário Pelotense, em Pelotas. O valor do ingresso é R$ 15,00 e estão à venda na Loja Sulcenter, no calçadão em Pelotas e poderão ser adquiridos de forma antecipada até às 12h de sábado(31).

O FILME - Em Citydown nasce um filho diferente, especial e que enfrenta todas as dificuldades sociais, escolares, entre outras, de alguém considerado diferente em nossa sociedade nos dias de hoje. O  mundo é Down, as pessoas tem essas características, embora em nenhum momento de sua história se fale na síndrome. Durante o longa as pessoas poderão observar fatos semelhantes e muito comuns em nossa vida diária, de uma forma contrária, pois apenas o filho especial não possui síndrome de Down, dentro deste elenco.

Foram 45 dias de trabalhado corrido durante os sets de filmagem, depois veio  o período muito ousado de edição aonde os diretores de CityDown deram a forma desejada a obra projetada, enfim CityDown – a história de um diferente está pronto e como ainda não tem data para o lançamento e também para dar oportunidade para quem com ansiedade o espera ou para quem mais desejar assisti-lo.

Tem que aprender desde mandinho

28 de julho de 2010 2

Quem já passou por Pelotas algum dia nesta vida, deve saber o que significa o Café Aquário para esta Aldeia encravada no Sul do mundo. Estive lá ontem, como faço todos os dias, e vi uma cena no mínimo esclarecedora. A pergunta é: Porque o Café Aquários está completando 61 anos quando todos os cafés de calçada no RS já deixaram de existir?
É que aqui em Pelotas os pais ensinam os filhos a preservar raízes e culturas desde criança. Os mandinhos aprendem que o café forte e quente, é apenas a desculpa para um bom papo com os amigos, e que neste lugar onde a mais de sessenta anos amigos se reúnem para resolver os problemas do mundo, é bom começar cedo. Senão acaba perdendo o trem da história, e depois não adianta vir de forasteiro e ficar querendo janelinha. Ali tem que ter cafeína no DNA, sob pena de nunca fazer parte daquele grupo seleto que diariamente vai lá saber da notícias da Aldeia com a desculpa de tomar um bom café.

Homenagem a Chico Madri

22 de julho de 2010 4

Este texto que reproduzo abaixo publiquei no meu antigo blog no dia 5 de agosto de 2009. Esta semana estive na inauguração da Sala de exposições Chico Madri e me emocionei com as palavras do seu Bruno Salésio, pai do Fred. Coloco na íntegra o texto do seu Bruno abaixo do meu.

Saudades do Fred

                              Nauro Júnior

A algum tempo tento assimilar a perda do nosso amigo Fred, o fotografo Chico Madri. Ontem revirando alguns papéis lá em casa encontrei um bilhete escrito a mão por ele, me pedindo desculpas por ter pedido o meu Bomb e demorado três meses para entregar. Eu tava furioso com ele, mas o bilhete e aquele jeitão desleixado, me amoleceram o coração. Até hoje me questiono, porque Deus em sua divina sabedoria leva um figuraça igual ao Fred lá pra cima? Será que o paraíso andava muito chato e precisava de um pouco de irreverência?  Não sei.

Não pude ir ao funeral do Fred, estava viajando a trabalho. Penso que foi bom, assim guardo aquela imagem dele que encontrei dias antes da sua partida, quando nos encontramos lá na Fenadoce. Nós fotografávamos o show do Marcos Gottinari.

Ouvi dizer que velório dele foi um evento. Tinha gente de tudo quanto era pêlo, as mais variadas tribos. Gente de gravata e gente de bermuda e havaianas, doutor e cuidador de carros, gente de todo tipo que conviveu com ele durante este curto período de vida bem vivida aqui nesta dimensão.
Hoje recebi por acaso um e-mail onde me indicaram ver o Blog do Chico Madri, http://farofino-farofino.blogspot.com/ . Comecei a viajar com ele pelos lugares onde ele andou, com suas angústias, medos, alegrias e amigos em comum. Vi lá o grande amor da vida do Fred, a mulher que ele considerou única, enfim... Matei a saudade deste cara que um dia me emprestou sua máquina fotográfica Rebel, depois foi lá em casa, buscou, e foi embora pra não voltar mais.

Ele sempre gostou de fotografar os astros, hoje Fred está entre eles.

Abaixo o texto que extraí do blog farofino, uma foto que fiz dele quando fotografávamos a procissão de Corpus Christi e outra no Café Aquários. E no final,  texto do seu Bruno. Fred faria 29 anos no último dia do amigo.

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Contudo, não se diga que não quero iludir
"Hoje , quero a solidão para divagar. Os dias de angústia foram muitos e os passos remoeram pelas ruas em esquinas para o descanso. Não me diga que eu não queria uma mulher para o entretenimento do sexo. Nem tampouco que eu não queira um copo com vinho para voejar. Não. Não é bem isso. Quero amargurar um silêncio ou uma saudade, a fim de passear pelos confrontos e pensar. E quando tudo for apenas uma pedra e a conquista for apenas vazios, então jogarei o meu corpo no carnaval da vida".

Senhoras e Senhores:

 

No momento em que a Sociedade Científica Sigmund Freud-SCSF inaugura o ESPAÇO ARTE CHICO MADRID é necessário que se ponha em palavras um pouco do que se passa dentro de nós, pais, irmãos, cunhada e sobrinhos de Frederico Anderson Madrid Francisco. É necessário dizer que o gesto da SCSF, por sua espontaneidade e carinho, significa para nós, familiares do Fred, um suporte para superarmos nossa dor, uma ajuda no duro trabalho interno de transformarmos o convívio diário de que desfrutávamos com nosso querido Fred, num símbolo tão querido. Nossas primeiras palavras são de gratidão a toda a Diretoria da SCSF, responsável por este ato de criação e, em especial à atual Presidente e amiga da família, Lauren Wagner da Silva Cavalheiro, por sua fina elegância no modo como nos mima, em nossa hora de profunda dor. Nosso agradecimento também a Eduardo Devens, do Departamento Cultural da SCSF, participante incansável na organização e execução da primeira exposição individual com fotos do Fred. Como se sabe, nossa relação com a SCSF vem de longa data, desde quando chegamos nesta cidade, há vinte e dois anos, a convite de Sérgio Roberto Abuchaim. Posteriormente a mãe de Frederico aqui exerceu as funções de Presidente, por alguns períodos, dedicando-se ao desenvolvimento científico desta casa, muito bem ajudada por uma equipe de colegas e amigas.

A fotografia sempre teve uma importância em nossa família, como forma de manter presentes os entes queridos que a vida separava ou a necessidade de fixar, num lapso de tempo, acontecimentos que gostaríamos de perpetuar. Foi por uma razão deste tipo que tive vontade de fotografar o nascimento dos meus filhos. Do primeiro, Bruno, não consegui, por pura emoção. Da segunda, não consegui, porque ela adiantou-se e quando chegamos na maternidade, eu e o irmão mais velho dela, Anna já havia nascido. Para o terceiro filho preparei-me todo, como a recuperar as impossibilidades anteriores. Fotografei todo o parto do Fred. Parto cesáreo. Lembro-me de sua cabeleira basta e arruivarada, saindo do útero de sua mãe e de suas bochechas róseas, de bem nutrido. Foi o único filho cujo parto fotografei. Em troca ele nos fotografou e, por extensão, o mundo, como atividade artística e profissional mais importante, na sua vida. Haverá algum elo de compreensibilidade entre ele ser fotografado ao nascer e ter-se tornado um fotógrafo? Os profissionais da psicanálise, como nós, temos nossas hipóteses...

Na evolução do que se passa dentro de nós, familiares do Fred, hoje está cada vez mais claro alguns ideais e objetivos de vida que ele nos sinalizou. Mantive com o Fred longas conversas sobre temas da vida, que lhe eram essenciais. Deduzo que ele se dedicou à fotografia, por ser sua forma de comunicar condensadamente muitos conteúdos, através da imagem, como só a imagética faz. Nós que comunicamos nossas ideias escrevendo, levamos um tempo longo para nos explicarmos. O profissional da imagem, o fotógrafo, consegue sintetizar seu intuito num gesto rápido, criativo e artístico. Esta ligação com os amplos significados da imagem levou-o a interessar-se por semiótica da comunicação, nos últimos anos de sua vida. Costumava ler um autor dinamarquês, Louis Hjelmslev. Poderíamos falar muito mais sobre nossas conversas, noite a dentro, a respeito da ligação do Fred com a imagem. Sintetizaria dizendo que a fotografia foi a forma de comunicação encontrada por ele para comunicar-se com o mundo: mostrou-nos como admirava o mundo; mostrou-nos o que criticava no mundo; mostrou-nos como vivia o mundo; mostrou-nos como sonhava um outro mundo. Tudo através da linguagem fotográfica.

É necessário também por em palavras nossos sentimentos de comovida gratidão em relação ao grupo de amigos do Fred, responsáveis pela ampla e carinhosa divulgação da criação do ESPAÇO ARTE CHICO MADRID na imprensa local. Fred trabalhou no Diário Popular, onde foi muito bem recebido, tanto pela instituição, como pelo grupo de profissionais que ali trabalha. Entre todas as categorias de funcionários do Diário Popular Fred amealhou amigos. Na intimidade do dia-a-dia, seu grupo mais próximo era o da fotografia, com quem viveu pautas, churrascos e cervejadas. Desde que Fred faleceu, o grupo de amigos do Diário Popular tem dedicado a nós familiares uma atenção terna de cuidadores solidários.

Agradecemos aos amigos do Fred, aos nossos amigos e aos amigos do Fred que se tornaram nossos amigos. Estamos aqui presentes, num ato que poderá perenizar o Fred conosco. Quando quisermos vê-lo, lembrá-lo ou simplesmente demonstrar nosso carinho por ele, teremos esta possibilidade simbólica, a partir de hoje.

Muito obrigado!

 

Pelotas, 20 de julho de 2010

 

Bruno Salésio da Silva Francisco

Com a palavra, o Mestre

20 de julho de 2010 0

Gente, o que eu penso do Kadão todos sabem. Ele é um mestre por tudo que faz pela fotografia e pelas pessoas que estão começando. Eu recebi muitas palavras de carinho quando estava lá no inicio da carreira, e pode ter certeza que as palavras deste mestre sempre me ensinaram muito. Achei este texto do Kadão no bolg Olhavê, liguei para ele e pedi autorização para publicar esta pérola de texto no Retratos da Vida. Como ele deixou, compartilho com todos o anseio de um grande Mestre. A foto que eu queria ter feito é o nome do texto.

Foto: Nico Esteves

Por Ricardo Chaves, o Kadão.

Quando eu vi, pela primeira vez, meu pai chorando, eu entendi. Mas aí, era tarde demais.

Foi no enterro de Lupiscínio Rodrigues, o grande compositor gaúcho e o maior do Brasil no gênero chamado “dor de cotovelo”. Lupiscínio conviveu com meu velho a vida inteira. Essa amizade começou muito cedo, quando ambos eram jovens, Hamilton um pouco mais garoto que Lupi. Parceiros na boemia das noites portoalegrenses, e injuriado com o desatino, o mais velho resolveu, na festa de noivado do mais novo, dar um conselho em forma de letra e música, Cantou, em primeira audição, “Esses Moços, Pobres Moços…” Meu pai, teimoso, não deu ouvido e casou com minha mãe. Por isso cá estou eu. Lupi nunca teve um trânsito muito fácil lá em casa. Não só pelo “conselho” inconveniente, no julgamento de minha mãe, mas também porque, de alguma forma, para ela, o sujeito era a típica má companhia. Mulheres, bebidas…não bastava meu pai ser um abstêmio convicto e adepto do guaraná. Na minha juventude, Lupi, que tinha sido sucesso nacional décadas antes, gozava um resignado anonimato na província. Não era incomum encontra-lo, nos bares da cidade, quando eu saía para beber um chope. Até mesmo na casa dele estive, algumas vezes, com meu pai. Quando a sua magnífica obra, então ignorada por mim, começava a ser resgatada por cantores modernos, como Caetano Veloso, morreu.

Como único fotógrafo da sucursal de Veja, enfrentei o constrangimento de ter de fotografar o seu velório. Fotografar cerimônias fúnebres é sempre desagradável, porém inevitável, a quem é fotojornalista. Pior ainda sendo amigo da família enlutada. Lá estava eu, com a câmera pendurada ao pescoço, quando uma jovem mulher entrou na sala e dirigiu-se ao caixão onde jazia o morto. Ela chorava, segurando as mãos do defunto, quando a viúva levantou da cadeira, e veio em sua direção. Ao contrário do conforto, que eu erradamente supunha, aplicou-lhe um sonoro tapa, no rosto. Como testemunha a foto, de Nico Esteves, na qual apareço em pé na extrema direita, não fiz a foto. Essa é uma foto que eu deveria ter feito. Mas, não essa que eu lamento. O que não me perdôo, e levarei pesada culpa até o último dos meus dias, são todas as outras que poderia ter feito de Lupi vivo. Eu seria o cara certo, e vou ficar devendo, eternamente, um ensaio fotográfico sobre o poeta. Nunca fiz uma foto de Lupiscínio Rodrigues. Nem mesmo uma só: ele ao lado do meu pai. Imperdoável.

Dia do Amigo

20 de julho de 2010 16

Meu pai e eu. Ele é meu melhor amigo.Quero ver um sorriso no rosto de cada amigo, por isto coloco essa foto, no Dia do Amigo.

 

Quero dar um beijo no fundo da alma de cada amigo que tenho.

 

E como os tenho.

 

Tenho amigos ricos e tenho amigos pobres, e o meu amor por eles tem o mesmo valor. Amigos jornalistas e tenho amigos que estudam pra ser. Tenho amigos cantores e tenho amigos mudos. Amigos homens e amigas mulheres. Tenho amigos Emo e amigos Heavy Metal. Amigos chatos e tenho amigos legais, tenho amigos doentes e tenho amigos médicos. Amigos advogados e tenho amigos de índole duvidosa. Tenho amigos que são muito trabalhadores, mas tenho cada amigo vagabundo!!!

 

Tenho amigos radialistas e tenho amigos ouvintes. Amigos xavantes e amigos áureo -cerúleos, até tenho alguns que torcem para o Farroupilha. Tenho amigos leitores e tenho amigos analfabetos. Tenho amigos bonitos e tenho amigos feios. Amigos brancos e tenho amigos negros. Tenho amigos colorados e tenho amigos gremistas (apesar de eles serem uns chatos), mas também os amo.

 

Tenho amigos inteligêntes e tenho amigos distraídos. Tenho amigo pai e tenho amigo mãe. Amigos filhos e tenho amigos irmãos, tenho amigos cabeludos e tenho amigos careca. Tenho amigos altos e tenho amigos baixos. Tenho amigos que apresentam programa de TV e tenho amigos que só asssitem. Tenho amigos fotógrafos e tenho amigos que ficam bem na foto. Tenho amigos nerds, e tenho amigos que odeiam a internet. Tenho amigos que moram em um arranha-céus no centro de São Paulo, outros que moram lá em um sítio no interior de Canguçú, tenho amigos que dirigem e outros que nunca fizeram a CNH. Tenho amigos políticos e tenho amigos que odeiam políticos. Amigos extrovertido e tenho amigos tímidos. Tenho amigos notívagos e tenho amigos que acordam cedo para tomar mate.

 

Tenho amigos dark e tenho amigos que só usam bombacha. Tenho amigos paulistas e tenho amigos cariocas, catarinenses e tenho amigos nordestinos. Tenho amigos Uruguaios, e pasmem, tenho até amigos argentinos. Tenho a Gabi que é minha melhor amiga, e tenho a Sofia que é minha melhor amiguinha. Tenho o amigo que é meu chefe, e tenho o amigo subordinado. Tenho o Mendes que é um amigos do fundo da alma, e tenho alguns que só dou um oizinho. Tenho amigos que vejo todos os dias e tenho outros que estão guardados no fundo do meu coração.

 

Tenho amigos perto e tenho longe. Tenho amigos cachorros e tenho cachorros amigos. Tenho amigos que moram em Londres e tenho amigos na vila Farroupilha, em Pelotas. Tenho amigos que usam barba e bigode e tenho outros que depilam até lugares que não posso falar aqui. Tenho amigos que gostam de homem, e tenho amigos que gostam de mulheres (ou vice-versa). Tenho amigos que são mecânicos e tenho amigos que são cabeleireiros, tenho amigos que são pau de luz e tenho amigos que não enxergam. Tenho amigos que navegam avião e tenho amigos que nevegam barcos, tenho amigos que pescam e tenho amigos que comem peixes. Tenho amigos que são ateus e tenho amigos que rezam todos os dias para que o mundo seja melhor. Tenho muitos amigos..

 

E independente de como for cada um dos meus amigos, eu os amo, e como os amo. Daria meu sangue por cada um deles, faria palhaçadas em praça pública para ver um sorriso no rosto de cada um deles. Usaria um nariz de palhaço para vê-los sorrir. Choraria para amenizar a dor deles.

 

Por isso hoje, quero dizer a cada um desses amigos, que não os amo só no Dia do Amigo, mas todos os dias, todas as noites. Rezo por todos a cada manhã, e até empresto meus ouvidos para os ateus reclamarem que a vida não anda fácil.

 

Porque a verdadeira divindade, o paraíso e o céu são aqui e agora. E sem os amigos

nada disso tinha graça!

 

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Imagens da arrancada Xavante na série C

17 de julho de 2010 7

Foto Nauro JúniorA Série C começou como a xavantada gosta: quase enfartando até o último minuto. Um presente ao torcedor rubronegro que encarou o frio e a chuva incessante que caiu sobre a Baixada. Ao 40 do segundo tempo, Jair subiu no meio do paredão triplo do Caxias e marcou de cabeça o gol solitário da vitória xavante.

Foto Nauro Júnior

O 1 a 0 nasceu da testa iluminada de um menino formado na Baixada, que saiu para um voo pontepretano, mas retornou. Ingressou no gramado encharcado já no segundo tempo para dar maior mobilidade ao time. Viu o Caxias crescer, perder duas chances incríveis com Aloísio, mas acreditou. Meteu-se entre Anderson Bill, Neto e Cláudio Luiz para marcar em sua reestreia.

Foto Nauro Júnior

Ao lado dos colegas Guilherme Mazui, de Zero Hora, e Bianca Zanela, do ClicRBSPelotas, assisti das sociais a loucura xavante. A Baixada tremeu, urrou com o gol sobre um rival típico das peleias da Série C. Produzimos a Megafoto, que estará a partir de segunda-feira no ClicRBSPelotas. Por enquanto, vão algumas fotos que fiz da chegada da xavantada no Bento Freitas e outras que fiz lá de cima da social. Teve até vuvuzela na baixada.

Foto Nauro Júnior

Foto Nauro Júnior

Foto Nauro Júnior

Foto Nauro Júnior

A verdadeira história do Voyage cor-de-rosa

17 de julho de 2010 0

Hoje vou dar uma pausa nos post "Pauta fotográfica alunos da UCPel", até porque faltam treze trabalhos para serem apresentados.

Desde a volta do Uruguai ando tocando várias coisas e não tenho tido tempo para escrever no blog. Por isso hoje vou colocar aqui um texto lindo que recebi recentemente e que se refere ao post dos carros cor-de-rosa. Para quem não leu é só buscar nos arquivos aqui do blog.

segue o mail da Tania Lopes, dona do famoso Voyage cor-de-rosa!

"Belissíma e emocionante tua reportagem sobre meu carro rosa. Soube da reportagem por intermédio do Daniel, da RBS, e quero te agradecer pelo carinho com que falaste sobre meu carro e minha pessoa.
Buenas, mas vou me apresentar: meu nome é Tania sou ártista plástica e poetisa e é claro, apaixonada pela cor rosa , há quase trinta anos, quando pintei meu primeiro chevete de rosa . Fui elogiada, criticada e muito mais, passado algum tempo me desfiz do carro mas não foi vendido para Santa Maria e sim aqui para Pelotas, e a pessoa trocou a cor. Tive vários carros, mas nada me completava. Então comprei outro chevete branco eu mesmo fiz a tinta e pintei novamente de rosa. Voltei a sorrir e ser feliz com meu carro novo. Nunca liguei para os comentários, sou uma pessoa de muita personalidade.

Motivos para eu pintar o carro de rosa foram muitos. Claro, em primeiro lugar porque realmente amo o rosa, em segundo para niguém pegar meu carro e também porque costumava perder meu carro no centro e tinha que voltar de taxi. Então meu ex-marido saia a pé a procurar meu carro, lembro que certa vez eu tinha um gol verde e perdi, perguntei para todo mundo se tinham visto meu golzinho verde, claro ninguém sabia.

Referente a história de meu filho, quando pintei meu primeiro carro ele era pequeno, então tinha muita vergonha quando eu levava ele para escola ele ia deitadinho no banco e sempre falava mãe quando eu crescer vou trabalhar e comprar um carro bem novinho para ti, só para tu não andar mais neste carro. É amigo o tempo passou, meu filho se formou eu ainda estava no meu segundo chevete rosa´virado numa bicheira todo velho, ele logo que começou a trabalhar meu comprou um carro quase novo e trocou pelo meu carrinho rosa...Bhá! vendeu meu carro no ferro velho, nunca mais me encontrei em relação á carros de nenhum mais gostei, e la vem o tempo de novo para me ajudar, meu filho amadureceu viu que eu vivia sonhando com outro carro rosa, então corremos atrás de um carro inteiro que fosse branco, quando achamos o voyagem,  ele mandou desmanchar todo o carro pintar de rosa, e hoje ja faz seis anos que tenho meu carro, ja esta meu velhinho mas eu adoro ele, um dia deste o coitado estragou, minha filha me emprestou o carro dela, cheguei em casa deprimida quase chorando, me senti nada ninguém me reconheceu na rua era como não estivesse em minha cidade, te confesso senti até uma dor em meu peito.


Nauro estou te enviando uma foto de meu carro o qual foi capa de um c.d de poesias minhas, porque quando li tua reportagem fiquei tão ansiosa em te responder que estou a te enviar a primeira foto que achei.
Depois vou te enviar uma foto só do carro.
Meu nome como poetisa é Thalya Santos, digita Google que encontrarás meu trabalho como  no melhor da web espaço literario tem poesias com fotos, há não liga para alguns errinhos que achares no percuso deste imail porque meu comp. esta com o teclado todo errado juntando minha ansiedade de te escrever nem sei no que saiu de certo e de errado.
Mais uma vez agradeço teu carinho e atenção e estarei aqui a tua disposiçao.
Vai meu abraço muy e muy carinhoso.
Até mais...

Pauta fotográfica alunos da UCPel XII

16 de julho de 2010 0

Foto Henrique Giovanini O trabalho da pauta jornalística pedido por Nauro Jr.

Abraço Henrique Giovanini henrique_giovanini@yahoo.com.br]

Pauta fotográfica alunos da UCPel XI

15 de julho de 2010 1

Vandalismo em prédio abandonado no calçadão da Andrade Neves.
Sequência.
 
Diego Q. de Azevedo

Foto Diego de Azevedo

Foto Diego de Azevedo

Foto Diego de Azevedo

Foto Diego de Azevedo

Foto Diego de Azevedo

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Pauta fotográfica alunos da UCPel X

15 de julho de 2010 0

Bom-dia, Nauro!
 
Em anexo, envio duas imagens registradas no Calçadão de Pelotas na tarde de quinta-feira (1º).
 
- A imagem 1 foi a que o professor Recuero encontrou mais informação (a qual foi enviada a ele, para ser avaliada como trabalho de Fotojornalismo).
 

Foto Diego Vilela
- A imagem 2 estou enviando a ti por achar que é mais contextual, pela febre de Copa do Mundo instalada no país inteiro.

Foto Diego Vilela
 
Se puder, peço que faça (por e-mail) observações bem críticas sobre as imagens. Não penso em atuar como repórter fotográfico, mas uso uma Nikon D60 nos sites de notícias que dirijo e preciso melhorar muito no registro de imagens.
 
A conversa contigo na aula de Fotojornalismo, na última semana, foi muito proveitosa. Grande abraço!
 
Diego Vilela

Obs; Diego, vou fazer uma avaliação no final, já com todas as fotos publicadas. NJ.

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