Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de setembro 2010

Minhas afilhadas, meus amores

30 de setembro de 2010 0

Estas duas meninas lindas são minhas afilhadas Catarina e Marina. A Sofia é a responsável por estes anjos terem um dia cruzado a nossa vida. O sorriso delas me traz a certeza de que vale a pena correr riscos e ter esperança.

Beijos do "Dí"

Nilson da Carroça

29 de setembro de 2010 1

Encontrei este taura manejando uma carroça pela zona rural de Canguçu. Dizem que morou muitos anos pela capital e que até trabalhou como jornalista em um afamado vespertino local. Que era um exímio contador de histórias. Mas depois de contar 52 e tantas histórias de uma só vez resolveu chutar o balde e se mandar para Canguçu. Comprou uma carreta e faz fretes por lá. Da última vez que o vi tinha sido contratado pelo seu Basílio para levar um defunto até o cemitério. Como o mundo anda devagar por aquelas bandas, o carroceiro é paciencioso e o falecido também não tinha pressa, o cortejo durou uns três dias.

Ficou conhecido em toda a região do Faxinal como o Nilson da Carroça. É só chegar por lá e perguntar que todos o conhecem. Mas nem falem em jornalismo que ele fica agressivo. Faz mais de ano que não lê nem escreve nada.

Seleção do Leitor

28 de setembro de 2010 18

Conheci o Daniel Giannechini Bierhals dgbturbo@hotmail.com no Café Aquário. Ele me confidenciou que apesar de apaixonado por fotografia não conseguia produzir boas imagens com a máquina que tinha. Me perguntou qual seria uma câmera boa e barata para melhorar a qualidade de suas imagens. Respondi que tinha adquirido uma D90 há pouco para fotografar a Sofia e estava bem satisfeito com o resultado. O Daniel se empolgou, foi lá, meteu as mãos nos pila e comprou a Nikonzinha. Esta semana me mandou o resultado de suas novas para dar uma olhada.

Tá muito bom o resutado técnico apesar de eu não gostar destas pós-produções, eu gosto da foto que se encerra no clic. Mesmo que os ajustes sejam mínimos.

Na realidade a máquina não tem vida própria e quem escolhe os ângulos é o fotógrafo e não a máquina. E as fotos do Daniel estão muito boas.

CAUSA MORTIS

28 de setembro de 2010 0

O texto que vou publicar abaixo, recebi por fax no início da década de 90. Não me lembro de quem e nem onde eu trabalhava, acho que no Diário de Canoas. Sei que naquela época o texto não fazia sentido para muita gente, pois os jornais eram cheios de espaço para publicar matérias e fotos em seis colunas.

Assim como a tinta do faz vai fazendo o texto desaparecer, a mensagem vai ganhando força em seu conteúdo. Em um época de informações efêmeras não posso deixar este pequeno texto, que desconheço o autor, se esvair em uma folha amarelecida de um velho fax, uma tecnologia que um dia foi de ponta e que hoje não é mais conhecida por jovens jornalistas da era digital.

Vamos ao texto: "CAUSA MORTIS".

"Era expansivo, sorriso largo, quase dois metros de altura. Começou a escrever em jornal voltava atropelando, com 35, 40 linhas.

-Contenha-se! contenha-se! - brigava seu chefe, o editor.

Conteve-se.

Certa vez, botando as calças, sentiu-se abreviado: Sobravam alguns contímetros de baínha. Estava diminuindo. Uma metro e oitenta, um e setenta...

-Me traga vinte linhas, no máximo - editava o editor.

Já trazia 19 , 18. Era esforçado, sorriso estreito, um metro e cinquenta... Passou a fazer tudo diminutamente; talvez fosse faltar espaço. Ia almoçar, encolhia a fome. Ia dormir resumia o sono. Ganhou geito de monge budista, silencioso como a pedra, uma pedra que não rolava. Era um belo dia, quando coube no bolso do seu chefe, o editor.

-Diga aqui. Com quantas idéias se milimetra um parágrafo?

-Ah, o senhor sabe muito bem. A minha vida, por exemplo, mal entra numa lauda.

-Perfeitamente. Como disse Manuel Bandeira, escrever é cortar palaras. Ou foi o Quintana?

Nunca descobriram. E já era quase o fim, não fosse outro belo dia, quando o diabo amou, o verde verdejou, o sangue estancou, o tempo sobrou.

Então, o chefe expandiu.

-Vá! Tens página inteira.

-Impossível. Falta vocabulário até pro ônibus.

Era um grãozinho que, com outros grãozinhos, soprava o vento e já não levantava poeira. Sumiu.

Causa Mortis: Levava uma vida de sujeito_verbo_predicado e ponto final".

Siga o Retratos da Vida no twitter: @nauropelotas

Primavera em Pelotas

22 de setembro de 2010 3

A primavera chega em todo o país a meia noite e nove minutos desta madrugada. Só que na zona rural, apesar do dia cinza, o colorido dos campos já dava uma prévia do que será a estação das cores em Pelotas. Abaixo algumas imagens. 

Dia dos amantes

22 de setembro de 2010 1

Dona Gessy e seu Rubem, 60 anos de casados.Hoje é o dia dos amantes e o repórter Daniel Trzeciak da RBS TV Pelotas fez uma matéria desmistificando a palavra "amante".

Em uma enquete pelas ruas de Pelotas ficou claro que amante é sinônimo de traição. Quando o Daniel perguntava nas ruas se as pessoas tinham amantes todos rapidamente diziam que não. Que eram casados, tinham namorados e que jamais tiveram amantes. Segundo a maioria que concedeu entrevista o amante é o "OUTRO".

Daniel trouxe uma terapeuta sexual e dois casais para falar sobre a relação.

O primeiro casal era recém casados e estão no auge da paixão. Estão se amando, logo são amantes.

Michelle e Marcelo, recém casados.

O segundo casal é formado pelos meus queridos e amados, Rubem e Gessy Raupp. São casados há 60 anos e vivem uma lua de mel permanente. Desde o dia que eu os conheci tive a certeza de que o amor é possível e que quero uma vida muito semelhante a deles para mim. Eles se amam a mais de meio século, logo, são amantes.

Com as fotos dos dois casais quero homenagear todos os amantes que me acompanham no Retratos da Vida.

O reórter Daniel beija dona Gessy.

A terapeuta deixou claro que amantes são pessoas que se amam. Então, somos todos eternos amantes.

O trem quase mata o filho do trem

22 de setembro de 2010 2

Hoje pela manhã a amiga Tereza Cunha me ligou para avisar que o trem tinha atropelado um carro no Bairro Simões Lopes aqui em Pelotas. Estava ainda em casa e pensei que seria mais uma daquelas tragédias horríveis. Quando um trem se envolve em um acidente, geralmente a coisa é feia e vítimas são certas.

Chamei o Antunes e me mandei pra lá.

No cruzamento dos trilhos com a rua Jornalista Cândido de Mello, encontrei um gol branco com a frente demolida à margem da estrada de ferro e do lado um moreno com um rosto conhecido. Todos que chegavam ali davam os parabéns por ele ter nascido de novo.

-Ninguém bate em um trem e sai vivo, falava o guincheiro que é amigo dele e foi lá buscar o carro.

-Este cara jogava muita bola, nós batia nele no futebol e ele não arrepiava, dizia outro amigo.

Na saída perguntei para o motorista como se chamava, ele me respondeu:

-Zé Trem.

Perguntei, "Como?"

Isto mesmo, o cara é filho do "Trem", torcedor fanático do Farrouplha e concidentemente foi atropelado por um trem na manhã de hoje, mas graças a Deus não aconteceu nada com o Zé. Afinal a direção da America Latina iria ficar furiosa se alguém fizesse algum mal com o filho do "Trem".

Mundo cão no futebol

17 de setembro de 2010 3

Desde que fotografo futebol vejo cachorros invadindo o campo e arrancando risadas e olé das torcidas. Hoje fazendo uma pesquisa nos meus arquivos achei algumas pérolas que divido agora com todos.

Já vi o árbitro da FIFA Carlos Simon expulsando vira-latas do gramado, também vi um cão invadir o gramado da Boca do Lobo e depois virar celebridade. Há muito tempo vi o craque Badico abraçado com um cusco no Bento Freitas. Não vai ser a primeira nem a última vez que vou retratar os melhores amigos do homem invadindo campo. Afinal, se o homem gosta de futebol, tem que levar o melhor amigo junto para a arquibancada. Mas nem sempre ele se comporta.

O céu ganhou mais um anjo

16 de setembro de 2010 2

Estou tentando escrever alguma coisa desde a hora em que soube que o pequeno Jason resolveu voltar a morar no céu. Mas não consigo.

Final de tarde em Pelotas

15 de setembro de 2010 27

Hoje eu precisava fazer uma foto do pecuarista Dari Hartwig para o caderno Campo & Lavoura desta sexta-feira. Cheguei na propriedade dele às 14hs, o céu estava cinza chumbo e a possibilidade de um sol se abrir era muito pequena. Mas como a esperança é a última que morre eu fiquei até às 18h15min com ele.
Quando parecia que todas as possibilidades de luz tinham acabado e eu já tinha garantido a foto com a monocromia que me era oferecida, eu me despedi do senhor Dari e fui embora.

No caminho, surpreendentemente o sol e o céu fizeram um conchavo e começaram a pintar o horizonte largo de todas as cores. Não dava mais tempo de voltar. Então comecei a fotografar com as possibilidades que eu tinha. Como ainda estava no campo e o gado pastava tranquilamente, consegui um primeiro plano que, emoldurado com as cores do fundo formaram quadros ideais para esta época de comemorações de Revolução Farroupilha. Quando estava voltando para a redação encontrei dois gaúchos pilchados que também foram fotografados.

E adivinhem o que um deles me perguntou quando eu estava entrando no carro para ir embora?

"Tem como mandar uma fotinho por e-mail???"

Pensei que lá na zona rural eu não escutaria isto. Mas como eles colaboraram para eu compor este cenário lindo com todas as cores do Rio Grande do Sul, vou mandar uma fotinho por e-mail para o campeiro.