Desde bem pequeno aprendi que têm três coisas que destroem um homem: barco, amante argentina e cavalo de corrida. Quando cheguei à Pelotas, me apaixonei pelo mundo da navegação. Já tive vários barcos e hoje não saberia viver sem ter uma embarcação atracada no porto. Quando casei com a Gabi, descobri uma família com uma paixão inexplicável pelo turfe. Desde pequena, o programa de domingo da menina que um dia seria minha esposa, era brincar na beira da raia onde cavalos puro sangue (PSI) corriam. A maioria das fotos desse tempo de infância da Gabi, têm uma cavalo e um jóquei junto. Há cerca de um ano, meu sogro passava por um momento de vida que precisava um estímulo para atravessar uma batalha contra um câncer. E foi assumindo a presidência do Jockey Club de Pelotas (JCP), prestes a fechar, que ele encontrou ânimo. Quando assumiu a entidade estava aos pedaços, tendo logo a sua Carta Patente cassada pelo Ministério da Agricultura. Depois de vencida essa longa batalha, chego à conclusão que minhas teorias de infância não fazem sentido. Ter um barco me transformou em uma pessoa melhor. Os cavalos de corrida ajudaram a escrever uma parte importante da história da família do meu amor. Agora, quanto as amantes argentinas... Bom, acho melhor deixar assim... Fica para a próxima vida!!
*Este vídeo abaixo é uma homenagem a Carlos Mazza, meu sogro, que ao lado da Pituca (ou Selma, minha sogra e a todos os apaixonados pelo turfe em qualquer lugar de deste mundo.
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