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Mango e Vitor Ramil pelas ruas de Satolep

24 de maio de 2012 0

Hoje a tarde vinha de uma pauta quando me deparei com esta cena. Paramos na sinaleira da esquina da Osório com Amarante e vi pela janela do carro, que o Vitor Ramil passeava pelas ruas de Satolep com o seu amigo Mango. Não resisti.

Encarnei um paparazzi e fotografei a cena insólita.


Amanhecer em Pelotas

21 de maio de 2012 0

Hoje acordei cedo para levar a amiga Denise Crispim na rodoviária. Ela passou um final de semana maravilhoso aqui em casa. A pequena Sofia Crispim, junto com a nossa Sofia, encheram a casa de alegria. Mas como tudo que é bom acaba rápido, hoje elas voltaram para São Paulo.

Na volta da rodoviária para casa, resolvi fazer algumas fotos do amanhecer em Satolep. Foram uns dez cliques aqui na volta de casa mesmo, mas o bastante para desejar aos amigos uma semana de muita luz e alegria.

Abaixo algumas imagens do amanhecer de segunda-feira em Pelotas. Boa semana a todos.

Esquecidos por alguém

19 de maio de 2012 0

Na tarde desta sexta-feira fui fotografar uma escola abandonada, no interior da São Lourenço do Sul. A porta de uma das salas de aula  estava escorada por fora com uma madeira. Retirei a tranca e entrei em uma sala vazia onde no passado, a professara ensinava a alunos ávidos por conhecimento. Esta matéria deve ser veiculada na Zero Hora de segunda-feira.

Quando eu estava saindo, observei que em um canto da sala vazia repousava um casaco sujo. Ao me aproximar vi esta cena da foto. Alguém,  algum dia, deixou o casaco jogado ali no canto,  junto deixou um animal trancado ali dentro e nunca mais voltou para buscá-los. O bichinho não tendo como sair esperou a morte que não tardou em chegar. Fotografei a cena, fechei a porta novamente, e fui embora. A imagem continua muito clara na minha mente.

Que animal seria aquele?

Moldura

18 de maio de 2012 0

Cena na localidade de Rincão dos Quevedos em São lourenço do Sul.

Feriado de Santa Edwiges

18 de maio de 2012 0

O campeão do Freio de Ouro Feriado de Santa Edwiges irá a venda em um leilão na noite de hoje em um remate dentro das classificatórias em Pelotas. João Antônio Anzanello se orgulha da cabanha já ter em seu currículo vários campeões do Freio entre fêmeas e machos. Estive esta semana fotografando o grande campeão e apresento aqui um book do Feriado de Santa Edwiges, a grande estrela da noite. Se ninguem comprar eu fico com o cavalo.

Fotos do debate da UFPel

15 de maio de 2012 0

O Theatro Guarany ficou completamente lotado na noite desta terça-feira. Estudantes, professores e funcionários da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) assistiram a um caloroso debate entre os candidatos a reitor da Universidade. A cada manifestação dos candidatos vinham gritos, vaias, aplausos e protestos dos camarotes, galerias e platéia. Um dos principais alvos dos adversários foi o candidato Manoel Moraes que é atual vice-reitor da UFPel e candidato da situação.

O processo eleitoral da UFPel tem movimentado Pelotas. São seis chapas disputando o cargo de reitor, o eleito terá um orçamento anual de cerca de R$ 570 milhões para gerir. As eleições do primeiro turno serão realizadas no final do mês de maio e a troca de reitores ocorre em janeiro do ano que vem.

Que vença o melhor. E que a democracia prevaleça.


Amanhecer na Praia do Laranjal

30 de abril de 2012 0


O limite é a união

26 de abril de 2012 0


Foto Nauro Júnio



Quando os habitantes de Pelotas e Rio Grande se derem conta que serão muito mais fortes unidos do que divididos o progresso será inevitável. O Canal de São Gonçalo que divide os dois municípios é a fonte que oferece água para os moradores de Rio Grande beber.  O manancial  fica praticamente dentro de Pelotas é tão maltratado pelotenses.  O Canal de São Gonçalo que divide é o mesmo que une...

Apelo de um torcedor Xavante

25 de abril de 2012 0

Chamo-me Mateus Schneider, morador de Pelotas e torcedor do Grêmio Esportivo Brasil, o popular xavante.

Não sei se esta mensagem um dia chegará até as mãos do senhor presidente Novelleto, mas gostaria de expor, neste canal de comunicação, um pedido.

Tenho 28 anos, trabalho na Unimed Pelotas, casado, pai de um menino de 1 ano e 2 meses (Murilo) e apaixonado pelo Brasil de Pelotas. Sou torcedor 100% xavante! Não tenho dois times... não sou Brasil e Inter ou Brasil e Grêmio... Sou xavante! Mais nada... e me basta! 

Tenho meu nome na "Calçada da Paixão" (Espaço reservado aos fanáticos xavantes) e marco presença nas arquibancadas seja na primeira divisão do gauchão, seja na segundona (A2) ou no Brasileiro da C (e não irei abandonar agora na D...). 
Acompanho o meu time há anos, seja aqui em Pelotas, seja em outras cidades, me orgulho de dizer que sempre torcendo em paz, sem nunca ter me envolvido em qualquer tipo de problema. Nesses anos que frequento o Bento Freitas, aprendi a admirar um "certo castelhano"... 

Esse cara, que em 2004 tornou-se o maior artilheiro do país em um campeonato regional, que deixava zagueiros no chão, atuando como um legítimo ponteiro direito, cortando com a direita, trazendo de volta para esquerda e levando a "maior e mais fiel" ao delírio!

Claudio Milar deixou de ser um simples jogador e se tornou o maior ídolo do centenário Grêmio Esportivo Brasil! 
Por aqui já passaram Galego, Bira, Joaquinzinho (aquele que seria trocado por Pelé...), Gilson "Cabeção" Luizinho Vieira, Felipão e Mano Menezes (técnicos) mas ninguém... ninguém conquistará o amor dessa torcida como o hermano teve, tem e terá! 

Naquele dia 15 de janeiro de 2009, chamado o dia que superamos ou a noite que não acabou como tratam o jornalista Eduardo Cecconi e o fotógrafo Nauro Júnior, perdemos Milar, Régis e Giovane.

Lógico que o sentimento de dor ainda vive, mas também não serei hipócrita... Não haverá outro Claudio Milar! 

O sentimento que tenho (e posso falar por milhares de torcedores) com a partida desse, que seria esse ano aposentado e seguiria seu caminho no Xavante para um dia ser presidente, é muito forte! Ninguém aceita a partida... 

Quando aquele ônibus "rolou" barranco abaixo, todos os nossos sonhos, todas as nossas lutas, glórias, vitórias, ficaram espalhados em 30 metros de desespero...

De la para cá, o meu time foi rebaixado (duas vezes - Gauchão e Brasileiro C), a torcida deixou de acreditar no time, nossa média de público é comparada a times que, com todo o respeito, não deveriam nem ser chamados de profissionais....

O meu pedido vem, para levantar uma nação rubro-negra, que está tão ferida quantos seus atletas daqueles 15 de janeiro...

O meu pedido vem, para homenagear um atleta, que por vontade de Deus, nos deixou há  três anos...

Por isso, faço sugestão à Federação Gaúcha de Futebol, com carinho... que a próxima Copa da Federação se chame Copa Claudio Milar!

Fica aqui o pedido, não de um torcedor... fica aqui o pedido de um xavante que representa a tribo da raça do interior!

Que a copinha de 2012 se chame Copa Claudio Milar.
Um forte abraço e 2012 seja repleto de coisas boas para o nosso Brasil.

Por: Mateus Schneider, técnico de Segurança no Trabalho, mateuschneider@yahoo.com.br



Sobre maneiras de medir a vida

02 de abril de 2012 0

Este texto foi escrito pelo jornalista Cassio Filter. Um amigo que tive a oportunidade de dividir pautas... Adorei o texto e tomei a liberdade de dividir com meus amigos.

A Vida e a Morte são como amigas inseparáveis. São complementares. Não existe morte sem vida. Não existe vida sem morte. São tão amigas que estão sempre juntas .  A Vida é a amiga bonita, feliz e ingênua. A Morte é a amiga feia, amarga e esperta. E a Vida e a Morte, como todos os amigos que sabem que não vivem um sem o outro, tem a ciência de que alguém precisa ser mais sensato para que a amizade permaneça saudável e perene diante dos devaneios da existência. E este papel cabe à Morte.
A Morte sabe que é mais forte e inteligente que a Vida, assim como sabe que a Vida é mais rica, atraente, formosa e carismática. E a Vida, por ser assim, toda perfeita e ter tudo a seus pés, muitas vezes, se posiciona de forma fútil diante do mundo. Fica insolente,  inconsequente,  vazia. Daí a Morte, no seu papel de melhor amiga , precisa fazer algo. Normalmente faz. E faz de forma insólita. Tem vários métodos. Um das maneiras mais comuns e preferidas da Morte chamar a atenção da Vida é quando abraça inesperadamente alguém jovem, de quem a Vida é fã. Quando faz isto, paradoxalmente, a Morte sempre age a favor da vida. Por vários motivos.
Quanto mais jovem o cadáver, mais dolorosa é a morte. No óbito precoce, o sofrimento se alimenta da perda, mas se entorpece principalmente, no lamento pelo que aquele corpo, agora só matéria, deixa de viver. Logo, a Vida passa a questionar a efêmera transitoriedade da existência e tornar cada momento singular.
Quanto mais iluminada a alma, mais ampla é a dor. Quem não conhece se emociona só de ouvir falar,  quem conhece lamenta a perda e agradece pela existência. Logo, a Vida passa a refletir sobre a necessidade de perpetuar aquela luminosidade.
Quanto mais imprevista é a morte, mais aguda é a dor. A estupidez do inesperado nos é nítida crueldade pela proibição da despedida e a culpa por não ter sorrido mais, conversado mais, interagido mais com aquele corpo que agora é só matéria, é a presença da ausência. A Vida passa a pensar que é preciso abraçar mais, dizer mais, falar mais, fazer mais.
A Morte representa o término, mas não significa o fim. Algumas mais, outras menos, mas uma uma morte quase sempre multiplica a existência de milhares de vidas.
E  quando, repentinamente, alguém jovem e iluminado morre a própria multiplicação de vidas se multiplica. É como se uma tsunami invisível de valorização da própria existência inundasse corações e mentes. Temosias pessoais se dissolvem , orgulhos antigos desmoronam diante dos exemplos reais da incerteza do amanhã e da fragilidade humana diante da próxima esquina.

Inevitavelmente, entre as reflexões mais óbvias diante de uma morte inesperada são: “estou vivendo de fato como eu gostaria de viver? E se fosse comigo, o que eu gostaria de ter feito e não fiz?”. As reflexões são óbvias. As respostas não.

A vida não possui unidade de medida para sabermos o quanto da capacidade dela estamos utilizando, mas acho que duas perguntas nos ajudam a responder se estamos de fato vivendo ou existindo sob a face deste planeta, se estamos aqui por merecimento ou só ocupando espaço.
A primeira pergunta que acredito servir como uma maneira de medir a vida ouvi de um amigo, que ouviu de outro amigo: qual foi a última coisa que tu fizeste pela primeira vez na vida? As oportunidades, mesmo que em escala e valores diferentes, estão abertas a todos: dizer algo a alguém, uma viagem , um experiência culinária, um fetiche, um livro, uma prece, um carinho, uma brincadeira, algo importante, algo ridículo, uma verdade, uma mentira. A vida é uma festa open-bar. A opção de experimentar o diferente ou contentar-se como mesmo é pessoal.
A segunda pergunta é: o que tu já fizeste que seja digno de contar para teus filhos e netos? Fazer algo que nos orgulhe é alimentar a alma assim como fazer a diferença para algo ou alguém é sim necessidade e obrigação. Mesmo que não percebamos, realizar, mesmo que não seja grande ao mundo, mas que seja enorme a nós, é uma espécie de pagamento pela oportunidade de estarmos vivos. É uma maneira de estar com as contas acertadas com a vida.
Ênio Knak Júnior fez muito do que se orgulhariam os filhos e netos que a Vida e a Morte lhe negaram.  E desde o instante que subiu naquela escada energizada em Santo Ângelo, fez e fará com que muitas pessoas fizessem, façam e farão muitas coisas que nunca haviam feito antes na vida, como este texto lamentando a morte de alguém próximo, que, mesmo com centenas de amigos em comum, nunca tive a oportunidade de conhecer.
Vida e morte em plenitude. Algo para poucos.