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Fui Rio

02 de dezembro de 2012 0

Estou indo embora do Rio de Janeiro, uma cidade de adjetivos. Quero voltar para o meu mundo de substantivos. Obrigado Rio!!! Mas sou um habitante do sul do mundo. Meu mundo é sub-tropical.

O Rio de Janeiro continua lindo

30 de novembro de 2012 0

Uma tarde no Forte de Copacabana e no final a Pedra do Arpoador.

Um homem de extremos

30 de novembro de 2012 0


Se eu pudesse definir Márcio Prestes em uma palavra, usaria: extremos.

Quando ele quer ser racional, é pura emoção. Quando imagina ser capitalista, na verdade é um benfeitor.  Quando nega os conflitos do passado, constrói na família uma ponte de harmonia com o futuro. Quando ama a música, vive da luz.

É um cara de paradoxos!

Na fragilidade emocional do pai, buscou força para ser exemplar. Na personalidade forte da mãe, encontrou coerência lógica para rasgar uma vida. No amor de Kelly Smith, encontrou o norte e razão para sonhar.

Os dois se conheceram em um bar chamado Dom da Palavra.  Lá, músicos tocavam em um canto, poetas declamavam em outro, livros somavam histórias nas estantes e uma garçonete circulava entre mesas, risadas e brindes.

O músico do canto era Márcio. A garçonete era Kelly. Os dois se olharam. A menina de olhos da cor do mar fazia bicos para pagar as despesas da faculdade. O músico faturava o bastante para bancar suas boemias.

Trocaram palavras, sonharam amenidades e se apaixonaram.

O músico descobriu que a garçonete amava fotografia e tinha uma filha que morava longe.  Trocaram confidências e riram das suas vidas. Ela serviu uma cerveja para o músico. Ele tocou sua melhor música para ela.

Quando as portas do bar se fecharam, os dois foram embora juntos. Não se desgrudaram mais. Ela se formou e foi morar distante. Ele ficou e as músicas começaram a ter som de saudade. O dinheiro que ele ganhava tocando na noite, não era o bastante para trazê-la de volta. Ele queria que ela voltasse com Isabela, a filha.

Márcio desistiu de ser músico e foi trabalhar como escrevente no Fórum da cidade. Alugou um apartamento e depois de um ano conseguiu trazer Kelly de volta. Ela e a filha. Passaram a ser três.

Ele conseguiu comprar uma máquina fotográfica Pentax K1000 por uma pechincha. Deu de presente a ela. Kelly começou a fazer fotos nos aniversários dos amigos e parente. Fotos lindas, mas que ela oferecia de presente. Achava que não carecia cobrar, era arte.

Márcio sabia que não era fácil sustentar uma casa. Começou a vender as belas fotos que ela fazia. Não demorou, e também fotografava nas horas vagas. Começou a vender as próprias fotos. Kelly a maestra, Márcio o músico. Kelly uma artista, Márcio transformando a arte em sustento.

Não tinha mais tempo de ir ao Fórum. Pediu demissão e montaram o próprio estúdio.


Ele razão, ela sensibilidade.  Ele o conflito, ela a calma. Ele um ex-músico, ela uma ex-garçonete. Os dois vivendo da fotografia.

Márcio realizou a maioria de seus sonhos. Trabalha com arte, construiu um lar e ganhou uma filha de presente.

Enquanto Kelly fotografa, Márcio ilumina. Enquanto ela trata as fotos, ele faz orçamentos.

A especialidade deles é fotografar noivas. Ganham dinheiro, sustentam a casa e regam seus sonhos. Mas para Márcio ficar totalmente realizado, ainda falta uma coisa. Ver Kelly vestida de noiva.

Mas os planos são sempre adiados. Falta equipar o estúdio, comprar mais equipamentos, esperar a filha – que agora é dos dois – se formar, comprar uma casa, trocar o carro. Afinal, eles sabem que casar é um investimento.

A única coisa certa até agora é que os fotógrafos do próprio casamento Márcio já escolheu. Serão Nei Bernardes e Beth Esquinatti, seus ídolos na fotografia de casamento. Inspiração na profissão e na vida.

Márcio é um cara que admiro por ter múltiplos talentos. Músico e fotógrafo, pai e marido, administrador e sonhador. Afinal, ele é homem de extremos.

Eu não sou de raça morredeira

30 de novembro de 2012 1


Hoje, o Nico me trouxe a um lugar onde, nem ele, nem eu, jamais pensamos em entrar um dia. Nesta noite, no Rio de Janeiro, o Nico da Vila da Palha, de Pelotas, do extremo sul do Brasil, me mostrou que uma vida – quando vivida intensamente – pode se transformar em saga universal. Uma vida simples, com seus conflitos, sonhos e decepções – assim como a minha, a tua ou a vida de qualquer pescador de sonhos que tem o coração puro. Quando passei madrugadas insones escrevendo sobre a vida do meu vizinho, pensava em apenas homenageá-lo. Hoje, quando entrei na Livraria Arlequim, e vi pessoas queridas – ou desconhecidas – me esperando para receber um autógrafo, senti mais do que alegria. Senti um pouco de medo. Não sou escritor, sou apenas um retratista que escreve. Foram os meus textos, e não minhas fotos, que me proporcionaram trazer uma saga tão nossa, ali do Areal Fundo, para o centro do país. Eu pensei que os paulistas e os cariocas não se interessariam pelo Nico, por mim, pela dona Judith, pelo Tchuco. Mas me enganei.
Cantei minha aldeia e tive duas noites inesquecíveis.
Os dias de ontem, na Livraria da Vila, em São Paulo, e hoje, na Livraria Arlequim, aqui no Rio de Janeiro ficarão pra sempre gravados em minha alma e no meu pensamento.
Quando falei para um amigo em Pelotas que iria lançar o livro no centro do país, ele me disse:
- Tu és louco, se deu certo em Pelotas, pra que se arriscar a fracassar em SP e RJ?
Mas eu nunca saberia se não arriscasse.
Hoje sinto a alma leve.
Obrigado a Gabi Mazza, a Denise Crispim e a Patrícia Taylor por acreditarem em um maluco que sonha em voz alta. Afinal de contas: “Eu não sou de raça morredeira”.



Charles Bukowski, eu e nossos fuscas

24 de novembro de 2012 0

A única coisa em comum entre eu e Henry Charles Bukowski é o nosso amor pelo fusca que está estampado nestas fotos. Sou fã do poeta, contista, romancista de origem alemã que viveu toda a vida na América. Irreverente, talentoso, bêbado e louco. São características que eternizaram este que foi um dos maiores poetas contemporâneos. Encontrei esta foto na internet (não sei quem foi o autor) e pedi para o Emerson Ferreira fazer igual de mim. Talvez seja a única semelhança entre eu e o imortal Charles Bukowski. Tudo bem, eu já tomei meus fogos e trabalhei em subempregos, tentei escrever algumas coisas e tenho um fusca. Mas chega de comparações. Vamos respeitar a memória de Bukowski.

Eu sou fã incondicional do Tholl

24 de novembro de 2012 0

Anjos Keiber

21 de novembro de 2012 1

Filhos de seres especiais são anjos que voam… Estes meninos são filhos de Duda Keiber. Ontem eu fotografei os dois no Instituto João Simões Lopes Neto no lançamento do Almanaque do Bicentenário de Pelotas.

Meu fusca está sem gasolina de novo

20 de novembro de 2012 0

Eu não queria morrer agora,

porque ainda não disse tudo,

porque falei poucas vezes que te amo,

porque sentiria pena de ir embora só.


Eu não queria morrer agora

porque ainda nos amamos pouco,

porque morrer me deixaria louco,

porque marcamos de jantar hoje a noite.


Eu não queria morrer agora,

porque estou com a conta de luz no bolso,

Se morro, a luz de casa é cortada,

e tu me mata se não poder ler aquele livro do Carpinejar


Eu não queria morrer agora,

porque fiquei de buscar nossa filha na escola,

e meu fusca está sem gasolina,

preciso resolver tudo isto até o final da tarde.


Eu não queria morrer agora,

porque tenho ir na floricultura e depois te comprar um presente

tenho que ir no rádio dizer para o mundo que te amo

E depois tenho que passar no Aquário pra tomar um café


Eu não queria morrer agora,

porque não tenho certeza de outra vida,

porque entre esta que eu te tenho agora e a dúvida

eu prefiro não morrer e continuar ao teu lado.


Mas se eu morrer tudo bem,

deixo uma lista de coisas que não fiz,

de contas que eu não paguei,

de pessoas que eu não amei,

e deixo o meu fusca.

Mas ele está sem gasolina…

Se eu tiver morrido, beijos. Se, não, a gente se vê no fim da tarde.

O prefeito e o Gandula

19 de novembro de 2012 1

Pedir para o Eduardo Leite tirar a camisa é barbada…

Quero ver alguma mulher gritar das arquibancadas do Bento Freitas para o gandula tirar a camisa.


Céu de Pelotas

19 de novembro de 2012 0

Foto do céu no final da tarde de hoje perto do Jockey Clube de Pelotas. O temporal ameaçou mas não chegou.