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MTG lança livro de tangos, boleros e sambas

18 de maio de 2010 15

Me belisquem gauchada, por favor! Acabo de dar uma folheada no livro chamado Tangos, Boleros e Sambas, lançado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.

O prefácio é do próprio presidente do MTG, Oscar Gress. “Para quem se aproxima de uma obra como essa certamente sairá não apenas enriquecido, mas apaixonado por esses ritmos que com certeza estão presentes na vida de todo mundo”, afirmou Gress, sobre o livro de tangos, boleros e sambas.

Financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, a obra em espanhol e português traz fotos e breves biografias de autores  ligados a esses ritmos, bem como as letras de suas composições. Entre elas, “Um dia de domingo”, de Michael Sullivan e Paulo Massadas e “Vida de Bailarina”, de Américo Seixas e Chocolate.

Tem ainda “Você não foi à Bahia”, de Dorival  Caymmi. Olha só a letra de “Yayá”, de H. Vogelver, Luiz Peixoto e Marques Porto: “você me chamou ai yoyô, tenha pena de mim. Meu senhor do Bom Fim pode inté se zangá”. Outros títulos de músicas: “Saudosa Maloca”, “Sertaneja”, e tantas outras canções, uma conhecidas, outras nem tanto. Os irmãos Henrique Kapel e Dawid Kapel são os autores do livro.

Pergunta: o que isso tem a ver com tradições gaúchas?

Comentários (15)

  • Nico diz: 18 de maio de 2010

    Para mim isto é traidiocionalismo……… Que ponto nós vamos chegar? Como vou cobrar dos peoes para lerem livros gaúchos se o meu presidente explora outras culturas? Perdi o meu cavalo.Fuiiiiiiiii.

  • Marcelo Ziani diz: 18 de maio de 2010

    Mas ao ponto que chegou o Sr. Oscar Gress…Olha Grizotti o proximo vai ser um DVD de pagode, um baile funk….

  • José Vilmar de Medeiros diz: 18 de maio de 2010

    Amigos eu sou persona non grata não ao MTG mas sim aos componentes dessa desastrosa administração que ai está. Sou do Conselho Fiscal da 18ª. pelo 3º. ano consecutivo e também sou ferrenho adversário não do TRADICIONALISMO mas dos absurdos que tem acontecido por la. A democracia nos permite opinar, gostar, não gostar, criticar, dar sugestões, enfim a uma série de atitudes mas geralmente no forum adquado. Não se surpreendam se sair algo referente a culinária chinesa para incluir junto com os nossos churrascos e carreteiros.

  • Portalete diz: 18 de maio de 2010

    Olha, nada contra estes ritmos. Creio que o tradicionalismo não pode ficar alienado, pelo contrário, deve servir de base para o entendimento de outras culturas. A base que falo, é a valorização da identidade sulina. Agora, usar a estrutura do Movimento Tradicionalista para lançar e divulgar estas obras , quando muitas entidades estão ‘roendo o osso’ para manter suas atividades, já é um pouco exagerado. Tudo bem que o MTG quer ser ‘simpático’ e apagar a imagem de ‘fundamentalista’, mas assim já é um pouco exagerado. Já tem patrão querendo liberar um ‘tanguinho’ nas entidades….eheheheehe

  • Paulo Silva diz: 19 de maio de 2010

    Senhores, hoje acordei inspirado e resolvi dar uns “pitacos” neste blog…Na maioria das vezes apenas me divirto lendo os comentários, como são sempre os mesmos, vamos fazendo um exercicio de analisar personalidades via internet…
    Acho louvável o MTG editar um livro de tamanha importancia para a música portenha, nos principios do movimento, diz que devemos valorizar as outras culturas tradicionais, não somos uma ilha, não viemos do nada, toda nossa tradição tem origens das mais variadas…Me surprende um fronteirista que usa “rastra”, ser contra uma publicação sobre o Tango….Bom diaaaaa…..

  • Moisés Schmidt diz: 19 de maio de 2010

    Rsss,

    se souberem como funciona a LIC vocês vão entender o porquê do livro!! rss

    um abraço Grizotti

  • Sérgio diz: 19 de maio de 2010

    Opaaaaaaaa….gostei do Moises, esta sim é uma “caixa preta” que o Grisotti deveria tentar abrir….Será que tem c…… para isso……?

  • Rogerio Bezerra diz: 20 de maio de 2010

    acho que o Paulo está exagerando na defesa desta loucura. Não estamos analisando a beleza do tango, a poesia musical dos boleros, ou o gingado do samba. Nós estamos verificando que existem vários autores gaúchos, verdadeiros heróis da cultura popular, que não conseguem lançar seus livros por falta de condições, apoios e incentivos. Esse é o papel do MTG e da FCG ou não? Será que não poderiam investir em novos talentos da nossa cultura. Quem sabe reduzir algumas despesas na mega estrutura da FCG e no MTG e investir nesses valores?
    Vilmar, acho que comida chinesa com polenta seria um prato muito misterioso. Não acha???

  • Sergio Spier diz: 21 de maio de 2010

    Concordo com o Bezerra, a musicalidade do Rio Grande do Sul é vasta, e ainda requer pesquisas mais apuradas, pois se determinadas pesquisas lançam-se no mercado com o crivo do MTG, isto acabará por confundir a cabeça do pessoal que ainda está em fase de maturação ou apropriação dos ritmos já consolidados no cenário tradicionalista. Os cursos de danças gauchas de salão promovidos pelas entidades tradicionalistas e regiões ainda são recentes em relação ao tempo em que foram lançados (decodificados coreograficamente) por Paixão Cortes em companhia de Barbosa Lessa em obras à anos atrás. Vejo com cautela esta edição.

  • Kevin diz: 22 de maio de 2010

    O livro foi escrito por dois autores portoalegrenses, portanto, gaúchos.
    A obra escrita foi baseada em músicas que esses apreciavam/escutavam nas rádios e ruas da nossa capital.
    E nosso Estado representa, sim, um ponto de encontro de várias culturas da redondeza ( Argentina+ Uruguai+ Paraguai+restante do Brasil+cultura local).
    Já comprei o livro. E os aconselho a faze-lo.
    Parece uma enciclopédia musical.
    É louvavel o incentivo à tal obra.
    Saudações.

  • GILSON FERNANDES diz: 23 de maio de 2010

    SR
    Rogerio Bezerra
    Concordo com a sua opinião, este livro para ser editado foi captado através da LIC a pequena importancia de R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais) isto deve ser levado em conta e até mesmo ser investigado os custos desta obra, enquanto isto os CTgs continuam vendendo rifas para poder pagar a conta de luz e água

  • Rogerio Bezerra diz: 24 de maio de 2010

    Kevin, acredito que tu não entendeu as colocações feitas pelos vários comentaristas desta matéria. Todos entendem, pelo que entendi, a importância deste ritmos, da fundamentação da obra, da capacidade de seus autores. Isso ninguém questionou, e não vejo o porque questionar. Mas o MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho tem função e objetivos específicos. Se a Secretaria de Cultura tivesse lançado este livro não haveria problema porque são ritmos conhecidos e divulgados no RS, e que tem vários apreciadores. Mas o MTG, veja bem, o MTG não deveria fazê-lo. Abriu as porteiras para que eu apareça lá para lançar um livro. Você não acha que seria interessante o MTG lançar meu livro sobre rtimos como funk, batidão, sertanejo, etc?????? Porque não, afinal sou também de Porto Alegre, portanto gaúcho. São rtimos conhecidos e difundidos em todo país, inclusive no RS e boa parte dos paises do prata. E também será um trabalho técnico, pois tenho conhecimento de música e conheço muitas pessoas que poderiam me ajudar a transformar meu livro em uma “enciclopédia musical”. Não é louvável o incentivo ao meu livro????? Saudações.

  • Clóvis Carneiro de Brum diz: 30 de maio de 2010

    Que tal?
    TANGOS, MILONGAS E CHAMAMÉS?

    Mas tem um detalhe que os MTGs e CBTG tinham que corrigir: O REGULAMENTO.
    Eu posso competir em música tocando Chamamé, mas não posso usar rastra e chilenas nos concursos de Chula. Sou fronteiriço e crescí montado num BASTO, agora vou ter usar só “LUMBILHO” e dançar BUGIU a noite inteira?

  • Neimar Iop diz: 31 de maio de 2010

    Prezado Kevin, acho há um equívoco seu e um pouco confirmado pelo Rogerio Bezerra, quanto aos autores do livro sobre Tangos, Boleros e Sambas. Os autores são os irmãos Dawid Kapel e Henrique Kapel. Dawid nasceu na Polônia, em Tyszowak, em 15 de fevereiro de 1935, e chegou ao Brasil, juntamente com seus pais Israel e Arminda Kapel em 1937. Em Porto Alegre nasceram seus irmãos Berta, Henrique e Carlos. Henrique, em 1967, embarcou no navio Theodor Herzl, rumo a Israel, e hoje mora em Natanya, cidade a beira do Mediterrâneo. Sendo assim, conforme informações do Jornal Eco da Tradição, um dos autores não é nem brasileiro, e o outro não mora por aqui desde 1967. Achei que era importante complementar a informação sobre a obra e seus autores.

  • josé vilmar de medeiros diz: 1 de junho de 2010

    Tche Neimar se eu tivesse afirmado que esses dois eram gaúchos,ao ler o teu comentário, ficaria rocho de vergonha e só fiquei sabendo de onde são esses gajos através da tua matéria, fico pensando que política é essa que levantam a mixaria de cem mil reais pra lançar um livro q nada tem a ver com os motivos e os objetivos do Movimento ? Tche véio, eu escrevo alguma coisa, já editei um livro e estou sofrendo que nem burro comendo urtiga pra editar o próximo, quem me dera ter um apoio de 5 % desse valor e com todo ele quantos escritores de gaveta na área tradicionalista teriam a oportunidade de editarem seus trabalhos.

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