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Posts de outubro 2008

UMA BREVE HISTÓRIA

30 de outubro de 2008 75

Minha vida profissional é marcada por dois momentos e os dois tem ligação direta com a história do rádio em Porto Alegre.

O segundo é minha volta pra Atlântida em 2007. O primeiro quando em 1997 anunciei ao meu chefe minha saída da Atlântida, depois de quase dez anos. A reação dele foi a que eu menos esperava. “Acho que tu tens que ir mesmo. Vai ser bom pra ti. Vais crescer como profissional e então na hora certa vamos te buscar ainda mais qualificado e valorizado”. Estas foram as palavras do meu chefe. O cara tava me liberando pra concorrência. Mas ao mesmo tempo me afirmando que era acertada minha escolha.

Indo pra outra rádio pude conhecer os caras que vieram pra Atlântida na minha volta, e estão comigo hoje no Pretinho Básico. Cagê e Maurício, mais o Porã, que também trabalhava na outra quando cheguei, mas saiu bem antes.

Esse cara, o meu chefe, jamais imaginou que com sua privilegiada antevisão influiria diretamente na história do rádio no sul do Brasil de 97 pra cá.

Influiu também no hábito de milhões de pessoas ano a ano, de geração em geração durante o verão. Ele recém tinha criado, um ano e meio antes de eu sair, o que é hoje o maior evento multi-atração do Brasil, o Planeta Atlântida.

Meu chefe era meu amigo. Me ajudou a comprar meu primeiro carro. Mesmo fora da RBS mantínhamos contato. Nos encontrávamos pra falar da vida.

Mestre Renato Sirotsky. Um cara muito alto astral, sempre com uma sacada divertida e inteligente. Humilde e correto, astuto e perspicaz. Uma criatura adorável. Uma unanimidade. Meu ídolo. Chamava a Rodaika de “guria”. Era nosso padrinho.

Fascinado pelo 8 do infinito. Muito à frente do seu tempo. Tão à frente que foi embora hoje, uns 50 anos antes do que deveria. E a gente ainda tinha tanta coisa legal pra fazer.              AF

              ***

Uma destas coisas era cumprir os rituais que tínhamos a cada Planeta Atlântida. Eu, que trabalho no evento desde a primeira edição, dividia com o Renato alguns hábitos que viraram sagrados ao longo dos anos.

Um deles era o brinde que ele fazia comigo a meia noite de cada Planeta. Não importava se eu estava no ar ao vivo ou esperando o próximo intervalo de show para entrar. Ele sempre estava ali no mesmo horário, dizia que o brinde comigo dava sorte, não podia faltar. E, de fato, nunca faltou.

Pra mim o Renato sempre foi sinônimo de Planeta. Era dele a energia que circulava por lá, era bom demais ver a empolgação com a qual ele tocava aquela loucura toda. E o carinho por quem estava ali trabalhando junto com ele.

No Planeta de 2004 lembro ter chamado o Renato num canto pra contar a novidade que quase ninguém sabia: eu tô grávida!”. Ele abriu um sorrisão, me deu um abraço e falou: “aquele Alemão deve estar louco”. Comemorou comigo um desejo antigo do Alexandre que estava prestes a se realizar.

Este era o Renato. Um cara que colocava emoção em cada palavra, cada gesto. Sabia contagiar com sua vibração. Vai fazer muita falta por aqui.        Rodaika

Postado por Fetter e Rodaika

PODE ME CHAMAR DE GAY.

29 de outubro de 2008 133

Pensei, pensei e pensei; E decidi postar este texto foda do Fabrício Carpinejar.

 

“Pode me chamar de gay, não está me ofendendo. Pode me chamar de gay, é um elogio. Pode me chamar de gay, apesar de ser heterossexual, não me importo de ser confundido. Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Pode me chamar de gay, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade. Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas. Pode me chamar de gay. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços. Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro. Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite. Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever. Pode me chamar de gay.”

Postado por AF

É ISSO !!

28 de outubro de 2008 32

Recebi este mail de um ouvinte no af@atlantida.com.br

É muito legal essa manifestação de carinho que recebemos, Rodaike e eu frequentemente. No shopping, no super, em shows, no estádio, enfim…

Mas me refiro aqui à pureza da intenção. O cara é louco pela mulher e pela família dele, e fez questão de me dizer. Pediu uma música e dedicou à amada. Fiz questão de dividir isso com vocês aqui.

Penso que este seja o melhor “cruzamento” da vida, amor X famíla. Talvez por estar longe de casa esta semana esteja ainda mais sensível à isso.

Abaixo o mail do Jean de Porto Alegre. Sejam felizes. Estejam muito com suas famílias.

“Amigo Feter;

Curto seu programa há muito tempo, e com certeza junto com o Pretinho Básico,
é o melhor programa que existe na atualidade.
Gostaria de pedir uma música em homenagem a minha esposa Caren Aurélio de
Castro, estamos casados há 10 anos e 3 meses, e a cada dia que passa, estamos
sempre juntos, enfrentando todos os altos e baixos que a vida proporciona, mas
sempre juntos, nunca deixamos de ser companheiro e amigo um do outro, a base
do nosso relacionamento é o carinho, a atenção, o companheirismo e claro o
amor.
Desse amor nasceram três sentidos para as nossas vidas, A Thais, o Victor, e
a Esthella, nosso doces e amáveis filhos, por favor mande um abraço a eles,
pois diariamente eles também ouvem o seu programa quando chegam da escola, e
após já ficam ligados no Pretinho.

Abraços e parabéns por esse excelente programa que nos faz reviver, e
relembrar tanta coisa boa que vivemos nas décadas de 80/90.

Gostaria de pedir a musica do Ricky Martin:  SHES’S ALL I EVER HARD, ou
NOVEMBER RAIN do GUN’S ROSES,  que nos faz recordar muitos momentos
inesquecíveis.

 OBS: Ontem eu enviei um e-mail para vc para ser lido no Pretinho, se vc
puder me dar essa força, te agradecerei eternamente.

Abraços”

Jean Medeiros, 32 anos
Bairro Santa Tereza/POA

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Postado por AF

UM DIA INESQUECÍVEL

28 de outubro de 2008 36

Os primeiros e-mails da Dani eu recebi no começo de setembro. Ela me falava da filha, que em outubro faria 15 anos e que tinha um sonho: me conhecer. Fiquei impressionada com as histórias da Amanda, a beleza dela nas fotos, o jeitinho meigo e, principalmente, o fato de eu ser tão querida por ela.

Me programei para ir até a casa da Amanda, aqui em Porto Alegre mesmo, no dia do seu aniversário. Deu certo! A mãe guardou o segredo, um dia antes o dividiu com os parentes e as amigas da filha. Só mesmo a Amanda não imaginava que eu apareceria lá.

Fiquei nervosa durante o caminho, comprei flores, pensei em como seria minha chegada…

A primeira pessoa que encontrei foi a Dani. Pelo abraço dela já senti como seriam as próximas horas. A mãe estava emocionada em realizar o sonho da filha, exatamente como eu me sentiria em relação aos meus filhos. Caminhei até uma praça, bem na frente da casa da aniversariante, e fui recebida com os gritos e aplausos das convidadas e o choro da Amanda. Desmoronei.

Durante as duas horas em que fiquei com a Amanda me senti a pessoa mais importante do mundo. Estava diante de uma menina encantadora que me admira, me acompanha, sabe tudo sobre minha vida, que seguir minha profissão.

Não existe melhor sensação pra quem se dedica ao trabalho como eu. Em qualquer atividade deve ser assim. Tem algum acontecimento, em alguma ocasião que serve como a recompensa justa pelos esforços do dia-a-dia e como gás para todos os outros dias de trabalho que virão.

A Amanda realizou para mim algo muito maior do que eu possa ter realizado pra ela. É aquela sensação de ser feliz demais presenteando e emocionando quem amamos.

                                  

O registro da minha surpresa para a Amanda, programada com muito amor pela mãe dela, vai ao ar neste sábado no Patrola. Não poderia deixar de mostrar, tem que fazer parte do presente. Assim como todas as fotos que fizemos juntas, todos os beijos, abraços e olhares de admiração, todas as lágrimas, todo o carinho que trouxe comigo e que vai me acompanhar por um bom tempo.

Obrigada, Amanda.

Postado por Rodaika

MADRUGUEI

27 de outubro de 2008 44

Começou que eu assisti ao Globo Rural, era praticamente noite. O jornal não havia chegado ainda, na internet me neguei a entrar. Então, fiz um cappuccino e liguei a televisão. Precisou o Alexandre sair de viagem tão cedo de casa para eu lembrar que existe programação televisiva neste horário. Logo eu, que por tanto tempo na vida, madruguei no trabalho pra fazer o “Bom Dia Rio Grande” – paro aqui, esta história merece outro post, outro dia.

Não durou muito minha tentativa de entretenimento informativo de manhãzinha. Não havia concentração o suficiente pra entender a baixa da produção de arroz no país e nem mesmo pra assistir ao clipe do Smashing Pumpkins que tava passando em outro canal. Desliguei a tv e tentei dormir de novo.

Quem disse que o cabeção deixou?

Tem dois agravantes: acordar no meio do sono, levantar, se movimentar e depois deitar de novo, com aquela adrenalina típica de quem saltou da cama, não colaboram em nada para que o sono aceite um novo convite.

O outro agravante: pensar que tenho alguns dias pela frente sem ele de manhã, de tarde e de noite – na cama ou fora dela.

Não teve jeito, o dia começou bem mais cedo que o normal para mim.

Pulei da cama e vim pro computador. Trabalho não falta num início de semana. Adiantei muita coisa por e-mail e fiz várias pesquisas de pautas pendentes. Deu até pra mandar um e-mail pra ele, que já foi lido e respondido, como se ele estivesse ali, no lugar de sempre.

Virtualmente ele está.

E virtualmente também temos este lugar em comum para diminuir a distância durante a semana.

Vai ser um bom exercício. Conto com vocês.

Postado por Rodaika

MISQUECI !!!

25 de outubro de 2008 9

De dizer que a dica da rádio é pra quem tem mais de 30 anos. E que assim como a atual programação da Atlântida, a da Itapema também é um projeto criado e desenvolvido por mim.

Trouxe um som que ouvi numa noite dessas pra exemplificar o que escrevi no post anterior. É uma banda americana do início dos anos 90 chamada Garbage (“lixo” em inglês). A música é “Queer”, terceira faixa do primeiro álbum. Ouça alto ! 

 

 

Postado por AF

SEX AND THE RADIO

23 de outubro de 2008 17

Quero deixar uma dica pra quem curte boa música em boa companhia. A ITAPEMA FM, 102.3 de PoA, mais as de Caxias, Santa Maria e Joinvile, tem uma programação especial da meia noite às duas da manhã. Só músicas inspiradoras para momentos íntimos e calientes.

Alguns autores e estudiosos na área da psicologia do sexo defendem que a libido, o apetite sexual do ser humano, atinge seu ápice exatamente neste período.

Te convido a conferir. Aliás, tá na hora. Fui !!                                 AF

Postado por AF

LONGE DOS OLHOS

22 de outubro de 2008 60

Dá pra acreditar que a gente tá no final de outubro, semana que vem já é novembro e quando dezembro chegar tem natal, reveillon, verão, planeta atlântida… O ano passa voando, definitivamente. E eu aqui, mais uma vez reclamando do tempo que é muito mais rápido do que a gente.

Porém, indo contra a normalidade de todas as semanas, tenho certeza que na semana que vem tudo vai ser diferente – pelo menos para mim. Vou ter a sensação de dias arrastados, domingo que não chega, noites longas, dias sem um pedaço do meu “final feliz”.

É que na semana que vem não vou ver o Alexandre e, acreditem, vai ser o maior tempo separados desde que nos conhecemos. Quem acompanha o Pretinho sabe que os guris vão de muda pra Floripa, ficar pertinho da etapa brasileira do WCT, o evento de surf que rola em Santa.

A justificativa para a distância até que é boa, mas neste caso, vale a máxima “cada um com seus problemas”. O meu vai ser ficar longe do Alexandre.

Adoraria ir junto, de mala e cuia, levar as crianças e aproveitar pra tirar férias… ai que delícia! Delícia impossível, diga-se. Tenho muito trabalho por aqui além do papel redobrado de mãe durante a semana toda.

Só me resta a vontade e a lembrança de uma das nossas últimas passadas juntos por Floripa…

                                

                                

                                        

Estas fotos foram feitas no domingo pós Planeta Atlântida. Aproveitamos pra descansar dos dois dias puxados de trabalho curtindo um céu meio nublado, bebericando, comendo coisinhas gostosas e dando muita risada com nosso filho mais velho, o Potter – autor de algumas das fotos acima e, provavelmente, de um soco no Alexandre logo depois deste clic:

                                

                                   

Postado por Rodaika

Receitinha Básica

21 de outubro de 2008 78

Sempre que dá, vamos atrás de dicas de saúde e bem estar. Já que temos uma vida desregrada por horários muito variáveis, por isso praticamos menos esporte e exercício físico do que gostaríamos. Mas tentamos, por outro lado levar a vida diária da maneira mais light possível. Sem excessos na alimentação e na bebida, e o mais importante, não fumamos.  

A Rodaika ainda tem lá um monte de coisa que faz e aplica, e toma injeção, e faz massagem, drenagem, plantação de semente atrás da orelha. Essas coisas que faz toda mulher. (parafraseando Chico Buarque)

Eu, particularmente, tenho abusado de substâncias ditas benéficas na alimentação. Azeite de oliva, pão 12 grãos, castanha de caju, guaraná, chocolate meio amargo, e até mesmo vinho. Aliás, aqui está uma combinação letal: abra uma garrafa de vinho e um pacote de castanhas de caju. Enquanto aprecia o inigualável retro-gosto da combinação caju uva, corte uma fatia do pão 12 grãos em duas metades, já reserva logo 5 fatias(eheheh). Coloque-as, na tostadeira com intensidade média pra forte. Elas vão saltar bem pretinhas da tostadeira, crocantes, com grãos de aveia, semente de girassol, centeio, trigo, linhaça, gergelim e outros. Então derrame azeite de oliva por cima delas, no capricho. Uma pitada de sal e duas de pimenta preta. Pronto. O pão é pura fibra. O azeite pra lubrificar o corpo por dentro. O sal pra dar gosto. E a pimenta pra dar vida. Não esqueça que tem ainda 4 fatias reservadas. Experimente também com folhinhas frescas de manjericão por cima. Uuuh !!

Agora, mais uma taça de vinho, desta vez acompanhada do cacau do chocolate amargo. Deusulivre !!

E ainda tem o guaraná, pra molhar a boca e matar a sede depois disso tudo.

Êita vidinha saudável.

O verão taí. É melhor que batata frita e chopp.

Ou não.                                    AF

 

Postado por AF

POUCA VOGAL, SOL E O DAVID

19 de outubro de 2008 42

Eu gosto de música que diz algo, que faz o pensamento ir longe, que põe pra fora os sentimentos. Às vezes digo que gosto de música triste, mas não é bem essa a expressão correta. Gosto mesmo é de música que emociona.

Desde adolescente acompanho o trabalho das bandas Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem – sempre foram as minhas duas preferidas entre as tantas que fazem parte deste estilo musical que alguém, algum dia, resolveu chamar de rock gaúcho.

Não tô nem aí se é rock, se é pop, se é música popular. Me importa é ser feliz ouvindo, ter prazer com aquele som.

Por conta da minha preferência por estas duas bandas sempre acompanhei muito de perto o trabalho do Humberto Gessinger e do Duca Leindecker, compositores que eu considero incríveis. Trabalhando na TV tive oportunidade de conhecer os dois pessoalmente e a admiração cresceu ainda mais. Com o Duca e sua linda família, eu e o Alexandre temos ainda mais proximidade. É uma grande honra sermos amigos deste cara.

Então, nem preciso explicar minha euforia quando soube do projeto que os dois músicos tocariam juntos, o “Pouca Vogal”. E mais ainda minha expectativa pra ver e ouvir ao vivo. Foi o que fizemos na sexta à noite, no show de estréia deles.

Incrível, surpreendente e acima de tudo, emocionante.

Chorei ouvindo músicas que fazem parte da minha vida e amei as novas, compostas especialmente para este encontro.

Diante de tantos shows legais que estão pintando por Porto Alegre, me sinto orgulhosa de ver dois grandes caras mostrando o quanto sabem fazer música e o quanto são queridos pelo público.

     *****

E o que dizer deste sol lindo que iluminou Porto Alegre neste domingo? Todos os domingos deveriam ser assim. Um dia de folga, pra curtir a família, passear ao ar livre e, como diz o Duca Leindecker naquela canção, “deixar o sol bater na cara e esquecer tudo que nos faz mal“.

     *****

E só pra encerar este post de final de final de semana, não posso deixar de repetir aqui um trecho da coluna do David Coimbra publicada neste domingo na Zero Hora:

“É o que me encanta nos radialistas. A energia que têm. O Alexandre Fetter, por exemplo. Você ouve o Fetter anunciando:
– E agora a rapaziada do Pretinho Básico.
Não tem nada de especial nesta frase. O rapaziada bem que lhe crava um acento juvenil, mas, de resto, trata-se de uma sentença trivial. Nem verbo tem. Mas o Fetter lhe dá uma entonação pulsante de significado:
– E agora a rrrrrrrapaziada do Pretchinho Báááááásicooooo!!!
O sujeito pensa: eu preciso ouvir o Pretinho Básico! E ouve.

É por isso que o Fetter, nos seus tempos de solteiro, em que era livre como uma cotovia, quando podia fazer o que bem entendesse e como entendesse, sem dar satisfações a ninguém, quando as madrugadas eram feéricas e as manhãs ignoradas, quando tudo era festa e prazeres, é por isso que nestes tempos o Fetter seduzia mulheres às catadupas. Bastava-lhe emprestar certa inflexão à voz e as fêmeas de pernas mais longas e macias e nádegas mais empinadas e seios mais rijos e bocas mais carnudas caíam-lhe sobre os joelhos chamando-o de paizinho. Hoje, tudo acabou. Hoje o Fetter é casado, bem casado, totalmente casado, um dos caras mais casados que já conheci, e, o realmente relevante, feliz”.

Não sei se choro ou dou risada, David. Só pela última palavra do teu texto vou dizer que hoje (só hoje) tu és uma boa pessoa pra mim.

Por todas as outras, nem me pergunta…

 

Postado por Rodaika