Começa na próxima quarta-feira, dia 1º de setembro, o uso obrigatório das cadeirinhas e assentos de elevação para o transporte de crianças em veículos de passeio.
Nesta segunda-feira, durante a reunião de pauta entre os editores do Pioneiro, o editor de fotografia Ricardo Wolffenbüttel, pai da Sofia, de quatro anos, colocou uma questão à mesa:
_ Tenho um Fusca. Como vou prender a cadeirinha com o sistema de cintos de segurança do meu Fusca?
A pergunta suscitou um pequeno debate. E como será nos Chevettes, nos Corcéis, nas Kombis? Ninguém soube responder. E nem o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) , autor da Resolução 277, que obriga o uso dos equipamentos, soube. E o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) diz ao site G1 que, atualmente, não há cadeirinhas certificadas para esse tipo de cinto (o de dois pontos, utilizados em carros mais antigos).
As cadeirinhas e assentos de elevação terão que ser adaptados para esse tipo de cinto, e essa adaptação ficará por contar dos pais e responsáveis, já que por enquanto não há uma metodologia específica para esse caso.
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) explica, em reportagem no G1, que na época em que a Resolução 277 foi elaborada (maio de 2008), havia equipamentos no mercado que poderiam ser utilizados em cinto abdominal. Por isso, segundo o órgão, a norma não faz distinção em relação ao tipo de cinto ou idade do veículo. Ou seja, o motorista não pode ser multado por usar cadeirinha para cinto de dois pontos, ainda que sem certificação.
Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças
A ONG Criança segura, dedicada à prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos, divulgou hoje (30 de agosto), Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças, pesquisa inédita sobre a percepção e o comportamento de mães de cinco capitais brasileiras a respeito de acidentes com crianças e seus filhos.
Um recorte específico sobre o uso da cadeirinha para o transporte de crianças em veículos está no estudo. Considerando o total de mães entrevistadas, 40% transportam seus filhos em automóveis. Deste número, apenas 32% possuem o dispositivo de retenção (bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação).
Do total das famílias que possuem o equipamento, 92% possui por questão de segurança, 17% possui por ser de uso obrigatório, 9% possui para proporcionar maior conforto às crianças. Leia a pesquisa completa no site da ONG Criança Segura.










