
Estive em Nova York em dezembro de 2005, aproveitando uma escala de um vôo entre Montreal e São Paulo. Fiquei cinco dias em Manhattan. O objetivo era conhecer os principais pontos turísticos, aqueles cartões-postais que a gente vê desde pequeno na TV: a Estátua da Liberdade, o Empire State, o Central Park, Times Square, Wall Street.
Mas como jornalista havia dois locais que eu tinha especial interesse: o ground zero, como ficou conhecida a área onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center. O outro era o prédio das Nações Unidas, onde amanhã começa a Assembléia Geral.
Na sede da ONU, há um tour para quem quer conhecer as diferentes salas e como funciona o órgão que tenta regular - na maioria das vezes, impotentemente - essa loucura que é o mundo. O passeio leva a cinco salas, mas eu tinha interesse especial por duas delas: a Assembléia Geral e o Conselho de Segurança.
Na primeira, é o local onde se reúne os presidentes e chefes de governo de todos os países do planeta. Na segunda, é que se decide mesmo o futuro do mundo. A sala do Conselho de Segurança é menor do que eu esperava. Mas nem por isso menos emocionante. É muito legal estar em um lugar onde se sabe que a história se fez e se faz ali: onde se decide se serão enviadas forças de paz, declações de embargos ou mesmo quando haverá uma guerra.
Quem não gosta do tema pode até se perguntar: %22Com tanta coisa pra ver em Nova York por que perder tempo indo à ONU?%22 Mas quem gosta de história e de discutir os problemas da atualidade, é um baita passeio.
A foto ao lado fiz na sala da Assembléia Geral. Hoje, ela estará lotada, como veremos na TV e nos jornais.
Postado por Rodrigo Lopes
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