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Posts de janeiro 2008

Desespero chinês

31 de janeiro de 2008 1

Reprodução
As piores tempestades de neve nos últimos 50 anos estão provocando cenas de desespero na China. Hoje, por exemplo, milhares de pessoas se acotovelaram nas estações de trem, tentando viajar para suas cidades de origem no feriadão de Ano-Novo.

O feriado do Ano-Novo lunar começa na quarta-feira e é um dos raros momentos no ano em que os chineses conseguem juntar a família. É como o nosso Natal.

Postado por Rodrigo Lopes

Off line

31 de janeiro de 2008 1

Vejam que interessante esta notícia que está sendo divulgada hoje pela rede CNN. Diversas regiões da Índia e do Oriente Médio ficaram sem acesso à internet devido a problemas em dois cabos submarinos no Mar Mediterrâneo.

Segundo especialistas em comunicações, o conserto dos cabos, que estariam localizados entre Alexandria, no Egito, e Palermo, na Sicília, pode levar até uma semana.

O problema afetou 70% do serviço de internet no Egito e 60% na Índia. Também foram registrados problemas nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita e no Kuweit.

As causas do rompimento dos cabos e sua localização exata não foram divulgadas, mas há informações de que o problema teria sido causado pela âncora de um navio perto do porto de Alexandria.

Os cabos submarinos são operados pela FLAG Telecom, que opera o cabo Fiber-Optic Link Around the Globe (FLAG), de 28 mil quilômetros, e pelo SEA-ME-WE 4, um sistema de cabos submarinos que liga o Sudeste Asiático à Europa, passando pela Índia e pelo Oriente Médio.

 

Postado por Rodrigo Lopes

McCain dá a volta por cima

30 de janeiro de 2008 0

John McCain/Reprodução
Para quem estava, há cerca de três meses, com sérios problemas de arrecadação de recursos para continuar na corrida pela presidência dos EUA, a vitória na Florida tem o gosto de uma bela volta por cima. O veterano da guerra do Vietnã e senador John McCain venceu a primária republicana no estado da Flórida, derrotando o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.

Aconteceu o esperado. O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, herói nacional durante o 11 de setembro, ficou na terceira posição e deve jogar a toalha entre hoje e amanhã. Ele fez uma aposta de alto risco. Praticamente ignorou as disputas nos outros estados, apostou tudo na Flórida, que é o estado mais populoso até agora, o que tem mais delegados na convenção republicana, mas se deu mal.

O discurso de Giuliani na noite de ontem em Orlando teve tudo de um discurso de despedida, só não teve “adeus”. Ele deve sair da disputa e apoiar McCain.

A disputa entre McCain e Romney foi voto a voto. No início da madrugada, quem olhava para as telas das grandes redes americanas tinha a sensação de que voltara oito anos no tempo.

Todas elas utilizavam a expressão “To close to call” (algo como “disputado demais para dar resultado”). Esta mesma expressão atormentou republicanos e democratas na eleição de 2000, que opôs George W. Bush e Al Gore. Por causa de disputa apertada era impossível antecipar o vencedor. Naquele ano, também a Flórida foi o estado decisivo.

Postado por Rodrigo Lopes

Um presidente como meu pai

28 de janeiro de 2008 4

Não costumo aqui no blog escrever textos longos, até porque acho que ele perde sua função quando isso acontece. Mas como acho que esta é uma das poucas chances de se ler um texto legal, quem quiser pode dar uma olhada abaixo, na carta aberta escrita por Caroline Kennedy, filha do ex-presidente John Kennedy, em apoio à candidatura de Barack Obama:

 

Nos últimos anos, fui profundamente movida pelas pessoas que me disseram que gostariam de se sentir inspirados e esperançosos por uma América como a que o meu pai foi presidente. Este senso é mais profundo hoje. Este é o motivo pelo qual eu apoio a candidato presidencial nas primárias democratas Barack Obama.

 

Minhas razões são patrióticas, políticas e pessoais, e as três estão ligadas. Toda a minha vida, as pessoas me disseram que meu pai mudou suas vidas, que elas se envolveram em serviços públicos ou políticos porque ele pediu que elas o fizessem. Conheci jovens que nasceram bem depois que John F. Kennedy foi presidente, mas que me perguntavam sobre como manter vivos os seus ideais.

Às vezes leva um tempo para reconhecer que alguém tem uma habilidade especial que nos leve a acreditar em nós mesmos, nas crenças por nossos mais altos ideais e imaginar que juntos podemos fazer grandes feitos. Nestes raros momentos, quando uma pessoa aparece, precisamos colocar de lado os nossos planos e estender a mão para o que acreditamos que seja possível.

Nós temos esse tipo de oportunidade com o senador Obama. Não é que outros candidatos não sejam experientes ou instruídos. Porém, neste ano, isto pode não ser suficiente. Precisamos de mudança na liderança desse país – assim como foi feito em 1960.

Muitos podem preferir basear a decisão do voto em diferenças políticas. Entretanto, os objetivos dos candidatos são similares. Todos têm planos detalhados que visam de fortalecer a classe média até investir na educação infantil. Por isso, qualidades de liderança, caráter e julgamento têm um papel muito maior do que normalmente.

O senador Obama tem demonstrado estas qualidades durante mais de duas décadas em seus serviços públicos, não só ao Senado dos Estados Unidos, mas também em Illinois, onde ajudou a transformar e fortalecer comunidades, ensinou as leis constitucionais e foi eleito por oito anos para a Assembléia Legislativa. Obama mostra as mesmas qualidades hoje. Ele construiu um movimento que está mudando o comportamento dos políticos do país, e tem demonstrado um dom especial ao inspirar os jovens – que se engajaram no processo político.

Passei os últimos cinco anos trabalhando para a cidade de Nova York em escolas públicas e tenho três filhos adolescentes. Está é uma geração que está chegando na idade da esperança, do trabalho duro, da inovação e da imaginação. Porém, muitos desses jovens estão perdidos, derrotados e desengajados. Como pais, temos a responsabilidade de ajudar nossas crianças, acreditar neles e em seu poder de mudar o futuro. O senador Obama está inspirando os meus filhos, pais dos meus netos, com senso de possibilidade.

O senador Obama está promovendo uma campanha digna e honesta. Ele tem falado de forma convincente sobre o papel da fé em sua vida, e abriu uma janela para o seu caráter em seus dois livros. E quando ele faz um julgamento, Barack Obama convida para o assunto mais importante em nosso tempo, opondo-se ao conflito no Iraque desde o início.

Quero um presidente que entenda que sua responsabilidade é articular a visão e encorajar os demais a alcançar o mesmo; que dê suporte a si mesmo e aos que estão a sua volta aos mais altos padrões éticos; que clame pela esperança dos que ainda acreditam no ideal americano; e que eleve os nossos espíritos, e nos faça acreditar novamente que nosso país precisa que cada um de nós esteja envolvido.

Nunca tive um presidente que me inspirasse do modo como as pessoas falam que o meu pai as inspirou. Porém, pela primeira vez, acredito que encontrei um homem que pode ser esse presidente – não só para mim, mas para toda uma geração de americanos.

Caroline Kennedy é autora de A Patriot’s Handbook: Songs, Poems, Stories and Speeches Celebrating the Land We Love.

Postado por Rodrigo Lopes

Para alegrar os olhos

28 de janeiro de 2008 2

Reprodução
Verão em Porto Alegre. Nevasca na China. Dá uma olhada em como parte do país amanheceu nesta segunda-feira.

Postado por Rodrigo Lopes

O legado de Bush

28 de janeiro de 2008 0

A menos de um ano de deixar a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fará hoje seu último discurso sobre o Estado da União. O pronunciamento contece uma vez por ano e é aquele no qual o presidente americano é interrompido a cada frase por aplausos no Congresso.

A fala de hoje terá um diferencial. Como Bush passará o poder a seu sucessor em 20 de janeiro do ano que vem, o discurso de hoje será o último, uma espécie de legado político de seu governo. Isso diante de uma opinião pública cada vez mais hostil.

Mais de 60% dos americanos têm uma opinião desfavorável sobre a gestão de Bush. Ao mesmo tempo, o presidente é cada vez mais um espectador que um agente na cena política. As manchetes dos jornais são dominadas pelas primárias para as eleições de novembro, um dos pleitos mais disputados na história recente do país, no qual sequer um %22herdeiro%22 da atual administração participa.

Além disso, Bush enfrenta um Congresso controlado pelos democratas, que o acusam de não ceder para conseguir leis de interesse do país, e que tem pouco interesse em lhe dar vitórias em seu último ano de mandato.

Com o país à beira da recessão _ ou já mergulhado nela, segundo alguns especialistas _ os assuntos econômicos terão destaque no discurso de hoje. A guerra contra o terrorismo e o conflito no Iraque são outros assuntos que definiram sua passagem pelo poder e que, com certeza, também serão mencionados. Enfim, poucas mudanças em relação a 2002, quando Bush fez seu primeiro discurso sobre o estado da união: o país estava em guerra, sob ameaça do terrorismo e da recessão. Como hoje.

Postado por Rodrigo Lopes

Hillary online

27 de janeiro de 2008 1


E este é o site da Hillary. Clique aqui

Postado por Rodrigo Lopes

Obama online

27 de janeiro de 2008 0


Um assessor da campanha de Barack Obama diz que o site do candidato recebeu um recorde de doações online, depois da vitória na Carolina do Sul. Logo após o anúncio oficial de que Barack havia recebido 55% dos votos numa prévia com 530 mil eleitores, o site arrecadou US$ 525 mil em apenas uma hora, a grande maioria de pequenos doadores.

Você já deu uma olhada no site do senador? Não? Então, clica aqui

Postado por Rodrigo Lopes

Miss América

27 de janeiro de 2008 1


A Miss Michigan, Kirsten Haglund, de 19 anos, foi coroada Miss América 2008 na noite de sábado na final do concurso de beleza, no hotel e cassino Planet Hollywood, em Las Vegas.

A disputa envolveu 52 finalistas, cada uma representando um estado americano. A beldade, de Farmington Hills, Michigan, cantou uma versão de %22Over the Rainbow%22 na competição de talentos e desfilou num biquíni preto e dourado. K

irsten estuda na Universidade de Cincinnati. Ela ganhou uma bolsa de estudos de US$ 50 mil. Seu maior sonho, declarou, é ser atriz da Broadway. Além do prêmio, ela vai cruzar o país para promover a coroa.

Postado por Rodrigo Lopes

Obama supervitaminado

27 de janeiro de 2008 0

Obama venceu com folga na Carolina do Sul/Reprodução
O senador Barack Omaba, como já se esperava, ganhou a disputa democrata na Carolina do Sul. Mas, estrategicamente, ele está tentando se desgrudar da imagem de %22candidato negro%22. Isso porque essa fama pode lhe prejudicar no resto do país.

Vamos fazer uma pequena anatomia de sua vitória: ele obteve 55% dos votos contra 27% de Hillary. O senador obteve o voto de 78% dos eleitores negros, que constituíam cerca de 50% dos votantes democratas na primária. Hillary faturou 19% do voto dos afro-americanos e Edwards, 2%. Mas a votação de Obama entre os eleitores brancos também acabou sendo surpreendente. Obama teve 25% do voto dos brancos, e Clinton e Edwards dividiram o restante.

Postado por Rodrigo Lopes

O abrigo

27 de janeiro de 2008 1

O abrido antiaéreo do Le Meridién/Rodrigo Lopes
Se você ficou curioso em saber como é o abrigo antiaéreo do hotel Le eridién dá uma olhada na foto ao lado. Esta imagem registrei logo no primeiro dia em que cheguei a Haifa. O hotel estava entregue às moscas. Havia apenas um recepcionista. Não havia serviço de quarto, e o bar não funcionava.

Mesmo assim, a gerente tentava deixar o ambiente agradável. Havia música de fundo da recepção, e o hotel estava limpo.

Certo dia, chegado do front no extremo norte de Israel, coberto de poeira, exausto e com sede, pedi uma garrafa de água. Não havia. Olhei para o bar e perguntei: %22E cerveja, tem?%22

Sim, cerveja tinha. Uma das recordações curiosas daquela noite foi que o recepcionista, constrangido com o atendimento precário do hotel, me ofereceu um número de telefone. Em plena guerra, com Haifa transformada em cidade-fantasma, foi possível pedir uma telepizza.

 

Postado por Rodrigo Lopes

Um som angustiante

27 de janeiro de 2008 1

Zero Hora deste domingo traz uma reportagem sobre a cidade de Sderot, que fica em Israel, na fronteira com a Faixa de Gaza. Por sua posição perigosamente próximo ao território controlado pelo Hamas, Sderot é alvo diário de foguetes Qassam lançados a partir de Gaza por extremistas palestinos.

Não conheço a cidade de Sderot, mas vivi a desagradável experiência das sirenes antiaéreas em Haifa, no norte de Israel, a 50 quilômetros da fronteira com o Líbano. No texto abaixo, também publicado em ZH deste domingo, conto como foi minha primeira experiência desse tipo:

Quando as sirentes soam

- Se a sirene soar, você tem 50 segundos para correr para o abrigo.

Você escuta tantas vezes essa frase, que na hora H pergunta-se: %22será que é ela mesmo?%22.

Então, olha para os lados, vê pessoas correndo e carros parados no meio do cruzamento. Sim, é ela. Trata-se de um grito contínuo, que dura poucos segundos, mas que fica para sempre retumbando na mente.

Meus tímpanos foram apresentados às sirenes antiaéreas israelenses em julho de 2006, durante a cobertura da guerra entre Israel e o Hezbollah. A cidade de Haifa, no norte de Israel, era à época alvo diário dos foguetes Katyusha disparados pela milícia libanesa.

Antes de conhecer o quarto do Le Méridien, a base de Zero Hora naqueles dias, conheci o abrigo antiaéreo do hotel: uma peça de quatro metros quadrados, blindada, com cheiro de umidade, cobertor, ventilador e, estranhamente, uma tábua de passar roupa.

Não tive a chance de correr para ali. Por sorte ou azar, quando as sirenes dispararam, eu estava na rua, mais precisamente dentro de um carro, perdido em um descampado na periferia. É aí que bate a dúvida: sair e correr? Ficar e esperar? Fiquei.

Afinal, com tantos lugares pra cair, um Katyusha não escolheria justamente o meu carro pra despencar em cima.

Se esse pensamento não me tranqüilizou, pelo menos ajudou a superar os dois intermináveis segundos de alerta.

As sirenes vão parando aos poucos. Fica o eco. Ao olhar pela janela, um pedaço do campo fumegava. O Katyusha poupara o carro, mas incinerava a vegetação a 500 metros dali.

Postado por Rodrigo Lopes

O ditador da Indonésia

27 de janeiro de 2008 1


Como muitos indonésios, Suharto usava apenas um nome. Ele nasceu em 8 de junho de 1921, no vilarejo de Godean, na província de Java Central. Seus país eram camponeses pobres que cultivavam arroz. Quando a Indonésia conquistou a independência da Holanda em 1949, Suharto rapidamente subiu nas fileiras do exército.

O poder absoluto chegou em setembro de 1965, quando seis generais graduados do exército foram assassinados em circunstâncias misteriosas. Suharto assumiu o comando, colocou as forças armadas sob sua autoridade e iniciou uma feroz repressão ao Partido Comunista.

Em 1967, ele derrubou o presidente Sukarno, que morreu em prisão domiciliar em 1970. Durante a Guerra Fria, Suharto foi considerado um amigo confiável de Washington, que não se opôs à violenta ocupação de Papua, em 1969, e à sangrenta invasão do Timor Leste, em 1975.

O Timor Leste sofreu vários anos de brutal ocupação e só conquistou a liberdade em 1999, após a população ter votado em plebiscito, garantido pela Organização das Nações Unidas (ONU), pela independência. No final de década de 1980, Suharto conseguiu atrair bilhões de dólares em investimentos estrangeiros e passou a se descrever como %22pai do desenvolvimento%22 da Indonésia.

Postado por Rodrigo Lopes

Acidentes de trem

27 de janeiro de 2008 1

Reprodução
Neste domingo, um acidente de trem deixou pelo menos nove mortos na Turquia. Há vários feridos. Aparentemente, o problema aconteceu em razão de uma falha nos trilhos, que fez com que vagões descarrilassem e tombassem na via, perto da cidade de Kutahya.

Os acidentes ferroviários não são incomuns na Turquia: trata-se pelo menos do quinto acidente como esse ocorrido no país em menos de quatro anos.

Em 2005, por exemplo, um trem bateu em um caminhão que carregava trabalhadores do sul no país, matando nove pessoas. Em agosto de 2004, um outro trem ultrapassou um sinal e se chocou com outro no noroeste do país, em um acidente que deixou cinco mortos e 85 feridos.

Postado por Rodrigo Lopes

O voto do Times

25 de janeiro de 2008 1

O The New York Times, o jornal mais influente dois EUA, abriu seu voto nas eleições americanas. Em editorial publicado nesta sexta-feira, a empresa apóia Hillary Clinton (democrata) e John McCain (republicano).

Leia aqui os editoriais (em inglês):

John McCain

Hillary Clinton

Postado por Rodrigo Lopes