
Populista, corrupto, bonachão. Vários adjetivos – nem sempre os mais elogiosos – servem para caracterizar Silvio Berlusconi, um herói da sobrevivência política na Itália.
Sua vitória nas eleições na Itália é um atestado de longevidade eleitoral. Ele que desceu às catacumbas da política, sendo derrotado pela centro-esquerda nas eleições de 2006, volta agora carregado pela descrença dos Italianos na política.
Esta é a quinta campanha consecutiva de Berluconi desde 1994, quando lançou-se na política depois de construir um império midiático atualmente estimado em US$ 9 bilhões. Berlusconi neutralizou rivais conservadores que contestavam sua liderança e sobreviveu a acusações de conflito de interesse e processos na justiça.
O último mandato do bilionário barão da mídia durou cinco anos, um recorde na histórica política da Itália pós-guerra, marcada pela persistente instabilidade. Nesse último mandato encerrado em 2006, Berlusconi ganhou notoriedade pelas gafes internacionais e pelas decisões impopulares, como ter enviado 3.000 soldados italianos ao Iraque enquanto milhares de pessoas protestavam nas ruas das principais cidades do país contra a guerra. O contingente italiano já saiu do Iraque.
Desta vez, Berlusconi não tem planos de voltar a enviar soldados italianos à guerra, mas não deixa dúvidas sobre sua amizade com os EUA. Ele já chegou a dizer que concordaria com os EUA independentemente de qual fosse a posição de Washington.
O novo governo será o 62º na Itália desde a Segunda Guerra Mundial e espera-se difíceis negociações para a formação de novas alianças nos próximos dias. O principal desafio de Berlusconi será o de reavivar a economia italiana. Há uma previsão de crescimento zero no ano que vem.
Postado por Rodrigo Lopes
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