A morte do máximo líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda, pode ser vista como mais um golpe sofrido pela guerrilha, que nos últimos meses perdeu alguns de seus dirigentes - entre eles Ivan Ríos e Raúl Reyes, este último naquela operação polêmica da força aérea da Colômbia dentro do território equatoriano.
Desde 2002, estima-se que mais de 9 mil guerrilheiros tenham desertados. As Farc levaram mais de dois meses para anunciar a morte de Marulanda até porque precisavam confirmar já um nome como sucessor. O objetivo era evitar uma disputa interna entre as diferentes alas da guerrilha.
Marulanda era não só o comandante, mas o aglutinador, a pessoa ao redor de quem se centravam as tendências, pareceres e pessoas que orientam essa organização. Com pouco apoio popular, as Farc têm sido empurradas de volta para florestas e montanhas remotas, mas os rebeldes ainda são uma força poderosa em algumas áreas, ajudados pelos recursos obtidos com o tráfico de cocaína.
Postado por Rodrigo Lopes
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