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Inquietante

28 de maio de 2008 0

Esta não é a primeira vez que surgem denúncias de abusos sexuais cometidos por entidades internacionais de ajuda humanitária, em especial funcionários da Organização das Nações Unidas. A investigação revelada ontem pela ONG Save The Children, uma importante entidade britânica, causa desconforto especialmente a nós brasileiros. O relatório cita crimes cometidos por tropas responsáveis por zelar pela paz no Haiti, onde o Brasil mantém militares e comanda a operação.

No relatório, uma adolescente de 15 anos disse a pesquisadores que ela e algumas amigas estavam caminhando certa noite em Porto Príncipe quando encontraram alguns agentes humanitários. Os homens as chamaram e mostraram o pênis. Eles ofereceram o equivalente a R$ 5 e chocolates para que fizessem sexo oral. Uma das meninas aceitou a proposta.

Ontem, o comandante da Força de Paz no Haiti, general gaúcho Carlos Alberto dos Santos Cruz, pediu a ONG que apresente os casos concretos em que militares são acusados de abuso sexual. Somente a partir de dados concretos, será possível abrir inquéritos e punir os responsáveis. Santos afirmou, no entanto, que até o momento desconhece o envolvimento de qualquer militar vinculado à ONU com crimes sexuais no Haiti.

Tive a oportunidade de conhecer o trabalho das tropas em duas ocasiões, no Haiti, e o Brasil cumpre um trabalho profissional no país caribenho, muitas vezes fazendo o papel do estado em áreas onde a pobreza é inimaginável. O que não elimina a hipótese que algum criminoso tenha cometido esse tipo de abuso, obviamente.

Em casos de abuso cometido por forças de paz, o procedimento é padrão. Os próprios representantes da ONU conduzem as investigações e enviam os resultados para os países de origem dos acusados. A partir daí, cabe as autoridades locais aplicar penas administrativas ou criminais. Nos casos em que os indícios são mais fortes, os militares são afastados imediatamente de suas funções e mandados de volta para casa.

Postado por Rodrigo Lopes

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