O furacao Gustav, que pôs os EUA em alerta, evoca as lembranças do Katrina, que atingiu New Orleans nesta éoca do ano em 2005. Em 31 de agosto, há exatos três anos, embarquei para os EUA para cobrir, para os veículos da RBS, a maior catastrofe natural já enfrentada pelos americanos. O Katrina abriu uma chaga na sociedade dos EUA, especialmente por expor as fragilidades e vergonhas da maior potencia militar do planeta. Vale lembrar que quem ficou para trás em New Orleans, após a evacuação da cidade, foram os pobres e negros, aglomerados no Superdome, um ginásio semelhante ao Gigantinho que foi palco durante pelo menos quatro dias de graves violações - como estupros, entre outros crimes.
Hoje, o sul dos EUA vivem uma nova retirada pela rodovia Interstate 10, a qual percorri naqueles dias subsequentes ao Katrina, de carro, entre Houston e New Orleans. Conversei nesta tarde com um músico gaúcho que vive em New Orleans (leia entrevista nesta segunda em ZH). Ele contou um pouco da retirada. Disse que a população aprendeu muito com o Katrina e que agora todos estão deixando a cidade.
New Orleans, lamento dizer, esta condenada. Se o Gustav não a destruir, outro furacão no futuro o fará. A cidade, seus arranha-céus e casas, emergem de um banhado, um pântano. Os diques do Lago Pontchartrain estourados pelos ventos do Katrina foram apenas reformados. Não tiveram sua altura e potência de resistência ampliados. Se Gustav tocar New Orleans, eles se romperão de novo. Acima, uma foto da Bourbon Street, no coração da cidade, no dia em que cheguei a New Orleans. Abaixo, outras fotos da cobertura:
O Superdome de New Orleans
New Orleans debaixo d`agua
Fachadas de predios destruidas
A Bourbon Street
Uma noite dormindo dentro do carro
O destruido bairro de Metaire
Carros e fachadas destruidas
Postado por Rodrigo Lopes
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