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Posts de setembro 2008

Sarah Palin nua

30 de setembro de 2008 0

A sensação da internet nesta tarde é a foto de uma pintura de Sarah Palin, vice de John McCain, usando apenas uma sandália vermelha de salto alto e com um fuzil em riste, fruto da imaginação do artista americano Bruce Elliott. A obra está pendurada no Old Town Ale House, um bar do norte de Chicago pertencente a Tobin Mitchen, a mulher de Elliott. O autor reconheceu sentir uma certa “paixonite adolescente” por ela.

- Acompanhei-a religiosamente. Ela me fascina de uma forma estranha, apesar de, basicamente, odiar tudo o que ela defende – explicou.

No quadro, Sarah, que é governadora do Alasca, aparece em frente a um fundo montanhoso do Estado com um alce assustado e pisa sobre um tapete de pele de urso polar.

Postado por Rodrigo Lopes

A crise contaminada pela eleição

29 de setembro de 2008 0

Há uma clara mistura entre política e economia neste momento nos EUA: não há dúvidas de que a eleição presidencial está impactando diretamente na tomada de decisões.

Até o início da manhã, discutia-se o teor do texto, o conteúdo do pacote de US$ 700 bilhões de ajuda aos bancos. Não havia dúvidas de que ele seria aprovado, até porque havia um acordo de líderes dos partidos Democrata e Republicano para salvar Wall Street. Mas o texto foi a votação na Câmara dos Deputados, em Washington, e o pacote foi rejeitado por 228 votos contra 205. Especulação: tudo indica que os deputados (republicanos, a maioria) traíram a decisão dos líderes. 

As razões podem ser muitas: em tempo de eleição, alguns democratas podem não querer passar a idéia de que Bush será o salvador da pátria. Outro detalhe: o pacote de ajuda é só para Wall Street, a bolsa de valores de Nova York. Não se sabe o que os deputados dos outros Estados pensam, o lobby de outras bolsas – a indústria automotiva, cujo berço é Detroit, por exemplo, também está em crise. Como reagem os deputados por Michigan?

A posição do candidato Barack Obama é contraditória. Ele disse que votaria, sim. Houve rumores de que mudaria de idéia. E agora vai a público acusar Bush pela crise.

O clima nos corredores de Washington é de decepção. Bush irá se reunir nas próximas horas com sua equipe econômica para determinar os passos a serem dados. Para muitos especialistas, justo ou não, completo ou fatiado, o pacote era a principal – talvez única – esperança de evitar o colapso em série no sistema financeiro americano e mundial. Mais do que o futuro dos bancos, o temor recai sobre o risco do chamado contágio sistêmico. Ou seja: que o efeito dominó chegue à economia real, com entrangulamento do crédito para operações corriqueiras, como exportações e pagamentos.

Postado por Rodrigo Lopes

A sombra de Chávez

29 de setembro de 2008 2

Chávez, Correa (C) e Evo (D)/Reprodução

A sombra de Hugo Chávez paira sobre a nova Constituição do Equador, país governado por Rafael Correa e que ontem deu um passo decisivo para se alinhar ainda mais à Venezuela e à Bolívia. Em plebiscito, a população aprovou o projeto do governo de mudar a lei, dando ao presidente superpoderes, a exemplo de Chávez e de Evo Morales. Por exemplo: como seus dois companheiros, Correa poderá ficar no poder por mais dois mandatos – até 2017.

A nova Carta Magna dá ao presidente poder para dissolver o Congresso, reorganiza a divisão político-territorial e aumenta a intervenção do governo na economia e no Judiciário. As semelhanças no conteúdo da nova proposta da Constituição equatoriana com os da Venezuela e da Bolívia têm provocado um debate sobre o grau de influência externa no país.

O roteiro é praticamente o mesmo. Antes de Correa, Evo Morales (Bolívia) e Chávez (Venezuela) iniciaram seus mandatos impulsionando uma Assembléia Constituinte. A principal semelhança é a busca pelo controle dos organismos de fiscalização e de Justiça.

As três Constituições têm uma matriz comum, a busca de construir um regime político totalmente distinto, com uma nova classe dirigente, uma nova burocracia no poder, com posturas radicais de esquerda no discurso e com altíssima concentração de poder na figura do presidente.

Usando um plebiscito, como fez Chávez e Evo, Correa usou um instrumento democrático para dar um passo muito mais em direção ao autoritarismo do que a um regime do povo. Mas ninguém pode acusa-lo de não ter ouvido sua população. Foi ela quem o colocou no poder, e deu agora as chaves para a mudança rumo ao “socialismo do século 21″ de Chávez. Que, diga-se de passagem, até agora ninguém sabe muito bem o que é. Nem Evo, nem Correa e nem o próprio Chávez.

Postado por Rodrigo Lopes

O cartaz da polêmica em Londres

27 de setembro de 2008 15

O publicitário gaúcho Caco Vaccaro, que mora em Londres, envia uma foto que ilustra uma polêmica. O cartaz de divulgação do filme Righteous Kill, com Robert De Niro e Al Pacino, traz uma frase de mau gosto: “Não há nada de errado em dar uns tiros, desde que atinjam as pessoas certas”.

O cartaz está em várias estações de metrô de Londres e, até a semana passada, estava inclusive em Stockwell, onde o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto equivocadamente pela Scotland Yard.

Postado por Rodrigo Lopes

Faltou ousadia

27 de setembro de 2008 0

Diante da grande expectativa que antecedeu ao debate de sexta-feira, os candidatos à presidência dos EUA Barack Obama e John McCain foram defensivos, não cometeram nenhum erro grave, mas também não empolgaram. Todas as palavras foram milimetricamente medidas para não errar. E, como faltou ousadia, sobrou a mesmice.

Por um lado, Obama acertadamente durante uma hora e meia de duelo tentou vincular McCain aos erros do governo Bush, um dos presidentes com menor popularidade da história dos EUA. Já o republicano várias vezes usou a expressão “ele não está entendendo”, tentando reforçar a imagem de que Obama seria pouco profundo, ingênuo até em seus conhecimentos sobre política externa – um dos pontos fracos do democrata.

Obama se saiu melhor ao debater a crise econômica – e isso significa que ele ganhou a primeira meia hora do duelo. Mas, engessado pela cautela, estava longe de colocar em prática seu poder de orador exímio. McCain, por sua parte, mostrou a profundidade em seus conhecimentos em política externa.

O debate foi rico em conteúdo, mas faltaram os momentos memoráveis, aqueles para levantar a torcida. Comedidos, jogando na defensiva e sem excessos, ambos posaram como dignos de ocupar a Casa Branca. Porém, não foram capazes de dar uma resposta convincente aos eleitores sobre o que esperar a curto e médio prazo diante do fantasma que se agiganta em Wall Street.

Postado por Rodrigo Lopes

Terminou

26 de setembro de 2008 0

Depois de uma hora e meia, chega ao fim o debate. Antes de encerrar, Obama voltou a falar sobre a crise em Wall Street e associar a quebradeira à administração Bush (e por tabela, McCain). O republicano respondeu dizendo que Obama não está preparado o suficientemente para ser o próximo presidente. E tocou na ferida de Obama: disse que o rival não está bem preparado e titubeia em assuntos de política internacional.

Sob aplausos da platéia na Universidade do Mississippi, os dois apertaram as mãos. Então, suas mulheres subiram no palco acarpetado em vermelho para cumprimentar os maridos. Ambos deram um respeitoso beijo no rosto de suas respectivas. Michelle, mulher de Obama, usava um vestido floreado, em tons verde, branco e marrom. Cindy, mulher de McCain, estava de vestido vermelho.

Postado por Rodrigo Lopes

Em comum

26 de setembro de 2008 0


Sobre a chance de um novo 11 de Setembro, Obama e McCain concordaram. Ambos disseram que o país está mais seguro hoje, principalmente depois do aumento das medidas nos aeroportos.

Postado por Rodrigo Lopes

Agora, a Rússia

26 de setembro de 2008 2

Há tempos a Rússia não era assunto de um debate para a presidência. Nesta campanha, dado o reaparecimento do país no cenário internacional, a nação voltou à pauta, como nos tempos da Guerra Fria. O mediador quis saber sobre o relacionamento dos Estados Unidos com a Rússia.

Em tom de crítica, Obama sugeriu uma reavaliação da relação com a Rússia depois da invasão da Geórgia, mas negou uma nova Guerra Frita. McCain relacionou o conflito a uma questão energética. Os dois não se aprofundaram no assunto.

Postado por Rodrigo Lopes

Ponto para Obama

26 de setembro de 2008 1


O democrata se mostrou mais aberto e sem preconceitos neste momento. McCain acusou Obama de querer se reunir com o polêmico presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e outros líderes de países considerados “perigosos” (será que Chávez estava na cabeça do republicano, quando ele disse isso?) sem pré-condições, o que considera um erro. Obama disse que conversaria com qualquer pessoa que achasse ser importante para manter os EUA um país seguro.

Postado por Rodrigo Lopes

Ameaça nuclear

26 de setembro de 2008 2

Agora, o papo é o Irã e a ameaça representada pelos planos dos aiatolás de desenvolverem energia nuclear – para fins pacíficos, segundo os iranianos; para ter a bomba atômica, para os americanos.

- Que tipo de ameaça o Irã representa? – é a pergunta.

Para McCain, o mundo não pode aceitar que o Irã tenha a bomba. Ele defendeu mais sanções ao regime iraniano e disse que o país fomenta o terrorismo além de suas fronteiras, no Iraque.

A resposta de Obama:

- A Guerra do Iraque fortaleceu o Irã.

O democrata concordou que não se pode deixar o país ter uma arma nuclear, também disse ser necessário impor sanções, mas defendeu evitar uma corrida armamentista na região. A estratégia de Obama tem sido acertada: ele está batendo em McCain nesta parte do debate associando a imagem do republicano ao que Bush fez de pior – a guerra que ele não conseguiu vencer.

Postado por Rodrigo Lopes

Em tempo real

26 de setembro de 2008 0

Tiago Rech
O Tiago Rech, jornalista gaúcho que está morando em Los Angeles, fez esta foto minutos atrás e enviou para o blog. Em um bar da cidade, os americanos param para assistir ao debate.

Postado por Rodrigo Lopes

Sai a economia, entra a política externa

26 de setembro de 2008 0

Agora, o foco é política externa, assunto que Obama é considerado mais fraco. O mediador questionou:

- Quais as lições que vão ser tiradas do Iraque?

McCain lembrou seu apoio ao envio de mais tropas e disse que “a Guerra do Iraque será vencida”. Em resposta, Obama ressaltou que se opôs à invasão do país de Saddam Hussein desde o início e que a queda do ditador não está se refletindo na redução da ameaça do terrorismo no mundo. Segundo ele, foi uma empreitada errada num momento em que a missão no Afeganistão não estava encerrada.

A pergunta seguinte foi justamente sobre como os candidatos se posicionam sobre o aumento do número de militares no Afeganistão frente ao recrudescimento dos ataques de remanescentes do Talibã. Os dois mostraram-se preocupados com o vizinho Paquistão, palco de um atentado contra um hotel da rede Marriot esta semana. McCain e Obama afirmaram que o país está se tornando centro de extremismo islâmico, capaz de, a médio prazo, se tornar tão ou mais perigoso do que o Afeganistão dos tempos do talibã.

Postado por Rodrigo Lopes

Obama mais nervoso

26 de setembro de 2008 0

Lá se vai quase uma hora de debate, e percebe-se que Obama está mais nervoso do que McCain. Num lapso, trocou John por Jim, ao se referir a McCain. Como era de se esperar, o republicano está na ofensiva, sem perder a calma.

Obama tem rejeitado as acusações de McCain, chamando-as de “mentira”. Obama fica mais nervoso com as acusações e tenta negar todas interrompendo McCain e dizendo:

- Isso não é verdade.

Postado por Rodrigo Lopes

Pito

26 de setembro de 2008 0

Agora, o mediador do debate deu um pito nos dois debatedores. Afirmou que nem Obama nem McCain afirmaram de forma objetiva do que abririam mão por causa da crise econômica. McCain disse que é preciso congelar os gastos do governo. Obama respondeu dizendo que esta seria uma idéia ”radical e desnecessária”.

Obama afirmou que a crise vai afetar o próximo governo e seria preciso repensar projetos de curto prazo para manter a economia estável. McCain provocou o candidato adversário, dizendo que Obama vai aumentar os gastos do governo.

Obama subiu o tom: disse que foi a administração Bush que levou o país à crise, e que os gastos atuais foram decididos pelos republicanos.

Postado por Rodrigo Lopes

O que disse McCain

26 de setembro de 2008 0

Em resposta, McCain disse estar se sentindo melhor nesta noite do que nos dias anteriores.

- Estamos vendo pela primeira vez republicanos e democratas trabalhando juntos para superar esta crise – afirmou.

Segundo ele, a união dos dois partidos vai permitir que exista um pacote econômico que leve “ao fim do início da crise econômica”.

Depois de dois minutos individuais, os dois candidatos falaram de forma mais livre. Os dois disseram ser a favor da intervenção do governo na economia como única forma de tentar dar fim à crise.

Postado por Rodrigo Lopes