Sabe aquela história de que santo de casa não faz milagre? Pois às vezes é preciso que alguém de fora elogie as nossas coisas para que só então a gente comece a valorizar.
Esse preâmbulo é para dizer que o soldado brasileiro é elogiado mundo afora por não ser apenas um homem de guerra, mas principalmente por saber aliar ao trabalho de força, um toque legitimamente brasileiro: bom humor, simpatia, carinho, empatia. Foi isso que percebi ao acompanhar o trabalho do Exército Brasileiro no Timor Leste e no Haiti. Lá fora, os soldados brasileiros são conhecidos principalmente por se relacionarem bem com os habitantes locais.
Em Cité Soleil, por exemplo. Era a pior favela da capital do Haiti. Quando a ONU iniciou o trabalho lá, a área era de responsabilidade dos militares jordanianos. Qualquer ato era respondido com fogo, e as tropas eram diariamente hostilizadas. A missão só conseguiu pacificar Cité Soleil quando o Brasil conquistou os corações e mentes dos moradores da região. Um trabalho de formiguinha, em que o braço forte vinha acompanhado da mão amiga.
Me caiu nas mãos - ou no e-mail, uma colaboração da repórter Iara Lemos - neste fim de semana esta foto vinda de Porto Príncipe. Ela ilustra um pouco o jeitinho brasileiro - aqui, no bom sentido...
Na imagem, a embaixatriz do Brasil, Roseana Aben-Athar Kipman, e o comandante da Minustah, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, dançam descontraidamente em praça em Cité Soleil, ao som da FuziBossa, banda do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, em visita ao Haiti.
Postado por Rodrigo Lopes
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