Tel-Aviv, a segunda maior cidade de Israel, entrou na mira do Hamas, neste 11º dia de confrontos na Faixa de Gaza. Nesta segunda-feira à noite, um líder do grupo radical palestino veio a público para fazer as ameaças.
Mais do que a segunda maior cidade, Tel-Aviv é um marco simbólico. Atingi-la significaria uma grande demonstração de força por parte do Hamas.
É claro que tudo não passa por enquanto de ameaças vagas. Mas, mesmo assim, a prefeitura começou a inspecionar os 280 abrigos antiaéreos espalhados pela cidade de 390 mil habitantes. Tel-Aviv é uma cidade festiva, boêmia, fica às margens do Mar Mediterrâneo, é o coração cultural e financeiro de Israel.
Um ataque siginificaria mais: colocaria 3 milhões de israelenses no raio de alcance do Hamas. As medidas de emergência incluem o aumento das reservas de água, uma central de emergência e a limpeza de bunkers instalados na rede pública de ensino.
Tel-Aviv tem vários desses abrigos. Em 2006, quando havia ameaça por parte do grupo libanês Hezbollah, existia um clima semelhante a este. Tive a oportunidade de conversar com alguns israelenses e também brasileiros naquela ocasião. E todos sabiam de cor a cartilha aprendida ainda na primeira Guerra do Golfo, quando os mísseis Scud de Saddam Hussein chegaram a atingir a cidade.
A lógica é a seguinte: quando as sirenes começam a soar, e é um grito agonizante, terrível, os moradores têm 50 segundos para buscar um abrigo antiaéreo.
Os próprios hotéis têm esses abrigos. Os mais modernos foram construídos em torno de uma coluna de concreto, onde cada andar é interligado por uma espécie de túnel. A ideia é, se o resto do prédio desabar, essa área de concreto quadrada ficaria, em tese, intacta.
Sabe-se que o Hamas não tem condições de atingir Tel-Aviv apenas com seus foguetes Qassam, que são lançados diaramente contra o sul de Israel. Para chegar ao centro do país, seriam necessários foguetes mais poderosos, como Fajr 3 e Fajr 5, de fabricação iraniana. Estes armamentos teriam capacidade para alcançar alvos num raio de 40 a 70 quilômetros.
Postado por Rodrigo Lopes
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