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Posts de janeiro 2009

Vídeos antigos

28 de janeiro de 2009 0

Amigos,

os vídeos das coberturas em Bali e no Haiti foram reativados. Por um tempo, estavam fora do ar. Mas já estão de volta. É só clicar na coluna da direita, ali ao lado, para conferir um pouco da decisiva conferência sobre aquecimento global, na Indonésia, e o trabalho dos militares brasileiros no Haiti. Em breve, também estarão aqui as reportagens produzidas durante a eleição e posse de Obama, nos EUA (por enquanto, é só clicar ali acima, nas chamadas dos blogs).

Abração

Postado por Rodrigo Lopes

O novo Don Juan da Casa Branca

28 de janeiro de 2009 1

Reprodução/Favreau e  Ali Campoverdi

A Casa Branca parece animar relacionamentos, affairs e outros casos amorosos. Que o diga Bill Clinton.

Pois o mais novo conquistador de Washington é ninguém menos do que o redator oficial dos discursos do presidente Barack Obama. Ele trabalha 16 horas por dia e não conseguiu nenhum casinho durante a campanha.

Mas foi só chegar à Casa Branca que Jon Fravreau, de 27 anos, conseguiu o que queria. Ele estaria namorando a ex-modelo e atriz Ali Campoverdi, que ficou nua para a revista masculina Maxim, em 2004. Na ocasião, ela disse que estava procurando um homem apaixonado por alguma coisa: não importava se pelo trabalho, por um passatempo ou… por sapatos…

A jovem hoje é funcionária da Casa Branca, segundo o jornal Daily Mail. Mas ela também já apareceu em reality shows, como o programa de namoro For love or Money (por amor ou dinheiro). Também foi a vampira do filme Constantine, com Keanu Reeves.

O jovem redator ganhou fama de conquistador. Em entrevista ao New York Times no ano passado, ele disse que a campanha o impediu de ter qualquer tipo de relação amorosa séria. É hora de tirar o atraso…

Postado por Rodrigo Lopes

Uma viagem pelo mundo da notícia

27 de janeiro de 2009 1

O museu da notícia de Washington fica na Avenida Pensilvânia, a mesma onde Barack Obama desfilou na sua posse, dia 20 de janeiro. No museu, você encontra os principais fatos da história recente retratados pela imprensa. Os grandes jornais do mundo estampam suas manchetes, inclusive Zero Hora.

Assista ao vídeo:

Postado por Rodrigo Lopes

Cobertura Obama

17 de janeiro de 2009 0

Amigos, nesses dias em Washington para a cobertura da posse de Barack Obama, vocês podem acompanh ar o trabalho no blog Mudança na América. Tentarei trazer ali informações quentinhas, bastidores desses dias históricos para os EUA e para o mundo. Vem comigo?

Postado por Rodrigo Lopes

As armadilhas de Gaza

12 de janeiro de 2009 2

A chamada guerra assimétrica, no jargão militar, significa o uso de armas não-convencionais para combater o inimigo – uma faca, utensílhos domésticos transformados em armas ou mesmo um avião transformado em míssil. É uma técnica utilizada essencialmente por guerrilhas. É assim que os vietnamitas lutaram contra os EUA. E é assim que o Hamas luta contra Israel na Faixa de Gaza.

Já se fala que uma terceira fase da operação israelense está em curso. Ela começou em 27 de dezembro com o bombardeio aéreo, seguido, no dia 3 de janeiro, da invasão terrestre. Agora, a nova fase consiste na ocupação de áreas urbanas.

Segundo uma reportagem do The New York Times, o Hamas preparou o terreno nos últimos dois anos para combater os israelenses em Gaza. Se tudo isso é real ou não, não se sabe. Até agora, nenhum jornalista estrangeiro pode ter acesso ao território e verificar, de forma independente, as diferenças entre verdade e mentira. E, como já ensinou o célebre jornalista Phillip Knightley, na guerra a primeira vítima é sempre a verdade. No Oriente Médio, essa máxima do jornalismo é mais do que nunca atual.

Postado por Rodrigo Lopes

A conta da guerra

12 de janeiro de 2009 1

A guerra na Faixa de Gaza custa cerca de US$ 8 milhões por dia a Israel. Em pouco mais de duas semanas de conflito até agora, essas despesas chegam a US$ 130 milhões.

E esse é apenas o preço das operações militares – não estão incluídas aí as perdas indiretas, representadas pela interrupção da produção industrial, a redução da atividade do comércio e colapso no turismo ou com índices negativos, como o da inflação e do desemprego.

Postado por Rodrigo Lopes

Vozes do deserto

11 de janeiro de 2009 0

Manifestações contrárias a Israel no Marrocos/Aline Buaes

A jornalista gaúcha Aline Buaes passou 10 dias visitando o Marrocos. Cruzou o país de Casablanca a Marrakesh, passando por Essaouira, Tineghir, Merzouga, Meknes e Tanger. Lá, ela testemunhou manifestações contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Confira o relato enviado ao blog:

Como em muitas capitais do mundo ocidental, os países árabes também assistiram a uma avalanche de manifestações populares contra ataques israelenses em Gaza. O Marrocos não fugiu à regra, e as ruas das suas principais cidades também foram tomadas por protestos de apoio aos palestinos. No dia 31 de dezembro passado, quando deixávamos a pequena cidade de Tineghir, um lindo oásis em meio ao deserto do Saara, assistimos a uma grande manifestação de estudantes de escolas secundárias que portavam bandeiras palestinas e protestavam contra os ataques de Israel. Em Tineghir, na região leste do Marrocos, a maior parte dos 40 mil habitantes tem orígens berberes. Uma das grandes vitorias politicas dos últimos anos nesta regiao foi a instituição do ensino de língua berber nas escolas, junto com o árabe e o francês.

O Marrocos é formado basicamente por populações de orígens árabe e berbere. Os berberes se caracterizam por serem menos radicais com as regras da religião islâmica e mais abertos ao contato com a cultura ocidental.

Postado por Rodrigo Lopes

No caminho de um cessar-fogo

09 de janeiro de 2009 2

Aumenta a pressão pelo fim do conflito na Faixa de Gaza, principalmente nos bastidores da diplomacia – e representantes de vários países reunidos até altas horas desta madrugada em Nova York, na sede da ONU, forçaram uma mensagem por um cessar-fogo antes de suas rezas de sexta-feira, dia santo para os muçulmanos. 

É o que começa, felizmente, a se desenhar no Oriente Médio. O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nas primeiras horas de hoje uma resolução que pede o cessar-fogo imediato da ofensiva israelense. Os EUA, tradicionais aliados de Israel, não exerceram o poder de veto, mas se abstiveram de votar.

O texto assinala “a urgência e faz um apelo ao cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado, que leve à completa retirada das forças israelenses de Gaza.” A resolução “condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo”, sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel. O documento defende ainda uma paz baseada na visão de uma região onde dois estados democráticos, Israel e Palestina, convivam em paz, com fronteiras seguras e reconhecidas.

O projeto de resolução foi elaborado por Grã-Bretanha, França e os países árabes e sugere além do cessar-fogo, a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária – comida e remédios no território palestino. Esta resolução tem legiimidade, já que contou com a aceitação dos países árabes – que podem aí pressionar os palestinos do Hamas a aceitarem fazer parte de um acordo. Só assim, Israel pararia os ataques.

Eis a grande dúvida, saber se o documento tem força suficiente para pôr fim a um conflito que chega hoje ao 14 dia. 763 pessoas morreram do lado palestino e 12 em Israel. Os feridos ultrapassam 3.100.

Postado por Rodrigo Lopes

O exemplo de Qana

08 de janeiro de 2009 2

A casa onde morreram 28 pessoas em Qana, em 2006/Rodrigo Lopes

Volto ao exemplo do bombardeio de Qana, o qual testemunhei durante a guerra entre Israel e o Hezbollah, no sul do Líbano, em 2006, para dizer que os estrategistas israelenses vivem uma espécie de “síndrome de Qana”. E para justificar por que o ataque de terça-feira a uma escola da ONU foi um divisor de águas no atual conflito.

Por duas vezes, operações israelenses em Qana alteraram completamente o destino de toda a campanha militar de Israel contra o grupo xiita libanês Hezbollah. Na primeira delas, em 1996, mais de cem libaneses, sendo a maioria mulheres e crianças, morreram em um ataque de Israel e a um abrigo da ONU. Pressionados pela comunidade internacional, Israel suspendeu a operação Vinhas da Ira. Dez anos mais tarde, a opinião pública internacional mais uma vez se voltou contra os israelenses depois que 28 pessoas – de novo a maioria era criança – foram mortas em outro bombardeio em Qana.

Em 2006, a partir do ataque à cidadezinha libanesa, Israel anunciou a suspensão por 24 horas dos bombardeios, para investigar o que acontecera. Foi a chance que eu e um grupo de jornalistas em Beirute tivemos para ir até Qana, distante uns 250 quilômetros. Chegamos lá e só foi possível ver os destroços da cidade e do prédio onde houve as mortes. Em menos de meia hora, Israel recomeçou os bombardeios, o que gerou uma fuga em massa da população e de nós, jornalistas.

Desta vez, a trégua parece ter bases mais sólidas. O corredor humanitário – que apenas na terça-feira permitiu a entrada de 80 caminhões com medicamentos, comida e combustível – será aberto durante três horas diariamente. Espera-se que, desta vez, o governo israelense cumpra a sua promessa.

Postado por Rodrigo Lopes

A paz possível

07 de janeiro de 2009 1

Capa do blog dos israelenses e palestinos/Reprodução

Em meio ao festival de insanidade de israelenses e palestinos, uma voz na internet concede um fio de esperança diante de tanta tragédia: situados de lados diferentes da fronteira entre Israel e Gaza, um israelense e um palestino compartilham o blog “A vida deve seguir em frente em Gaza e Sderot”. Confira aqui

 

Mais informações e a repercussão do blog em sites como BBC, clique aqui

Postado por Rodrigo Lopes

Divisor de águas

06 de janeiro de 2009 3

Reprodução/The Washington Post

Chegamos a um episódio que pode ser o divisor de águas nesta guerra no Oriente Médio. Disparos efetuados por um tanque israelense atingiram uma escola mantida pela ONU em Jabalia, na Faixa de Gaza, e mataram pelo menos 30 pessoas. Foi o segundo ataque em menos de 24 horas contra uma escola mantida pelas Nações Unidas na região da Faixa de Gaza.

O argumento de Israel é de que a partir dessa escola teriam sido disparados foguetes por parte do Hamas. Seria uma resposta a fogo inimigo. Além das pessoas que se refugiavam na escola, vizinhos também teriam sido atingidos.

Trata-se de um divisor de águas, porque no Líbano em 2006 aconteceu um episódio muito semelhante. Israel atingiu uma casa na cidade de Qana – e todos os mortos eram civis.

Tive a oportunidade de estar em Qana horas depois do ataque, e o prédio virara um monte de ferro retorcido e concreto queimado. No local, estavam ainda colchões, roupas das vítimas. Mas a imagem mais chocante eram os chinelos de dedos das crianças mortas.

Foi a partir daquele episódio que aumentou a pressão internacional para que as tropas recuassem. Israel se retirou do sul do Líbano e até hoje existe uma controvérsia sobre quem de fato ganhou a guerra.

Postado por Rodrigo Lopes

Como é um abrigo antiaéreo

06 de janeiro de 2009 2

Bunker de hotel em Haifa, no norte de Israel/Rodrigo Lopes

Pisei num abrigo antiaéreo pela primeira vez em 2006, durante a guerra entre Israel e o Hezbollah. Este bunker aí da foto fica no Hotel Le Meridién, em Haifa, no norte do país. Havia um em cada andar do prédio, com uma ligação (aquela espécie de alçapão que você vê na foto). Por aquela portinha, pode-se chegar até o térreo, descendo uma longa escada.

Como expliquei no post anterior, quando as sirenes soam, tem-se 50 segundos para correr para o abrigo. Este de Haifa especificamente era pequeno, cheirava a mofo. Na salinha, tinha apenas um cobertor e uma tábua de passar roupa.

Estive em um outro, em um kibutz, numa área de escola. É mais colorido, com ventilador, brinquedos para as crianças e mais e mais cobertas. O grande problema naquela cobertura em Haifa foi que, em todas as ocasiões em que as sirenes soaram, eu estava na rua, dentro de um carro. E não deu tempo de correr para o bunker. O jeito foi abrigar o veículo debaixo de uma marquise – e, em outro momento, no meio do campo, debaixo de uma ponte.

Tanto os Katyusha do Hezbollah quanto os Qassam do Hamas não têm uma boa mira. Normalmente, são disparados a esmo. Mas ninguém paga para ver na hora em que as sirenes soam o alerta.

Postado por Rodrigo Lopes

Hamas ameaça atacar Tel-Aviv

06 de janeiro de 2009 0

A orla de Tel-Aviv, em 2006/Rodrigo Lopes

Tel-Aviv, a segunda maior cidade de Israel, entrou na mira do Hamas, neste 11º dia de confrontos na Faixa de Gaza. Nesta segunda-feira à noite, um líder do grupo radical palestino veio a público para fazer as ameaças.

Mais do que a segunda maior cidade, Tel-Aviv é um marco simbólico. Atingi-la significaria uma grande demonstração de força por parte do Hamas.

É claro que tudo não passa por enquanto de ameaças vagas. Mas, mesmo assim, a prefeitura começou a inspecionar os 280 abrigos antiaéreos espalhados pela cidade de 390 mil habitantes. Tel-Aviv é uma cidade festiva, boêmia, fica às margens do Mar Mediterrâneo, é o coração cultural e financeiro de Israel.

Um ataque siginificaria mais: colocaria 3 milhões de israelenses no raio de alcance do Hamas. As medidas de emergência incluem o aumento das reservas de água, uma central de emergência e a limpeza de bunkers instalados na rede pública de ensino.

Tel-Aviv tem vários desses abrigos. Em 2006, quando havia ameaça por parte do grupo libanês Hezbollah, existia um clima semelhante a este. Tive a oportunidade de conversar com alguns israelenses e também brasileiros naquela ocasião. E todos sabiam de cor a cartilha aprendida ainda na primeira Guerra do Golfo, quando os mísseis Scud de Saddam Hussein chegaram a atingir a cidade.

A lógica é a seguinte: quando as sirenes começam a soar, e é um grito agonizante, terrível, os moradores têm 50 segundos para buscar um abrigo antiaéreo.

Os próprios hotéis têm esses abrigos. Os mais modernos foram construídos em torno de uma coluna de concreto, onde cada andar é interligado por uma espécie de túnel. A ideia é, se o resto do prédio desabar, essa área de concreto quadrada ficaria, em tese, intacta.

Sabe-se que o Hamas não tem condições de atingir Tel-Aviv apenas com seus foguetes Qassam, que são lançados diaramente contra o sul de Israel. Para chegar ao centro do país, seriam necessários foguetes mais poderosos, como Fajr 3 e Fajr 5, de fabricação iraniana. Estes armamentos teriam capacidade para alcançar alvos num raio de 40 a 70 quilômetros.

Postado por Rodrigo Lopes

Combates casa a casa na Faixa de Gaza

05 de janeiro de 2009 5

Neste mapa publicado pelo The New York Times é possível ver como está a situação militar na Faixa de Gaza. Pela primeira vez nesta operação, o exército israelense avança sobre o território palestino e caça extremistas do Hamas nas ruas dentro da Cidade de Gaza. O território está agora dividido em três partes, numa nova fase da operação.

Chegamos ao 10º dia, e só nesta segunda-feira 50 palestinos foram mortos nas ações. Seis soldados ficaram feridos do lado israelense.

Apesar da força dos bombardeios e da invasão por terra, o Hamas, usando bases móveis continua lançando foguetes contra Israel. Do lado palestino, no total, há mais de 520 mortos. Do lado israelense, cinco mortos.

No campo diplomático, o presidente francês Nicolas Sarkozy assumiu a frente das tentativas de negociação. Ele está na região e chamou as ações do Hamas de “irresponsáveis e imperdoáveis”. O Hamas respondeu em seguida, acusando Sarkozy de “parcialidade total” em favor de Israel.

Postado por Rodrigo Lopes

Fumaça da controvérsia

05 de janeiro de 2009 3

Cortina de fumaça pode ser provocada por fósforo branco/Reprodução

Uma informação publicada hoje pelo jornal The Times acrescenta uma dose a mais de controvérsia na operação israelense na Faixa de Gaza. As imagens do domingo mostraram uma fumaça branca após os bombardeios. Pois, segundo o Times, esta fumaça pode ter sido provocada por uma substância química chamada fósforo branco, usado por britânicos e americanos no Iraque.

O fósforo branco não é proibido, desde que seja usado para criar apenas uma cortina de fumaça. O objetivo é confundir o atacante, principalmente evitar os ataques feitos a partir de foguetes posicionados no ombro no momento do lançamento, semelhantes ao RPG.

Postado por Rodrigo Lopes