Na Grã-Bretanha, que tem um dos parlamentos mais sólidos do mundo, os políticos parecem estar se lixando para o povo. Depois dos deputados da Câmara baixa britânica, que chegaram a usar verbas públicas para pagar filmes pornográficos e comida para cachorro, agora, a poderosa Camara dos Lordes é acusada de aceitar dinheiro em troca da aprovação de leis.
A Câmara dos Lordes também é chamada Câmara alta do parlamento, como se fosse o Senado brasileiro. Dois dos lordes foram suspensos. E isso não acontecia em mais de três séculos. Para entender um pouco mais: A Câmara dos Lordes tem 731 membros. Ela é um corpo não-eleito, formado por dois arcebispos, 24 bispos da Igreja Anglicana e 706 membros da nobreza. Foi criada no século 14, chegou a ser abolida na Guerra Civil inglesa, mas foi restaurada em 1660.
Além de executar funções legislativas, a Câmara dos Lordes mantém alguns poderes judiciais: ela é a mais alta corte de apelação para a maioria dos processos no Reino Unido. Uma reforma de 1999 acabou com o direito de hereditariedade na Casa, que durou mais de 700 anos. Os mandatos dos membros continuam sendo vitalícios, mas eles são indicados pela rainha, normalmente por orientação dos partidos.
No caso do escândalo, o partido envolvido é o trabalhista, por isso a pressão sobre o primeiro-ministro Gordon Brown.
Assim como a Casa dos Comuns, a Câmara dos Lordes se reúne no Palácio de Westminster, o famoso prédio do parlamento às margens do Tâmisa, cartão-postal londrino. Lá, os lordes se reúnem num salão luxuosamente decorado. É o local de muitas cerimônias formais, sendo a mais famosa a Abertura do Parlamento, realizada no começo de cada nova sessão parlamentar, com a presença da rainha Elizabeth II. Mas, como se vê, pompa não garante transparência política. E mudam o idioma e a tradição, mas corrupção é igual - ou pelo menos muito semelhante - em qualquer lugar do mundo.
Postado por Rodrigo Lopes
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